Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno

O Mucci é o modelo de maturidade desenvolvido pelo Grupo de Trabalho do Conaci (Conselho Nacional de Controle Interno) para apoiar a avaliação e a evolução das Unidades Centrais de Controle Interno (UCCIs) dos entes federativos brasileiros.

O modelo organiza a atuação de uma UCCI em seis macrofunções, avalia cada uma delas em cinco dimensões e posiciona o resultado em cinco níveis de maturidade, do estágio inicial ao estágio de referência.

É destinado a controladores-gerais e equipes técnicas das UCCIs estaduais e municipais que buscam diagnosticar e evoluir a maturidade institucional de suas macrofunções de controle interno.

6
Macrofunções
5
Dimensões
5
Níveis de maturidade
314
KPAs

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Metodologia de Pontuação

1. Finalidade

A Metodologia de Pontuação do Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno - Mucci estabelece as regras para avaliação, cálculo, consolidação, validação e interpretação dos resultados de maturidade das unidades avaliadas.

A metodologia foi concebida para conciliar dois objetivos:

  1. reconhecer formalmente o nível de maturidade efetivamente conquistado pela unidade; e

  2. mensurar o avanço já realizado em direção ao nível imediatamente seguinte.

Para isso, o Mucci adota uma Nota Mucci contínua, de 0,00 a 5,00, associada aos cinco níveis progressivos e cumulativos de maturidade.

A parte inteira da nota representa o último nível integralmente conquistado, enquanto a parte decimal demonstra o grau de avanço no nível imediatamente seguinte.

Assim, a metodologia não apenas classifica a unidade, mas demonstra sua posição na trajetória de evolução da maturidade institucional.

2. Premissas da metodologia

2.1 Progressividade

A maturidade é desenvolvida progressivamente. Capacidades mais avançadas pressupõem a existência e a manutenção das capacidades estruturantes dos níveis anteriores.

2.2 Cumulatividade

O reconhecimento de um nível somente ocorre quando os requisitos desse nível e dos níveis anteriores estiverem atendidos.

2.3 Não compensação entre níveis

O bom desempenho em níveis superiores não compensa lacunas existentes no nível imediatamente necessário à progressão.

Uma unidade que tenha conquistado o Nível 1 continuará tendo sua nota calculada a partir do avanço no Nível 2, ainda que já possua capacidades previstas nos Níveis 3, 4 ou 5.

2.4 Reconhecimento do desenvolvimento parcial

Embora o nível somente seja formalmente conquistado quando atendidos os critérios estabelecidos, a metodologia reconhece os avanços parciais realizados dentro do nível em desenvolvimento.

2.5 Evidência e verificabilidade

A pontuação deve refletir capacidades efetivamente implementadas e sustentadas por evidências adequadas. A simples existência de norma, documento, sistema ou declaração não caracteriza, isoladamente, maturidade institucional.

2.6 Transparência e rastreabilidade

Todo resultado deve possuir memória de cálculo que permita identificar as respostas, evidências, validações, pontuações das práticas, resultados dos KPAs e critérios que determinaram o nível e a nota obtidos.

2.7 Orientação para melhoria

A pontuação não deve ser utilizada apenas como instrumento classificatório. Sua principal finalidade é apoiar o diagnóstico institucional, identificar lacunas e orientar a evolução da unidade.

3. Níveis de maturidade e escala de pontuação

O Mucci adota cinco níveis progressivos e cumulativos de maturidade:

Nível Denominação Sentido geral
1 Inicial Atuação incipiente, fragmentada, reativa ou dependente de pessoas
2 Fundamental Capacidades essenciais definidas e em funcionamento regular
3 Desenvolvido Processos padronizados, planejados e profissionalizados
4 Consolidado Integração à governança, riscos e resultados
5 Referência Excelência, aprendizagem, inovação e impacto sustentável

A Nota Mucci varia de 0,00 a 5,00:

Nota Situação
0,00 a 0,99 Em desenvolvimento para o Nível 1
1,00 a 1,99 Nível 1 conquistado e avanço para o Nível 2
2,00 a 2,99 Nível 2 conquistado e avanço para o Nível 3
3,00 a 3,99 Nível 3 conquistado e avanço para o Nível 4
4,00 a 4,99 Nível 4 conquistado e avanço para o Nível 5
5,00 Nível 5 integralmente conquistado

A classificação formal corresponde sempre ao último nível integralmente conquistado, independentemente da magnitude da parte decimal.

4. Unidade básica de avaliação: prática esperada

Cada KPA é composto por um conjunto de práticas esperadas verificáveis.

As práticas constituem a unidade básica de observação da metodologia e são avaliadas em escala de realização de 0 a 4.

Nota Situação Interpretação geral
0 Não implementada A prática não existe ou não há elementos que demonstrem sua realização
1 Incipiente Existem iniciativas pontuais, informais ou incipientes
2 Parcialmente implementada Há implementação relevante, porém incompleta, irregular ou de abrangência limitada
3 Institucionalizada A prática está definida, implementada, abrangente, recorrente e monitorada
4 Otimizada A prática está institucionalizada, é aperfeiçoada por evidências e demonstra resultados sustentáveis

A atribuição da nota deverá considerar, conforme a natureza da prática:

  • existência;

  • formalização;

  • aplicação efetiva;

  • continuidade;

  • abrangência;

  • monitoramento;

  • qualidade;

  • resultados produzidos.

Nenhuma prática esperada, isoladamente, inviabiliza o atendimento do KPA ao qual pertence. O atendimento do KPA é aferido pelo desempenho agregado do conjunto de práticas, conforme o critério estabelecido em 8.

5. Evidências e validação

A pontuação declarada deve ser sustentada por evidências compatíveis com a natureza da prática.

A avaliação das evidências deverá considerar, quando aplicável:

  • existência;

  • autenticidade;

  • atualidade;

  • pertinência;

  • abrangência;

  • consistência com a resposta apresentada;

  • demonstração de aplicação efetiva.

A mera apresentação de documento formal não implica automaticamente pontuação elevada. Uma norma aprovada, por exemplo, pode demonstrar formalização, mas não necessariamente sua aplicação contínua ou sua efetiva institucionalização.

A pontuação definitiva será aquela resultante do processo de validação previsto pelo Mucci.

6. Tratamento de NA e NE

6.1 Não Aplicável - NA

Uma prática poderá ser classificada como NA - Não Aplicável quando, em razão das características institucionais, jurídicas ou operacionais da unidade avaliada, sua aplicação não for pertinente.

A não aplicabilidade deverá ser:

  • expressamente justificada;

  • documentada;

  • submetida à validação.

Quando validada, a prática classificada como NA será excluída do denominador utilizado no cálculo do KPA, não produzindo efeito positivo ou negativo na pontuação.

6.2 Não Examinado - NE

A classificação NE - Não Examinado será utilizada temporariamente quando a prática ainda não tiver sido examinada de modo suficiente para receber resposta.

NE não é nota zero, não é NA e não integra o cálculo. Item necessário em NE impede a consolidação do resultado enquanto a cobertura avaliativa estiver comprometida.

Após o exame, a prática deverá ser convertida em nota de 0 a 4 ou em NA validado. Se não houver evidência suficiente para demonstrar sua realização, deverá receber nota 0.

7. Cálculo da pontuação do KPA

A pontuação de cada KPA será obtida pela relação entre a soma das notas das práticas aplicáveis e a pontuação máxima possível dessas práticas.

Fórmula

Pontuação do KPA (%) = Soma das notas das práticas aplicáveis ÷ (Quantidade de práticas aplicáveis × 4) × 100

As práticas classificadas como NA e devidamente validadas são excluídas do cálculo.

Exemplo

Considere um KPA composto por cinco práticas:

Prática Nota
P1 4
P2 4
P3 3
P4 3
P5 2

Pontuação obtida:

4 + 4 + 3 + 3 + 2 = 16

Pontuação máxima:

5 × 4 = 20

Logo:

16 ÷ 20 × 100 = 80%

O KPA alcançou 80% de implementação.

8. Critério de atendimento do KPA

Para fins de reconhecimento de um nível de maturidade, propõe-se inicialmente que um KPA seja considerado atendido quando:

Pontuação do KPA ≥ 75%

O limiar de 75% é aplicado de forma uniforme a todos os KPAs, independentemente de sua natureza ou complexidade, evitando que critérios diferenciados tornem mais fácil ou mais difícil a conquista formal de determinado KPA.

9. Cálculo do avanço do nível

O avanço dentro de determinado nível será calculado pela média simples do desempenho obtido em todos os KPAs pertencentes ao nível.

Fórmula

Avanço do Nível (%) = Σ Pontuação do KPA ÷ Quantidade de KPAs do nível

O resultado varia de 0% a 100%.

Exemplo

Considere quatro KPAs:

KPA Resultado
KPA A 100%
KPA B 80%
KPA C 60%
KPA D 40%

Soma dos resultados:

100 + 80 + 60 + 40 = 280

Avanço:

280 ÷ 4 = 70%

O avanço do nível é, portanto, 70%.

10. Regra para conquista integral do nível

A média de desempenho dos KPAs é utilizada para mensurar o avanço, mas não permite compensação para fins de conquista formal do nível.

Um nível será considerado integralmente conquistado quando:

  1. todos os KPAs pertencentes ao nível forem considerados atendidos; e

  2. estiverem preservadas as capacidades exigidas nos níveis anteriores.

Portanto, um KPA com desempenho elevado não poderá compensar outro KPA que não tenha alcançado o limiar mínimo.

Exemplo

Considere:

KPA Resultado Situação
A 100% Atendido
B 100% Atendido
C 100% Atendido
D 70% Não atendido

Apesar do elevado desempenho médio do nível, o KPA D permanece abaixo do limiar de 75%.

Consequentemente, o nível não foi conquistado.

11. Cálculo da Nota Mucci

Identificado o último nível integralmente conquistado, a Nota Mucci será calculada acrescentando-se a ele a fração correspondente ao avanço no nível imediatamente seguinte.

Fórmula

NM = N + A

Onde:

  • NM = Nota Mucci;

  • N = último nível integralmente conquistado;

  • A = avanço no nível imediatamente seguinte, convertido para escala de 0 a 1.

Exemplo

Nível 1 integralmente conquistado e avanço de 70% no Nível 2:

NM = 1 + 0,70

NM = 1,70

Para apresentação, aplicando arredondamento para duas casas decimais:

Nota Mucci = 1,70

12. Caso prático completo

O caso a seguir demonstra a aplicação integrada das regras.

Os KPAs e práticas são hipotéticos e simplificados para fins didáticos e não substituem as matrizes oficiais do Mucci.

12.1 Contexto

Considere uma Unidade Central de Controle Interno avaliada em determinada macrofunção.

Para fins do exemplo:

  • o Nível 1 possui dois KPAs;

  • o Nível 2 possui quatro KPAs;

  • a unidade apresenta também determinadas capacidades dos Níveis 3 e 4.

12.2 Avaliação das práticas de um KPA

O KPA 2.3 possui seis práticas.

Prática Resultado Observação
P1 4 Plenamente implementada
P2 3 Implementada
P3 3 Implementada
P4 2 Parcialmente implementada
P5 NA Não aplicável, com justificativa validada
P6 0 Não demonstrada após o exame

P5 é excluída do denominador.

P6 recebe pontuação zero porque, após o exame, não houve evidência suficiente para demonstrar a prática.

Logo:

Pontuação obtida = 4 + 3 + 3 + 2 + 0 = 12

Pontuação máxima = 5 práticas aplicáveis × 4 = 20

Resultado do KPA 2.3 = 12 ÷ 20 × 100 = 60%

O KPA possui, portanto:

Pontuação: 60%

Situação: Não atendido, por não alcançar o limiar de 75%.

12.3 Resultado do Nível 1

Considere:

KPA Pontuação Situação
KPA 1.1 90% Atendido
KPA 1.2 85% Atendido

Como todos os KPAs estão atendidos:

Nível 1 - Inicial conquistado

A base inteira da Nota Mucci é 1,00.

12.4 Avaliação do Nível 2

Os resultados são:

KPA Pontuação Situação
KPA 2.1 100% Atendido
KPA 2.2 80% Atendido
KPA 2.3 60% Não atendido
KPA 2.4 40% Não atendido

O avanço do nível é:

(100 + 80 + 60 + 40) ÷ 4 = 70%

Portanto:

Avanço no Nível 2 = 70%

Os KPAs 2.3 e 2.4, entretanto, ainda não atingiram o limiar mínimo de 75%.

O Nível 2 não foi conquistado.

12.5 Cálculo da Nota Mucci

A unidade possui:

  • Nível 1 integralmente conquistado;

  • 70% de avanço no Nível 2.

Logo:

Nota Mucci = 1 + 0,70

Nota Mucci = 1,70

O resultado será apresentado como:

Nível de maturidade: Nível 1 - Inicial

Nota Mucci: 1,70

Avanço para o Nível 2: 70%

12.6 Capacidades existentes em níveis superiores

Suponha que a unidade apresente:

  • 55% de desenvolvimento nos KPAs do Nível 3;

  • determinada capacidade do Nível 4 plenamente implementada.

Essas informações são relevantes e deverão constar do diagnóstico.

Entretanto, não alteram a Nota Mucci de 1,70, pois o Nível 2 ainda não foi conquistado.

Os resultados superiores poderão subsidiar o planejamento e demonstrar capacidades já existentes, mas não compensarão as lacunas do Nível 2.

12.7 Evolução da unidade

Após a execução de um plano de melhoria, os KPAs do Nível 2 passam a apresentar:

KPA Resultado Situação
KPA 2.1 100% Atendido
KPA 2.2 90% Atendido
KPA 2.3 80% Atendido
KPA 2.4 75% Atendido

Todos os KPAs atingiram o limiar mínimo.

Portanto:

Nível 2 - Fundamental conquistado

A partir desse momento, o avanço da Nota Mucci passa a considerar os KPAs do Nível 3.

Suponha que a média dos KPAs do Nível 3 seja 54,30%.

A nova nota será:

Nota Mucci = 2 + 0,5430

Nota Mucci = 2,54

Resultado:

Nível de maturidade: Nível 2 - Fundamental

Nota Mucci: 2,54

Avanço para o Nível 3: 54,30%

13. Não compensação entre níveis

A pontuação utilizada para compor a parte decimal da Nota Mucci será sempre aquela correspondente ao nível imediatamente posterior ao último nível integralmente conquistado.

Resultados obtidos em níveis superiores deverão:

  • permanecer registrados;

  • integrar o diagnóstico;

  • ser apresentados no relatório;

  • subsidiar o planejamento institucional;

mas não serão adicionados à Nota Mucci enquanto houver nível anterior ainda não conquistado.

14. Tratamento do Nível 5

O Nível 5 - Referência constitui o estágio máximo.

Quando a unidade possuir o Nível 4 integralmente conquistado, sua nota será:

4 + avanço no Nível 5.

Exemplo:

Nível 4 conquistado + 76% de avanço no Nível 5 = Nota Mucci 4,76.

Quando todos os KPAs do Nível 5 estiverem atendidos:

Nota Mucci = 5,00

15. Consolidação por macrofunção

A metodologia será aplicada individualmente a cada macrofunção avaliada pelo Mucci.

Cada macrofunção deverá apresentar:

  • Nota Mucci;

  • nível formalmente conquistado;

  • avanço para o próximo nível;

  • desempenho dos KPAs;

  • principais lacunas;

  • capacidades superiores já identificadas.

A eventual criação futura de um Índice Geral Mucci deverá possuir regra específica de agregação, evitando que desempenho elevado em uma macrofunção compense automaticamente deficiências estruturais em outra.

16. Apresentação dos resultados

Recomenda-se que o resultado principal seja apresentado conjuntamente:

Nível de maturidade: Nível 2 - Fundamental

Nota Mucci: 2,54

Avanço para o Nível 3: 54,30%

O relatório deverá complementar essas informações com:

  • resultados por dimensão;

  • resultados por KPA;

  • principais práticas não implementadas;

  • situações relevantes de NA e NE;

  • capacidades já existentes em níveis superiores;

  • prioridades de evolução.

A Nota Mucci isoladamente não substitui a análise qualitativa.

17. Parâmetros sujeitos a calibração

Esta versão estabelece uma proposta inicial de parâmetros, que deverá ser submetida à validação técnica do grupo responsável pelo Mucci e ao teste-piloto.

Deverão ser objeto especial de avaliação:

  • o limiar de 75% para atendimento do KPA;

  • o tratamento operacional de NA;

  • o tratamento de situações classificadas como NE;

  • os critérios de suficiência e qualidade das evidências;

  • a adequação da escala de 0 a 4 para diferentes tipos de práticas;

  • os critérios de arredondamento e apresentação das notas;

  • as regras para eventual consolidação das macrofunções em um Índice Geral Mucci.

Até a conclusão dos testes e aprovação formal, esses parâmetros deverão ser considerados provisórios.

18. Memória de cálculo e rastreabilidade

A aplicação deverá permitir rastrear o resultado desde a Nota Mucci até a evidência que fundamentou cada prática.

A cadeia de rastreabilidade será:

Evidência → Prática → KPA → Nível → Nota Mucci

Cada avaliação deverá manter memória suficiente para reproduzir:

  • respostas originais;

  • evidências;

  • justificativas de NA;

  • ocorrências de NE;

  • ajustes decorrentes da validação;

  • pontuação das práticas;

  • cálculo percentual dos KPAs;

  • resultado do nível;

  • situação de atendimento;

  • percentual de avanço do nível;

  • nível conquistado;

  • Nota Mucci.

19. Síntese da metodologia

A metodologia pode ser representada pela seguinte cadeia:

1. Práticas esperadas

Pontuação de 0 a 4, sustentada por evidências.

↓

2. KPA

Consolidação das práticas em percentual de 0% a 100%.

↓

3. Atendimento do KPA

Provisoriamente: mínimo de 75%.

↓

4. Avanço do nível

Média simples dos resultados dos KPAs do nível.

↓

5. Conquista do nível

Ocorre quando todos os KPAs do nível são atendidos, sem compensação entre eles.

↓

6. Nota Mucci

Último nível integralmente conquistado + avanço no nível seguinte.

Fórmulas síntese

Pontuação do KPA (%) = Σ notas das práticas aplicáveis ÷ (nº de práticas aplicáveis × 4) × 100

Avanço do nível (%) = Σ Pontuação do KPA ÷ nº de KPAs do nível

Nota Mucci = N + A

Onde:

  • N = último nível integralmente conquistado;

  • A = avanço no nível imediatamente seguinte convertido para escala de 0 a 1.

Com:

0,00 ≤ Nota Mucci ≤ 5,00

20. Regra síntese

A Nota Mucci corresponde ao último nível de maturidade integralmente conquistado, acrescido da fração de avanço verificada no nível imediatamente seguinte, respeitada a progressividade, a cumulatividade e a não compensação entre níveis, limitada ao valor máximo de 5,00.

Em termos conceituais:

Prática = evidência da implementação.

KPA = capacidade institucional mensurada.

Nível conquistado = maturidade comprovada.

Parte decimal = avanço para o próximo nível.

Nota Mucci = posição atual da unidade em sua trajetória de maturidade.

A metodologia combina, assim, rigor para reconhecimento formal dos níveis e sensibilidade para mensurar avanços intermediários, preservando simplicidade, transparência e orientação à melhoria contínua.

Marco de Referência do Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno

1 Apresentação

As Unidades Centrais de Controle Interno - UCCIs desempenham papel essencial para a integridade, a governança, a transparência, a participação social, a prevenção de riscos, a avaliação da gestão e a responsabilização no setor público. A realidade dessas unidades, entretanto, é marcada por grande diversidade. Há diferenças significativas de porte, competências, estrutura, autonomia, recursos, inserção institucional e capacidade técnica entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Essa diversidade é especialmente relevante no âmbito municipal. Enquanto alguns entes contam com estruturas especializadas, equipes multidisciplinares e processos consolidados, outros dependem de unidades pequenas, por vezes formadas por um único agente público, que acumulam responsabilidades e operam com recursos limitados. Um referencial nacional de maturidade precisa reconhecer essas diferenças sem renunciar a padrões mínimos de institucionalidade, qualidade e efetividade.

O Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno - Mucci foi concebido para responder a esse desafio. Trata-se de um referencial nacional, orientativo e evolutivo, destinado a apoiar as UCCIs na compreensão de sua situação atual, na definição de prioridades e na construção gradual de capacidades institucionais.

O Mucci não se limita à verificação da existência formal de leis, unidades ou procedimentos. Seu foco é verificar se capacidades relevantes estão instituídas, são efetivamente utilizadas, produzem resultados e são continuamente aprimoradas. O Modelo procura, assim, aproximar estrutura, atuação e geração de valor público.

A construção do Mucci é uma iniciativa colaborativa do Conselho Nacional de Controle Interno - Conaci. Participaram representantes de controladorias estaduais e municipais, da Controladoria-Geral da União, e instituições e especialistas do ecossistema nacional de controle, integridade e governança pública.

O processo de elaboração se apoiou em quatro fontes: a experiência prática das UCCIs participantes; a escuta de diferentes atores do controle interno; a análise de normas, guias e modelos nacionais e internacionais; e a construção e validação colaborativa da arquitetura do Modelo.

Entre os referenciais considerados estão modelos de maturidade aplicados às áreas de auditoria interna, integridade, correição e ouvidoria, bem como referenciais de governança, gestão de riscos, transparência, controle interno e accountability. Esses materiais foram utilizados como fontes de aprendizagem e comparação, sem afastar a necessidade de adaptação à realidade federativa brasileira.

O Mucci adota uma visão sistêmica. Suas macrofunções não são tratadas como departamentos isolados, mas como campos de atuação que se relacionam e se retroalimentam: a informação produzida por uma macrofunção apoia a atuação das demais, e cada uma contribui, à sua maneira, para prevenir falhas, corrigir desvios e melhorar a gestão pública.

Essa relação, contudo, não segue uma ordem fixa nem hierárquica. Na prática, as macrofunções atuam simultaneamente e em rede. Informações da ouvidoria podem direcionar auditorias; achados da auditoria podem aperfeiçoar controles e programas de integridade; dados da transparência podem favorecer o controle social e a identificação de riscos; resultados correcionais podem revelar causas sistêmicas e orientar medidas preventivas.

O propósito final dessa integração é fortalecer a capacidade do Estado de prevenir falhas, aprender com evidências, responder adequadamente a desvios, apoiar a boa gestão e entregar melhores resultados à sociedade.

O Mucci é composto por três documentos complementares. O Marco de Referência apresenta a arquitetura conceitual, os princípios e as regras gerais do Modelo. Os Cadernos Técnicos, um por macrofunção, detalham conceitos, responsabilidades, fronteiras e trajetórias de desenvolvimento. As Matrizes de Capacidades e Práticas Esperadas, também organizadas por macrofunção, definem os requisitos avaliáveis, sua classificação e sua progressão. Um exemplo ou uma síntese conceitual do Marco não cria, por si só, requisito adicional de avaliação.

2 Finalidade e objetivos

2.1 Finalidade

O Mucci tem por finalidade orientar o desenvolvimento progressivo das capacidades institucionais das Unidades Centrais de Controle Interno, respeitando a diversidade federativa. Busca uma atuação integrada, profissional, baseada em riscos, orientada a resultados e comprometida com a geração e a proteção de valor público.

O Modelo oferece uma trajetória de evolução. Em vez de estabelecer uma fotografia estática ou uma classificação meramente comparativa, apresenta capacidades que podem ser construídas, institucionalizadas, avaliadas e aperfeiçoadas ao longo do tempo.

2.2 Objetivo geral

Disponibilizar um referencial nacional para diagnóstico, desenvolvimento e acompanhamento da maturidade das UCCIs, organizado por macrofunção e aplicável a diferentes contextos institucionais.

2.3 Objetivos específicos

São objetivos específicos do Mucci:

  • estabelecer linguagem comum para conceitos essenciais do controle interno governamental;
  • apoiar as UCCIs na identificação de capacidades existentes, lacunas e prioridades;
  • orientar a institucionalização de processos e práticas compatíveis com o porte e a realidade de cada ente;
  • incentivar autonomia técnica, profissionalização, integração e melhoria contínua;
  • fortalecer a coordenação entre as macrofunções e sua relação com a gestão e a governança;
  • promover atuação preventiva, orientadora e baseada em riscos;
  • aproximar normas, estruturas, práticas, evidências e resultados;
  • favorecer a elaboração de planos de desenvolvimento institucional e o acompanhamento da evolução da maturidade ao longo do tempo;
  • apoiar ações de capacitação, cooperação e assistência técnica;
  • disseminar boas práticas nacionais e internacionais adaptadas à realidade brasileira; e
  • contribuir para a transparência, a integridade, a accountability e a geração de valor público.

3 Público-alvo e âmbito de aplicação

3.1 Público-alvo

O Mucci destina-se às Unidades Centrais de Controle Interno dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, independentemente de sua denominação formal. Pode ser utilizado por controladorias-gerais, secretarias de controle, órgãos centrais de sistemas de controle interno ou estruturas equivalentes.

O Modelo também pode servir de referência para:

  • dirigentes e equipes das UCCIs;
  • autoridades máximas dos entes públicos;
  • gestores responsáveis por governança, riscos e controles;
  • unidades setoriais ou descentralizadas de controle;
  • conselhos e instâncias de governança;
  • entidades representativas e redes de cooperação;
  • escolas de governo e instituições de capacitação;
  • órgãos de controle externo, respeitada a finalidade orientativa do Modelo; e
  • pesquisadores e organizações interessadas no fortalecimento institucional do controle interno.

3.2 Conceito funcional de UCCI

Para fins do Mucci, considera-se Unidade Central de Controle Interno a instância responsável por coordenar, orientar, normatizar, monitorar ou avaliar atividades relacionadas ao sistema de controle interno do ente, de acordo com as competências definidas no respectivo ordenamento jurídico.

A denominação, o nível hierárquico e a localização organizacional podem variar. A aplicação do Modelo deve considerar as competências efetivamente atribuídas e exercidas, e não apenas o nome da unidade.

3.3 Abrangência federativa e proporcionalidade

O Mucci foi estruturado para acomodar realidades institucionais distintas. A proporcionalidade, contudo, não significa supressão de capacidades essenciais. Significa admitir diferentes formas legítimas de organizar recursos, responsabilidades e processos para produzir resultados equivalentes.

Uma UCCI de pequeno porte poderá, por exemplo:

  • compartilhar estruturas e sistemas;
  • utilizar soluções consorciadas ou cooperativas;
  • formalizar fluxos simplificados;
  • concentrar mais de uma responsabilidade em uma mesma equipe, desde que conflitos sejam administrados; e
  • adotar instrumentos proporcionais ao volume e à complexidade de suas operações.

O porte reduzido não afasta requisitos relacionados a integridade, imparcialidade, segregação possível de funções, rastreabilidade, proteção de informações e observância das normas aplicáveis.

3.4 Unidade e escopo da avaliação

A unidade principal de análise é a capacidade institucional associada a cada macrofunção. A avaliação não deve ser limitada ao organograma da UCCI quando atividades relevantes estiverem distribuídas entre outras unidades do ente.

Antes da aplicação, devem ser definidos o ente e a unidade avaliados, as macrofunções incluídas, as unidades responsáveis ou participantes, o período de referência, os responsáveis pela autoavaliação, as fontes de evidência e as limitações conhecidas do escopo.

3.5 Distribuição das macrofunções

O Mucci não determina um desenho organizacional único. As macrofunções podem estar reunidas em uma controladoria-geral ou distribuídas entre diferentes unidades. Em qualquer configuração, devem existir clareza de competências, coordenação, comunicação, prevenção de conflitos e mecanismos de responsabilização.

Quando uma macrofunção não estiver sob responsabilidade direta da UCCI, a avaliação deverá registrar essa circunstância e examinar, conforme o escopo do respectivo caderno técnico, a capacidade de coordenação sistêmica ou a atuação da unidade competente.

4 Princípios estruturantes

Os princípios a seguir orientam a interpretação e a aplicação do Mucci em todas as suas macrofunções. Eles não são avaliados diretamente, mas fundamentam os critérios, os requisitos e a leitura dos resultados descritos nos capítulos seguintes.

4.1 Orientação à evolução e melhoria contínua

O Modelo indica caminhos possíveis de desenvolvimento. Os resultados não rotulam permanentemente uma unidade: apoiam a compreensão do estágio atual e dos próximos passos. As capacidades devem ser avaliadas, aprendidas e aperfeiçoadas de forma contínua. Alcançar um nível não encerra o processo de desenvolvimento.

4.2 Proporcionalidade e diversidade federativa

Os requisitos devem ser interpretados considerando porte, riscos, complexidade, competências e recursos, sem afastar capacidades essenciais ou exigências legais. O Modelo reconhece diferenças regionais e institucionais e admite soluções adequadas a contextos diversos, preservando coerência nacional.

4.3 Aplicabilidade prática e orientação a resultados

As capacidades avaliadas devem estar ligadas ao funcionamento real das UCCIs, produzindo informações úteis para decisões, planejamento e melhoria. A avaliação considera qualidade, tempestividade, alcance e utilidade das entregas, superando uma visão restrita ao cumprimento formal de procedimentos.

