Mato Grosso, 13 de abril de 2026
CGE-MT institui plano que estabelece meta de 90% de destinação correta de resíduos em 2026
Documento vai além da organização interna, contribui para a política ambiental e orienta o uso responsável de recursos públicos
A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) instituiu o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), um instrumento técnico que fortalece a gestão ambiental no setor público e estabelece como meta principal a destinação correta de 90% dos resíduos gerados pelo órgão ainda em 2026. A iniciativa vai além da organização do descarte de materiais, contribuindo para a política sustentável e orientando práticas mais eficientes no uso de recursos públicos.
O plano padroniza o manejo dos resíduos gerados no órgão, com diretrizes claras para separação, acondicionamento e destinação final ambientalmente adequada. Entre os materiais contemplados estão papel, plástico, equipamentos eletrônicos e outros itens da rotina administrativa. O documento também define responsabilidades e procedimentos, garantindo maior controle, padronização e continuidade das ações.
Além disso, o PGRS apresenta um diagnóstico da geração de resíduos na CGE e propõe medidas para reduzir o consumo de insumos, ampliar o reaproveitamento e fortalecer a destinação correta, com prioridade para a reciclagem. As orientações são objetivas e voltadas à prática, o que facilita a adoção de hábitos sustentáveis no ambiente de trabalho e contribui diretamente para o alcance da meta estabelecida.
A iniciativa impacta positivamente a gestão pública ao reduzir desperdícios, melhorar a eficiência administrativa e minimizar os impactos ambientais, alinhando o órgão às boas práticas de sustentabilidade.
O responsável técnico pela elaboração do plano, o doutor em biotecnologia Alexandre de Souza, destaca o caráter estruturante do documento. “O PGRS organiza de forma técnica todo o fluxo dos resíduos dentro da instituição. Ele define etapas, responsabilidades e padrões de execução, o que traz mais segurança, controle e eficiência para a gestão, além de alinhar o órgão às boas práticas ambientais”, explica.
Para a sociedade, os efeitos são amplos. Quando a administração pública adota práticas adequadas de gestão de resíduos, há redução de impactos ambientais, melhor aproveitamento dos recursos e melhoria na qualidade dos serviços prestados.
A presidente da Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), Sandra Bacani, ressalta que o plano também tem alcance ambiental e social. “A gestão de resíduos é uma agenda estratégica para a sustentabilidade. O PGRS contribui para a preservação dos recursos naturais, reduz impactos ambientais e reforça a responsabilidade social do poder público. Esse tipo de iniciativa também influencia positivamente a sociedade, ao incentivar práticas mais conscientes”, afirma.
O documento também foi apresentado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMUrb), etapa que integra o processo de alinhamento às diretrizes ambientais do município.
Alexandre de Souza explica que o procedimento seguiu todas as etapas técnicas exigidas. “Após a formalização do contrato, reuni a documentação e iniciei o cadastramento no sistema. Com o avanço das etapas e a finalização das informações, encaminhei o processo completo para análise da prefeitura, que agora realiza a validação técnica do plano”, detalha.
Para o município, o PGRS é uma ferramenta importante de gestão, pois permite acompanhar e monitorar as práticas ambientais adotadas pelos órgãos públicos. Isso contribui para uma atuação mais integrada, fortalece a política ambiental e melhora a organização da gestão de resíduos na cidade.
Para acessar o PGRS, clique AQUI.
Fonte:
CGE-MT