Mato Grosso, 30 de junho de 2026

Rede de Ouvidoria de MT reforça atuação estratégica em seminário internacional

Evento foi promovido nesta semana pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR)

Membros da Rede de Ouvidoria do Poder Executivo de Mato Grosso participaram, nesta semana, da 1ª edição do Seminário Internacional de Ouvidorias, realizado em Brasília (DF). Promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), o evento reuniu mais de 500 especialistas, gestores públicos e representantes de organismos internacionais, como Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

Com o tema “Ouvidoria pública: do acolhimento à transformação social – desafios e caminhos para uma atuação mais efetiva e cidadã”, o seminário marcou uma nova perspectiva para as ouvidorias brasileiras. O evento reforçou a atuação dessas unidades não apenas como canais de escuta, mas também como estruturas capazes de produzir informações estratégicas, subsidiar a tomada de decisões, avaliar políticas públicas e promover melhorias concretas para a população.

Representando o Governo de Mato Grosso, participaram integrantes da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), por meio da Ouvidoria-Geral, e ouvidores setoriais da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Casa Civil, Ouvidoria de Polícia, Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria de Estado de Saúde (SES), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) e Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Ouvidoria estratégica

A coordenadora de Ouvidoria e Transparência da CGE-MT, Aline Landini, destacou que a principal discussão do seminário foi sobre como utilizar tecnologia, inteligência de dados e inovação para aumentar a efetividade das ouvidorias, sem perder o atendimento humanizado.

“A temática deste ano girou em torno do uso da tecnologia e dos dados para ampliar a efetividade das ouvidorias, sem perder o cuidado com a pessoa que estamos atendendo. É a ouvidoria como instrumento para transformar vidas.”

Segundo a coordenadora, as experiências apresentadas durante o seminário evidenciaram que a estratégia adotada pela CGE-MT na coordenação da Rede de Ouvidoria Estadual está em sintonia com as melhores práticas discutidas no evento.

“Foi uma excelente oportunidade para conhecer iniciativas de diversos lugares e de diferentes tipos de ouvidoria, do Brasil e do mundo. O evento mostrou que a CGE está no rumo certo ao fortalecer uma ouvidoria estratégica, alinhada ao modelo defendido pela CGU, que utiliza dados e evidências para aprimorar a gestão pública sem perder o cuidado com as pessoas.”

A coordenadora também ressaltou que a expressiva participação das ouvidorias setoriais demonstra o fortalecimento da Rede de Ouvidoria do Estado. “A presença de nove ouvidorias setoriais demonstra o interesse da nossa rede em trocar experiências, buscar inovação e conhecer boas práticas. Também evidencia o trabalho da CGE no fortalecimento dessas unidades, por meio de capacitação, orientação e apoio permanente, além da confiança dos gestores estaduais na importância da atividade de ouvidoria.”

Uso de dados

O superintendente de Ouvidoria da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Marcos Vinicio Costa, afirmou que uma das experiências mais marcantes do seminário foi a demonstração de como os dados das manifestações podem ser utilizados para solucionar problemas estruturais da administração pública.

“O que mais me chamou a atenção foi perceber como os dados das ouvidorias podem se transformar em uma ferramenta de inteligência estratégica para os órgãos públicos. Um dos casos apresentados mostrou que, após a implantação de uma nova política pública, a Ouvidoria do Ministério dos Transportes recebeu, em apenas dois meses, o volume de manifestações que normalmente chegava em um ano.”

Segundo o superintendente, a situação evidenciou que, diante de uma demanda excepcional, apenas responder aos cidadãos não seria suficiente. “Mesmo com uma ouvidoria estruturada, com processos, prazos e organização, foi necessário mudar a estratégia. O uso dos dados das manifestações aliado à inteligência artificial permitiu identificar rapidamente a origem do problema e agir com celeridade. A grande lição foi que chega um momento em que não basta responder às demandas; é preciso resolver efetivamente a causa dos problemas.”

Serviço

Fonte:

CGE-MT