4.4 Simplicidade

A linguagem, os instrumentos e os resultados devem ser compreensíveis. A simplificação não compromete a precisão conceitual nem a qualidade da avaliação.

4.5 Autonomia técnica e objetividade

As macrofunções devem contar com condições para exercer suas responsabilidades com imparcialidade, acesso a informações, competência profissional e proteção contra interferências indevidas.

4.6 Integração institucional

As macrofunções devem compartilhar informações e coordenar sua atuação, respeitando competências, independência, sigilo e segregação de responsabilidades.

4.7 Institucionalização

Uma capacidade madura não depende exclusivamente de pessoas específicas. Deve estar incorporada a atribuições institucionais, processos, recursos, responsabilidades e rotinas capazes de assegurar continuidade.

4.8 Atuação baseada em riscos

Decisões, planos e prioridades devem considerar os riscos que possam afetar objetivos, recursos, integridade, serviços e resultados públicos.

4.9 Geração de valor público e transparência

As macrofunções devem contribuir para melhorar decisões, serviços, confiança, uso de recursos, integridade e capacidade de entrega do Estado. A implementação e a comunicação dos resultados favorecem prestação de contas, diálogo institucional e participação, respeitadas as restrições legais.

4.10 Avaliação baseada em evidências

Toda conclusão deve ser sustentada por evidências suficientes, pertinentes, confiáveis e atuais. Declarações sem suporte não são suficientes para reconhecimento de capacidade.

5 Ciclo integrado do controle interno

O Mucci organiza a atuação das Unidades Centrais de Controle Interno em seis macrofunções: Apoio à Gestão em Controles Internos, Transparência, Ouvidoria, Auditoria Interna, Correição e Integridade. Este capítulo descreve como elas se relacionam entre si dentro do sistema de controle interno, sem estabelecer hierarquia ou sequência obrigatória entre elas.

5.1 Visão sistêmica

As seis macrofunções atuam simultaneamente, com responsabilidades próprias e intercâmbio de informações. O ciclo integrado conecta as contribuições de apoio à gestão, transparência, ouvidoria, auditoria interna, correição e integridade, com o objetivo de melhorar decisões, serviços e resultados públicos.

Essa relação não estabelece subordinação entre macrofunções nem exige que uma informação percorra todas elas antes de chegar à instância competente. Uma ocorrência pode exigir encaminhamento direto à Correição; um risco pode orientar imediatamente a gestão; uma demanda de acesso à informação deve seguir seu fluxo próprio.

5.2 Contribuições e responsabilidades

Macrofunção Contribuição predominante
Apoio à Gestão em Controles Internos Fortalecer a capacidade dos gestores de administrar riscos e controles.
Transparência Disponibilizar informações úteis, acessíveis e confiáveis para direitos, decisões e controle social.
Ouvidoria Acolher e proteger usuários, tratar manifestações e transformar experiências em melhorias.
Auditoria Interna Oferecer avaliação e consultoria independentes e baseadas em riscos.
Correição Tratar irregularidades com garantias e utilizar causas e resultados para prevenção.
Integridade Coordenar medidas, orientação e aprendizagem sobre riscos e condutas.

A Integridade articula medidas preventivas e informações sobre riscos de conduta, mas não dirige os julgamentos da Auditoria Interna nem as decisões correcionais. O Apoio à Gestão oferece métodos, orientação e monitoramento; as áreas gestoras escolhem respostas, executam controles e respondem por seus resultados. A Auditoria mantém julgamento profissional independente sobre governança, riscos e controles.

6 Arquitetura do modelo

6.1 Componentes da arquitetura

O Mucci organiza capacidades institucionais em seis macrofunções, cinco dimensões de análise e cinco níveis de maturidade. Cada capacidade possui propósito, resultado esperado e práticas verificáveis. Essa estrutura permite conhecer o que a macrofunção entrega, quais condições sustentam sua atuação e como ela evolui.

A leitura parte da macrofunção e do nível. Dentro de cada nível, as capacidades são classificadas por uma dimensão predominante. Cada capacidade reúne práticas esperadas, identificadas individualmente e acompanhadas de evidências exemplificativas.

6.2 Cinco dimensões de análise

Cada capacidade é examinada sob uma dimensão predominante, que representa o ângulo principal pelo qual ela contribui para a maturidade da macrofunção. As cinco dimensões cobrem, em conjunto, o que a macrofunção entrega, as condições que sustentam sua atuação, as normas que a regulam, como ela é dirigida e prioriza riscos, e como mede e aperfeiçoa seus resultados.

Dimensão Questão orientadora
Serviços e Entregas O que a macrofunção efetivamente entrega e como essas entregas evoluem?
Organizacional e Estrutural Quais responsabilidades, pessoas, meios e condições sustentam a atuação?
Normativa e Regulatória As regras e os referenciais são adequados, conhecidos, aplicados e atualizados?
Governança e Gestão de Riscos Como prioridades, responsabilidades, riscos e decisões são articulados?
Desempenho e Resultados Como a atividade mede, comunica, avalia e melhora sua atuação e seus efeitos?

6.2.1 Serviços e Entregas

Esta dimensão examina o que a macrofunção efetivamente oferece a seus destinatários e como essas entregas se tornam mais úteis e abrangentes. Inclui publicação e acesso à informação, tratamento de manifestações, medidas de integridade, orientação aos gestores, serviços de avaliação e consultoria e resposta correcional, conforme cada matriz.

A trajetória inicia com o diagnóstico dos serviços existentes, avança para entregas estruturadas, incorpora prevenção e qualificação, alcança atuação proativa e aconselhamento e culmina em transformação institucional e soluções aperfeiçoadas.

6.2.2 Organizacional e Estrutural

Esta dimensão examina atribuições, vinculação, responsáveis, competências, disponibilidade de pessoas, recursos, tecnologia, acesso e continuidade. Abrange o diagnóstico institucional, as condições mínimas de atuação, a organização do trabalho e o desenvolvimento profissional, avançando para planejamento da capacidade, proteção técnica e cultura institucional.

6.2.3 Normativa e Regulatória

Esta dimensão examina se regras, métodos, procedimentos e referenciais são conhecidos, adequados, aplicados e atualizados. Parte do diagnóstico das normas e atribuições; avança para regulamentação e procedimentos; incorpora acompanhamento da conformidade; e chega ao aperfeiçoamento baseado em evidências, riscos e aprendizagem.

6.2.4 Governança e Gestão de Riscos

Esta dimensão examina a direção da atividade, o planejamento, a priorização, as responsabilidades, a articulação entre instâncias, os fluxos de informação e o uso de riscos nas decisões. Distingue riscos que afetam a própria macrofunção dos riscos dos processos e objetivos públicos aos quais suas entregas se dirigem.

6.2.5 Desempenho e Resultados

Esta dimensão examina como a macrofunção conhece, comunica e aperfeiçoa sua atuação. Inclui autoavaliação e Plano de Evolução, registros e indicadores, qualidade, desempenho, custos, adoção das orientações, efeitos, percepção das partes interessadas, aprendizagem e demonstração de valor.

6.3 Cinco níveis de maturidade

O Mucci descreve a evolução das macrofunções em cinco níveis: Inicial, Fundamental, Desenvolvido, Consolidado e Referência. Cada nível representa um estágio mais avançado de institucionalização do anterior, e o avanço é cumulativo: para alcançar um nível, a unidade precisa manter as capacidades já reconhecidas nos níveis anteriores. O nível de uma unidade decorre das capacidades que ela efetivamente demonstra, conforme os critérios de cada matriz, e não do tempo de existência da unidade, da quantidade de documentos produzidos ou da sofisticação de seus sistemas.

Nível Síntese da evolução
1 Inicial Conhecer a situação, registrar lacunas, realizar autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.
2 Fundamental Organizar serviços básicos, responsabilidades, meios, regras, planejamento e registros.
3 Desenvolvido Qualificar a atuação, aplicar métodos, priorizar por riscos e avaliar qualidade e desempenho.
4 Consolidado Integrar informações e riscos à governança, antecipar problemas e avaliar efetividade.
5 Referência Sustentar transformação, cultura, aprendizagem, cooperação e demonstração de valor.

6.3.1 Nível 1 Inicial

O nível Inicial estabelece uma linha de base documentada para a evolução. Em todas as macrofunções há seis capacidades nesse nível: diagnóstico dos serviços e entregas; diagnóstico das condições institucionais; diagnóstico normativo; diagnóstico de governança ou identificação inicial de riscos e vulnerabilidades; autoavaliação; e Plano de Evolução.

As práticas incluem registrar o que existe e suas lacunas, comunicar resultados à liderança, apreciar ou validar a autoavaliação e aprovar um plano com prioridades, responsáveis e prazos. A atuação pode ainda ser fragmentada, mas essa condição não dispensa os produtos de diagnóstico e planejamento previstos. O nível Inicial não deve ser confundido com atribuição automática por ausência de práticas.

6.3.2 Nível 2 Fundamental

O nível Fundamental organiza os serviços básicos e as condições necessárias à sua continuidade. Responsabilidades, pessoas, recursos, acessos, regras, procedimentos e planejamento passam a sustentar entregas regulares e registros verificáveis.

As entregas variam: Apoio à Gestão orienta, capacita, apoia registros básicos e organiza a interlocução com tribunais de contas; Transparência publica e atende pedidos; Ouvidoria recebe, protege e trata manifestações; Auditoria realiza avaliações estruturadas e acompanha recomendações; Correição trata notícias e conduz procedimentos com garantias; e Integridade executa o Programa e oferece orientação.

6.3.3 Nível 3 Desenvolvido

O nível Desenvolvido acrescenta atuação preventiva e planejamento baseado em riscos, qualificação dos serviços, coordenação entre áreas, atualização dos referenciais e gestão da qualidade. Indicadores e informações sobre custos e resultados apoiam decisões de melhoria.

A evolução aparece na aplicação assistida de metodologia pelos gestores; na acessibilidade e nos dados abertos em Transparência; na qualidade das respostas e participação em Ouvidoria; em auditorias de desempenho, consultoria e avaliação de benefícios; na qualidade das apurações e prevenção de recorrências correcionais; e na gestão de riscos e efetividade das medidas de Integridade.

6.3.4 Nível 4 Consolidado

O nível Consolidado amplia a integração à governança, o aconselhamento, o uso de dados e a capacidade de antecipar riscos e reconhecer padrões. O planejamento da capacidade futura, as salvaguardas técnicas e a avaliação mais abrangente da qualidade e da efetividade sustentam essa atuação.

Apoio à Gestão adapta o método aos setores, monitora preventivamente e articula riscos estratégicos com o centro de governo. Transparência e Ouvidoria aprofundam a orientação às necessidades e à experiência dos usuários. Auditoria incorpora riscos emergentes, temas estratégicos e sistêmicos, coordenação de provedores e avaliação externa de qualidade. Correição produz recomendações sistêmicas e analisa causas e recorrências. Integridade articula riscos corporativos e critérios de integridade na gestão de pessoas.

6.3.5 Nível 5 Referência

O nível Referência expressa transformação institucional sustentada, cultura incorporada à rotina, aprendizagem contínua, inovação útil, cooperação e demonstração de valor. As informações da macrofunção são utilizadas de modo consistente nas decisões estratégicas, e suas práticas contribuem para outras áreas ou entes.

Apoio à Gestão enfatiza autonomia gerencial, sustentabilidade das mudanças, padrões aplicáveis, riscos estratégicos, cooperação e demonstração de contribuição com limites explícitos. Transparência e Ouvidoria incluem coprodução com usuários e sociedade. Auditoria, Correição e Integridade incluem disseminação de soluções e práticas avançadas, cultura e reconhecimento.

6.4 Capacidades e práticas esperadas

A capacidade institucional é a aptidão demonstrável que se deseja desenvolver. Na matriz, recebe código e título e é descrita por nível, dimensão predominante, propósito e resultado esperado. As práticas esperadas expressam o que deve ser realizado para demonstrá-la. A evidência exemplificativa indica formas possíveis de comprovação.

A expressão Área de Processo-Chave, ou KPA, permanece como referência conceitual ao agrupamento de práticas associado a uma capacidade, presente em alguns produtos. Para identificação e rastreabilidade, utiliza-se a nomenclatura e o código efetivamente registrados nas Matrizes de Capacidades e Práticas Esperadas.

A prática é a unidade elementar de verificação. Propósito e resultado esperado orientam sua interpretação conjunta: cumprir uma atividade de forma apenas documental não comprova o resultado da capacidade. Uma mesma evidência pode apoiar mais de uma prática, desde que seu alcance em cada uma seja indicado e não se presuma atendimento por associação.

6.5 Codificação e rastreabilidade

O código da capacidade segue o formato SIGLA.nível.sequencial. O código da prática acrescenta .P e o número da prática. O sequencial identifica a capacidade dentro do nível; não identifica a dimensão.

Macrofunção Sigla
Apoio à Gestão em Controles Internos AGC
Transparência TRA
Ouvidoria OUV
Auditoria Interna AUD
Correição COR
Integridade INT

Por exemplo, o código TRA.2.1 identifica a capacidade de publicação ativa das informações obrigatórias da Transparência no nível Fundamental. O código TRA.2.1.P1 identifica a prática associada, de publicar essas informações em formato acessível, organizado e atualizado. A dimensão predominante é registrada em campo próprio, e não no código.

6.6 Capacidade comum de articulação entre as macrofunções

A versão 5.0 das seis matrizes inclui, no nível Desenvolvido e na dimensão Governança e Gestão de Riscos, a capacidade Articulação entre as macrofunções do Mucci. Sua finalidade comum é prevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção.

A capacidade exige que as interfaces entre as macrofunções presentes no ente tenham responsáveis, critérios e fluxos definidos; que encaminhamentos e compartilhamentos pertinentes sejam rastreáveis; e que competências, sigilo, proteção de dados e independência da Auditoria Interna sejam preservados. Os fluxos devem ser aplicados às demandas compartilhadas e avaliados periodicamente. Quando não houver demanda no período, a revisão documentada do fluxo pode demonstrar que ele permanece disponível para uso.

A redação é comum no propósito e na lógica das práticas, com adaptação das evidências e salvaguardas às atribuições de cada macrofunção. A existência de documento ou reunião isolada não demonstra a capacidade: é necessário comprovar uso, revisão ou prontidão do fluxo e tratamento das lacunas, duplicidades ou conflitos identificados.

7 Governança e atualização do Modelo

Este capítulo trata de quem responde pelo Mucci, como o Modelo é atualizado e como dúvidas de aplicação devem ser tratadas ao longo do tempo.

7.1 Titularidade institucional

O Mucci é uma iniciativa institucional do Conselho Nacional de Controle Interno - Conaci. Sua governança deve preservar legitimidade federativa, consistência metodológica, atualização técnica e participação das instituições integrantes.

7.2 Manutenção, atualização e casos omissos

A manutenção e o aperfeiçoamento do Modelo são de responsabilidade das câmaras técnicas do Conaci ou de grupo de trabalho designado, dentro de sua respectiva área de competência. O Mucci é um modelo evolutivo: sua atualização pode decorrer de alterações legais ou normativas, de mudanças em padrões profissionais, de resultados de aplicações e pilotos, de evidências sobre dificuldade ou baixa utilidade de requisitos, da evolução tecnológica, de riscos emergentes, de contribuições das UCCIs e partes interessadas, ou do desenvolvimento de novos referenciais.

Dúvidas de aplicação, casos omissos e propostas de aperfeiçoamento devem ser registrados e submetidos à câmara técnica ou ao grupo de trabalho competente. Quando não houver câmara técnica ou grupo de trabalho designado para determinada macrofunção, as informações devem ser submetidas à Diretoria do Conaci. Orientações com efeito geral devem ser publicadas e incorporadas às revisões futuras, evitando interpretações informais divergentes.

8 Jornada no Mucci

O Mucci não se limita a classificar a maturidade de uma Unidade Central de Controle Interno (UCCI). O modelo foi concebido para apoiar uma jornada contínua de desenvolvimento institucional, permitindo que cada unidade compreenda as capacidades esperadas, reconheça sua situação atual, defina prioridades de evolução e acompanhe os avanços alcançados.

Essa jornada pode ser compreendida em quatro momentos articulados: compreender, diagnosticar, evoluir e avançar. Eles não representam etapas burocráticas isoladas, mas um processo contínuo de aprendizagem e fortalecimento das capacidades da UCCI.

8.1 Compreender - Onde queremos chegar

O ponto de partida é conhecer o próprio Modelo de Maturidade e compreender o que caracteriza uma atuação progressivamente mais madura.

As macrofunções, dimensões, níveis e KPAs explicitam as capacidades esperadas e oferecem uma referência comum para que a UCCI possa analisar sua atuação. O modelo, portanto, funciona como um referencial de desenvolvimento, permitindo visualizar não apenas requisitos a serem atendidos, mas características institucionais que podem ser construídas e fortalecidas ao longo do tempo.

Nesse primeiro momento, a pergunta central é:

Onde queremos chegar?

A resposta não corresponde necessariamente ao nível máximo de maturidade em todas as capacidades. Cada UCCI deve considerar seu contexto, atribuições, riscos, recursos e necessidades para estabelecer uma trajetória de desenvolvimento coerente com sua realidade.

8.2 Diagnosticar - Onde estamos

Conhecido o referencial, a UCCI realiza sua Autoavaliação de Maturidade.

A autoavaliação permite identificar o estágio atual das capacidades avaliadas, reconhecer práticas já institucionalizadas e evidenciar lacunas e oportunidades de melhoria. O diagnóstico resulta da comparação entre as capacidades previstas pelo Mucci e aquilo que efetivamente ocorre na unidade.

A pergunta passa a ser:

Onde estamos em relação ao que o modelo propõe?

Mais do que produzir uma nota, a autoavaliação deve gerar conhecimento útil para a tomada de decisão. Seu principal valor está em tornar visíveis forças, fragilidades e oportunidades de desenvolvimento, oferecendo uma base objetiva para a definição das prioridades da UCCI.

8.3 Evoluir - Como avançamos

As lacunas identificadas na autoavaliação não devem ser tratadas automaticamente como uma lista de providências a executar. Elas constituem insumos para análise e priorização.

A UCCI deve avaliar quais capacidades precisam ser desenvolvidas, considerando sua relevância, contexto, riscos, recursos disponíveis e contribuição para os resultados institucionais. As prioridades selecionadas são organizadas no Plano de Evolução.

O plano transforma o diagnóstico em ação e responde à pergunta:

Como avançamos?

Para isso, estabelece as ações necessárias ao desenvolvimento das capacidades priorizadas, seus responsáveis, prazos e resultados esperados. A evolução deixa, assim, de ser uma intenção genérica e passa a constituir um processo planejado e acompanhável.

8.4 Avançar - Alcançar um novo patamar

A implementação do Plano de Evolução deve produzir mudanças concretas nas capacidades da UCCI. Novas práticas podem ser institucionalizadas, processos aperfeiçoados, competências desenvolvidas, métodos incorporados e serviços aprimorados.

O avanço da maturidade, entretanto, não é um fim em si mesmo. O desenvolvimento das capacidades deve contribuir para uma atuação mais qualificada e, progressivamente, para melhores decisões, melhores serviços e maior geração de valor para a sociedade.

Por isso, alcançar um novo nível ou ampliar a pontuação de maturidade somente é relevante quando esse avanço representa capacidade institucional efetivamente desenvolvida e utilizada.

8.5 Pacote de Soluções Conaci como suporte à evolução

Ao longo dessa jornada, especialmente na elaboração e implementação do Plano de Evolução, as UCCIs poderão contar com o Pacote de Soluções Conaci.

O Pacote de Soluções não constitui uma etapa obrigatória do modelo nem uma relação fechada de instrumentos que todas as unidades devam adotar. Ele funciona como um repositório de apoio ao desenvolvimento das capacidades, reunindo ferramentas, metodologias, referenciais, modelos, soluções tecnológicas e boas práticas disponibilizados pelos membros e parceiros do Conaci ou desenvolvidos por suas câmaras técnicas.

A utilização das soluções deve decorrer das necessidades identificadas na autoavaliação e das prioridades estabelecidas no Plano de Evolução. Dessa forma, o Mucci identifica o que precisa ser desenvolvido, enquanto o Pacote de Soluções pode apoiar a unidade na definição de como desenvolver determinadas capacidades.

8.6 Jornada contínua

A jornada não termina com a implementação do Plano de Evolução. Após o desenvolvimento das ações, novas rodadas de autoavaliação permitem verificar os avanços alcançados, identificar capacidades ainda em desenvolvimento e reconhecer novos desafios.

Forma-se, assim, um ciclo contínuo:

Conhecer o modelo → Avaliar a situação atual → Identificar lacunas → Priorizar → Planejar a evolução → Desenvolver capacidades → Reavaliar.

À medida que a unidade evolui, novos desafios surgem e capacidades anteriormente suficientes podem demandar aperfeiçoamento. A maturidade deve ser entendida, portanto, como um processo permanente de aprendizagem, adaptação e desenvolvimento institucional, e não como uma certificação definitiva ou um ponto de chegada.

Nesse sentido, a jornada proposta pelo Mucci conecta referência, diagnóstico, planejamento, implementação e aprendizagem, transformando a avaliação da maturidade em instrumento para o fortalecimento contínuo das UCCIs e para a construção de instituições mais íntegras, eficientes e orientadas a resultados.

9 Disposições finais

O Mucci deve ser aplicado de forma coerente com sua natureza orientativa, progressiva, baseada em evidências e comprometida com o desenvolvimento institucional.

As organizações permanecem responsáveis por observar as normas aplicáveis e adaptar a implementação às suas competências e contexto. Nenhuma disposição do Modelo deve ser interpretada como autorização para reduzir obrigações legais ou profissionais.

Mucci · Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno

Glossário Unificado - Mucci

Este glossário reúne os conceitos fundamentais do Mucci (Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno), aplicáveis de forma comum a todas as macrofunções (Transparência, Ouvidoria, Integridade, Apoio à Gestão em Controles Internos, Auditoria Interna e Correição) e ao Marco de Referência.

141 termos
Accountability
dever de prestar contas, explicar e justificar decisões, com responsabilização e possibilidade de consequências, indo além da mera publicidade da informação.
Aceitação de risco
decisão informada da autoridade competente de manter determinado nível de exposição.
Acessibilidade
conjunto de condições que permite o acesso e o uso da informação por pessoas com diferentes características e necessidades, incluindo navegação por teclado, contraste, textos alternativos e compatibilidade com tecnologias assistivas.
Achado
resultado que relaciona critério, condição observada, causa e efeito ou risco, sustentado por evidência suficiente.
Acolhimento
atendimento respeitoso, acessível e não revitimizante, especialmente em relatos sensíveis.
Acordo de nível de serviço
compromisso formal entre a Ouvidoria e as áreas respondentes que estabelece prazos, padrões de qualidade e responsabilidades para o tratamento das manifestações.
Agente setorial
pessoa ou unidade que apoia a coordenação do Sistema de Controle Interno em determinada área, sem substituir os gestores.
Alta administração
dirigentes responsáveis pela direção estratégica e pelas decisões superiores da organização.
Ambiente de controle
conjunto de valores, estruturas, responsabilidades e comportamentos que estabelece a base para o funcionamento dos controles.
Análise preliminar
exame inicial destinado a compreender o conteúdo, verificar competência, classificar, identificar elementos mínimos e definir encaminhamento da manifestação.
Anônima
manifestação que não permite identificar o autor, conforme regras aplicáveis.
Apoio à gestão
orientação, método, facilitação e monitoramento oferecidos sem transferência da responsabilidade decisória ou operacional.
Área de Processo-Chave ou KPA
agrupamento de práticas que estabelece uma capacidade relevante. A identificação avaliável segue os códigos das Matrizes de Capacidades e Práticas Esperadas.
Área respondente
unidade responsável por analisar o objeto da manifestação, adotar as providências cabíveis e produzir resposta correta, completa e tempestiva.
Atuação preventiva
uso de tipologias, causas, vulnerabilidades e resultados para recomendar mudanças, capacitar e reduzir recorrências, sem comprometer a imparcialidade dos processos em curso.
Autoavaliação
processo interno estruturado de exame das capacidades, com evidências, justificativas e registro de lacunas e resultados.
Autonomia técnica
condição de atuação fundamentada, dentro das competências, sem interferência indevida e sujeita à supervisão legítima e à prestação de contas.
Avaliação
serviço em que a auditoria obtém e analisa evidências para formular conclusão independente sobre critérios definidos.
Cadeia de custódia e rastreabilidade
registro de obtenção, acesso, transferência, análise e guarda de elementos informativos e provas, destinado a preservar sua integridade e permitir verificar sua autenticidade e confiabilidade.
Capacidade institucional
aptidão demonstrável para executar práticas de forma consistente e sustentável e produzir os resultados pretendidos.
Centro de governo
instância ou conjunto de instâncias que apoia a direção e a coordenação estratégica do ente, conforme seu arranjo institucional.
Cogestão
participação indevida da função de controle na decisão ou execução que compete ao gestor.
Comissão
grupo designado para conduzir procedimento segundo competência e rito.
Comprometimento da liderança
manifestação prática e coerente de apoio à integridade, demonstrada em decisões, recursos, conduta e resposta a desvios.
Conflito de interesses
situação em que interesse privado pode influenciar ou aparentar influenciar o exercício da função pública.
Conformidade
aderência a obrigações legais, regulamentares, contratuais e internas, tratada de forma baseada em riscos.
Conhecimento
compreensão produzida a partir da interpretação e do uso da informação.
Consultoria
serviço de aconselhamento, facilitação ou treinamento prestado pela auditoria, com escopo acord, sem assunção de responsabilidade gerencial.
Controle automatizado
controle executado por sistema, que aumenta consistência e escala, mas depende de governança de acessos, regras de negócio e gestão de mudanças.
Controle compensatório
medida alternativa adotada quando um controle preferencial não é viável.
Controle corretivo
controle que reduz consequências e trata causas após a ocorrência de um evento.
Controle detectivo
controle que identifica que um evento indesejado ocorreu.
Controle preventivo
controle que busca impedir a ocorrência de um evento indesejado.
Controle-chave
controle cuja falha aumenta significativamente a exposição a risco relevante.
Controles internos da gestão
medidas concebidas, executadas e mantidas pelos gestores para fornecer segurança razoável quanto ao alcance dos objetivos, podendo ser preventivas, detectivas ou corretivas, manuais ou automatizadas.
Coordenação da avaliação
articulação entre auditoria interna, controle externo e outros provedores de avaliação, para reconhecer coberturas, lacunas e riscos de sobreposição, preservadas as competências e independências de cada um.
Coprodução
desenvolvimento conjunto de soluções, conteúdos ou serviços com participação de usuários, organizações da sociedade ou outras partes interessadas.
Correição
atividade administrativa de prevenção, análise, investigação, apuração e responsabilização relacionada a irregularidades funcionais e ilícitos administrativos.
Cultura de integridade
valores, percepções, comportamentos e práticas que influenciam como as pessoas agem diante de dilemas e pressões.
Dado
representação elementar de fato ou registro.
Dados abertos
dados acessíveis em formato estruturado, não proprietário quando possível, processável por máquina, documentado e apto à reutilização, observadas restrições legítimas.
Denúncia
relato de possível irregularidade ou ilícito cuja apuração dependa de unidade competente.
Desenho do controle
avaliação sobre se o controle, tal como concebido, é capaz de responder ao risco.
Diagnóstico de integridade
análise estruturada das iniciativas, capacidades, normas, riscos, dados, percepções e resultados para identificar lacunas e prioridades.
Dimensão predominante
perspectiva principal em que a capacidade é classificada na matriz, sem excluir relações com outras dimensões.
Divulgação por desenho (ou transparência por desenho)
incorporação da transparência desde a concepção de processos e sistemas, evitando que a publicação dependa de retrabalho manual posterior.
Dosimetria
definição fundamentada e proporcional da sanção, considerando critérios legais, gravidade, circunstâncias, danos e antecedentes.
Efetividade
contribuição dos processos e resultados para os objetivos e para a geração ou proteção de valor público.
Elemento informativo
dado, relato, documento ou registro reunido na notícia, triagem ou investigação preliminar para orientar o juízo de admissibilidade, sem dispensar a instrução e as garantias do procedimento acusatório quando este for instaurado.
Elogio
reconhecimento de atendimento, serviço ou agente público.
Evidência
informação verificável que sustenta uma conclusão sobre a prática, o achado ou o resultado esperado, devendo ser suficiente, confiável, relevante e útil. Exigências adicionais de licitude, cadeia de custódia e demais requisitos processuais aplicáveis a procedimentos correcionais ou de auditoria são tratadas nos respectivos Cadernos Técnicos.
Evidência exemplificativa
exemplo de comprovação, que admite alternativas equivalentes e não estabelece uma lista exclusiva de documentos.
Fraude
ato intencional de engano ou desvio cuja prevenção e detecção são responsabilidade primária da gestão; a auditoria considera esse risco no planejamento e comunica indícios pelos canais competentes.
Funcionamento do controle
avaliação sobre se o controle é executado como previsto, por pessoas competentes e com registros adequados.
Funções de integridade
conjunto de funções que contribuem para prevenção, detecção, resposta e aprendizagem, como Integridade, Ética, Ouvidoria, Correição, Transparência, controles, riscos e Auditoria Interna.
Gestão de riscos
processo coordenado de identificação, análise, avaliação, tratamento, monitoramento e comunicação de riscos que possam afetar objetivos.
Governança de dados
conjunto de responsabilidades, regras e mecanismos de decisão destinados a assegurar qualidade, segurança, disponibilidade, integração e uso responsável dos dados.
Habilitação da denúncia
conclusão de que o relato contém elementos mínimos que permitem encaminhamento responsável à unidade competente.
Identificada
manifestação que contém dados do manifestante.
Imparcialidade e impessoalidade
atuação baseada em fatos, normas e critérios, sem favorecimento, perseguição ou tratamento seletivo.
Independência da Auditoria Interna
condição institucional que permite à Auditoria Interna exercer avaliação e consultoria sem interferência, mediante posicionamento adequado, acesso irrestrito, comunicação direta com a instância de governança e liberdade quanto a escopo, julgamento e conclusões.
Informação
dado organizado e contextualizado.
Informação correcional
dado produzido ou utilizado na atividade, sujeito a regras de acesso, sigilo, proteção, transparência e guarda.
Institucionalização
incorporação sustentável de uma capacidade a responsabilidades, recursos, processos e rotinas, com aplicação demonstrável.
Integridade pública
alinhamento consistente a valores, princípios e normas éticas para sustentar e priorizar o interesse público.
Inteligência de Ouvidoria
transformação de dados de manifestações em informações úteis para identificar recorrências, riscos, causas, perfis, territórios e oportunidades de melhoria.
Inteligência de dados
uso sistemático de dados e análises para identificar padrões, tendências e riscos, apoiar decisões, definir prioridades e avaliar resultados.
Interoperabilidade
capacidade de sistemas e organizações compartilharem e utilizarem dados de forma consistente, exigindo padrões, identificadores, semântica e governança.
Jornada do usuário
sequência de interações, necessidades, barreiras e percepções vivenciadas pela pessoa ao acessar e utilizar os serviços da Ouvidoria.
Juízo de admissibilidade
análise técnica e fundamentada destinada a decidir sobre arquivamento, investigação, instauração de processo acusatório, solução consensual ou outro encaminhamento cabível.
Julgamento profissional
aplicação de conhecimento e experiência para definir escopo, amostragem, testes, materialidade e conclusões, devendo ser documentado e submetido à supervisão.
Linguagem cidadã
comunicação clara, respeitosa e compreensível, que explica providências, fundamentos, limites e próximos passos.
Linguagem simples
comunicação organizada para que o público encontre, compreenda e utilize a informação, sem eliminar precisão técnica.
Macrofunção
campo estruturado de competências, processos e instrumentos com finalidade própria; não se confunde necessariamente com uma unidade administrativa.
Manifestação
comunicação pela qual uma pessoa apresenta demanda, percepção, relato ou contribuição sobre atividade, serviço ou agente público.
Matriz de responsabilização
instrumento que organiza fatos, agentes, condutas, evidências, nexo, normas e possíveis responsabilidades.
Maturidade
grau de desenvolvimento, institucionalização, integração, efetividade e melhoria contínua das capacidades avaliadas.
Máxima divulgação
princípio que presume abertura como regra geral da informação pública.
Mediação e solução consensual
uso de técnicas de diálogo para prevenir ou resolver conflitos quando juridicamente possível, adequado e seguro.
Metadados
informações que descrevem origem, estrutura, periodicidade, responsável, cobertura, unidade de medida e limitações de uma base de dados.
Monitoramento gerencial
acompanhamento de riscos, controles, indicadores e planos de ação para identificar desvios e apoiar decisões.
Objetividade
atitude profissional imparcial que permite à auditoria emitir julgamentos equilibrados, livre de conflitos de interesse não tratados.
Ouvidoria Ativa
atuação proativa para alcançar públicos, identificar necessidades e colher percepções, especialmente de grupos com barreiras de acesso.
Participação social
envolvimento dos usuários na avaliação, formulação e melhoria de serviços e políticas.
Pedido de acesso à informação
solicitação voltada à obtenção de informação existente, que deve seguir a legislação e o fluxo próprio de acesso à informação.
Planejamento baseado em riscos
direcionamento dos recursos de auditoria aos assuntos mais relevantes para o alcance dos objetivos públicos, considerando impacto, probabilidade, materialidade e outros fatores de risco.
Plano de Evolução
instrumento que transforma diagnóstico e autoavaliação em prioridades, responsáveis, prazos e formas de acompanhamento do desenvolvimento da maturidade institucional.
Plano de Integridade
instrumento temporal que organiza as ações prioritárias do Programa de Integridade, com responsáveis, prazos, entregas, indicadores e monitoramento.
Portal da Transparência
ambiente digital destinado à divulgação organizada de informações públicas.
Prática esperada
ação verificável prevista na matriz para demonstrar uma capacidade e contribuir para seu resultado esperado.
Prescrição
perda da pretensão punitiva pelo decurso do prazo legal.
Prestação de contas
processo pelo qual responsáveis apresentam informações sobre decisões, recursos, resultados e controles, sujeitando-se à análise e às consequências aplicáveis.
Primeira linha
papel da gestão de definir e executar objetivos, processos, riscos e controles.
Procedimento investigativo
procedimento preparatório, em regra não punitivo, destinado a reunir elementos informativos suficientes para a decisão de admissibilidade ou instauração.
Processo acusatório
processo em que há imputação e possibilidade de sanção, com observância do contraditório, da ampla defesa e do devido processo.
Produtor da informação
unidade responsável por gerar e assegurar a qualidade do dado na origem.
Programa de Integridade
conjunto estruturado de princípios, normas, procedimentos e mecanismos de prevenção, detecção e resposta a riscos e desvios de integridade.
Proporcionalidade
adequação dos meios de implementação ao contexto, preservando os resultados essenciais, as responsabilidades e as salvaguardas.
Proprietário do risco
gestor com autoridade e responsabilidade para administrar o risco de seu processo ou objetivo.
Proteção ao denunciante
conjunto de medidas para preservar identidade, limitar acessos, evitar exposição e tratar relatos de retaliação.
Proteção de dados pessoais
direito complementar à transparência, cujo tratamento deve considerar finalidade pública, necessidade, adequação, segurança, base legal e riscos aos titulares.
Prova
elemento documental, testemunhal, pericial ou de outra natureza produzido ou incorporado ao procedimento competente, submetido às garantias de contraditório e ampla defesa quando cabíveis, apto a fundamentar conclusões e decisões.
Pseudonimizada
manifestação cujos dados identificadores são separados ou ocultados para reduzir exposição durante o tratamento.
Publicidade como regra
princípio segundo o qual informações públicas devem ser acessíveis, salvo restrição prevista em lei e devidamente fundamentada.
Qualidade
conformidade com princípios e requisitos profissionais, aliada à capacidade de produzir serviços úteis, sustentada por supervisão, avaliação interna e externa e melhoria contínua.
Qualidade da informação
conjunto de atributos como integridade, completude, exatidão, atualidade, consistência, rastreabilidade, relevância, compreensibilidade, acessibilidade e comparabilidade.
Rastreabilidade
possibilidade de relacionar requisito, evidência, responsável, período, conclusão e providências.
Reclamação
demonstração de insatisfação sobre serviço, conduta ou atendimento.
Recomendação
proposta que busca tratar a causa relevante de um achado ou induzir resposta proporcional ao risco, preservando a decisão de execução com a gestão.
Resolutividade
grau em que o tratamento contribui para uma resposta adequada ou para a solução do problema apresentado.
Responsabilização de pessoa jurídica
apuração administrativa de responsabilidade de entidade privada por atos previstos na legislação aplicável, com rito, garantias e sanções próprias.
Resultado esperado
condição observável que expressa o efeito pretendido da capacidade e orienta a leitura das práticas.
Retaliação
ação ou omissão prejudicial motivada pelo fato de a pessoa ter apresentado denúncia ou colaborado com apuração.
Risco
efeito da incerteza sobre objetivos.
Risco de integridade
possibilidade de evento relacionado a fraude, corrupção, conflito de interesses, abuso ou outro desvio comprometer o interesse público, a confiança ou a missão institucional.
Risco inerente
exposição existente antes de considerar os controles.
Risco residual
exposição remanescente após considerar o desenho e o funcionamento dos controles.
Salvaguardas
medidas que preservam proteção, competências, objetividade e decisões técnicas, prevenindo ou tratando conflitos e interferências.
Salvaguardas de independência
regras, acesso, posicionamento e canais de comunicação que protegem escopo, julgamento e conclusões contra interferências indevidas.
Salvaguardas institucionais
regras, instâncias e mecanismos destinados a proteger decisões técnicas da unidade responsável contra omissão, distorção ou interferência indevida.
Segregação de funções
separação de atividades incompatíveis, como autorizar, executar, registrar e revisar, para evitar que uma pessoa concentre etapas conflitantes.
Segunda linha
papel de apoiar, orientar e monitorar riscos e controles, oferecendo especialização, visão consolidada e questionamento.
Segurança razoável
nível de confiança oferecido pelos controles, que não elimina todos os riscos, considerando custo, benefício, capacidade e tolerância a riscos.
Sigilo e classificação
restrição ao acesso que deve possuir fundamento, competência, prazo, motivação e controle, admitindo acesso parcial sempre que possível.
Sistema de Integridade
arranjo de unidades, funções, processos e relações que contribuem para promover a integridade.
Solicitação
pedido de adoção de providência ou prestação de serviço.
Sugestão
proposta de melhoria.
Supervisão externa
avaliação periódica da atividade da unidade responsável por sua execução, realizada por instância distinta, como a Auditoria Interna ou órgão de controle externo.
Supervisão ou revisão independente
exame por instância ou profissionais com distanciamento adequado da execução, conforme a modalidade exigida pela matriz.
Supervisão técnica
competência de orientar, padronizar e acompanhar tecnicamente unidades ou agentes do sistema, sem necessariamente exercer hierarquia administrativa sobre eles.
Terceira linha
papel da Auditoria Interna de avaliar e assessorar com independência a governança, os riscos e os controles.
Termo de Ajustamento de Conduta
instrumento consensual admitido para tratamento de determinadas infrações, conforme requisitos normativos.
Transparência ativa
divulgação proativa de informações de interesse coletivo ou geral, independentemente de solicitação.
Transparência efetiva
informação acessível, íntegra, atual e apta a produzir compreensão e controle social.
Transparência nominal
informação formalmente publicada, mas difícil de localizar, compreender ou utilizar.
Transparência passiva
fornecimento de informações em resposta a pedidos, por meio de Serviço de Informação ao Cidadão ou solução equivalente.
Triagem
classificação e definição inicial do fluxo da manifestação.
UCCI
unidade Central de Controle Interno, independentemente de sua denominação formal, observadas as competências do ente.
Universo de auditoria
conjunto estruturado de objetos potencialmente auditáveis, como políticas, programas, processos, unidades, sistemas e riscos.
Usabilidade
facilidade com que o usuário consegue localizar, compreender e utilizar informação ou sistema.
Valor público
benefício produzido pela atuação estatal e percebido pela sociedade, expresso na melhoria dos serviços, na ampliação e proteção de direitos, na prevenção de danos, na confiança institucional e no uso responsável dos recursos públicos.

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Glossário Unificado do Mucci · GT Mucci / Conaci

Elaboração e Coordenação

Coordenação do Grupo de Trabalho

Paulo Farias Nazareth NettoControladoria-Geral do Estado de Mato Grosso
Helmut Mutiz D’auvilaSecretaria de Controle e Transparência do Estado do Espírito Santo
Luana de Jesus PereiraSecretaria de Transparência e Controle do Estado do Maranhão
Luciana Daltro de Castro PáduaControladoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte
Patricia Alvares de Azevedo OliveiraControladoria-Geral da União

Integrantes do Grupo de Trabalho

Ana Cristina de Paula e Silva CastroControladoria-Geral do Município de Uberaba
Ana Raquel Correia PortelaControladoria-Geral do Município de Fortaleza
Ana Vitoria Piaggio AlbuquerqueControladoria-Geral da União
Christian Pizzato de MouraControladoria-Geral do Estado de Mato Grosso
Claudia Costa de Araujo FuscoControladoria-Geral do Município de Belo Horizonte
Élida Carla da SilvaControladoria-Geral do Estado de Sergipe
Elias Lopes AsforaControladoria-Geral do Estado da Paraíba
Guilherme Arruda SantosControladoria-Geral do Município de Londrina
José Rui Moreira ReisControladoria-Geral da União
Juliane Patrícia Lins da SilvaControladoria-Geral do Município de Caruaru
Leonino Gomes RochaControladoria-Geral da União
Lorena Arêde BarbosaControladoria-Geral do Estado do Pará - CGE/PA
Marcela Jacominy de Amorim MendesControladoria-Geral da União
Renata Lara Diniz BrandãoControladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul
Simone Gama AndradeControladoria-Geral da União
Vanderley Teodoro de SouzaControladoria-Geral do Município de Vila Velha
Victor Hugo Massami Rios MorizonoControladoria-Geral do Município de São Paulo

Colaboradores e Revisores

Alberto Novais de QueirozAuditoria Geral do Estado da Bahia
Alexandre Del’santo FalcãoSecretaria de Controle e Transparência do Estado do Espírito Santo
Aline Rabaiolli LandiniControladoria-Geral do Estado de Mato Grosso
Ana Luiza Felinto CruzControladoria-Geral do Estado do Ceará
Antonio Fábio Jubé RibeiroControladoria-Geral do Estado de Goiás
Antonio Paulo da SilvaControladoria e Ouvidoria Geral do Estado do Ceará
Beatriz Cristina Costa SantosControladoria-Geral do Estado de Rondônia
Bruno Jesus Martins LoboControladoria e Ouvidoria Geral do Estado do Ceará
Jardel Pandini RegueiraControladoria-Geral do Estado de Santa Catarina
Jessica Junia Parreiras MacielControladoria-Geral do Município de Conceição do Mato Dentro
José Benevides Lôbo NetoControladoria e Ouvidoria Geral do Estado do Ceará
Liane Vasconcelos de Araujo AngotiControladoria-Geral do Distrito Federal
Rejane Vaz de AbreuControladoria-Geral do Distrito Federal
Renan Zattar Ferreira da SilvaControladoria-Geral do Estado de Mato Grosso
Rodolfo Emanuel Lima SerranoControladoria-Geral do Estado da Paraíba
Rodrigo de Bona da SilvaControladoria-Geral da União
Tiago Garcia AraújoControladoria-Geral do Estado de Rondônia

Colabore com o Mucci

O Mucci é um modelo construído de forma colaborativa e está em constante aperfeiçoamento. Sugestões, dúvidas e contribuições técnicas de quem conhece a realidade das Unidades Centrais de Controle Interno ajudam a tornar o modelo mais preciso e mais útil.

Toda contribuição é relevante, qualquer que seja o seu tamanho ou o ponto do modelo a que se refira.

Envie sua contribuição

Sugestões, dúvidas e contribuições técnicas podem ser enviadas para mucci@conaci.org.br.

Sobre a Macrofunção Transparência

1. Introdução

A transparência pública é condição para o exercício de direitos, para o controle social, para a participação e para a responsabilização democrática. Ao tornar acessíveis informações sobre decisões, recursos, processos, serviços e resultados, a Administração reduz assimetrias de informação e permite que cidadãos, gestores, órgãos de controle, pesquisadores e organizações avaliem a atuação estatal.

Transparência, porém, não se resume à existência de um portal ou à publicação automática de grandes volumes de dados. Informação pública precisa ser íntegra, atual, compreensível, acessível, pesquisável e útil. Também deve respeitar restrições legítimas relacionadas a dados pessoais, segurança, investigações, segredo legal e proteção de direitos.

No Mucci (Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno), Transparência é tratada como macrofunção autônoma e integrada ao Sistema de Controle Interno. Seu papel predominante é coordenar, orientar, normatizar e monitorar a política de transparência e acesso à informação, articulando os diversos produtores e responsáveis pelos dados do ente.

A macrofunção não transforma a UCCI (Unidade Central de Controle Interno) na autora de todas as informações publicadas. Secretarias, órgãos, entidades e gestores permanecem responsáveis por produzir, validar, atualizar e prestar informações relacionadas às suas competências. A unidade coordenadora estabelece regras, organiza fluxos, oferece suporte, monitora resultados e comunica riscos e lacunas.

A Transparência também não se limita ao cumprimento formal de listas de publicação. Em níveis mais maduros, considera necessidades dos usuários, qualidade e interoperabilidade dos dados, linguagem simples, acessibilidade digital, participação, avaliação de uso e integração das informações à governança.

O Mucci dialoga com avaliações e referenciais externos, especialmente aqueles voltados à transparência pública, como o PNTP (Programa Nacional de Transparência Pública) e a avaliação da Transparência Internacional - TI. Não pretende substituí-los nem reproduzir integralmente seus critérios. Enquanto índices de transparência verificam conteúdos e funcionalidades em determinado momento, o Mucci examina as capacidades institucionais que permitem produzir, manter, governar e aperfeiçoar a transparência de forma sustentável.

1.1 Papel no ciclo integrado do Mucci

A transparência não significa divulgar tudo sem critério. Significa criar condições para que informações públicas sejam conhecidas, compreendidas e utilizadas, protegendo apenas aquilo que possua fundamento legítimo de restrição. O ciclo começa pela visibilidade, mas se completa quando a informação produz resposta, participação, prevenção ou melhoria.

A coordenação de Transparência deve criar fluxos de retroalimentação. Pedidos frequentes, erros comunicados por usuários, recursos providos e avaliações externas devem retornar aos produtores da informação e gerar correção na fonte, abertura ativa ou revisão de processos.

A informação divulgada permite o controle social, apoia o acompanhamento da gestão e reduz oportunidades de ocultação. Ela também oferece insumos à Ouvidoria, à Integridade, à Auditoria Interna, à Correição e ao Apoio à Gestão em Controles Internos, favorecendo aprendizagem e confiança institucional.

2. Propósito e resultados esperados

Esta seção define por que a macrofunção Transparência existe e o que se espera dela quando madura. O propósito estabelece sua razão de ser, centrada em assegurar que informações públicas sejam íntegras, tempestivas, acessíveis, compreensíveis e reutilizáveis. Os objetivos específicos detalham as frentes necessárias para cumprir esse propósito, o valor gerado explicita os benefícios percebidos pela sociedade, pela gestão e pela alta administração, e pelas demais macrofunções, e os resultados esperados descrevem as condições observáveis que indicam efetividade.

2.1 Propósito

O propósito combina quatro resultados inseparáveis: disponibilidade, qualidade, compreensão e uso responsável. Uma informação disponível, mas incorreta, não realiza transparência; uma base correta, mas inacessível, também não; e uma publicação compreensível que exponha dados protegidos viola direitos.

Formalmente, o propósito da macrofunção é:

Coordenar e promover a política de transparência e acesso à informação, assegurando a divulgação e o fornecimento de informações públicas íntegras, tempestivas, acessíveis, compreensíveis e reutilizáveis, de modo a reduzir assimetrias de informação, fortalecer o controle social, ampliar a accountability e gerar valor público.

2.2 Objetivos específicos

São objetivos específicos da macrofunção:

  • assegurar a publicidade como regra e o sigilo como exceção legal e fundamentada;

  • definir com clareza responsabilidades pela produção, validação, publicação e atualização das informações;

  • coordenar transparência ativa e acesso à informação;

  • promover qualidade, integridade, completude e tempestividade dos dados;

  • ampliar acessibilidade, usabilidade e compreensão;

  • estimular formatos abertos e reutilizáveis;

  • garantir cobertura da administração direta e indireta, conforme o escopo do ente;

  • orientar o tratamento adequado de dados pessoais e informações protegidas;

  • monitorar obrigações, prazos, qualidade e uso;

  • apoiar a participação e o controle social;

  • integrar informações de transparência à gestão de riscos e à governança;

  • favorecer a melhoria contínua da política;

  • diagnosticar capacidades e lacunas e planejar a evolução da macrofunção;

  • desenvolver pessoas, competências e condições institucionais que sustentem a atividade;

  • mensurar desempenho, custos, percepção dos usuários, valor gerado e reconhecimento institucional.

2.3 Valor gerado

Para a sociedade

A Transparência viabiliza o exercício do direito de acesso à informação e a capacidade de acompanhar recursos, decisões e resultados. Reduz o custo de obtenção de informações públicas, amplia a participação e o controle social, e torna as informações mais inclusivas e compreensíveis.

Para a gestão e a alta administração

A gestão passa a contar com dados mais organizados e confiáveis e com redução de solicitações repetitivas, o que melhora a prestação de contas, a identificação de falhas de informação e a confiança nas decisões e nos sistemas. A alta administração ganha visão sobre cumprimento e qualidade da transparência, identifica riscos de opacidade, desatualização ou exposição indevida, e fortalece a legitimidade institucional e a comunicação de resultados.

Para as demais macrofunções

As demais macrofunções passam a ter acesso a dados estruturados, o que ajuda na identificação de padrões e riscos, no suporte ao planejamento e às avaliações, e na maior rastreabilidade dos processos públicos.

2.4 Resultados esperados

Os resultados devem ser observados no cotidiano, e não apenas em avaliações periódicas. Espera-se que a organização saiba quem produz cada informação, quando ela deve ser atualizada, quais controles antecedem a publicação, quem responde por correções e como o usuário comunica dificuldades.

Uma macrofunção madura contribui para que:

  • informações obrigatórias e relevantes sejam publicadas tempestivamente;

  • o acesso seja livre, sem exigir justificativa indevida;

  • pedidos sejam recebidos, processados e respondidos dentro dos prazos;

  • responsabilidades estejam formalmente distribuídas;

  • informações cubram os órgãos e entidades abrangidos;

  • dados sejam compreensíveis, acessíveis e reutilizáveis;

  • exceções à publicidade sejam fundamentadas e controladas;

  • dados pessoais sejam protegidos sem uso abusivo da privacidade para restringir acesso;

  • usuários consigam localizar e compreender o que procuram;

  • a organização monitore qualidade, uso, demandas e lacunas;

  • diagnósticos, autoavaliações e riscos identificados orientem um Plano de Evolução aprovado e acompanhado;

  • a função desenvolva pessoas, padronize sua atuação e preste contas de seu próprio desempenho;

  • aprendizagem, coprodução e evidências de valor orientem a melhoria contínua e a transformação institucional;

  • os resultados alimentem decisões e a melhoria dos serviços.

3. Escopo da macrofunção

Esta seção delimita o campo de atuação da macrofunção Transparência. Apresenta as atividades que podem compor seu escopo e as que não lhe pertencem, e esclarece como se distribuem as responsabilidades entre os produtores da informação e a unidade coordenadora. Os termos técnicos usados nesta seção estão definidos no Glossário.

3.1 Atividades abrangidas

A abrangência deve ser definida funcionalmente. A coordenação pode executar diretamente certas atividades e supervisionar outras, mas precisa conhecer o fluxo completo da informação: geração, validação, transmissão, publicação, atualização, correção, proteção e descarte. As atividades relacionadas a seguir delimitam o campo da macrofunção, sem impor estrutura organizacional única ou exigir sua execução direta pela UCCI; arranjos equivalentes são admitidos quando preservam responsabilidades, governança e resultados.

O escopo pode incluir:

  • governança da política de transparência;

  • coordenação da transparência ativa;

  • coordenação do acesso à informação e da transparência passiva;

  • regulamentação e orientação sobre publicidade e sigilo;

  • definição de responsabilidades e fluxos;

  • gestão ou supervisão do Portal da Transparência;

  • inventário de informações e bases de dados;

  • definição e monitoramento de padrões de qualidade;

  • publicação de dados abertos;

  • orientação sobre linguagem simples e acessibilidade;

  • monitoramento de prazos e atualização;

  • gestão de recursos, sistemas e contratos relacionados;

  • apoio a unidades produtoras de dados;

  • avaliação de cobertura, usabilidade e utilidade;

  • análise de pedidos recorrentes;

  • publicação de perguntas frequentes;

  • promoção do uso de informações e do controle social;

  • elaboração de relatórios e painéis;

  • interlocução técnica com avaliações externas de transparência.

3.2 Atividades não abrangidas

As fronteiras evitam dois extremos: uma coordenação meramente passiva, que atribui todos os problemas aos produtores, e uma coordenação que assume a autoria e a correção manual de todas as bases. No primeiro caso, não há governança; no segundo, cria-se dependência e se enfraquece a responsabilidade na origem.

Não constituem atribuições próprias da macrofunção:

  • produzir em nome dos gestores todos os dados que serão publicados;

  • validar o mérito de decisões administrativas;

  • substituir contabilidade, finanças, compras, pessoal ou tecnologia;

  • decidir isoladamente sobre sigilo quando a competência for de outra autoridade;

  • divulgar dados pessoais ou protegidos sem base legal;

  • negar acesso por conveniência, constrangimento ou risco reputacional;

  • administrar manifestações típicas de Ouvidoria sem atribuição correspondente;

  • certificar integralmente a exatidão de bases que não foram submetidas a controles definidos;

  • concentrar a transparência em fornecedor externo sem governança pública;

  • limitar a atuação ao atendimento de checklists externos.

3.3 Responsabilidades dos produtores da informação

A responsabilidade pela informação nasce na origem, não na publicação. A publicação pelo Portal da Transparência não transfere à equipe de Transparência a responsabilidade pelo mérito ou pela exatidão do dado produzido pela área gestora.

Compete aos órgãos, entidades e gestores, como produtores da informação:

  • produzir e registrar informações relativas às suas competências, assegurando integridade e correção na origem;

  • documentar regras de negócio e manter responsáveis e substitutos designados;

  • classificar e proteger informações conforme a legislação;

  • cumprir prazos de fornecimento e atualização;

  • comunicar mudanças de sistema que possam afetar a extração ou a publicação dos dados;

  • validar extrações automatizadas antes da publicação;

  • corrigir inconsistências e responder tempestivamente a apontamentos;

  • manter metadados e contexto que permitam a compreensão da informação;

  • responder pela autenticidade e completude dos dados fornecidos.

3.4 Responsabilidades da coordenação de Transparência

A coordenação deve enxergar o sistema como um todo. Além de acompanhar prazos, precisa identificar causas recorrentes, diferenças entre unidades, lacunas de cobertura, riscos de exposição e oportunidades de divulgação ativa.

Compete à unidade coordenadora, conforme o ordenamento local:

  • propor política, normas e padrões;

  • articular produtores e responsáveis;

  • administrar ou supervisionar canais e plataformas;

  • orientar unidades;

  • monitorar cumprimento, prazos e qualidade;

  • tratar problemas sistêmicos;

  • comunicar riscos à governança;

  • promover acessibilidade, compreensão e reutilização;

  • consolidar resultados e oportunidades de melhoria.

4. Capacidades essenciais

As capacidades essenciais representam aquilo que a organização precisa ser capaz de sustentar institucionalmente para exercer a macrofunção Transparência, independentemente do arranjo administrativo ou das soluções operacionais adotadas. Elas sintetizam, em linguagem conceitual, as capacidades avaliadas pela Matriz de KPAs e orientam a leitura das dimensões e da trajetória de maturidade.

São capacidades essenciais da macrofunção:

  • Diagnóstico, autoavaliação e planejamento da evolução: capacidade de conhecer a situação dos serviços, da estrutura, das normas, dos riscos e dos resultados e de transformar esse conhecimento em prioridades, responsáveis e prazos.

  • Atribuição institucional e governança: capacidade de dirigir a política, coordenar atores, atribuir responsabilidades e prestar contas.

  • Transparência ativa: capacidade de publicar e manter informações obrigatórias e relevantes de forma acessível, completa e tempestiva.

  • Acesso à informação: capacidade de receber, processar, responder e revisar pedidos com qualidade, prazo, rastreabilidade e proteção adequada.

  • Gestão da qualidade da informação: capacidade de definir controles na origem, validar, reconciliar, atualizar e corrigir dados.

  • Gestão de sigilo e privacidade: capacidade de aplicar restrições de forma legal, proporcional, motivada, temporária e revisável.

  • Dados abertos: capacidade de inventariar, priorizar, publicar, documentar e manter bases reutilizáveis.

  • Acessibilidade e linguagem simples: capacidade de reduzir barreiras e tornar informações compreensíveis para públicos diversos.

  • Tecnologia e continuidade: capacidade de manter soluções disponíveis, seguras, pesquisáveis, exportáveis e sustentáveis.

  • Pessoas, competências e força de trabalho: capacidade de definir perfis, prover equipes compatíveis, desenvolver profissionais, avaliar condições de trabalho e antecipar necessidades futuras.

  • Padronização e institucionalização: capacidade de documentar responsabilidades, fluxos e critérios e de sustentar a atuação para além da dependência de pessoas ou soluções específicas.

  • Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ): capacidade de avaliar periodicamente a qualidade da própria atividade de Transparência, tratar não conformidades e acompanhar as melhorias implementadas.

  • Articulação entre as macrofunções do Mucci: capacidade de definir e aplicar interfaces, responsabilidades e fluxos de encaminhamento, compartilhamento de informações e devolutivas com as demais macrofunções presentes no ente, respeitados o sigilo, a proteção das informações e as atribuições de cada função.

  • Monitoramento, desempenho, inteligência e avaliação de efetividade: capacidade de medir cumprimento, qualidade, custos, uso, satisfação, resultados e valor gerado, prestar contas da própria atuação e aplicar dados e evidências ao aperfeiçoamento da política.

  • Participação, uso social e coprodução: capacidade de compreender necessidades e comportamentos, divulgar recursos, capacitar usuários e envolver a sociedade na priorização, no uso e na criação de soluções de Transparência.

  • Posicionamento, salvaguardas e supervisão: capacidade de atuar com autonomia técnica e posicionamento adequado, contar com salvaguardas contra pressões indevidas, prestar contas às instâncias de governança e submeter a atividade a avaliações independentes.

  • Aconselhamento, liderança e articulação institucional: capacidade de assessorar a alta administração, disseminar boas práticas e participar de redes de cooperação com outros entes e organizações.

  • Aprendizagem, inovação e demonstração de valor: capacidade de incorporar lições de avaliações e incidentes, promover transformação institucional, desenvolver práticas inovadoras e demonstrar, com evidências, o valor produzido pela Transparência.

  • Cultura institucional de transparência: capacidade de consolidar a transparência como valor incorporado às rotinas, às decisões e à identidade da organização, reconhecido pelas partes interessadas.

No Mucci, essas capacidades expressam o que precisa ser sustentado pela organização; as cinco dimensões indicam os aspectos pelos quais são examinadas; os níveis demonstram seu grau de institucionalização e efetividade; e os KPAs traduzem essa arquitetura em áreas avaliáveis. Os procedimentos de implantação e as soluções operacionais correspondentes são desenvolvidos em instrumentos complementares.

5. Aplicação das cinco dimensões do Mucci

Esta seção aplica à macrofunção Transparência as cinco dimensões comuns do Mucci, usadas para avaliar a maturidade em todas as macrofunções: Serviços e Entregas, Organizacional e Estrutural, Normativa e Regulatória, Governança e Gestão de Riscos, e Desempenho e Resultados. Cada dimensão é examinada a partir de uma pergunta orientadora e dos aspectos específicos que a compõem nesta macrofunção.

5.1 Serviços e Entregas

Nesta dimensão, a pergunta central é: o que a Transparência efetivamente entrega, e como essa entrega evolui? A dimensão distingue ter condições para atuar de efetivamente publicar, responder e gerar acesso útil à informação.

Nesta dimensão, a trajetória parte do diagnóstico dos serviços e entregas existentes. Avança, no nível Fundamental, para a institucionalização da transparência ativa, da organização das informações e dos canais de acesso; no nível Desenvolvido, incorpora prevenção, acessibilidade, linguagem simples e dados abertos; no nível Consolidado, orienta conteúdos e serviços pelas necessidades dos diferentes públicos, antecipa divulgações e oferece aconselhamento à alta administração; e, no nível Referência, utiliza a Transparência para induzir transformação institucional e coproduzir soluções com usuários e sociedade.

5.2 Organizacional e Estrutural

Nesta dimensão, a pergunta central é: a organização possui responsabilidades, pessoas, recursos, tecnologia e continuidade suficientes para sustentar a Transparência? A avaliação deve observar o arranjo completo, inclusive unidades produtoras e administração indireta.

Nesta dimensão, a trajetória começa pelo diagnóstico da estrutura, das pessoas e dos recursos. Prossegue com a formalização de responsabilidades, a definição de perfis, o provimento de equipe, tecnologia e acessos e o desenvolvimento profissional; evolui para a gestão e o engajamento das equipes; alcança o planejamento estratégico da força de trabalho, a proteção contra pressões indevidas e a supervisão externa; e culmina na incorporação da Transparência à cultura institucional.

5.3 Normativa e Regulatória

Nesta dimensão, a pergunta central é: as regras que sustentam a Transparência são completas, atualizadas, conhecidas e efetivamente aplicadas? Uma norma pode existir e ainda assim deixar lacunas sobre acesso parcial, recursos, responsabilidades ou atualização.

Nesta dimensão, a trajetória começa pelo diagnóstico das normas aplicáveis. Avança para a regulamentação local e a padronização dos processos e práticas; incorpora o monitoramento da conformidade e a atualização tempestiva dos requisitos; passa a orientar a evolução normativa por riscos, evidências e necessidades dos usuários; e culmina na produção de práticas e padrões inovadores capazes de servir de referência a outras organizações.

5.4 Governança e Gestão de Riscos

Nesta dimensão, a pergunta central é: como as decisões são coordenadas e como os riscos de opacidade, desatualização, indisponibilidade, exposição e dependência são identificados e tratados? A existência de mapa de riscos só agrega valor quando influencia controles e prioridades.

Nesta dimensão, a trajetória começa pela identificação, pelo registro e pela comunicação dos riscos iniciais. Avança para o planejamento anual e a coordenação da rede de responsáveis; incorpora planejamento baseado em riscos e necessidades e integração com acesso à informação, proteção de dados e áreas produtoras; consolida decisões orientadas por evidências, reporte à governança, articulação com Integridade e Controle Interno e participação em redes; e culmina na integração sistemática da Transparência às decisões estratégicas e na liderança de iniciativas de cooperação.

5.5 Desempenho e Resultados

Nesta dimensão, a pergunta central é: a organização mede a qualidade, a experiência dos usuários, o uso e os efeitos da Transparência? O foco evolui de "quantos conteúdos foram publicados" para "as pessoas conseguem encontrar, compreender e utilizar informações confiáveis, e isso gera melhoria?".

Nesta dimensão, a trajetória começa pela autoavaliação da maturidade e pela elaboração do Plano de Evolução. Avança para indicadores apresentados à liderança e para a prestação de contas pública da própria função; incorpora avaliação da qualidade, mensuração de desempenho e custos e percepção dos usuários; consolida inteligência, avaliação de efetividade e análise de comportamento; e culmina na aprendizagem contínua, na demonstração do valor gerado e no reconhecimento da Transparência pelas partes interessadas.

6. Trajetória de maturidade

Esta seção descreve como a capacidade institucional de Transparência evolui do nível Inicial ao nível Referência, seguindo a lógica progressiva e cumulativa do Mucci: cada nível pressupõe a manutenção das capacidades reconhecidas no nível anterior e acrescenta exigências mais elevadas de consistência, integração e geração de resultados. A evolução não decorre apenas da ampliação do volume de conteúdo publicado. Envolve mudança qualitativa, da divulgação dependente de pessoas para processos institucionalizados, do cumprimento formal de obrigações para a gestão orientada por qualidade e risco, e do controle isolado de conteúdos para a integração da política de transparência à governança e à geração de valor público.

Cada subseção a seguir descreve a condição geral observada, as capacidades predominantes, os riscos típicos e a prioridade de evolução de cada nível. Os parágrafos introdutórios destacam a lógica da transição entre os níveis, que se manifesta de forma distinta nas cinco dimensões apresentadas no capítulo 6.

6.1 Nível 1 - Inicial

No nível Inicial, a Transparência ainda pode ser fragmentada, reativa e dependente de iniciativas individuais. O avanço esperado consiste em conhecer objetivamente essa situação: diagnosticar serviços, capacidades institucionais e conformidade normativa, identificar e comunicar riscos, realizar a autoavaliação de maturidade e transformar os resultados em um Plano de Evolução aprovado.

Condição geral

A divulgação é limitada, fragmentada ou reativa. Responsabilidades podem ser informais, o portal possui cobertura restrita e o acesso depende de poucos servidores ou de fornecedor externo.

Capacidades predominantes

Predominam capacidades de diagnóstico e planejamento: levantamento dos serviços e entregas, da estrutura, das pessoas, dos recursos e das normas; identificação e comunicação dos riscos iniciais; autoavaliação validada pela liderança; e elaboração do Plano de Evolução com prioridades, responsáveis e prazos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão diagnósticos superficiais ou não registrados, riscos conhecidos mas não comunicados, autoavaliação sem validação e Plano de Evolução genérico, não aprovado ou sem condições de acompanhamento. Também podem existir portal desatualizado, canais indisponíveis, formatos fechados e dependência excessiva de pessoas ou fornecedores.

Prioridade de evolução

Concluir e registrar os diagnósticos, comunicar riscos, validar a autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.

6.2 Nível 2 - Fundamental

No nível Fundamental, a Transparência possui serviços mínimos institucionalizados e condições básicas para operar com regularidade. O avanço esperado é reduzir a informalidade por meio de responsabilidades, pessoas, recursos, normas, procedimentos, planejamento e mecanismos de acompanhamento e prestação de contas.

Condição geral

As obrigações essenciais são conhecidas e executadas regularmente. Há portal ou seção específica, regulamentação, responsáveis, canais e registros.

Capacidades predominantes

Predominam transparência ativa e informações organizadas, canais eletrônicos e alternativos de acesso, responsáveis formalmente designados, perfis e quantitativo de pessoal definidos, recursos e acessos adequados e capacitação periódica. A atuação conta com regulamentação local, procedimentos documentados, plano anual, rede de pontos focais, indicadores apresentados à liderança e publicação dos resultados da própria função.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão cobertura incompleta, baixa usabilidade, dados sem contexto, atualização dependente de cobrança manual e proteção de dados inconsistente. Também podem ocorrer equipe insuficiente ou sem perfis definidos, ausência de capacitação, procedimentos não documentados, planejamento meramente formal e indicadores que não orientam nem tornam pública a prestação de contas da função.

Prioridade de evolução

Consolidar serviços, responsabilidades, pessoas, recursos, normas, procedimentos, planejamento anual, coordenação dos produtores e prestação de contas da função.

6.3 Nível 3 - Desenvolvido

No nível Desenvolvido, a Transparência atua de forma planejada, preventiva e orientada por riscos, necessidades informacionais e critérios de qualidade. O avanço esperado é integrar acessibilidade, dados abertos, conformidade normativa, proteção de dados, gestão das equipes, articulação entre as macrofunções e avaliação de desempenho à rotina institucional.

Condição geral

A política é estruturada, planejada e monitorada. Informações são organizadas, responsabilidades estão distribuídas e a organização utiliza dados de pedidos e avaliações para melhorar.

Capacidades predominantes

Predominam prevenção de riscos de opacidade, acessibilidade digital, linguagem simples e dados abertos documentados. A equipe atua com papéis e metas definidos; mudanças normativas são monitoradas; o planejamento considera riscos e demandas; Transparência, acesso à informação, proteção de dados e produtores estão articulados; o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) é executado; e as interfaces com as demais macrofunções têm responsáveis e fluxos definidos, aplicados e periodicamente avaliados. Desempenho, custos, satisfação e percepção dos usuários também são mensurados e utilizados para correção e melhoria.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão ações preventivas sem tratamento das causas, acessibilidade apenas declarada, dados abertos sem documentação ou reutilização, metas que não consideram condições de trabalho, mudanças normativas incorporadas com atraso, conflitos entre publicidade e proteção de dados, PGMQ meramente formal, fluxos entre macrofunções não aplicados ou não revisados, custos desconhecidos e pesquisas de satisfação sem consequência prática.

Prioridade de evolução

Aprofundar a prevenção, integrar riscos, conformidade, pessoas, proteção de dados, qualidade, custos e percepção dos usuários, consolidar o PGMQ e a articulação entre as macrofunções e preparar a atuação orientada por evidências.

6.4 Nível 4 - Consolidado

No nível Consolidado, a Transparência está integrada à governança e atua segundo evidências, riscos e necessidades dos diferentes públicos. O avanço esperado é ampliar sua influência institucional, proteger sua autonomia técnica, submeter a atividade à supervisão externa e demonstrar efetividade para além da publicação formal.

Condição geral

A transparência está integrada à governança e à estratégia. Processos e sistemas produzem informações por desenho, e os resultados são monitorados e utilizados para decisão e melhoria.

Capacidades predominantes

Predominam adaptação de conteúdos e canais aos diferentes públicos, divulgação proativa baseada em riscos e demandas recorrentes e aconselhamento à alta administração. A função planeja sua força de trabalho, conta com salvaguardas contra pressões indevidas e supervisão externa, revisa normas com base em evidências, utiliza dados de uso para priorizar decisões, reporta riscos e resultados à governança, articula-se com Integridade e Controle Interno, participa de redes e aplica inteligência, percepção e comportamento dos usuários à avaliação da efetividade e à melhoria.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão segmentação de públicos apenas formal, proatividade sem critérios, aconselhamento ignorado, planejamento de pessoas desconectado da estratégia, pressões indevidas sem salvaguardas, supervisão apenas protocolar, dados coletados sem orientar decisões e análises de comportamento sem melhoria correspondente.

Prioridade de evolução

Fortalecer orientação aos usuários, influência, salvaguardas, supervisão, decisões baseadas em evidências, integração à governança e avaliação da efetividade.

6.5 Nível 5 - Referência

No nível Referência, a Transparência produz transformação institucional, envolve usuários e sociedade na criação de soluções, influencia decisões estratégicas e demonstra valor público reconhecido. A condição de referência depende de aprendizagem contínua, liderança cooperativa e resultados sustentados, e não apenas de sofisticação tecnológica.

Condição geral

A organização pratica transparência proativa, orientada às necessidades sociais, integrada a ecossistemas de dados e capaz de demonstrar resultados e promover aprendizagem externa.

Capacidades predominantes

Predominam casos documentados de mudança institucional induzida pela Transparência, coprodução de soluções com usuários e sociedade e cultura de abertura reconhecida pelas partes interessadas. A organização desenvolve práticas replicadas por outros entes, integra dados e riscos de Transparência às decisões estratégicas, lidera iniciativas de cooperação, incorpora lições de auditorias, incidentes e avaliações e demonstra, com evidências, o valor gerado e o reconhecimento alcançado.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão inovação sem sustentabilidade, coprodução apenas simbólica, iniciativas de referência sem possibilidade de replicação, uso ocasional dos dados nas decisões, aprendizagem não institucionalizada, afirmações de valor sem evidências e reconhecimento externo baseado em resultados pontuais.

Prioridade de evolução

Sustentar transformação, coprodução, cultura de abertura, influência estratégica, aprendizagem, demonstração de valor e reconhecimento institucional.

7. Conclusão

A transparência não se conclui com a publicação de um dado ou a resposta a um pedido de acesso. Ela se sustenta pela repetição consistente de práticas que tornam a informação pública íntegra, compreensível e útil, dia após dia.

Esse caminho é institucional, não pontual. Depende de papéis claros entre quem produz a informação e quem coordena a política de transparência, de processos capazes de suportar o volume e a variedade das obrigações, e de monitoramento que identifique riscos antes que se tornem falhas visíveis à sociedade.

Este caderno oferece o referencial para essa construção. Cabe a cada UCCI (Unidade Central de Controle Interno) utilizá-lo com proporcionalidade, avançando conforme seu porte, seu contexto e a maturidade já alcançada.

Sobre a Macrofunção Ouvidoria

1. Introdução

A Ouvidoria é a principal interface institucional de escuta entre o Estado e os usuários dos serviços públicos. Por meio dela, cidadãos, agentes públicos, empresas e organizações podem apresentar denúncias, reclamações, solicitações, sugestões, elogios e outras manifestações relacionadas à atuação estatal.

Sua função, porém, não se limita a receber e encaminhar mensagens. Uma Ouvidoria efetiva assegura acesso, acolhimento, registro, proteção, análise, tratamento, resposta e acompanhamento. Também sistematiza as informações recebidas para identificar problemas recorrentes, riscos, necessidades e oportunidades de melhoria.

No Mucci (Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno), a Ouvidoria é tratada como macrofunção autônoma e integrada. Ela funciona como um radar institucional: capta experiências e percepções que nem sempre aparecem em relatórios, sistemas administrativos ou avaliações formais. Quando os dados são analisados e utilizados de maneira responsável, a Ouvidoria contribui para melhorar serviços, prevenir irregularidades, orientar a gestão e fortalecer a confiança pública.

A Ouvidoria não conduz investigação disciplinar, não julga denúncias e não substitui a Correição. Seu papel é realizar análise inicial compatível com suas competências, preservar informações, verificar a presença de elementos mínimos e encaminhar a manifestação à instância responsável.

Também deve ser distinguida do Serviço de Informação ao Cidadão. Pedido de acesso à informação e manifestação de ouvidoria podem utilizar a mesma plataforma, mas possuem objetos, fundamentos, prazos, recursos e fluxos diferentes.

A maturidade da Ouvidoria não deve ser medida apenas pela quantidade de manifestações respondidas. Importam acesso, equidade, proteção, qualidade das respostas, resolutividade, uso dos dados, integração, participação e contribuição para o aperfeiçoamento da Administração Pública.

1.1 Papel no ciclo integrado do Mucci

A escuta, no Mucci, não significa apenas receber mensagens. Significa acolher a pessoa, compreender a experiência relatada, registrar a demanda com fidelidade, proteger informações, encaminhar ao responsável e converter manifestações individuais em aprendizado institucional.

A Ouvidoria opera como ponto de contato entre sociedade e Estado. Sua efetividade depende de duas direções: deve levar a voz do usuário para dentro da organização e devolver resposta compreensível, tempestiva e respeitosa.

O ciclo não autoriza compartilhamento indiscriminado. A informação deve circular conforme necessidade, competência, finalidade e nível de proteção.

As informações da Ouvidoria podem orientar Transparência, Integridade, Apoio à Gestão em Controles Internos, Auditoria Interna e Correição. O compartilhamento deve observar finalidade, necessidade, competência, sigilo e proteção de dados.

2. Propósito e resultados esperados

Esta seção define por que a macrofunção Ouvidoria existe e o que se espera dela quando madura. O propósito estabelece sua razão de ser, centrada em estruturar canais de escuta que transformem manifestações da sociedade em inteligência para a melhoria dos serviços e da governança. Os objetivos específicos detalham as frentes necessárias para cumprir esse propósito, o valor gerado explicita os benefícios percebidos por cidadãos e usuários, pela gestão e pela alta administração, e pelas demais macrofunções, e os resultados esperados descrevem as condições observáveis que indicam efetividade.

2.1 Propósito

O propósito reúne quatro funções: acesso, acolhimento, resposta e aprendizagem. Uma Ouvidoria que recebe manifestações, mas não assegura tratamento ou melhoria, funciona apenas como caixa de entrada. Uma Ouvidoria que produz relatórios, mas não protege o manifestante, compromete confiança e direitos.

Formalmente, o propósito da macrofunção é:

Estruturar e gerir canais de escuta e participação para receber, acolher, registrar, analisar, tratar e responder manifestações, protegendo os direitos dos usuários e transformando informações da sociedade em inteligência para a melhoria dos serviços, das políticas, da integridade e da governança pública.

2.2 Objetivos específicos

São objetivos específicos da macrofunção:

  • assegurar canais acessíveis e inclusivos de manifestação;

  • proteger a identidade, os dados e os direitos dos manifestantes;

  • registrar e tratar manifestações com rastreabilidade;

  • garantir respostas tempestivas, claras e conclusivas;

  • realizar triagem e encaminhamento adequados;

  • fortalecer a proteção contra retaliação;

  • promover participação e defesa dos usuários;

  • identificar recorrências, riscos e falhas sistêmicas;

  • produzir informações gerenciais para decisão;

  • contribuir para melhoria de políticas e serviços;

  • articular-se com outras macrofunções sem sobrepor competências;

  • monitorar qualidade, satisfação e resolutividade;

  • promover aprendizagem e confiança institucional;

  • diagnosticar capacidades e lacunas e planejar a evolução da macrofunção;

  • desenvolver pessoas, competências e condições institucionais que sustentem a atividade;

  • mensurar desempenho, custos, experiência dos usuários, valor gerado e reconhecimento institucional.

2.3 Valor gerado

Para os cidadãos e usuários

A Ouvidoria oferece um canal legítimo de voz e participação, com proteção de direitos e respostas claras e acompanháveis. Permite denunciar irregularidades com proteção e contribui diretamente para a melhoria dos serviços.

Para a gestão e a alta administração

A gestão passa a identificar gargalos e recorrências e obtém retorno sobre a qualidade dos serviços, com antecipação de riscos, subsídios para decisões e melhorias, e maior compreensão das necessidades dos usuários. A alta administração ganha visão consolidada de temas críticos e alertas sobre riscos institucionais, acompanhando a responsividade do ente e fortalecendo a legitimidade e a confiança.

Para as demais macrofunções

As demais macrofunções recebem informações qualificadas sobre denúncias e vulnerabilidades e padrões úteis ao planejamento de riscos e auditorias. A Ouvidoria oferece insumos para integridade, transparência, controles e correição, e permite o acompanhamento de providências sem interferência indevida.

2.4 Resultados esperados

Os resultados devem ser percebidos pelas pessoas e pela gestão. Espera-se que o usuário saiba como se manifestar, consiga acompanhar a demanda e receba resposta que explique o que foi feito, o que não pode ser feito e por quê.

Uma Ouvidoria madura contribui para que:

  • diferentes públicos consigam acessar canais adequados;

  • manifestações sejam registradas e acompanhadas, com dados pessoais e identidades protegidos;

  • denúncias sejam analisadas e encaminhadas com segurança;

  • respostas sejam tempestivas, compreensíveis e úteis;

  • as áreas respondentes assumam responsabilidade pela qualidade das informações;

  • recorrências sejam identificadas e comunicadas;

  • recomendações de melhoria sejam acompanhadas;

  • usuários participem da avaliação dos serviços;

  • informações da escuta sejam utilizadas pela governança;

  • a organização aprenda com reclamações, sugestões e denúncias;

  • diagnósticos, autoavaliações e riscos identificados orientem um Plano de Evolução aprovado e acompanhado;

  • a Ouvidoria desenvolva pessoas, padronize sua atuação e preste contas de seu próprio desempenho;

  • aprendizagem, coprodução e evidências de valor orientem a melhoria contínua e a transformação institucional.

3. Escopo da macrofunção

Esta seção delimita o campo de atuação da macrofunção Ouvidoria. Apresenta as atividades que podem compor seu escopo e as que não lhe pertencem, e esclarece como se distribuem as responsabilidades entre a Ouvidoria e as áreas respondentes. Os termos técnicos usados nesta seção estão definidos no Glossário.

3.1 Atividades abrangidas

A abrangência deve considerar todo o percurso da manifestação: acesso, acolhimento, registro, classificação, análise, encaminhamento, resposta, proteção, monitoramento, recurso ou reabertura quando cabível, avaliação e aprendizagem. As atividades relacionadas a seguir delimitam o campo funcional da macrofunção, sem impor estrutura organizacional única ou exigir sua execução direta por uma unidade específica; arranjos equivalentes são admitidos quando preservam responsabilidades, proteção, governança e resultados.

O escopo pode incluir:

  • gestão de canais de atendimento e manifestação;

  • recebimento e registro;

  • acolhimento e orientação;

  • classificação e categorização;

  • análise preliminar e triagem;

  • encaminhamento às áreas competentes;

  • gestão de prazos e cobranças;

  • elaboração ou consolidação de respostas, com comunicação e acompanhamento pelo usuário;

  • proteção da identidade e dos dados;

  • tratamento de denúncias, inclusive anônimas quando admitidas;

  • adoção de medidas de proteção contra retaliação dentro das competências;

  • pesquisa de satisfação;

  • Conselhos de Usuários e outras formas de participação;

  • apoio à Carta de Serviços;

  • mediação e solução consensual, quando cabíveis;

  • análise de dados e produção de relatórios;

  • recomendações de melhoria;

  • acompanhamento das providências;

  • ações de Ouvidoria Ativa ou itinerante;

  • articulação com outras macrofunções.

3.2 Atividades não abrangidas

As fronteiras impedem que a Ouvidoria se transforme em área de investigação, corregedoria informal, assessoria jurídica geral ou executora dos serviços reclamados. Sua função é qualificar a escuta, coordenar o tratamento e assegurar resposta, sem substituir quem possui competência decisória ou operacional.

Não constituem atribuições próprias da Ouvidoria:

  • investigar materialmente denúncias como atividade correcional;

  • conduzir sindicância ou processo disciplinar;

  • julgar responsabilidade de agentes ou pessoas jurídicas;

  • substituir a unidade competente na solução administrativa;

  • responder em nome da área técnica sem sua participação;

  • divulgar identidade ou dados sem necessidade e fundamento;

  • exigir identificação quando a manifestação anônima for admitida;

  • recusar manifestação por linguagem simples, imprecisão inicial ou dificuldade do usuário;

  • transformar toda reclamação em denúncia;

  • decidir sobre políticas públicas em nome da gestão;

  • confundir pedido de informação com manifestação de ouvidoria;

  • medir efetividade apenas pelo encerramento no sistema.

3.3 Responsabilidades das áreas respondentes

Responder à Ouvidoria não é atividade acessória: integra a responsabilidade pela qualidade do serviço.

Compete às unidades responsáveis pelo objeto da manifestação:

  • indicar responsável e substituto para o tratamento das manifestações;

  • analisar os fatos e as demandas sob sua competência;

  • produzir resposta correta, completa e tempestiva, enfrentando todos os pontos levantados;

  • adotar as providências cabíveis e explicá-las de forma clara;

  • registrar limitações e fundamentos;

  • preservar dados e sigilos;

  • informar os resultados à Ouvidoria;

  • tratar as causas de problemas recorrentes.

3.4 Responsabilidades da Ouvidoria

A Ouvidoria deve revisar a qualidade antes de transmitir a resposta. Isso não significa alterar o mérito técnico da área, mas verificar clareza, completude, respeito, coerência e proteção das informações.

Quando a resposta for insuficiente, a Ouvidoria deve solicitar complementação, registrar a ocorrência e, se o problema for recorrente, comunicar a governança das áreas respondentes.

Compete à Ouvidoria, conforme o ordenamento local:

  • facilitar o acesso;

  • acolher e orientar;

  • registrar e classificar;

  • proteger dados e identidade;

  • realizar análise inicial;

  • encaminhar e monitorar;

  • assegurar qualidade formal da resposta;

  • comunicar ao usuário;

  • sistematizar dados;

  • recomendar melhorias;

  • promover participação;

  • prestar contas de sua atuação.

4. Capacidades essenciais

As capacidades essenciais representam aquilo que a organização precisa ser capaz de sustentar institucionalmente para exercer a macrofunção Ouvidoria, independentemente do arranjo administrativo ou das soluções operacionais adotadas. Elas sintetizam, em linguagem conceitual, as capacidades avaliadas pela Matriz de KPAs e orientam a leitura das dimensões e da trajetória de maturidade.

São capacidades essenciais da macrofunção:

  • Diagnóstico, autoavaliação e planejamento da evolução: capacidade de conhecer a situação dos serviços, da estrutura, das normas, dos riscos e dos resultados e de transformar esse conhecimento em prioridades, responsáveis e prazos.

  • Atribuição institucional e governança: capacidade de operar com competência, autoridade, continuidade, responsabilidades definidas e prestação de contas.

  • Acesso e canais: capacidade de oferecer canais digitais e não digitais acessíveis, inclusivos e conhecidos.

  • Gestão de manifestações: capacidade de registrar, classificar, encaminhar, acompanhar e responder com rastreabilidade.

  • Tratamento de denúncias: capacidade de proteger, analisar elementos mínimos e encaminhar com segurança.

  • Proteção de dados e do manifestante: capacidade de limitar acessos, pseudonimizar, prevenir exposição e tratar riscos de retaliação.

  • Qualidade, resolutividade e melhoria contínua: capacidade de avaliar clareza, completude, tempestividade e contribuição para a solução, executar o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Ouvidoria e corrigir não conformidades identificadas.

  • Participação, defesa do usuário e coprodução: capacidade de promover avaliação, conselhos, consultas e outras formas de participação e de envolver usuários e sociedade na criação de soluções.

  • Inteligência e informação gerencial: capacidade de analisar padrões, causas, riscos e oportunidades, comunicar achados úteis e apoiar decisões de priorização e alocação de recursos.

  • Integração institucional: capacidade de estabelecer fluxos de comunicação, compartilhamento de informações e encaminhamento de demandas entre a Ouvidoria e as demais macrofunções do Mucci, preservando competências, sigilos, proteção de dados e fronteiras de atuação.

  • Pessoas, competências e força de trabalho: capacidade de definir perfis, prover equipes compatíveis, desenvolver profissionais, avaliar condições de trabalho e antecipar necessidades futuras.

  • Tecnologia e segurança: capacidade de registrar, proteger, controlar prazos, acompanhar e gerar informações confiáveis.

  • Padronização e institucionalização: capacidade de documentar responsabilidades, fluxos e critérios e de sustentar a atuação para além da dependência de pessoas ou soluções específicas.

  • Monitoramento, desempenho e avaliação de efetividade: capacidade de medir qualidade, resolutividade, custos, satisfação, resultados e valor gerado, prestar contas da própria atuação e aplicar evidências ao aperfeiçoamento da Ouvidoria.

  • Posicionamento, salvaguardas e supervisão: capacidade de atuar com autonomia técnica e posicionamento adequado, contar com salvaguardas contra pressões indevidas, prestar contas às instâncias de governança e submeter a atividade a avaliações independentes.

  • Aconselhamento, liderança e articulação institucional: capacidade de assessorar a alta administração, disseminar boas práticas e participar de redes de cooperação com outras ouvidorias.

  • Aprendizagem, inovação e demonstração de valor: capacidade de incorporar lições de manifestações, avaliações e incidentes, promover transformação institucional, desenvolver práticas inovadoras e demonstrar, com evidências, o valor produzido pela Ouvidoria.

  • Cultura institucional de escuta: capacidade de consolidar a escuta como valor incorporado às rotinas, às decisões e à identidade da organização, reconhecido pelas partes interessadas.

No Mucci, essas capacidades expressam o que precisa ser sustentado pela organização; as cinco dimensões indicam os aspectos pelos quais são examinadas; os níveis demonstram seu grau de institucionalização e efetividade; e os KPAs traduzem essa arquitetura em áreas avaliáveis. Os procedimentos de implantação e as soluções operacionais correspondentes são desenvolvidos em instrumentos complementares.

5. Aplicação das cinco dimensões do Mucci

Esta seção aplica à macrofunção Ouvidoria as cinco dimensões comuns do Mucci, usadas para avaliar a maturidade em todas as macrofunções: Serviços e Entregas, Organizacional e Estrutural, Normativa e Regulatória, Governança e Gestão de Riscos, e Desempenho e Resultados. Cada dimensão é examinada a partir de uma pergunta orientadora e dos aspectos específicos que a compõem nesta macrofunção.

5.1 Serviços e Entregas

Nesta dimensão, a pergunta central é: o que a Ouvidoria efetivamente entrega, e como essa entrega evolui? A dimensão distingue ter canais, normas e equipe de efetivamente receber, tratar, proteger e responder às manifestações com qualidade.

Nesta dimensão, a trajetória parte do diagnóstico dos serviços e entregas existentes. Avança, no nível Fundamental, para o tratamento estruturado das manifestações, a gestão dos canais, a proteção e o acompanhamento do manifestante e a produção de recomendações; no nível Desenvolvido, incorpora prevenção, qualidade das respostas e participação; no nível Consolidado, orienta a atuação pela jornada e pela experiência dos usuários, antecipa problemas e oferece aconselhamento à alta administração; e, no nível Referência, utiliza a escuta para induzir transformação institucional e coproduzir soluções com usuários e sociedade.

5.2 Organizacional e Estrutural

Nesta dimensão, a pergunta central é: a Ouvidoria possui posição, pessoas, canais, tecnologia, acesso e continuidade para escutar e proteger? A avaliação deve considerar também as áreas respondentes e a rede descentralizada.

Nesta dimensão, a trajetória começa pelo diagnóstico da estrutura, das pessoas e dos recursos. Prossegue com a formalização da Ouvidoria, a definição de perfis, o provimento de equipe, tecnologia e acessos e o desenvolvimento profissional; evolui para a gestão e o engajamento das equipes; alcança o planejamento estratégico da força de trabalho, a proteção contra pressões indevidas e a supervisão externa; e culmina na incorporação da escuta, da participação e da orientação ao usuário à cultura institucional.

5.3 Normativa e Regulatória

Nesta dimensão, a pergunta central é: as regras que sustentam a Ouvidoria são completas, atualizadas, conhecidas e efetivamente aplicadas? Elas devem abranger tipologias, prazos, proteção, denúncias, retaliação, respostas e recursos e estar adaptadas aos fluxos institucionais.

Nesta dimensão, a trajetória começa pelo diagnóstico das normas aplicáveis. Avança para a aprovação do regimento e a padronização do tratamento das manifestações; incorpora o monitoramento da conformidade e a atualização tempestiva dos requisitos; passa a orientar a evolução normativa por riscos, evidências e necessidades dos usuários; e culmina na produção de práticas e padrões inovadores capazes de servir de referência a outras organizações.

5.4 Governança e Gestão de Riscos

Nesta dimensão, a pergunta central é: como as decisões, interfaces, riscos e informações da Ouvidoria são coordenados e utilizados pela governança? Riscos relevantes incluem exposição, retaliação, resposta aparente, encaminhamento indevido, exclusão de públicos e dependência tecnológica.

Nesta dimensão, a trajetória começa pela identificação, pelo registro e pela comunicação dos riscos iniciais. Avança para o planejamento anual e a coordenação da rede de áreas respondentes; incorpora planejamento baseado em riscos e necessidades e acordos de nível de serviço; consolida decisões orientadas por dados, reporte à governança, articulação com Integridade e Controle Interno e participação em redes; e culmina na integração sistemática da Ouvidoria às decisões estratégicas e na liderança de iniciativas de cooperação.

5.5 Desempenho e Resultados

Nesta dimensão, a pergunta central é: a organização mede qualidade, resolutividade, custos, satisfação, inclusão, providências, recomendações, confiança e valor gerado pela Ouvidoria? A maturidade avança da contagem de manifestações para a demonstração de melhoria e impacto.

Nesta dimensão, a trajetória começa pela autoavaliação da maturidade e pela elaboração do Plano de Evolução. Avança para indicadores apresentados à liderança e para a prestação de contas pública da própria função; incorpora avaliação da qualidade, mensuração de desempenho e custos e satisfação dos usuários; consolida inteligência, avaliação de efetividade e análise da experiência; e culmina na aprendizagem contínua, na demonstração do valor gerado e no reconhecimento da Ouvidoria pelas partes interessadas.

6. Trajetória de maturidade

Esta seção descreve como a capacidade institucional de Ouvidoria evolui do nível Inicial ao nível Referência, seguindo a lógica progressiva e cumulativa do Mucci: cada nível pressupõe a manutenção das capacidades reconhecidas no nível anterior e acrescenta exigências mais elevadas de consistência, integração e geração de resultados. A evolução não decorre apenas do aumento do número de manifestações tratadas. Envolve mudança qualitativa, do recebimento informal e disperso para processos institucionalizados e protegidos, do cumprimento formal de prazos para a gestão orientada por qualidade e resolutividade, e da produção isolada de relatórios para a integração da escuta à governança e à geração de valor público.

Cada subseção a seguir descreve a condição geral observada, as capacidades predominantes, os riscos típicos e a prioridade de evolução de cada nível. Os parágrafos introdutórios destacam a lógica da transição entre os níveis, que se manifesta de forma distinta nas cinco dimensões apresentadas no capítulo 6.

6.1 Nível 1 - Inicial

No nível Inicial, a Ouvidoria ainda pode ser fragmentada, reativa e dependente de iniciativas individuais. O avanço esperado consiste em conhecer objetivamente essa situação: diagnosticar serviços, capacidades institucionais e conformidade normativa, identificar e comunicar riscos, realizar a autoavaliação de maturidade e transformar os resultados em um Plano de Evolução aprovado.

Condição geral

O recebimento é informal ou fragmentado. Pode existir canal, mas registros, proteção, prazos e responsabilidades são frágeis.

Capacidades predominantes

Predominam capacidades de diagnóstico e planejamento: levantamento dos serviços e entregas, da estrutura, das pessoas, dos recursos e das normas; identificação e comunicação dos riscos iniciais, como exposição, retaliação e respostas insuficientes; autoavaliação validada pela liderança; e elaboração do Plano de Evolução com prioridades, responsáveis e prazos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão diagnósticos superficiais ou não registrados, riscos conhecidos mas não comunicados, autoavaliação sem validação e Plano de Evolução genérico, não aprovado ou sem condições de acompanhamento. Também podem ocorrer perda de manifestações, exposição de identidade, ausência de protocolo, atraso e falta de resposta.

Prioridade de evolução

Concluir e registrar os diagnósticos, comunicar riscos, validar a autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.

6.2 Nível 2 - Fundamental

No nível Fundamental, a Ouvidoria possui serviços mínimos institucionalizados e condições básicas para operar com regularidade e proteção. O avanço esperado é reduzir a informalidade por meio de responsabilidades, pessoas, recursos, normas, procedimentos, planejamento e mecanismos de acompanhamento e prestação de contas.

Condição geral

A Ouvidoria está formalizada e opera regularmente. Há canais, sistema ou registro, tipologias, prazos, encaminhamento e respostas.

Capacidades predominantes

Predominam tratamento estruturado das manifestações, múltiplos canais monitorados, proteção e acompanhamento do manifestante e produção de recomendações. A Ouvidoria está formalizada, possui perfis, equipe, recursos, acessos e capacitação compatíveis, conta com regimento e procedimentos documentados, plano anual e rede de pontos focais e apresenta indicadores à liderança e à sociedade.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão canais sem monitoramento, respostas pouco conclusivas, proteção apenas formal e recomendações sem acompanhamento. Também podem ocorrer equipe insuficiente, ausência de capacitação, procedimentos não documentados, planejamento meramente formal, áreas respondentes sem compromisso e indicadores que não orientam nem tornam pública a prestação de contas da função.

Prioridade de evolução

Consolidar serviços, proteção, responsabilidades, pessoas, recursos, normas, procedimentos, planejamento anual, coordenação das áreas respondentes e prestação de contas da função.

6.3 Nível 3 - Desenvolvido

No nível Desenvolvido, a Ouvidoria atua de forma planejada, preventiva e orientada por riscos, recorrências, necessidades dos usuários e critérios de qualidade. O avanço esperado é integrar participação, conformidade normativa, gestão das equipes, o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) e a articulação com as demais macrofunções à rotina institucional.

Condição geral

Os processos são padronizados, a Ouvidoria executa o PGMQ, utiliza dados para gerir a qualidade e recomendar melhorias e mantém fluxos de articulação com as demais macrofunções do Mucci.

Capacidades predominantes

Predominam prevenção baseada em recorrências e riscos, qualificação contínua das respostas e promoção da participação. A equipe atua com metas e condições de trabalho avaliadas; mudanças normativas são monitoradas; o planejamento considera riscos e necessidades; acordos com áreas respondentes estabelecem compromissos de prazo e qualidade; o PGMQ avalia a qualidade e orienta a correção de não conformidades; e fluxos definidos conectam a Ouvidoria às demais macrofunções.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão recorrências analisadas sem prevenção, respostas formalmente corretas mas pouco úteis, participação apenas simbólica, metas desconectadas das condições de trabalho, mudanças normativas incorporadas com atraso, acordos não cumpridos, custos desconhecidos e pesquisas de satisfação sem consequência prática.

Prioridade de evolução

Aprofundar prevenção, qualidade, participação, conformidade, gestão das equipes, compromissos das áreas respondentes, PGMQ, articulação entre macrofunções, custos e satisfação e preparar a atuação orientada por evidências.

6.4 Nível 4 - Consolidado

No nível Consolidado, a Ouvidoria está integrada à governança e atua segundo evidências, riscos e necessidades dos diferentes públicos. O avanço esperado é ampliar sua influência institucional, proteger sua autonomia técnica, submeter a atividade à supervisão externa e demonstrar efetividade para além do volume atendido.

Condição geral

A Ouvidoria está integrada à governança e aos processos de melhoria. Dados orientam decisões, riscos, controles e serviços.

Capacidades predominantes

Predominam mapeamento da jornada e das necessidades dos usuários, adaptação de canais e linguagem, análise de padrões para antecipar problemas e aconselhamento à alta administração. A função planeja sua força de trabalho, conta com salvaguardas contra pressões indevidas e supervisão externa, revisa normas com base em evidências, utiliza dados para priorizar e alocar recursos, reporta riscos e resultados à governança, articula-se com Integridade e Controle Interno, participa de redes e aplica inteligência, percepção e experiência dos usuários à avaliação da efetividade e à melhoria.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão mapeamento de usuários apenas formal, canais adaptados sem capacidade de tratamento, análises sem recomendação, aconselhamento ignorado, planejamento de pessoas desconectado da estratégia, pressões indevidas sem salvaguardas, supervisão apenas protocolar e dados coletados sem orientar decisões ou melhorias.

Prioridade de evolução

Fortalecer orientação aos usuários, antecipação, influência, salvaguardas, supervisão, decisões baseadas em evidências, integração à governança e avaliação da efetividade.

6.5 Nível 5 - Referência

No nível Referência, a Ouvidoria produz transformação institucional, envolve usuários e sociedade na criação de soluções, influencia decisões estratégicas e demonstra valor público reconhecido. A condição de referência depende de aprendizagem contínua, liderança cooperativa e resultados sustentados, e não apenas de sofisticação tecnológica.

Condição geral

A Ouvidoria atua de forma proativa, inclusiva, analítica e orientada a impacto. Aprende continuamente e contribui para outras organizações.

Capacidades predominantes

Predominam casos documentados de mudança institucional induzida pela escuta, coprodução de soluções com usuários e sociedade e cultura de participação e orientação ao usuário reconhecida pelas partes interessadas. A organização desenvolve práticas replicadas por outros entes, integra dados e riscos de Ouvidoria às decisões estratégicas, lidera iniciativas de cooperação, incorpora lições de manifestações, auditorias e avaliações e demonstra, com evidências, o valor gerado e o reconhecimento alcançado.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão inovação sem sustentabilidade, coprodução apenas simbólica, iniciativas de referência sem possibilidade de replicação, uso ocasional dos dados nas decisões, aprendizagem não institucionalizada, afirmações de valor sem evidências e reconhecimento externo baseado em resultados pontuais.

Prioridade de evolução

Sustentar transformação, coprodução, cultura de escuta, influência estratégica, aprendizagem, demonstração de valor e reconhecimento institucional.

7. Conclusão

A ouvidoria não se conclui com o registro de uma manifestação ou o envio de uma resposta. Ela se sustenta pela capacidade de acolher, proteger e acompanhar cada manifestação até que produza resultado, e de transformar o conjunto dessas experiências em aprendizado institucional.

Esse caminho é institucional, não pontual. Depende de papéis claros entre a Ouvidoria e as áreas respondentes, de processos capazes de sustentar o volume e a diversidade das manifestações, e de monitoramento que identifique riscos de exposição ou de perda de qualidade antes que comprometam a confiança dos usuários.

Este caderno oferece o referencial para essa construção. Cabe a cada Ouvidoria utilizá-lo com proporcionalidade, avançando conforme seu porte, seu contexto e a maturidade já alcançada.

Sobre a Macrofunção Integridade

1. Introdução

Integridade pública é a atuação coerente com valores, princípios e normas éticas que priorizam o interesse público. Ela não se limita ao combate à corrupção nem à existência de códigos e planos. Depende de liderança, estruturas, competências, gestão de riscos, incentivos, canais de orientação, prevenção, detecção, resposta e aprendizagem.

Uma organização íntegra procura assegurar que decisões, comportamentos e processos permaneçam orientados ao interesse público, mesmo diante de pressões, conflitos, oportunidades de desvio e mudanças de contexto. Isso exige capacidade para prevenir e enfrentar fraude, corrupção, irregularidades, conflitos de interesses, assédio, discriminação, violações de direitos e outros desvios éticos ou de conduta que afetem confiança, credibilidade, reputação e resultados.

No Mucci (Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno), a Integridade é uma macrofunção transversal. Sua unidade coordenadora organiza e impulsiona o Programa de Integridade, mas a responsabilidade por comportamentos, riscos e controles pertence a toda a organização. A alta administração estabelece o exemplo e as condições; gestores tratam riscos em seus processos; áreas especializadas exercem suas competências; servidores e colaboradores observam padrões de conduta.

A arquitetura deste caderno organiza a gestão da integridade em cinco níveis progressivos e contempla governança e estrutura, capacidade organizacional, gestão, desempenho e resultados. Seus temas abrangem estrutura da unidade de integridade, funcionamento das funções de integridade, liderança, redes, competências, riscos, questões emergentes, Programa e Plano, diagnóstico, monitoramento, participação social e retroalimentação dos processos.

Essa arquitetura foi ajustada à diversidade federativa brasileira, às cinco dimensões comuns do Mucci e às diferentes realidades de porte, competências e arranjos institucionais das UCCIs (Unidades Centrais de Controle Interno).

1.1 Papel no ciclo integrado do Mucci

Prevenção e articulação significam transformar informações sobre vulnerabilidades, comportamentos e processos em respostas coordenadas antes que riscos se materializem. A Integridade não concentra todas as funções: conecta liderança, gestão, Ouvidoria, Transparência, Apoio à Gestão em Controles Internos, Auditoria Interna, Correição, gestão de pessoas, compras e outras áreas.

2. Propósito e resultados esperados

Esta seção define por que a macrofunção Integridade existe e o que se espera dela quando madura. O propósito estabelece sua razão de ser, centrada em antecipar riscos e fortalecer a coerência ética da atuação pública. Os objetivos específicos detalham as frentes necessárias para cumprir esse propósito, o valor gerado explicita os benefícios percebidos pela organização, por gestores, agentes públicos e a alta administração, e pela sociedade, e os resultados esperados descrevem as condições observáveis que indicam efetividade.

2.1 Propósito

O propósito reúne antecipação de riscos, coerência ética, coordenação de mecanismos e aprendizagem. Um Programa de Integridade não se resume a documento, campanha ou curso; deve influenciar decisões, processos, incentivos e respostas institucionais.

Formalmente, o propósito da macrofunção é:

Coordenar e promover princípios, estruturas, processos e medidas de prevenção, detecção e resposta a riscos e desvios de integridade, fortalecendo a ética, a priorização do interesse público, a confiança, a cultura organizacional e a capacidade de entrega da Administração Pública.

2.2 Objetivos específicos

São objetivos específicos da macrofunção:

  • assegurar compromisso efetivo da liderança;

  • instituir governança e unidade responsável;

  • articular as funções de integridade;

  • elaborar e manter Programa e Plano de Integridade;

  • identificar e tratar riscos para a integridade;

  • fortalecer ética e padrões de conduta;

  • prevenir conflitos de interesses;

  • promover proteção ao denunciante;

  • prevenir e enfrentar assédio e discriminação;

  • desenvolver competências e cultura de integridade;

  • produzir diagnóstico institucional;

  • monitorar ações, riscos e resultados;

  • utilizar informações das macrofunções para aprendizagem;

  • envolver áreas finalísticas, partes interessadas e sociedade;

  • contribuir para missão, confiança e valor público;

  • diagnosticar capacidades, conformidade, riscos e iniciativas de integridade;

  • realizar autoavaliação e orientar um Plano de Evolução aprovado;

  • mensurar qualidade, efetividade, custos, percepção, cultura e valor gerado;

  • promover aprendizagem, inovação, cooperação e reconhecimento institucional.

2.3 Valor gerado

Para a organização

A Integridade contribui para decisões mais coerentes com o interesse público e para riscos de conduta tratados preventivamente. Articula as funções de integridade, tornando responsabilidades e respostas mais claras, e favorece um ambiente de trabalho mais ético e seguro, com maior confiança e reputação institucional.

Para gestores, agentes públicos e a alta administração

Gestores e agentes públicos recebem orientação sobre condutas e conflitos e passam a contar com canais seguros para dúvidas e relatos, ampliando a compreensão de riscos, a capacitação adequada às responsabilidades e a proteção contra ambientes tolerantes a desvios. A alta administração ganha visão consolidada dos desafios à integridade, acompanha o Programa e o Plano, e recebe subsídios para priorização, decisão e demonstração de compromisso e resultados.

Para a sociedade

A sociedade ganha maior confiança na atuação pública e se beneficia da prevenção de fraude, corrupção e abusos. A Integridade contribui para serviços e decisões mais justos e para a participação em ações e diagnósticos de integridade.

2.4 Resultados esperados

Os resultados devem aparecer no comportamento e nos processos. Espera-se que pessoas conheçam canais de orientação, lideranças tratem riscos, gestores implementem medidas e ocorrências gerem aprendizado.

Uma macrofunção madura contribui para que:

  • a liderança demonstre compromisso em decisões e recursos;

  • a unidade de integridade tenha atribuição institucional, capacidade e acesso;

  • as áreas responsáveis por ética, ouvidoria, transparência, correição, controles e auditoria funcionem e se articulem;

  • os riscos de integridade sejam considerados nos processos relevantes;

  • o Programa e o Plano respondam a diagnóstico real, com ações dotadas de responsáveis, prazos e indicadores;

  • as campanhas evoluam para mudança de comportamento e prevenção;

  • denúncias, apurações, auditorias e pesquisas retroalimentem melhorias;

  • as competências sejam desenvolvidas conforme riscos e funções;

  • o desempenho e os efeitos sejam mensurados;

  • a organização envolva partes interessadas e sociedade.

3. Escopo da macrofunção

Esta seção delimita o campo de atuação da macrofunção Integridade. Apresenta as atividades que podem compor seu escopo e as que não lhe pertencem, e esclarece como se distribuem as responsabilidades entre a alta administração, a unidade de Integridade e os gestores. Os termos técnicos usados nesta seção estão definidos no Glossário.

3.1 Atividades abrangidas

O escopo deve cobrir diagnóstico, planejamento, coordenação, orientação, riscos, cultura, monitoramento e aprendizagem. A unidade pode coordenar atividades executadas por outras áreas, desde que responsabilidades e fluxos estejam claros.

O escopo pode incluir:

  • governança do Programa de Integridade;

  • coordenação da unidade ou função de integridade;

  • articulação entre funções de integridade;

  • diagnóstico e planejamento;

  • elaboração, revisão e monitoramento do Plano de Integridade;

  • gestão de riscos para a integridade;

  • ética e padrões de conduta;

  • orientação sobre conflitos de interesses;

  • medidas preventivas contra fraude e corrupção;

  • proteção ao denunciante;

  • prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação;

  • capacitação, letramento e comunicação;

  • pesquisa de clima ou percepção de integridade;

  • gestão de competências;

  • indicadores e mensuração de desempenho;

  • interlocução com liderança e colegiados;

  • participação em planejamento estratégico;

  • atuação em redes;

  • engajamento de partes interessadas;

  • retroalimentação de processos e políticas.

3.2 Atividades não abrangidas

As fronteiras evitam que a Integridade se transforme em instância genérica de aprovação ou investigação. Ela orienta e articula prevenção, mas não substitui gestores, comissão de ética, Ouvidoria, Correição, Auditoria ou assessoria jurídica.

Não constituem atribuições próprias da unidade coordenadora de Integridade:

  • gerenciar riscos em nome dos gestores;

  • executar todos os controles preventivos da organização;

  • receber ou tratar manifestações no lugar da Ouvidoria;

  • investigar ou julgar irregularidades no lugar da Correição;

  • decidir conflito de interesses sem competência normativa;

  • produzir campanhas sem diagnóstico e considerá-las suficientes;

  • substituir a Gestão de Pessoas em suas responsabilidades;

  • assumir integralmente a prevenção de assédio e discriminação;

  • declarar que não há riscos por ausência de denúncias;

  • restringir a Integridade à elaboração de um plano;

  • divulgar dados protegidos para demonstrar atuação.

3.3 Responsabilidades da alta administração

O compromisso da alta administração deve ser demonstrado por decisões, não apenas por mensagens públicas, que perdem credibilidade quando contraditas por incentivos ou tolerância seletiva.

Cabe à alta administração:

  • estabelecer exemplo coerente e responder a desvios de forma consistente;

  • aprovar a política, o Programa e o Plano de Integridade, alocando os recursos necessários;

  • definir apetite ou tolerância a riscos conforme o arranjo institucional;

  • decidir sobre riscos e medidas relevantes, e acompanhar resultados;

  • apoiar a unidade coordenadora e exigir cooperação das áreas;

  • manter coerência na escolha de lideranças e rejeitar interferências indevidas;

  • responder a recomendações de forma tempestiva.

3.4 Responsabilidades da unidade de Integridade

A unidade de Integridade não é proprietária de todos os riscos; cada gestor responde pelos riscos de seus processos.

Compete à unidade:

  • coordenar e orientar as funções de integridade;

  • articular as funções e reunir e analisar informações;

  • produzir diagnósticos e propor o Programa, o Plano e as medidas necessárias;

  • apoiar a gestão de riscos de integridade;

  • monitorar ações, capacitar e comunicar;

  • reportar desafios e resultados, estimulando a aprendizagem;

  • preservar as competências das demais áreas.

3.5 Responsabilidades dos gestores

Gestores devem identificar vulnerabilidades, implementar medidas, orientar equipes, tratar conflitos, cooperar com funções especializadas e monitorar resultados. Transferir riscos à unidade de Integridade enfraquece a primeira linha e produz programa formal sem mudança real.

Compete aos gestores identificar os riscos de seus processos e implementar respostas e controles, promovendo um ambiente ético. Devem comunicar desvios e conflitos, apoiar investigações e ações preventivas, executar as medidas do Plano, prestar informações e evidências, e tratar as causas sob sua responsabilidade.

4. Capacidades essenciais

As capacidades essenciais representam aquilo que a organização precisa ser capaz de sustentar institucionalmente para exercer a macrofunção Integridade, independentemente do arranjo administrativo ou das soluções operacionais adotadas. Elas sintetizam, em linguagem conceitual, as capacidades avaliadas pela Matriz e orientam a leitura das dimensões e da trajetória de maturidade.

São capacidades essenciais da macrofunção:

  • Diagnóstico, autoavaliação e planejamento da evolução: capacidade de conhecer iniciativas, estrutura, normas, riscos, maturidade e resultados, e transformar esse conhecimento em prioridades, responsáveis e prazos.

  • Programa de Integridade e atuação preventiva: capacidade de instituir, executar e aperfeiçoar ações coordenadas de prevenção, orientação e tratamento de vulnerabilidades.

  • Atribuição institucional, governança e articulação: capacidade de operar com responsabilidades, autoridade, acesso, continuidade e prestação de contas e de estabelecer fluxos de comunicação, compartilhamento de informações e encaminhamento de demandas entre a Integridade e as demais macrofunções do Mucci, preservando competências, sigilos e fronteiras de atuação.

  • Orientação ética e suporte institucional: capacidade de orientar pessoas sobre conduta, conflitos de interesses e dilemas éticos por canais acessíveis e confiáveis.

  • Cultura de integridade e liderança: capacidade de traduzir valores em decisões, incentivos, comportamentos, comunicação e resposta consistente a desvios.

  • Riscos e vulnerabilidades de integridade: capacidade de identificar, avaliar, integrar, tratar e monitorar riscos de fraude, corrupção, conflito de interesses e outros desvios.

  • Pessoas, competências e força de trabalho: capacidade de definir perfis, prover recursos, desenvolver profissionais e antecipar necessidades futuras da função.

  • Tecnologia, informação e evidências: capacidade de registrar, proteger, integrar e analisar dados para orientar prioridades, decisões e ações preventivas.

  • Padronização, conformidade e evolução normativa: capacidade de documentar processos, aplicar referenciais e atualizar normas com base em riscos, evidências e mudanças do ambiente.

  • Planejamento, monitoramento e qualidade: capacidade de planejar a atividade, acompanhar a execução, executar o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Integridade, avaliar a qualidade das ações e corrigir não conformidades identificadas.

  • Desempenho, efetividade e valor gerado: capacidade de mensurar resultados, custos, redução de riscos, mudança de comportamento, percepção, cultura e valor público.

  • Posicionamento, salvaguardas e supervisão: capacidade de atuar com autonomia técnica, proteção contra interferências indevidas e avaliação periódica independente.

  • Integração à governança e influência estratégica: capacidade de inserir riscos e resultados de integridade na tomada de decisão, no planejamento e nos instrumentos de gestão de pessoas.

  • Cooperação, redes e disseminação: capacidade de aprender com outros entes, liderar iniciativas de cooperação e compartilhar soluções e boas práticas.

  • Aprendizagem, inovação e transformação institucional: capacidade de incorporar lições de apurações e avaliações, inovar e induzir mudanças sustentáveis na organização.

5. Aplicação das cinco dimensões do Mucci

Esta seção aplica à macrofunção Integridade as cinco dimensões comuns do Mucci, usadas para avaliar a maturidade em todas as macrofunções: Serviços e Entregas, Organizacional e Estrutural, Normativa e Regulatória, Governança e Gestão de Riscos, e Desempenho e Resultados. Cada dimensão é examinada a partir de uma pergunta orientadora e dos aspectos específicos que a compõem nesta macrofunção.

5.1 Serviços e Entregas

A pergunta central é: o que a Integridade efetivamente entrega, e como essa entrega evolui? A dimensão distingue ter Programa e Plano formalizados de efetivamente prevenir, orientar e tratar riscos de integridade no dia a dia da organização.

A trajetória parte do diagnóstico das iniciativas existentes. Avança para a implementação do Programa, a orientação institucional, a promoção da ética e o tratamento inicial de vulnerabilidades; incorpora prevenção baseada em riscos e desenvolvimento da cultura; passa a utilizar inteligência e aconselhamento à alta administração; e culmina em transformação institucional e disseminação de soluções inovadoras.

5.2 Organizacional e Estrutural

A pergunta central é: há responsabilidades, acesso, pessoas, recursos e continuidade para coordenar a prevenção? Comitê ou unidade formal sem capacidade de influência caracteriza estrutura aparente.

A trajetória começa pelo diagnóstico da estrutura, das pessoas e dos recursos. Prossegue com a formalização das responsabilidades, o provimento de perfis, recursos, tecnologia e desenvolvimento profissional; avança para a gestão e o engajamento das equipes; alcança o planejamento da força de trabalho, o posicionamento institucional, as salvaguardas e a supervisão externa; e culmina na consolidação da cultura de integridade.

5.3 Normativa e Regulatória

A pergunta central é: as regras que sustentam a Integridade são completas, atualizadas, conhecidas e efetivamente aplicadas? Elas devem abranger responsabilidades, ética, conflitos, riscos, programa, proteção, relacionamento com terceiros e prestação de contas.

A trajetória começa pelo diagnóstico de conformidade. Avança para a normatização da política e do sistema, a padronização dos processos e o planejamento da atividade; incorpora gestão da conformidade e atualização dos referenciais; passa à evolução normativa orientada por riscos e evidências; e culmina na produção de padrões e práticas reconhecidos por outros entes.

5.4 Governança e Gestão de Riscos

A pergunta central é: como decisões, interfaces, riscos e informações de integridade são coordenados e utilizados pela governança? A dimensão distingue compromisso demonstrado por decisões e recursos de apoio apenas declaratório.

A trajetória começa pela identificação e comunicação dos riscos iniciais. Avança para o planejamento e a prestação de contas; incorpora planejamento baseado em riscos, gestão dos riscos e coordenação entre funções; passa à integração com a governança, a gestão de riscos corporativa e redes de cooperação; e culmina na incorporação sistemática da integridade às decisões estratégicas e à liderança técnica externa.

5.5 Desempenho e Resultados

A pergunta central é: a organização mede qualidade, efetividade, custos, percepção, aprendizagem, valor gerado e reconhecimento da Integridade? Resultados devem ser interpretados em contexto, sem confundir volume de ações com mudança real.

A trajetória começa pela autoavaliação da maturidade e pelo Plano de Evolução. Avança para a organização e apresentação das informações e para a transparência dos resultados; incorpora qualidade, desempenho, custos e monitoramento da efetividade; passa à inteligência, à avaliação integrada e à mensuração de percepção e cultura; e culmina na aprendizagem contínua, demonstração de valor e reconhecimento pelas partes interessadas.

6. Trajetória de maturidade

Esta seção descreve como a capacidade institucional de Integridade evolui do nível Inicial ao nível Referência, seguindo a lógica progressiva e cumulativa do Mucci: cada nível pressupõe a manutenção das capacidades reconhecidas no nível anterior e acrescenta exigências mais elevadas de consistência, integração e geração de resultados. A evolução não decorre apenas da publicação de documentos ou da realização de campanhas. Envolve mudança qualitativa, de ações isoladas e reativas para processos institucionalizados, da formalização de estruturas para a articulação efetiva entre funções e riscos, e da conformidade documental para a integração da integridade à governança, à cultura organizacional e à geração de valor público.

Cada subseção a seguir descreve, para cada nível, o que se espera de maneira geral da macrofunção, da condição geral observada, das capacidades e dos riscos predominantes, e da prioridade de evolução recomendada. Cada nível se manifesta de forma distinta nas cinco dimensões apresentadas no capítulo 6.

6.1 Nível 1 - Inicial

No nível Inicial, a organização conhece objetivamente sua situação antes de projetar a evolução. O avanço esperado consiste em diagnosticar iniciativas, capacidades, conformidade e riscos, realizar a autoavaliação de maturidade e transformar os resultados em Plano de Evolução aprovado.

Condição geral

Os serviços, a estrutura, as normas, os riscos e os resultados ainda podem ser fragmentados ou pouco conhecidos, mas passam a ser registrados como linha de base.

Capacidades predominantes

Predominam capacidades de diagnóstico: levantamento das iniciativas e entregas, da estrutura e dos recursos, das normas aplicáveis e dos riscos iniciais; autoavaliação validada pela liderança; e elaboração do Plano de Evolução com prioridades, responsáveis e prazos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão diagnósticos superficiais ou não registrados, autoavaliação sem validação, riscos comunicados sem decisão e Plano de Evolução genérico, sem aprovação ou acompanhamento.

Prioridade de evolução

Concluir e validar os diagnósticos, comunicar riscos, realizar a autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.

6.2 Nível 2 - Fundamental

No nível Fundamental, a Integridade possui serviços mínimos institucionalizados e condições básicas para operar com regularidade, proteção e prestação de contas. O avanço esperado é reduzir a informalidade por meio do Programa de Integridade, responsabilidades, pessoas, recursos, normas, processos, planejamento e informações organizadas.

Condição geral

O Programa está instituído e executado; há orientação ética, ações de sensibilização, tratamento inicial de vulnerabilidades, responsáveis designados, recursos mínimos, normas, planejamento e prestação de contas.

Capacidades predominantes

Predominam implementação e gestão do Programa, orientação institucional, promoção da ética, identificação de vulnerabilidades, formalização de responsabilidades, adequação de perfis e recursos, desenvolvimento profissional, normatização, padronização, planejamento, gestão das informações e transparência dos resultados.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão Programa apenas formal, canal de orientação desconhecido, ações de sensibilização sem alcance, vulnerabilidades sem tratamento, dependência de pessoas, recursos insuficientes, processos não documentados e relatórios que não orientam decisões.

Prioridade de evolução

Consolidar Programa, orientação, responsabilidades, recursos, normas, processos, planejamento, informações e prestação de contas.

6.3 Nível 3 - Desenvolvido

No nível Desenvolvido, a Integridade atua de forma planejada, preventiva e orientada por riscos, com equipes engajadas, execução do Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ), articulação com as demais macrofunções e avaliação regular de desempenho e efetividade.

Condição geral

Os processos estão padronizados, a organização utiliza riscos, dados e resultados para prevenir vulnerabilidades e desenvolver a cultura, executa o PGMQ e mantém fluxos de articulação com as demais macrofunções do Mucci.

Capacidades predominantes

Predominam prevenção baseada em riscos, orientação para condutas éticas, sensibilização e cultura, gestão das equipes, conformidade, planejamento e gestão de riscos, articulação entre macrofunções, execução do PGMQ, mensuração de desempenho e custos e monitoramento da efetividade.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão prevenção genérica, treinamentos sem efeito, equipes sobrecarregadas, referenciais desatualizados, riscos sem tratamento, articulação apenas formal, indicadores de atividade sem utilidade e monitoramento restrito ao cumprimento de prazos.

Prioridade de evolução

Aprofundar prevenção, cultura, capacidade das equipes, conformidade, riscos, articulação entre macrofunções, PGMQ, custos e avaliação da efetividade.

6.4 Nível 4 - Consolidado

No nível Consolidado, a Integridade está integrada à governança e atua com evidências, inteligência, autonomia técnica, influência institucional e avaliação de efetividade para além da execução formal do Programa.

Condição geral

Dados orientam decisões e prioridades; a função influencia a alta administração, integra-se à gestão de pessoas e de riscos, dispõe de salvaguardas e se submete a supervisão periódica.

Capacidades predominantes

Predominam inteligência e antecipação de riscos, aconselhamento à alta administração, critérios de integridade na gestão de pessoas, planejamento da força de trabalho, posicionamento institucional, supervisão externa, evolução normativa por evidências, atuação orientada por dados, integração à governança e aos riscos corporativos, cooperação em redes e avaliação integrada de efetividade, percepção e cultura.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão análises sem decisão, aconselhamento ignorado, critérios de pessoal meramente formais, força de trabalho desconectada da estratégia, pressões sem salvaguardas, supervisão protocolar, dados fragmentados e pesquisas de cultura sem devolutiva.

Prioridade de evolução

Fortalecer inteligência, influência, integração à governança, salvaguardas, supervisão, decisões baseadas em evidências e avaliação da efetividade e da cultura.

6.5 Nível 5 - Referência

No nível Referência, a Integridade induz transformação institucional, contribui para o avanço do campo da integridade pública e demonstra valor reconhecido. A condição depende de aprendizagem contínua, inovação sustentável e liderança cooperativa.

Condição geral

A organização utiliza a Integridade para transformar sua gestão, consolidar cultura, orientar decisões estratégicas e contribuir para outras instituições.

Capacidades predominantes

Predominam mudança institucional induzida pela integridade, inovação e disseminação de soluções, cultura consolidada, práticas reconhecidas ou replicadas, integração à tomada de decisão estratégica, liderança em cooperação técnica, aprendizagem contínua, demonstração de valor e reconhecimento pelas partes interessadas.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão inovação sem sustentabilidade, comunicação promocional sem evidência, cultura apenas declarada, práticas sem possibilidade de replicação, uso ocasional dos dados estratégicos, aprendizagem não institucionalizada e reconhecimento baseado em resultados pontuais.

Prioridade de evolução

Sustentar transformação, inovação, cultura, influência estratégica, cooperação, aprendizagem, demonstração de valor e reconhecimento institucional.

7. Conclusão

A integridade não se conclui com a publicação de um código de conduta ou a aprovação de um Plano de Integridade. Ela se sustenta pela capacidade de influenciar decisões, processos e comportamentos de forma contínua, mesmo diante de pressões e mudanças de contexto.

Esse caminho é institucional, não pontual. Depende de papéis claros entre a liderança, a unidade de Integridade e as demais áreas, de processos capazes de sustentar prevenção, detecção e resposta a riscos, e de monitoramento que identifique sinais de formalismo antes que comprometam a efetividade do Programa.

Este caderno oferece o referencial para essa construção. Cabe a cada unidade de Integridade utilizá-lo com proporcionalidade, avançando conforme seu porte, seu contexto e a maturidade já alcançada.

Sobre a Macrofunção Apoio à Gestão em Controles Internos

1. Introdução

Os controles internos da gestão são parte indissociável da administração pública. Estão presentes nas autorizações, verificações, conciliações, registros, segregações de responsabilidades, validações de sistemas e demais medidas adotadas para responder a riscos e favorecer o alcance dos objetivos institucionais.

Esses controles são concebidos e executados, em primeiro lugar, pelos gestores responsáveis pelos processos. Contudo, a complexidade da administração, a fragmentação das responsabilidades, as mudanças normativas, a digitalização dos serviços e a crescente exigência por integridade e resultados tornam necessária uma capacidade institucional que ajude a gestão a organizar, compreender e aperfeiçoar seus controles.

No Mucci (Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno), essa capacidade recebe a denominação Apoio à Gestão em Controles Internos. Trata-se da macrofunção que orienta, apoia, coordena e monitora metodologicamente a estruturação dos controles internos da gestão, sem substituir o gestor na administração dos riscos e sem assumir a avaliação independente própria da Auditoria Interna.

A escolha dessa denominação busca evitar duas ambiguidades recorrentes. A primeira decorre do uso da palavra “controladoria” tanto para designar um órgão quanto para indicar um campo de atuação. A segunda surge quando “controle interno” é utilizado indistintamente para descrever os controles executados pela gestão, o sistema institucional de controle e a atividade de auditoria interna.

Ao explicitar o apoio à gestão, o Mucci evidencia que a responsabilidade pelos objetivos, processos, riscos e controles permanece na primeira linha. Ao mencionar controles internos, delimita o objeto principal da atuação: apoiar a organização a conceber e manter respostas adequadas aos riscos, produzir informações confiáveis, observar normas e melhorar seus processos.

A macrofunção se posiciona predominantemente como segunda linha no arranjo de governança. Ela oferece especialização, métodos, padrões, orientação, monitoramento e informação. Pode também coordenar o Sistema de Controle Interno do ente, conforme a legislação local, e apoiar processos institucionais como prestação de contas, regularidade fiscal, gestão de riscos e interlocução técnica com órgãos de controle.

Essa atuação é particularmente relevante em municípios pequenos, nos quais controles frequentemente dependem do conhecimento de poucos servidores, processos não estão documentados e uma mesma unidade acumula funções. Nesses contextos, o apoio à gestão deve ser simples, acessível e proporcional, priorizando a organização de responsabilidades, fluxos e controles essenciais.

Em organizações mais estruturadas, a macrofunção evolui para coordenação sistêmica, monitoramento contínuo, análise de dados, avaliação da maturidade dos controles e apoio à governança. Em todos os estágios, deve preservar a responsabilidade da gestão e a independência da auditoria.

1.1 Papel no ciclo integrado do Mucci

Organização e orientação significam criar condições para que os gestores reconheçam riscos, desenhem controles proporcionais, produzam informações confiáveis e acompanhem resultados. A macrofunção conecta direcionamentos institucionais ao funcionamento cotidiano dos processos, sem retirar da gestão a responsabilidade por decidir e executar.

O ciclo não transforma a UCCI (Unidade Central de Controle Interno) em instância de autorização prévia de todos os atos. Seu valor está em criar método, coordenação, orientação e aprendizado.

Ele recebe informações de riscos, manifestações, avaliações, irregularidades e necessidades de transparência e as traduz, junto aos gestores, em melhorias nos processos e controles. Em sentido inverso, produz informações que ajudam Auditoria Interna, Integridade, Transparência, Ouvidoria e Correição a planejar e coordenar suas atuações.

A integração não autoriza compartilhamento indiscriminado de informações. Devem ser preservados sigilo, proteção de dados, independência, competências e necessidade de acesso.

2. Propósito e resultados esperados

Esta seção define por que a macrofunção Apoio à Gestão em Controles Internos existe e o que se espera dela quando madura. O propósito estabelece sua razão de ser, centrada em fortalecer a responsabilidade da gestão pelos seus próprios controles. Os objetivos específicos detalham as frentes necessárias para cumprir esse propósito, o valor gerado explicita os benefícios percebidos pela gestão e pela alta administração, pelas demais macrofunções e pela sociedade, e os resultados esperados descrevem as condições observáveis que indicam efetividade.

2.1 Propósito

O propósito combina apoio, coordenação, orientação e monitoramento, preservando a responsabilidade gerencial. A macrofunção é efetiva quando aumenta a capacidade da gestão de tratar riscos, e não quando concentra decisões na UCCI.

Formalmente, o propósito da macrofunção é:

Orientar, apoiar, coordenar e monitorar a estruturação e o aperfeiçoamento dos controles internos da gestão, promovendo responsabilidades claras, gestão de riscos, conformidade, confiabilidade das informações e melhoria dos processos, sem substituir a atuação dos gestores nem a avaliação independente da Auditoria Interna.

2.2 Objetivos específicos

São objetivos específicos da macrofunção:

  • fortalecer a responsabilidade dos gestores pela gestão de riscos e pelos controles de seus processos;

  • estabelecer linguagem, métodos e critérios comuns para controles internos;

  • orientar o desenho, a documentação, a execução e o monitoramento dos controles;

  • apoiar a identificação, avaliação e tratamento dos riscos;

  • promover padronização proporcional de processos e responsabilidades;

  • apoiar a regularidade e a conformidade administrativa, fiscal, orçamentária, financeira, contábil e patrimonial;

  • melhorar a confiabilidade, a integridade e a tempestividade das informações gerenciais;

  • coordenar e apoiar unidades setoriais ou agentes do Sistema de Controle Interno;

  • produzir informações úteis para a tomada de decisão e para a governança;

  • apoiar a gestão no tratamento de recomendações e determinações;

  • reduzir falhas recorrentes e fortalecer a aprendizagem organizacional;

  • favorecer a integração entre gestão, riscos, controles e resultados;

  • contribuir para a eficiência, a economicidade e a geração de valor público;

  • diagnosticar serviços, condições institucionais, atribuições e governança dos controles internos;

  • realizar autoavaliação e orientar um Plano de Evolução aprovado;

  • avaliar qualidade, adoção, resultados, custos, percepção e valor gerado;

  • promover aprendizagem, inovação, cooperação e desenvolvimento de capacidades em outros entes.

2.3 Valor gerado

Para a sociedade

A sociedade se beneficia de maior confiabilidade da gestão pública, redução de desperdícios e irregularidades, serviços e políticas mais consistentes, informações públicas mais íntegras e fortalecimento da prestação de contas.

Para a gestão e a alta administração

Gestores ganham clareza sobre responsabilidades e passam a contar com métodos simples para identificar riscos e controles, além de orientação preventiva, informações mais confiáveis e redução de erros e retrabalho. A alta administração recebe visão consolidada sobre riscos e fragilidades, acompanha processos críticos e amplia sua capacidade de prestação de contas, com percepção tempestiva de vulnerabilidades sistêmicas.

Para as demais macrofunções

As demais macrofunções passam a contar com processos e responsabilidades documentados e informações estruturadas. A macrofunção contribui para melhor tratamento de recomendações e causas de falhas, define canais para cooperação e reduz sobreposições.

2.4 Resultados esperados

Os resultados devem aparecer nos processos: responsáveis compreendem riscos, controles possuem finalidade, falhas são detectadas e corrigidas e informações sustentam decisões.

Uma macrofunção madura deve contribuir para que:

  • gestores reconheçam e exerçam sua responsabilidade pelos controles;

  • processos críticos tenham objetivos, riscos, responsabilidades e controles definidos;

  • os controles sejam proporcionais aos riscos e integrados ao trabalho;

  • as informações relevantes sejam confiáveis e tempestivas;

  • fragilidades sejam identificadas e tratadas antes de produzir danos relevantes;

  • normas e orientações sejam compreensíveis e aplicáveis;

  • as unidades setoriais atuem de forma coordenada;

  • as recomendações sejam tratadas com responsáveis e prazos;

  • a alta administração receba informação consolidada sobre riscos e controles;

  • a organização avalie e melhore continuamente seu ambiente de controle.

3. Escopo da macrofunção

Esta seção delimita o campo de atuação da macrofunção Apoio à Gestão em Controles Internos. Apresenta as atividades que podem compor seu escopo e as que não lhe pertencem, e esclarece como se distribuem as responsabilidades entre a gestão e a UCCI. Os termos técnicos usados nesta seção estão definidos no Glossário.

3.1 Atividades abrangidas

O escopo deve ser definido pela capacidade gerada. A UCCI pode oferecer métodos, facilitar oficinas, emitir orientações, analisar consistência e monitorar planos, mas deve sempre identificar quem decide e implementa na gestão.

O escopo poderá incluir, conforme as competências do ente:

  • coordenação técnica do Sistema de Controle Interno;

  • orientação sobre responsabilidades da gestão;

  • elaboração e disseminação de métodos de controles internos;

  • apoio metodológico à gestão de riscos;

  • apoio ao mapeamento e à melhoria de processos;

  • orientação para desenho e documentação de controles;

  • definição de padrões mínimos e modelos;

  • capacitação de gestores e agentes setoriais;

  • monitoramento gerencial de riscos, controles e planos de ação;

  • consolidação de informações de unidades setoriais;

  • acompanhamento de processos críticos por critérios de risco;

  • análises preventivas ou orientativas de conformidade;

  • apoio à elaboração e à consolidação de prestações de contas;

  • análises de consistência de informações fiscais, orçamentárias, financeiras, contábeis, patrimoniais ou gerenciais;

  • apoio técnico à interlocução com órgãos de controle externo;

  • coordenação do tratamento de recomendações e determinações;

  • avaliação orientativa da maturidade dos controles;

  • desenvolvimento de soluções de monitoramento contínuo;

  • produção de relatórios e painéis para a governança.

O exercício de uma atividade deve decorrer de atribuição institucional normativo e ser compatível com a capacidade da unidade. O rol não implica que todas as UCCIs devam executar diretamente todas essas tarefas.

3.2 Atividades não abrangidas

As fronteiras evitam cogestão, duplicação e perda de independência. A análise prévia pode ser adequada em situações específicas previstas em norma ou risco, mas não deve se tornar autorização universal que transfira ao controle a responsabilidade do gestor.

Não constituem atribuições próprias da macrofunção:

  • decidir em nome do gestor sobre objetivos, riscos ou aceitação de riscos;

  • autorizar despesas, contratações, pagamentos ou atos de pessoal como gestor do processo;

  • elaborar documentos que são responsabilidade da unidade executora;

  • operar permanentemente controles pertencentes à primeira linha;

  • emitir aprovação prévia obrigatória para todo e qualquer ato administrativo, sem critério de risco ou fundamento legal;

  • assumir cogestão de processos;

  • substituir assessorias jurídica, contábil, financeira, de planejamento ou de gestão;

  • executar auditoria independente sobre processos que a própria equipe estruturou ou operou sem salvaguardas adequadas;

  • conduzir investigação ou responsabilização disciplinar, salvo atribuição legal específica e segregação adequada;

  • receber e tratar manifestações de ouvidoria como atividade ordinária;

  • gerir o programa de integridade quando essa responsabilidade estiver atribuída a outra instância;

  • declarar regularidade absoluta ou eliminar a responsabilidade do gestor.

3.3 Responsabilidades da gestão

A gestão, como primeira linha, é responsável por seus riscos e controles. Deve solicitar apoio à UCCI sem transferir a decisão, e, quando discordar de uma orientação, fundamentar sua escolha e assumir a responsabilidade correspondente, permitindo registro e escalonamento quando necessário.

Compete aos gestores:

  • definir objetivos e resultados de seus processos;

  • identificar, avaliar e tratar os riscos correspondentes;

  • conceber, executar e manter os controles necessários;

  • alocar pessoas e recursos, e documentar decisões e atividades;

  • monitorar o funcionamento dos controles e corrigir falhas;

  • prestar informações e contas sobre sua atuação;

  • aceitar riscos residuais dentro de sua competência;

  • responder pelos atos e resultados da gestão.

O apoio da UCCI não reduz nem transfere essas responsabilidades.

3.4 Responsabilidades da UCCI

A UCCI deve oferecer referência comum, desafiar análises, comunicar riscos e verificar se os mecanismos de coordenação funcionam. Não deve operar rotinas da área, escolher fornecedores, autorizar despesas ou certificar ausência de risco.

No âmbito desta macrofunção, compete à UCCI, conforme o ordenamento local:

  • propor diretrizes e métodos;

  • orientar gestores e unidades setoriais;

  • apoiar tecnicamente a aplicação dos métodos;

  • coordenar a circulação e a consolidação de informações;

  • monitorar aspectos prioritários segundo riscos;

  • comunicar fragilidades e tendências à governança;

  • estimular o tratamento de recomendações;

  • promover capacitação e aprendizagem;

  • manter limites claros em relação à gestão e à auditoria.

4. Capacidades essenciais

As capacidades essenciais representam aquilo que a organização precisa ser capaz de sustentar institucionalmente para apoiar os gestores na estruturação e no aperfeiçoamento de seus controles, independentemente do arranjo administrativo ou das soluções operacionais adotadas. Elas sintetizam, em linguagem conceitual, as capacidades avaliadas pela Matriz e orientam a leitura das dimensões e da trajetória de maturidade.

São capacidades essenciais da macrofunção:

  • Diagnóstico, autoavaliação e planejamento da evolução: capacidade de conhecer serviços, condições institucionais, atribuições, governança, maturidade e resultados, transformando esse conhecimento em prioridades, responsáveis e prazos.

  • Orientação e desenvolvimento da capacidade gerencial: capacidade de esclarecer responsabilidades, sensibilizar, capacitar e apoiar gestores para que administrem seus riscos e controles com autonomia.

  • Registro e estruturação dos controles: capacidade de apoiar a descrição dos controles existentes, sua finalidade, responsáveis, evidências e relação com os riscos.

  • Interlocução com os tribunais de contas: capacidade de organizar fluxos, responsabilidades, prazos e respostas institucionais, preservando a autoria técnica das áreas responsáveis.

  • Atribuição institucional e governança: capacidade de operar com competências, autoridade, acesso, continuidade, articulação e prestação de contas claramente definidos.

  • Pessoas, recursos e tecnologia: capacidade de prover perfis, meios de trabalho, acesso a informações e desenvolvimento profissional proporcionais às responsabilidades.

  • Regras, métodos e referenciais: capacidade de estabelecer critérios de atuação, encaminhamento, gestão de riscos e controles, e aperfeiçoá-los com base na aplicação.

  • Planejamento e priorização preventiva: capacidade de planejar o apoio, selecionar processos e temas por risco e articular prioridades com a governança.

  • Metodologia de riscos e controles: capacidade de oferecer método comum e adaptável, apoiar sua aplicação e manter os gestores como proprietários dos riscos.

  • Coordenação entre funções e instâncias: capacidade de estabelecer fluxos de comunicação, compartilhamento de informações e encaminhamento de demandas entre a gestão, as unidades setoriais, a governança e as demais macrofunções do Mucci, evitando sobreposições e lacunas e preservando competências e fronteiras de atuação.

  • Qualidade, adoção e desempenho: capacidade de executar o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) do Apoio à Gestão em Controles Internos, avaliar clareza, tempestividade, aderência metodológica e utilidade do apoio, acompanhar sua adoção pelos gestores e corrigir não conformidades.

  • Monitoramento preventivo e análise integrada: capacidade de acompanhar riscos, controles, recorrências e exposições, utilizando dados para orientar decisões e respostas.

  • Assessoramento e influência estratégica: capacidade de traduzir riscos e fragilidades em aconselhamento útil à alta administração e ao centro de governo.

  • Autoridade, respaldo técnico e capacidade futura: capacidade de atuar com posicionamento adequado, proteção técnica e planejamento da força de trabalho no médio prazo.

  • Cooperação, aprendizagem, inovação e valor: capacidade de aprender continuamente, disseminar padrões aplicáveis, apoiar outros entes e demonstrar valor reconhecido pelas partes interessadas.

5. Aplicação das cinco dimensões do Mucci

Esta seção aplica à macrofunção Apoio à Gestão em Controles Internos as cinco dimensões comuns do Mucci, usadas para avaliar a maturidade em todas as macrofunções: Serviços e Entregas, Organizacional e Estrutural, Normativa e Regulatória, Governança e Gestão de Riscos, e Desempenho e Resultados. Cada dimensão é examinada a partir de uma pergunta orientadora e dos aspectos específicos que a compõem nesta macrofunção.

5.1 Serviços e Entregas

A pergunta central é: o que o Apoio à Gestão em Controles Internos efetivamente entrega, e como essa entrega evolui? A dimensão distingue possuir metodologia e matrizes de efetivamente orientar, apoiar e fortalecer os controles exercidos pelos próprios gestores.

A trajetória parte do diagnóstico dos serviços e entregas existentes. Avança para orientação inicial, sensibilização, registro dos controles e interlocução com os tribunais de contas; incorpora metodologia comum, aplicação assistida e desenvolvimento prático dos gestores; passa à adaptação setorial, ao monitoramento preventivo e ao assessoramento da alta administração; e culmina em transformação institucional apoiada por riscos e controles.

5.2 Organizacional e Estrutural

A pergunta central é: existem identidade funcional, pessoas, rede, acesso e continuidade para apoiar a gestão? Equipe numerosa não compensa fronteiras confusas ou falta de competência.

A trajetória começa pelo diagnóstico das condições institucionais. Prossegue com responsabilidades mínimas, meios de trabalho, acesso às informações e formação dos responsáveis; avança para organização do trabalho e adequação das capacidades; alcança planejamento da capacidade no médio prazo e autoridade técnica; e culmina em cultura de responsabilidade e autonomia gerencial.

5.3 Normativa e Regulatória

A pergunta central é: existem regras, métodos e orientações claros, coerentes e efetivamente aplicados para orientar riscos e controles? Normas excessivas ou contraditórias podem reduzir a maturidade tanto quanto a ausência delas.

A trajetória começa pelo diagnóstico do marco normativo e das atribuições. Avança para regras básicas de atuação e encaminhamento; incorpora atualização normativa e dos referenciais; passa ao aperfeiçoamento dos padrões com base na aplicação; e culmina em inovação e disseminação de padrões reconhecidos e aplicáveis.

5.4 Governança e Gestão de Riscos

A pergunta central é: os riscos identificados pertencem de fato aos gestores, ou a UCCI se tornou a proprietária informal deles? Esta é a dimensão central para distinguir apoio efetivo de produção burocrática de matrizes.

A trajetória começa pelo diagnóstico da governança dos controles internos. Avança para planejamento e articulação básica; incorpora priorização preventiva e coordenação entre funções; passa à articulação dos riscos estratégicos com o centro de governo e à cooperação em redes; e culmina na integração dos riscos estratégicos às decisões e na cooperação para desenvolver outros entes.

5.5 Desempenho e Resultados

A pergunta central é: a atuação da macrofunção reduz riscos e fortalece controles de forma demonstrável, ou apenas produz registros de atividade? Contar pareceres emitidos ou oficinas realizadas não demonstra resultado.

A trajetória começa pela autoavaliação de maturidade e pelo Plano de Evolução. Avança para indicadores e registros básicos; incorpora gestão da qualidade e análise do desempenho; passa à análise integrada de recorrências e à avaliação dos resultados; e culmina em aprendizagem contínua, demonstração de valor e percepção positiva das partes interessadas.

6. Trajetória de maturidade

Esta seção descreve como a capacidade institucional de Apoio à Gestão em Controles Internos evolui do nível Inicial ao nível Referência, seguindo a lógica progressiva e cumulativa do Mucci: cada nível pressupõe a manutenção das capacidades reconhecidas no nível anterior e acrescenta exigências mais elevadas de consistência, integração e geração de resultados. A evolução não decorre apenas da quantidade de orientações emitidas ou matrizes produzidas. Envolve mudança qualitativa, de verificações reativas e dependentes de pessoas para processos institucionalizados, de controles padronizados sem análise de risco para uma metodologia aplicada com apropriação pela gestão, e da produção documental isolada para a integração da macrofunção à governança e à geração de valor público, sempre preservando a responsabilidade da gestão e a independência da Auditoria Interna.

Cada subseção a seguir descreve, para cada nível, o que se espera de maneira geral da macrofunção, da condição geral observada, das capacidades e dos riscos predominantes, e da prioridade de evolução recomendada. Cada nível se manifesta de forma distinta nas cinco dimensões apresentadas no capítulo 6.

6.1 Nível 1 - Inicial

No nível Inicial, a organização conhece objetivamente a situação da macrofunção antes de projetar sua evolução. O avanço esperado consiste em diagnosticar serviços, condições institucionais, atribuições e governança, realizar a autoavaliação e transformar os resultados em Plano de Evolução aprovado.

Condição geral

Os serviços, a estrutura, as regras, a governança e os resultados ainda podem ser fragmentados ou pouco conhecidos, mas passam a ser registrados como linha de base.

Capacidades predominantes

Predominam diagnósticos dos serviços e entregas, das condições institucionais, do marco normativo e da governança dos controles internos; autoavaliação validada pela liderança; e elaboração do Plano de Evolução com prioridades, responsáveis e prazos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão diagnósticos superficiais, fronteiras funcionais não esclarecidas, autoavaliação sem validação e Plano de Evolução genérico, sem aprovação ou acompanhamento.

Prioridade de evolução

Concluir e validar os diagnósticos, esclarecer riscos e atribuições, realizar a autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.

6.2 Nível 2 - Fundamental

No nível Fundamental, a macrofunção oferece orientação inicial e dispõe de condições mínimas para operar com regularidade. O avanço esperado é reduzir a informalidade por meio de responsabilidades, recursos, regras, planejamento e registros básicos.

Condição geral

Há orientação aos gestores, capacitação inicial, registro dos controles existentes, interlocução organizada com os tribunais de contas e base institucional mínima para o apoio.

Capacidades predominantes

Predominam orientação inicial, sensibilização e capacitação, registro básico dos controles, interlocução com tribunais de contas, responsabilidades e competências mínimas, meios de trabalho, formação, regras de atuação, planejamento, articulação com a governança e indicadores básicos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão orientação genérica, capacitação apenas expositiva, controles registrados sem vínculo com riscos, respostas intempestivas, dependência de pessoas, regras pouco claras e indicadores que não orientam decisões.

Prioridade de evolução

Consolidar orientação, responsabilidades, meios de trabalho, formação, regras, planejamento, articulação e registros básicos.

6.3 Nível 3 - Desenvolvido

No nível Desenvolvido, o apoio é planejado, baseado em riscos e orientado à aplicação prática, com gestores capacitados, execução do Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ), articulação com as demais macrofunções e avaliação regular do desempenho e da adoção das orientações.

Condição geral

Métodos comuns são aplicados de forma assistida, a organização utiliza critérios de risco e desempenho para priorizar o apoio, executa o PGMQ e mantém fluxos de articulação com as demais macrofunções do Mucci.

Capacidades predominantes

Predominam metodologia comum de riscos e controles, aplicação assistida, desenvolvimento prático dos gestores, adequação das capacidades, atualização normativa, priorização preventiva, articulação entre macrofunções, execução do PGMQ, acompanhamento da adoção das orientações e análise do desempenho.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão metodologia burocrática, matrizes elaboradas pela UCCI em nome dos gestores, capacitação sem aplicação, prioridades desconectadas de riscos, articulação apenas formal e indicadores concentrados em volume.

Prioridade de evolução

Aprofundar apropriação gerencial, adaptação do método, capacidade da equipe, articulação entre macrofunções, PGMQ, adoção das orientações e análise dos resultados.

6.4 Nível 4 - Consolidado

No nível Consolidado, a macrofunção adapta métodos aos contextos, monitora preventivamente riscos e controles, influencia decisões estratégicas e avalia resultados com visão integrada.

Condição geral

Informações de riscos e controles orientam a alta administração e o centro de governo; a função possui respaldo técnico, capacidade planejada e cooperação profissional.

Capacidades predominantes

Predominam adaptação setorial, monitoramento preventivo, assessoramento da alta administração, planejamento da capacidade no médio prazo, autoridade e respaldo técnico, aperfeiçoamento dos padrões, articulação com o centro de governo, redes profissionais, análise integrada de recorrências e avaliação qualificada dos resultados.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão adaptações sem critérios, monitoramento sem capacidade de resposta, aconselhamento ignorado, dependência tecnológica, autoridade técnica vulnerável, painéis sem uso decisório e avaliações sem consequência prática.

Prioridade de evolução

Fortalecer monitoramento preventivo, influência estratégica, capacidade futura, respaldo técnico, integração de dados e avaliação dos resultados.

6.5 Nível 5 - Referência

No nível Referência, a macrofunção induz transformação institucional, consolida a autonomia gerencial, integra riscos estratégicos às decisões e demonstra valor reconhecido. A condição depende de aprendizagem contínua, inovação sustentável e cooperação.

Condição geral

A organização utiliza riscos e controles para transformar sua gestão, sustenta cultura de responsabilidade e contribui para o desenvolvimento de outras instituições.

Capacidades predominantes

Predominam transformação institucional, cultura de responsabilidade e autonomia gerencial, inovação e disseminação de padrões, integração dos riscos estratégicos às decisões, cooperação para desenvolver outros entes, aprendizagem contínua e demonstração de valor e percepção das partes interessadas.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão inovação sem sustentabilidade, cultura apenas declarada, padrões sem aplicabilidade, uso ocasional dos riscos estratégicos, cooperação sem transferência efetiva de capacidade, aprendizagem não institucionalizada e comunicação de valor sem evidência.

Prioridade de evolução

Sustentar transformação, autonomia gerencial, inovação, integração estratégica, cooperação, aprendizagem e demonstração de valor.

7. Conclusão

O apoio à gestão em controles internos não se conclui com a entrega de uma orientação ou o desenho de uma matriz de risco. Ele se sustenta pela capacidade de acompanhar, ajustar e fortalecer os controles da gestão de forma contínua, sem substituir a responsabilidade dos gestores.

Esse caminho é institucional, não pontual. Depende de papéis claros entre a gestão e a UCCI, de processos capazes de acompanhar a complexidade crescente dos controles, e de monitoramento que identifique fragilidades antes que produzam falhas relevantes.

Este caderno oferece o referencial para essa construção. Cabe a cada UCCI (Unidade Central de Controle Interno) utilizá-lo com proporcionalidade, avançando conforme seu porte, seu contexto e a maturidade já alcançada.

Sobre a Macrofunção Auditoria Interna

1. Introdução

Este caderno apresenta o referencial técnico do Mucci (Modelo de Maturidade das Unidades Centrais de Controle Interno) para a macrofunção Auditoria Interna. Seu objeto é a capacidade institucional de prestar serviços independentes e objetivos de avaliação e consultoria, concebidos para agregar valor e melhorar as operações da organização.

A auditoria interna examina, de forma sistemática e disciplinada, se os processos de governança, gerenciamento de riscos e controles internos são adequados e eficazes. Sua contribuição não se limita à detecção de falhas. Ela produz confiança, evidencia causas, comunica riscos relevantes, recomenda melhorias e acompanha a resposta da gestão, sem substituir os responsáveis pela decisão ou pela execução dos controles.

No âmbito dos sistemas de controle interno previstos na Constituição Federal, observados os arranjos jurídicos de cada ente, o Mucci trata a Auditoria Interna como macrofunção de avaliação independente. Sua integração ao sistema preserva identidade, atribuições e salvaguardas próprias, em posição distinta da gestão operacional e das funções que apoiam a implantação de controles. Essa distinção protege a confiabilidade dos trabalhos.

O caderno orienta diagnóstico, autoavaliação e evolução institucional. Ele não impõe uma estrutura administrativa única. Municípios, estados e demais entes podem adaptar competências, porte das equipes e arranjos de governança, desde que preservem os resultados, as responsabilidades e as salvaguardas essenciais descritas neste documento.

1.1 Papel no ciclo integrado do Mucci

No ciclo integrado do Mucci, a Auditoria Interna contribui a partir da capacidade de examinar, com objetividade e independência, se governança, gestão de riscos e controles estão adequadamente concebidos e funcionando para apoiar objetivos públicos. Em estágios mais avançados, a Auditoria Interna identifica causas, riscos emergentes e oportunidades de melhoria, oferece consultoria com salvaguardas de objetividade e produz análises tempestivas para apoiar a governança e as decisões sobre políticas e serviços públicos.

A avaliação não significa assumir a gestão nem revisar previamente cada decisão. A Auditoria seleciona objetos relevantes, aplica método, reúne evidências, comunica conclusões e acompanha respostas, preservando responsabilidade dos gestores.

2. Propósito e resultados esperados

Esta seção define por que a Auditoria Interna existe e o que se espera dela quando madura. O propósito estabelece sua razão de ser, centrada em aumentar e proteger o valor público por meio de avaliação e consultoria baseados em riscos. Os objetivos específicos detalham as frentes necessárias para cumprir esse propósito, o valor gerado explicita os benefícios percebidos pela organização, pela alta administração, pelas demais macrofunções e pela sociedade, e os resultados esperados descrevem as condições observáveis que indicam efetividade.

2.1 Propósito

O propósito reúne asseguração, assessoramento, visão sistêmica e aprendizagem. O valor não está no número de relatórios, mas na relevância e confiabilidade das conclusões e na capacidade de estimular decisões melhores sem assumir responsabilidades gerenciais.

Formalmente, o propósito da macrofunção é:

Aumentar e proteger o valor público da organização, oferecendo avaliação, consultoria, visão prospectiva e conhecimento baseados em riscos, de modo a apoiar o cumprimento de objetivos, fortalecer a prestação de contas e melhorar continuamente a governança.

2.2 Objetivos específicos

São objetivos específicos da macrofunção:

  • oferecer avaliação confiável sobre governança, riscos e controles;

  • concentrar recursos nos temas de maior relevância e risco;

  • comunicar achados tempestivos, objetivos e úteis à decisão;

  • identificar causas, consequências e oportunidades de melhoria;

  • prestar consultoria sem assumir responsabilidades da gestão;

  • acompanhar providências e comunicar riscos não tratados;

  • coordenar-se com outros provedores de avaliação, reduzindo lacunas e duplicidades;

  • demonstrar qualidade, eficiência e valor gerado por sua atuação;

  • desenvolver competências técnicas, comportamentais e gerenciais próprias da atividade, complementadas por conhecimentos contextuais compatíveis com os objetos auditados;

  • preservar independência, objetividade, integridade e confidencialidade;

  • diagnosticar serviços, capacidades institucionais e conformidade, bem como identificar fragilidades e limitações da própria atividade;

  • realizar autoavaliação e orientar um Plano de Evolução aprovado;

  • avaliar resultados, benefícios, custos, percepção e valor gerado;

  • promover aprendizagem, inovação, cooperação e reconhecimento institucional.

2.3 Valor gerado

Para a sociedade

A sociedade se beneficia de serviços e políticas aperfeiçoados a partir dos achados de auditoria, de maior proteção dos recursos públicos, e do fortalecimento da confiança na gestão pública.

Para a organização

A Auditoria Interna contribui para que riscos relevantes sejam identificados e tratados antes de produzir danos, e para a redução de exposição a fraudes, perdas e desperdícios. Fortalece a integridade e melhora a confiabilidade das informações usadas na tomada de decisão.

Para a alta administração e a governança

A alta administração recebe serviço independente e objetivo de avaliação e consultoria sobre riscos, controles e governança, com maior clareza sobre riscos aceitos e não tratados. A atividade oferece subsídio confiável para decisões estratégicas e para a prestação de contas perante órgãos de controle e sociedade.

Para as demais macrofunções

As demais macrofunções se beneficiam da coordenação com a Auditoria Interna, que reduz lacunas e duplicidades de trabalho e compartilha achados relevantes para prevenção, integridade e melhoria de controles. Resultados de auditoria também podem subsidiar a Correição e outras funções competentes, sem transferir à Auditoria a apuração ou a decisão sobre responsabilização.

2.4 Resultados esperados

Uma auditoria interna madura contribui para que:

  • riscos relevantes sejam identificados e avaliados antes de gerar danos;

  • trabalhos sejam selecionados, planejados e executados com rigor metodológico;

  • as comunicações sejam tempestivas, claras e fundamentadas em evidências suficientes;

  • as recomendações tratem causas, não apenas sintomas;

  • planos de ação sejam pactuados e monitorados até a efetiva mitigação dos riscos;

  • riscos aceitos ou não tratados sejam comunicados à instância adequada;

  • a atividade opere com independência e objetividade preservadas;

  • as competências da equipe sejam desenvolvidas continuamente;

  • a atividade demonstre qualidade e valor por meio de resultados percebidos pela organização.

3. Escopo da macrofunção

Esta seção delimita o campo de atuação da Auditoria Interna. Apresenta as atividades que podem compor seu escopo e as que não lhe pertencem, esclarece como se distribuem as responsabilidades entre a gestão e a própria Auditoria Interna, e situa as fronteiras institucionais em relação às demais macrofunções e instâncias.

3.1 Atividades abrangidas

A atividade pode incluir avaliações de conformidade, desempenho, operações, tecnologia, governança, riscos e controles, além de consultoria compatível com independência. A seleção deve decorrer de risco, relevância e capacidade. A combinação entre avaliação e consultoria varia conforme riscos, mandato e atuação do Apoio à Gestão em Controles Internos. A maturidade da Auditoria não se mede pelo volume de consultorias nem pela existência de uma segunda linha autônoma. Em qualquer arranjo, a gestão decide e implementa controles, e a Auditoria mantém salvaguardas para avaliações posteriores.

Integram o escopo da macrofunção:

  • definição do propósito, autoridade e responsabilidade da auditoria;

  • manutenção de universo de auditoria e visão integrada dos riscos;

  • planejamento estratégico, plurianual e anual baseado em riscos;

  • trabalhos de avaliação, inclusive conformidade, desempenho, operações, tecnologia, governança e temas transversais;

  • serviços de consultoria, quando compatíveis com a atribuição institucional e a independência;

  • planejamento, execução, supervisão, documentação e comunicação dos trabalhos;

  • pactuação e monitoramento de planos de ação;

  • comunicação de riscos aceitos ou não tratados;

  • gestão da qualidade e melhoria contínua;

  • gestão de pessoas, competências, orçamento e tecnologia;

  • mensuração de desempenho e reporte da atividade;

  • coordenação com órgãos de controle e outros provedores de avaliação;

  • uso de dados, automação e técnicas analíticas.

3.2 Atividades não abrangidas

A Auditoria não deve autorizar atos, executar controles, elaborar decisões gerenciais, conduzir apuração disciplinar ou certificar previamente a regularidade de todas as operações.

A auditoria interna não deve:

  • decidir quais riscos a gestão aceitará;

  • desenhar, operar ou aprovar controles em nome de seus proprietários;

  • autorizar despesas, contratos, pagamentos ou atos de gestão;

  • exercer supervisão operacional permanente sobre áreas auditadas;

  • garantir ausência absoluta de erro, fraude ou irregularidade;

  • certificar previamente todos os atos administrativos;

  • assumir a investigação correcional ou a aplicação de sanções;

  • substituir consultoria jurídica, contabilidade, gestão de riscos, controles internos ou corregedoria.

3.3 Responsabilidades da gestão

Compete à alta administração e aos gestores:

  • definir objetivos e gerir os riscos de seus processos;

  • implantar os controles correspondentes e responder pelas decisões tomadas;

  • assegurar acesso da Auditoria Interna a informações, sistemas e pessoas;

  • viabilizar recursos proporcionais ao universo de auditoria;

  • tratar tempestivamente os achados e recomendações comunicados;

  • preservar a independência da atividade, evitando interferência no escopo, na metodologia ou nas conclusões dos trabalhos;

  • comunicar riscos relevantes ou mudanças organizacionais que possam afetar o planejamento da auditoria.

3.4 Responsabilidades da Auditoria Interna

Compete à Auditoria Interna:

  • avaliar de modo independente e objetivo a governança, os riscos e os controles;

  • prestar serviços de consultoria ou assessoria, com escopo acordado e salvaguardas de objetividade, sem assumir decisões da gestão ou a implantação de controles;

  • planejar os trabalhos com base em riscos;

  • comunicar achados e recomendações de forma tempestiva e fundamentada;

  • acompanhar a implementação dos planos de ação pactuados;

  • gerir sua própria qualidade, competências e desempenho;

  • coordenar-se com outros provedores de avaliação para reduzir lacunas e duplicidades;

  • comunicar à governança os riscos aceitos ou não tratados que exijam atenção.

4. Capacidades essenciais

As capacidades essenciais representam aquilo que a organização precisa sustentar institucionalmente para exercer a Auditoria Interna com independência, qualidade e utilidade, independentemente do arranjo administrativo ou das soluções operacionais adotadas. Elas sintetizam as capacidades avaliadas pela Matriz e orientam a leitura das dimensões e da trajetória de maturidade.

São capacidades essenciais da atividade:

  • Diagnóstico, autoavaliação e planejamento da evolução: capacidade de conhecer serviços, capacidades, normas, fragilidades, maturidade e resultados da atividade e transformá-los em prioridades, responsáveis e prazos.

  • Prestação de serviços de avaliação e consultoria: capacidade de planejar, executar, documentar e comunicar trabalhos com rigor, evidência adequada e utilidade, sem assumir responsabilidades gerenciais.

  • Atuação preventiva e cobertura baseada em riscos: capacidade de compreender o universo, priorizar temas relevantes, considerar riscos emergentes e ajustar a cobertura.

  • Recomendações, benefícios e aceitação de riscos: capacidade de propor respostas proporcionais, acompanhar sua implementação, avaliar benefícios e comunicar riscos não tratados.

  • Atribuição institucional, independência e posicionamento: capacidade de operar com autoridade, acesso, comunicação direta com a governança e salvaguardas contra interferências.

  • Pessoas, competências e força de trabalho: capacidade de prover perfis, desenvolver profissionais, engajar a equipe e planejar necessidades futuras.

  • Recursos, tecnologia, dados e evidências: capacidade de assegurar meios de trabalho, proteger informações e empregar análises reprodutíveis sob julgamento profissional.

  • Normatização e práticas profissionais: capacidade de formalizar, padronizar, aplicar e atualizar estatuto, políticas, metodologia, ética e processos profissionais.

  • Planejamento, coordenação e governança da atividade: capacidade de planejar a auditoria, coordenar responsabilidades, gerir informações e prestar contas com transparência.

  • Qualidade, desempenho, custos e efetividade: capacidade de executar o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Auditoria Interna, com monitoramento contínuo, avaliações internas periódicas, comunicação anual dos resultados e mensuração de conformidade, eficiência, cobertura, benefícios, percepção e valor gerado.

  • Integração e coordenação de provedores: capacidade de estabelecer fluxos de comunicação, compartilhamento de informações e encaminhamento de demandas entre a Auditoria Interna, a governança e as demais macrofunções do Mucci, reduzindo lacunas e duplicidades e preservando independência, objetividade, sigilo e competências.

  • Assessoria e influência estratégica: capacidade de oferecer visão prospectiva e assessorar a alta administração e as instâncias de governança sobre riscos relevantes.

  • Supervisão independente da atividade: capacidade de submeter a Auditoria Interna à supervisão institucional e a avaliações independentes de qualidade.

  • Inteligência, temas sistêmicos e riscos emergentes: capacidade de integrar fontes, identificar padrões e avaliar temas estratégicos, transversais e sistêmicos.

  • Aprendizagem, inovação, transformação e reconhecimento: capacidade de incorporar lições, inovar, disseminar boas práticas, induzir mudanças e demonstrar valor reconhecido pelas partes interessadas.

5. Aplicação das cinco dimensões do Mucci

Esta seção aplica à Auditoria Interna as cinco dimensões comuns do Mucci, usadas para avaliar a maturidade em todas as macrofunções: Serviços e Entregas, Organizacional e Estrutural, Normativa e Regulatória, Governança e Gestão de Riscos, e Desempenho e Resultados. Cada dimensão é examinada a partir de uma pergunta orientadora e dos aspectos específicos que a compõem nesta macrofunção.

5.1 Serviços e Entregas

A trajetória parte do diagnóstico dos serviços e entregas existentes. Avança para serviços estruturados de avaliação, conformidade, comunicação e acompanhamento; incorpora atuação preventiva, auditorias de desempenho, consultoria e avaliação de benefícios; passa a serviços orientados por inteligência, assessoria e avaliação integrada de temas estratégicos; e culmina em transformação institucional e disseminação de soluções avançadas.

Pergunta orientadora: o que a Auditoria Interna efetivamente entrega, e como essa entrega evolui?

5.2 Organizacional e Estrutural

A trajetória começa pelo diagnóstico das capacidades institucionais. Prossegue com posicionamento, perfis, recursos, acesso e desenvolvimento profissional; avança para gestão e engajamento da equipe; alcança planejamento da força de trabalho, independência e supervisão institucional; e culmina em cultura de excelência, aprendizagem e inovação.

Pergunta orientadora: a auditoria possui condições institucionais, pessoas e recursos para realizar suas entregas sem interferência?

5.3 Normativa e Regulatória

A trajetória começa pelo diagnóstico de conformidade normativa. Avança para normatização, padronização e planejamento da atividade; incorpora gestão da conformidade e atualização das práticas; passa à evolução profissional orientada por riscos e evidências; e culmina em padrões e práticas reconhecidos como referência.

Pergunta orientadora: o estatuto, as políticas e a metodologia da auditoria estão formalizados, atualizados e efetivamente aplicados?

5.4 Governança e Gestão de Riscos

A trajetória começa pela identificação de fragilidades e limitações da própria atividade. Avança para coordenação, gestão das informações e transparência; incorpora planejamento baseado em riscos e integração com as funções de governança e controle; passa à integração efetiva com a governança, provedores e redes profissionais; e culmina na Auditoria Interna como componente estratégico da governança e da gestão de riscos.

Pergunta orientadora: os riscos orientam o plano de auditoria, e a governança supervisiona e protege a atividade de forma efetiva?

5.5 Desempenho e Resultados

A trajetória começa pela autoavaliação da maturidade e pelo Plano de Evolução. Avança para registros e apresentação das informações; incorpora qualidade, desempenho, custos, resultados e benefícios; passa à inteligência e à avaliação integrada de efetividade e percepção; e culmina em aprendizagem contínua, demonstração de valor e reconhecimento pelas partes interessadas.

Pergunta orientadora: a auditoria demonstra cobertura, qualidade, tempestividade e valor gerado para a organização?

As cinco dimensões são examinadas em conjunto. Capacidades de uma dimensão não substituem requisitos essenciais de outra: metodologia, tecnologia e qualificação da equipe devem estar acompanhadas de independência, atribuições claras e evidências suficientes.

6. Trajetória de maturidade

Esta seção descreve como a capacidade institucional de Auditoria Interna evolui do nível Inicial ao nível Referência, seguindo a lógica progressiva e cumulativa do Mucci: cada nível pressupõe a manutenção das capacidades reconhecidas no nível anterior e acrescenta exigências mais elevadas de consistência, integração e geração de resultados. A evolução não decorre apenas do volume de trabalhos realizados. Envolve mudança qualitativa, de verificações reativas e dependentes de pessoas para uma atividade profissional institucionalizada, de um plano de conformidade genérico para um planejamento baseado em riscos, e de relatórios isolados para uma visão abrangente de asseguração que sustenta decisões da governança, sempre preservando independência, objetividade e qualidade técnica.

Cada subseção a seguir descreve, para cada nível, o que se espera de maneira geral da atividade, da condição geral observada e do marco de evolução que orienta a passagem ao nível seguinte. Em cada nível, as mesmas cinco dimensões são examinadas segundo capacidades e práticas progressivamente mais exigentes, conforme a matriz e o capítulo 6.

6.1 Nível 1 - Inicial

No nível Inicial, a organização conhece objetivamente a situação da Auditoria Interna antes de projetar sua evolução. O avanço esperado consiste em diagnosticar serviços, capacidades e conformidade, identificar fragilidades e limitações da atividade, realizar a autoavaliação e transformar os resultados em Plano de Evolução aprovado.

Condição geral

Os serviços, a estrutura, as normas, as fragilidades e os resultados ainda podem ser fragmentados ou pouco conhecidos, mas passam a ser registrados como linha de base.

Capacidades predominantes

Predominam diagnósticos dos serviços e entregas, das capacidades institucionais, da conformidade normativa e das fragilidades e limitações da própria atividade; autoavaliação validada pela liderança; e Plano de Evolução com prioridades, responsáveis e prazos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão diagnósticos superficiais, riscos à independência não comunicados, autoavaliação sem validação e Plano de Evolução genérico ou não acompanhado.

Prioridade de evolução

Concluir e validar os diagnósticos, comunicar fragilidades e limitações relevantes, realizar a autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.

6.2 Nível 2 - Fundamental

No nível Fundamental, a Auditoria Interna executa serviços mínimos de forma estruturada e dispõe de condições institucionais básicas para operar com regularidade, qualidade e transparência.

Condição geral

Há avaliações estruturadas, comunicação de resultados e acompanhamento de recomendações, com responsabilidades, pessoas, recursos, normas, processos, planejamento e informações organizados.

Capacidades predominantes

Predominam serviços de avaliação e conformidade, comunicação, acompanhamento, posicionamento institucional, perfis profissionais, recursos e acesso, desenvolvimento da equipe, normatização, padronização, planejamento, coordenação, gestão das informações e transparência dos resultados.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão trabalhos formais sem evidência suficiente, foco restrito à conformidade, recomendações sem acompanhamento, fragilidade de acesso, dependência de pessoas e normas ou planos não aplicados.

Prioridade de evolução

Consolidar serviços, independência básica, pessoas, recursos, normas, processos, planejamento, informações e prestação de contas.

6.3 Nível 3 - Desenvolvido

No nível Desenvolvido, a Auditoria Interna atua preventivamente e com planejamento baseado em riscos, diversifica seus serviços, executa o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ), articula-se com as demais macrofunções e avalia desempenho e benefícios.

Condição geral

Os processos profissionais estão padronizados, os riscos orientam a seleção de trabalhos, a consultoria e o monitoramento, o PGMQ promove a melhoria da atividade e fluxos definidos sustentam a articulação com as demais macrofunções do Mucci.

Capacidades predominantes

Predominam atuação preventiva, auditorias de desempenho, consultoria, monitoramento de recomendações e benefícios, gestão da equipe, conformidade profissional, planejamento baseado em riscos, articulação entre macrofunções, execução do PGMQ e mensuração de desempenho, resultados e custos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão plano de risco apenas formal, consultoria que assume decisão gerencial, monitoramento de prazo sem benefício, indicadores de volume, integração protocolar e qualidade sem plano de melhoria.

Prioridade de evolução

Aprofundar cobertura por riscos, serviços de desempenho e consultoria, capacidade da equipe, articulação entre macrofunções, PGMQ, custos e avaliação de benefícios.

6.4 Nível 4 - Consolidado

No nível Consolidado, a Auditoria Interna fornece visão abrangente e integrada sobre temas estratégicos, utiliza inteligência e evidências, influencia a governança e sustenta independência e supervisão institucional.

Condição geral

Dados e riscos emergentes orientam serviços e assessoria; a função dispõe de força de trabalho planejada, posicionamento protegido e avaliação independente da própria atividade.

Capacidades predominantes

Predominam serviços orientados por inteligência, assessoria à alta administração, avaliação de temas estratégicos e sistêmicos, planejamento da força de trabalho, independência, supervisão, evolução profissional por evidências, atuação orientada por dados, integração à governança, coordenação de provedores, redes profissionais e avaliação de efetividade e percepção.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão análises sem decisão, assessoria ignorada, cobertura sistêmica superficial, força de trabalho desconectada da estratégia, interferências sem salvaguardas, supervisão protocolar e pesquisas de percepção sem devolutiva.

Prioridade de evolução

Fortalecer inteligência, influência, cobertura sistêmica, independência, supervisão, integração à governança e avaliação da efetividade e da percepção.

6.5 Nível 5 - Referência

No nível Referência, a Auditoria Interna induz transformação institucional, contribui para o avanço da profissão e demonstra valor reconhecido. A condição depende de aprendizagem contínua, inovação sustentável, independência e liderança cooperativa.

Condição geral

A organização utiliza a Auditoria Interna como fonte confiável de mudança, aprendizagem e visão estratégica, e a atividade contribui para outras instituições.

Capacidades predominantes

Predominam mudança institucional induzida pela Auditoria, inovação e disseminação de soluções, cultura de excelência, práticas reconhecidas ou replicadas, integração estratégica à governança, liderança em cooperação, aprendizagem contínua, demonstração de valor e reconhecimento pelas partes interessadas.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão inovação sem sustentabilidade, comunicação promocional sem evidência, cultura apenas declarada, práticas sem possibilidade de replicação, uso ocasional da auditoria nas decisões e reconhecimento baseado em resultados pontuais.

Prioridade de evolução

Sustentar transformação, inovação, excelência, influência estratégica, cooperação, aprendizagem, demonstração de valor e reconhecimento institucional.

7. Conclusão

A auditoria interna não se conclui com a emissão de um relatório ou a comunicação de uma recomendação. Ela se sustenta pela capacidade de examinar, com independência e objetividade, governança, riscos e controles de forma contínua, e de acompanhar se as respostas da gestão produziram efeito real.

Esse caminho é institucional, não pontual. Depende de papéis claros que preservem a independência da atividade, de processos capazes de sustentar planejamento, execução e comunicação com qualidade, e de monitoramento que identifique riscos à própria função antes que comprometam sua credibilidade.

Este caderno oferece o referencial para essa construção. Cabe a cada unidade de Auditoria Interna utilizá-lo com proporcionalidade, avançando conforme seu porte, seu contexto e a maturidade já alcançada.

Sobre a Macrofunção Correição

1. Introdução

A Correição é a macrofunção responsável por organizar a resposta administrativa a possíveis irregularidades, ilícitos e desvios funcionais praticados por agentes públicos ou, quando aplicável, por pessoas jurídicas. Sua atuação abrange análise de admissibilidade, investigação, processos acusatórios, soluções consensuais, responsabilização, acompanhamento de decisões e utilização preventiva das informações produzidas.

O poder-dever de apuração exige que a Administração trate notícias de irregularidade de forma objetiva, tempestiva e juridicamente segura. Ao mesmo tempo, a atuação correcional deve proteger direitos, preservar o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência, a imparcialidade e a proporcionalidade.

Correição madura não significa aplicar o maior número possível de sanções. Significa possuir capacidade para selecionar, analisar, investigar, processar e decidir adequadamente; evitar prescrição; proteger evidências e informações; diferenciar casos; utilizar soluções consensuais quando cabíveis; e produzir resultados confiáveis e úteis à integridade institucional.

Em níveis mais maduros, a Correição deixa de atuar somente de forma reativa. Analisa tipologias, causas, vulnerabilidades, recorrências e percepção de impunidade para orientar prevenção, integridade, controles, capacitação e decisões da governança.

1.1 Papel no ciclo integrado do Mucci

Responsabilização e aprendizagem significam oferecer resposta justa a desvios e transformar ocorrências em prevenção. A Correição não é apenas etapa final punitiva: suas informações, tratadas de forma agregada e protegida, ajudam a identificar

A integração deve preservar competência, imparcialidade, sigilo, cadeia de custódia quando cabível e direitos dos envolvidos.

A função correcional pode ser exercida por responsável designado, estrutura compartilhada ou unidades descentralizadas, sem exigência de unidade própria ou equipe exclusiva. As menções deste caderno a unidade ou equipe correcional devem ser interpretadas conforme o arranjo adotado. A coordenação, a orientação normativa ou a supervisão da UCCI devem alcançar a atividade do ente, admitidas evidências produzidas pelos responsáveis pela execução, sem deslocar as competências decisórias das autoridades e comissões.

2. Propósito e resultados esperados

Esta seção define por que a macrofunção Correição existe e o que se espera dela quando madura. O propósito estabelece sua razão de ser, centrada em oferecer resposta institucional justa, tempestiva e tecnicamente adequada a irregularidades. Os objetivos específicos detalham as frentes necessárias para cumprir esse propósito, o valor gerado explicita os benefícios percebidos pela organização, por agentes públicos e pessoas jurídicas, pela alta administração e pela sociedade, e os resultados esperados descrevem as condições observáveis que indicam efetividade.

2.1 Propósito

O propósito combina resposta institucional, justiça, segurança jurídica, efeito preventivo e aprendizagem. Efetividade não se mede pelo número de sanções, mas pela capacidade de tratar casos de modo tempestivo, imparcial, fundamentado e proporcional.

Formalmente, o propósito da macrofunção é:

Promover apuração imparcial, tempestiva e tecnicamente adequada de irregularidades e a responsabilização administrativa de agentes públicos e pessoas jurídicas, assegurando devido processo, segurança jurídica, proporcionalidade e aprendizagem institucional, de modo a fortalecer a integridade, a confiança e a capacidade de prevenção da Administração Pública.

2.2 Objetivos específicos

São objetivos específicos da macrofunção:

  • assegurar tratamento adequado às notícias de irregularidade;

  • estruturar juízo de admissibilidade consistente;

  • preservar evidências, dados e informações protegidas;

  • prevenir prescrição e atrasos indevidos;

  • conduzir procedimentos investigativos e acusatórios com qualidade;

  • assegurar contraditório, ampla defesa e imparcialidade;

  • promover responsabilização proporcional;

  • utilizar soluções consensuais quando cabíveis;

  • acompanhar decisões, sanções e acordos;

  • desenvolver profissionais e equipes;

  • produzir informações confiáveis;

  • atuar com autonomia técnica;

  • integrar-se à governança e às funções de integridade;

  • analisar riscos, causas e vulnerabilidades;

  • contribuir para reduzir recorrência e percepção de impunidade;

  • diagnosticar serviços, capacidades institucionais, conformidade e riscos da atividade correcional;

  • realizar autoavaliação e orientar um Plano de Evolução aprovado;

  • avaliar qualidade, efetividade, custos, causas, recorrências e valor gerado;

  • promover aprendizagem, inovação, cooperação e reconhecimento institucional.

2.3 Valor gerado

Para a sociedade

A sociedade se beneficia de resposta efetiva a irregularidades e da redução da percepção de impunidade. A Correição contribui para maior confiança na Administração e para a proteção dos recursos e do interesse público.

Para a organização

A Correição contribui para uma resposta institucional coerente a desvios e para a segurança jurídica, reduzindo prescrição e retrabalho. Protege a integridade dos processos, promove aprendizagem a partir de causas e padrões, e fortalece a credibilidade interna e externa.

Para agentes públicos e pessoas jurídicas

Agentes públicos e pessoas jurídicas contam com procedimentos claros e previsíveis e decisões fundamentadas. A macrofunção assegura respeito a direitos e garantias, tratamento proporcional e impessoal, e a possibilidade de soluções consensuais quando admitidas.

Para a alta administração

A alta administração recebe informações confiáveis sobre riscos e ocorrências e visão sobre desempenho e capacidade correcional. A macrofunção oferece suporte para decisões de governança e integridade e permite o acompanhamento de temas críticos e reincidências.

2.4 Resultados esperados

Uma macrofunção madura contribui para que:

  • toda notícia receba tratamento rastreável;

  • a admissibilidade seja impessoal e fundamentada;

  • os procedimentos adequados sejam escolhidos conforme risco e gravidade;

  • comissões e profissionais estejam qualificados;

  • elementos informativos e provas sejam obtidos, registrados e preservados de forma segura e rastreável, com cadeia de custódia quando cabível;

  • prazos e prescrição sejam controlados;

  • decisões sejam consistentes e proporcionais;

  • acordos e sanções sejam monitorados;

  • dados sejam registrados e reportados;

  • causas e vulnerabilidades alimentem a prevenção;

  • a unidade atue sem interferência indevida;

  • os resultados sejam percebidos como confiáveis e efetivos.

3. Escopo da macrofunção

Esta seção delimita o campo de atuação da macrofunção Correição. Apresenta as atividades que podem compor seu escopo e as que não lhe pertencem, e esclarece como se distribuem as responsabilidades entre a unidade correcional, as autoridades e as comissões de apuração.

3.1 Atividades abrangidas

O escopo cobre recepção, admissibilidade, investigação, processo acusatório, soluções consensuais cabíveis, responsabilização de pessoas jurídicas, apoio técnico, informação, prevenção e avaliação. Cada etapa deve possuir finalidade e responsável.

O escopo pode incluir:

  • recepção e registro de notícias de irregularidade encaminhadas por canais competentes;

  • juízo de admissibilidade;

  • investigações preliminares;

  • sindicâncias e procedimentos investigativos;

  • processos administrativos disciplinares;

  • processos de responsabilização de pessoas jurídicas;

  • análise de cabimento e formalização de termos de ajustamento de conduta e outros instrumentos consensuais relativos à responsabilização disciplinar de pessoas físicas, quando previstos e aplicáveis;

  • análise de cabimento e encaminhamento de soluções consensuais relativas à responsabilização de pessoas jurídicas, inclusive acordos de leniência, quando aplicáveis e conforme a competência;

  • análise de regularidade processual;

  • apoio técnico a comissões;

  • acompanhamento de prazos e prescrição;

  • gestão, guarda e rastreabilidade de elementos informativos e provas, com cadeia de custódia quando cabível;

  • matriz de responsabilização;

  • dosimetria e aplicação de sanções, conforme competência;

  • acompanhamento do cumprimento de decisões e acordos;

  • registros em sistemas;

  • relatórios e transparência ativa;

  • orientação em matéria correcional, identificação de lacunas normativas e proposição de aperfeiçoamentos à instância competente;

  • capacitação e gestão de equipes;

  • interlocução e cooperação;

  • análise de tipologias, riscos e vulnerabilidades;

  • atuação preventiva;

  • indicadores e avaliação de desempenho.

3.2 Atividades não abrangidas

Correição não substitui gestão de pessoas, Ouvidoria, Auditoria, órgãos policiais, Ministério Público ou consultoria jurídica. Sua atividade também não se confunde com o exercício do poder de polícia administrativa por órgãos competentes. A Correição não deve ser usada para perseguir divergência legítima, erro de boa-fé ou desempenho sem possível infração.

Não constituem atribuições próprias da Correição:

  • receber ordinariamente todas as manifestações no lugar da Ouvidoria;

  • investigar fatos sem registro, competência ou finalidade definida;

  • gerir riscos e controles em nome da primeira linha;

  • aplicar sanção antes do devido processo;

  • utilizar processo correcional para perseguir, intimidar ou retaliar;

  • divulgar informações protegidas;

  • presumir responsabilidade pelo cargo, vínculo ou posição do envolvido;

  • substituir órgãos policiais, Ministério Público, instâncias judiciais ou órgãos responsáveis pelo exercício do poder de polícia administrativa;

  • condicionar toda melhoria administrativa à existência de processo disciplinar;

  • considerar arquivamento fundamentado como fracasso;

  • utilizar quantidade de sanções como único indicador de efetividade.

3.3 Responsabilidades da unidade correcional

A unidade correcional preserva separação entre supervisão técnica e julgamento quando aplicável, e comunica impedimentos e riscos de prescrição tempestivamente.

Compete à unidade:

  • registrar e controlar demandas;

  • realizar ou coordenar a admissibilidade, instaurando, propondo instauração ou instruindo decisão conforme competência;

  • conduzir ou supervisionar procedimentos;

  • assegurar apoio técnico e padrões;

  • proteger evidências e informações;

  • monitorar prazos, decisões e sanções;

  • produzir informações e relatórios;

  • orientar preventivamente, comunicando riscos e necessidades;

  • preservar imparcialidade e autonomia técnica.

3.4 Responsabilidades das autoridades

Autoridades não devem direcionar resultado, selecionar alvos ou retardar providências por conveniência.

Compete às autoridades:

  • decidir nos limites de competência, de forma fundamentada;

  • assegurar recursos e autonomia técnica, evitando interferência indevida;

  • tratar impedimentos de forma adequada;

  • designar comissões qualificadas;

  • acompanhar riscos de prescrição e impunidade;

  • garantir a execução das decisões.

3.5 Responsabilidades de comissões e responsáveis pela apuração

Devem atuar com imparcialidade, planejamento, diligência, respeito a garantias, proteção e documentação. Dúvidas técnicas e impedimentos precisam ser comunicados tempestivamente.

As comissões e responsáveis pela apuração devem planejar o trabalho e agir com imparcialidade, respeitando direitos e prazos. Devem documentar atos, obter e preservar evidências, e fundamentar conclusões, comunicando impedimentos ou riscos e protegendo informações.

4. Capacidades essenciais

As capacidades essenciais representam aquilo que a organização precisa sustentar institucionalmente para exercer a Correição com legalidade, imparcialidade, segurança e efetividade, independentemente do arranjo administrativo ou das soluções operacionais adotadas. Elas sintetizam as capacidades avaliadas pela Matriz e orientam a leitura das dimensões e da trajetória de maturidade.

São capacidades essenciais da macrofunção:

  • Diagnóstico, autoavaliação e planejamento da evolução: capacidade de conhecer serviços, capacidades, normas, riscos, maturidade e resultados da atividade e transformá-los em prioridades, responsáveis e prazos.

  • Recebimento, admissibilidade e tratamento de notícias: capacidade de registrar, proteger, analisar e encaminhar notícias de irregularidade com critérios objetivos e rastreabilidade.

  • Investigação e responsabilização disciplinar de pessoas físicas: capacidade de conduzir procedimentos investigativos e Processos Administrativos Disciplinares com planejamento, elementos informativos na fase preparatória, provas no processo acusatório, contraditório, ampla defesa, fundamentação e proporcionalidade.

  • Responsabilização de pessoas jurídicas: capacidade de conduzir Processos Administrativos de Responsabilização com competência definida, planejamento, provas, contraditório, ampla defesa, fundamentação e proporcionalidade.

  • Soluções consensuais: capacidade de avaliar e documentar o cabimento de termos de ajustamento de conduta para pessoas físicas e de soluções relativas a pessoas jurídicas, inclusive acordos de leniência, conforme os requisitos normativos e a competência.

  • Gestão de procedimentos e decisões: capacidade de controlar prazos, prescrição, responsabilidades, decisões, sanções, acordos e efeitos das medidas adotadas.

  • Atribuição institucional e governança: capacidade de operar com competências, autoridade, acesso, continuidade, articulação e prestação de contas claramente definidos.

  • Pessoas, competências e força de trabalho: capacidade de prover perfis adequados, desenvolver profissionais, engajar equipes e planejar necessidades futuras.

  • Recursos, tecnologia, dados e proteção da informação: capacidade de assegurar meios de trabalho, cadeia de custódia quando cabível, acesso controlado, confiabilidade e análise segura das informações.

  • Normatização e práticas correcionais: capacidade de formalizar, padronizar, aplicar e atualizar regras, fluxos, critérios e procedimentos conforme riscos, evidências e aprendizados.

  • Planejamento e priorização baseada em riscos: capacidade de organizar a atividade, selecionar casos e temas críticos e alocar recursos segundo risco, gravidade e impacto.

  • Prevenção e recomendações sistêmicas: capacidade de transformar causas, vulnerabilidades e padrões em orientações e recomendações para reduzir recorrências.

  • Integração com governança, integridade e controle: capacidade de estabelecer fluxos de comunicação, compartilhamento de informações e encaminhamento de demandas entre a Correição e as demais macrofunções do Mucci, preservando sigilo, imparcialidade, competência, proteção de dados e devido processo.

  • Qualidade, desempenho, custos e efetividade: capacidade de executar o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Correição, avaliar periodicamente a qualidade processual e decisória, tratar não conformidades e mensurar tempestividade, resultados, efeitos, custos e valor da atuação correcional.

  • Posicionamento, salvaguardas e supervisão: capacidade de preservar decisões técnicas, registrar interferências e submeter a atividade a avaliação externa periódica.

  • Inteligência, dados e análise sistêmica: capacidade de identificar padrões, tendências, causas, recorrências e riscos emergentes para orientar prioridades e prevenção.

  • Aprendizagem, inovação, transformação e reconhecimento: capacidade de incorporar lições, inovar, disseminar boas práticas, induzir mudanças e demonstrar valor reconhecido pelas partes interessadas.

5. Aplicação das cinco dimensões do Mucci

Esta seção aplica à macrofunção Correição as cinco dimensões comuns do Mucci, usadas para avaliar a maturidade em todas as macrofunções: Serviços e Entregas, Organizacional e Estrutural, Normativa e Regulatória, Governança e Gestão de Riscos, e Desempenho e Resultados. Cada dimensão é examinada a partir de uma pergunta orientadora e dos aspectos específicos que a compõem nesta macrofunção.

5.1 Serviços e Entregas

A pergunta central é: o que a Correição efetivamente entrega, e como essa entrega evolui? A dimensão distingue possuir competência formal para apurar de efetivamente instaurar, conduzir e concluir processos com qualidade e dentro do prazo.

A trajetória parte do diagnóstico dos serviços e entregas existentes. Avança para tratamento estruturado de notícias, procedimentos investigativos, responsabilização e acompanhamento; incorpora atuação preventiva, qualificação, orientações e tratamento proporcional; passa à atuação por inteligência, recomendações sistêmicas e aconselhamento; e culmina em transformação institucional e disseminação de soluções avançadas.

5.2 Organizacional e Estrutural

A pergunta central é: existem competência, pessoas, posição, sistema, segurança e continuidade para tratar casos com autonomia técnica? Estrutura formal sem capacidade processual é insuficiente.

A trajetória começa pelo diagnóstico das capacidades institucionais. Prossegue com posicionamento, perfis, recursos, acesso e desenvolvimento profissional; avança para gestão e engajamento das equipes; alcança planejamento da força de trabalho, proteção contra pressões e supervisão externa; e culmina em cultura institucional de responsabilização, integridade e aprendizagem.

5.3 Normativa e Regulatória

Examina regras de admissibilidade, investigação, processo, garantias, acordos, pessoas jurídicas, prazos e proteção, além da aplicação coerente.

A trajetória começa pelo diagnóstico de conformidade normativa. Avança para normatização e padronização da atividade; incorpora gestão da conformidade e atualização das práticas; passa à evolução normativa orientada por riscos, evidências e aprendizados; e culmina em padrões e práticas reconhecidos como referência.

5.4 Governança e Gestão de Riscos

Examina seleção, supervisão, impedimentos, riscos de prescrição, interferência, segurança e integração preventiva.

A trajetória começa pela identificação dos riscos e vulnerabilidades da própria atividade. Avança para planejamento anual da atividade e coordenação dos fluxos, competências e responsabilidades; incorpora planejamento por riscos e articulação formal com Ouvidoria, Integridade e Auditoria Interna, inclusive a conciliação de demandas encaminhadas quando aplicável; passa à prestação periódica de contas à instância de governança e à participação em redes correcionais; e culmina na Correição como componente estratégico da governança e do sistema de integridade.

5.5 Desempenho e Resultados

Examina tempestividade, qualidade, proporcionalidade, execução, prevenção, confiança e valor, evitando foco exclusivo em sanções.

A trajetória começa pela autoavaliação da maturidade e pelo Plano de Evolução. Avança para a apresentação periódica de indicadores à liderança e para a publicação periódica de relatórios com dados agregados, resguardadas as informações protegidas; incorpora qualidade, desempenho, custos e monitoramento dos efeitos; passa à inteligência, avaliação integrada e análise sistêmica de causas e recorrências; e culmina em aprendizagem contínua, demonstração de valor e reconhecimento pelas partes interessadas.

6. Trajetória de maturidade

Esta seção descreve como a capacidade institucional de Correição evolui do nível Inicial ao nível Referência, seguindo a lógica progressiva e cumulativa do Mucci: cada nível pressupõe a manutenção das capacidades reconhecidas no nível anterior e acrescenta exigências mais elevadas de consistência, integração e geração de resultados. A evolução não decorre apenas do número de processos instaurados ou sanções aplicadas. Envolve mudança qualitativa, de apurações reativas e dependentes de pessoas para processos institucionalizados, de decisões pessoais e pouco fundamentadas para procedimentos padronizados com garantias, e da resposta isolada a casos para a integração da Correição à prevenção, à governança e à geração de valor público, sempre preservando devido processo, imparcialidade e autonomia técnica.

Cada subseção a seguir descreve, para cada nível, o que se espera de maneira geral da macrofunção, da condição geral observada, das capacidades e dos riscos predominantes, e da prioridade de evolução recomendada. Cada nível se manifesta de forma distinta nas cinco dimensões apresentadas no capítulo 5.

6.1 Nível 1 - Inicial

No nível Inicial, a organização conhece objetivamente a situação da Correição antes de projetar sua evolução. O avanço esperado consiste em diagnosticar serviços, capacidades, conformidade e riscos da atividade, realizar a autoavaliação e transformar os resultados em Plano de Evolução aprovado.

Condição geral

Os serviços, a estrutura, as normas, os riscos e os resultados ainda podem ser fragmentados ou pouco conhecidos, mas passam a ser registrados como linha de base.

Capacidades predominantes

Predominam diagnósticos dos serviços e entregas, das capacidades institucionais, da conformidade normativa e dos riscos da própria atividade; autoavaliação validada pela liderança; e Plano de Evolução com prioridades, responsáveis e prazos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão diagnósticos superficiais, riscos de prescrição ou interferência não comunicados, autoavaliação sem validação e Plano de Evolução genérico ou não acompanhado.

Prioridade de evolução

Concluir e validar os diagnósticos, comunicar riscos, realizar a autoavaliação e aprovar o Plano de Evolução.

6.2 Nível 2 - Fundamental

No nível Fundamental, a Correição executa serviços mínimos de forma estruturada e dispõe de condições institucionais básicas para operar com regularidade, segurança jurídica e transparência.

Condição geral

Há tratamento estruturado de notícias, investigação, Processos Administrativos Disciplinares de pessoas físicas, termos de ajustamento de conduta quando cabíveis e acompanhamento dos casos, com responsabilidades, pessoas, recursos, normas, processos, planejamento e informações organizados.

Capacidades predominantes

Predominam recebimento e tratamento de notícias, procedimentos investigativos, Processos Administrativos Disciplinares de pessoas físicas, soluções consensuais disciplinares, especialmente termos de ajustamento de conduta quando cabíveis, gestão de casos, posicionamento institucional, perfis, recursos, normatização, planejamento, coordenação, gestão das informações e transparência dos resultados.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão triagem sem critérios, procedimentos sem planejamento, prazos não controlados, fragilidade de evidências, dependência de pessoas, normas não aplicadas e transparência que compromete dados protegidos.

Prioridade de evolução

Consolidar o tratamento de notícias, os procedimentos investigativos, os Processos Administrativos Disciplinares de pessoas físicas, os termos de ajustamento de conduta quando cabíveis, as responsabilidades, os recursos, as normas, o planejamento, as informações e a prestação de contas.

6.3 Nível 3 - Desenvolvido

No nível Desenvolvido, a Correição atua preventivamente e com planejamento baseado em riscos, qualifica investigações e processos, conduz a responsabilização de pessoas jurídicas e as soluções consensuais correspondentes, executa o Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ), articula-se com as demais macrofunções e avalia desempenho e efeitos.

Condição geral

Os processos estão padronizados e a organização utiliza riscos, causas e resultados para priorizar casos, conduz Processos Administrativos de Responsabilização de pessoas jurídicas, avalia acordos de leniência quando cabíveis, executa o PGMQ e mantém fluxos de articulação com as demais macrofunções do Mucci.

Capacidades predominantes

Predominam prevenção baseada em riscos, qualificação investigativa, responsabilização de pessoas jurídicas, soluções consensuais correspondentes, recomendações preventivas, gestão das equipes, conformidade, planejamento por riscos, articulação entre macrofunções, execução do PGMQ, mensuração de desempenho e custos e monitoramento dos efeitos.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão prevenção genérica, investigação sem estratégia, respostas desproporcionais, equipes sobrecarregadas, referenciais desatualizados, integração apenas formal, indicadores de volume e monitoramento restrito ao encerramento de casos.

Prioridade de evolução

Aprofundar prevenção, qualidade investigativa, responsabilização de pessoas jurídicas, soluções consensuais, capacidade das equipes, articulação entre macrofunções, PGMQ, custos e avaliação dos efeitos.

6.4 Nível 4 - Consolidado

No nível Consolidado, a Correição utiliza inteligência e evidências, produz recomendações sistêmicas, influencia a alta administração e sustenta autonomia técnica, supervisão externa e avaliação integrada da efetividade.

Condição geral

Dados e riscos emergentes orientam prioridades; a função dispõe de força de trabalho planejada, proteção contra pressões e integração à governança e ao sistema de integridade.

Capacidades predominantes

Predominam inteligência e riscos emergentes, recomendações sistêmicas, aconselhamento à alta administração, planejamento da força de trabalho, proteção contra pressões, supervisão externa, evolução normativa por evidências, atuação orientada por dados, integração à governança, redes correcionais e avaliação integrada de efetividade, causas e recorrências.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão análises sem decisão, recomendações ignoradas, força de trabalho desconectada da demanda, interferências não registradas, supervisão protocolar, dados fragmentados e análises sistêmicas sem retorno preventivo.

Prioridade de evolução

Fortalecer inteligência, influência, capacidade futura, proteção técnica, supervisão, integração à governança e avaliação da efetividade e das causas sistêmicas.

6.5 Nível 5 - Referência

No nível Referência, a Correição induz transformação institucional, contribui para o avanço do campo correcional e demonstra valor reconhecido. A condição depende de aprendizagem contínua, inovação sustentável, autonomia técnica e liderança cooperativa.

Condição geral

A organização utiliza a Correição como fonte confiável de responsabilização, mudança, aprendizagem e visão estratégica, e a atividade contribui para outras instituições.

Capacidades predominantes

Predominam mudança institucional induzida pela Correição, inovação e disseminação de soluções, cultura de responsabilização e aprendizagem, práticas reconhecidas ou replicadas, integração estratégica à governança, liderança em cooperação, melhoria contínua, demonstração de valor e reconhecimento pelas partes interessadas.

Riscos típicos

Entre os riscos típicos estão inovação sem segurança jurídica, metas punitivistas, cultura apenas declarada, práticas sem possibilidade de replicação, uso ocasional das informações estratégicas e reconhecimento baseado em comunicação sem evidência.

Prioridade de evolução

Sustentar transformação, inovação, cultura, influência estratégica, cooperação, aprendizagem, demonstração de valor e reconhecimento institucional.

7. Conclusão

A correição não se conclui com a instauração de um processo ou a aplicação de uma sanção. Ela se sustenta pela capacidade de apurar com imparcialidade, tempestividade e segurança jurídica, e de transformar seus resultados em aprendizado institucional.

Esse caminho é institucional, não pontual. Depende de papéis claros entre a unidade correcional, as comissões e as autoridades julgadoras, de processos capazes de sustentar o volume e a complexidade dos casos, e de monitoramento que identifique riscos de prescrição, morosidade ou fragilidade processual antes que comprometam a responsabilização.

Este caderno oferece o referencial para essa construção. Cabe a cada unidade correcional utilizá-lo com proporcionalidade, avançando conforme seu porte, seu contexto e a maturidade já alcançada.

Matriz de Capacidades - Transparência

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SEServiços e EntregasOEOrganizacional e EstruturalNRNormativa e RegulatóriaGRGovernança e Gestão de RiscosDRDesempenho e Resultados
Nível 5
Referência
Nível 4
Consolidado
Nível 3
Desenvolvido
Nível 2
Fundamental
Nível 1
Inicial

Fichas detalhadas das capacidades (KPAs)

Nível 1. Inicial

TRA.1.1 - Diagnóstico dos serviços e entregas de transparência

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConhecer a situação real dos serviços de transparência hoje prestados, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico dos serviços de transparência está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.1.1.P1 Levantar e descrever os serviços e entregas de transparência atualmente realizados (transparência ativa, atendimento de pedidos de acesso, dados abertos), identificando lacunas quanto ao acesso à informação e à transparência da execução orçamentária e financeira. Inventário dos serviços e entregas de transparência realizados, acompanhado de checklist das obrigações de publicação e atendimento confrontadas com a situação observada.
TRA.1.1.P2 Registrar o diagnóstico em documento que sirva de linha de base para o planejamento da evolução da transparência. Relatório de diagnóstico dos serviços e entregas de transparência, com lacunas e linha de base para o planejamento.

TRA.1.2 - Diagnóstico das capacidades institucionais de transparência

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConhecer a estrutura, as pessoas e os recursos hoje disponíveis para a transparência, para identificar lacunas de capacidade antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico institucional da transparência está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.1.2.P1 Levantar a estrutura, o quadro de pessoas e os recursos hoje disponíveis para a atividade de transparência (unidade coordenadora, servidores designados, orçamento, sistemas). Organograma ou representação equivalente da estrutura, relação dos responsáveis pela transparência e levantamento dos recursos disponíveis.
TRA.1.2.P2 Registrar o diagnóstico institucional e as lacunas de estrutura identificadas, como referência para decisões de fortalecimento da área. Relatório de diagnóstico institucional com lacunas de estrutura, pessoas e recursos.

TRA.1.3 - Diagnóstico de conformidade normativa da transparência

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoConhecer o grau de adoção das normas aplicáveis à transparência, para identificar lacunas normativas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico normativo da transparência está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.1.3.P1 Levantar as normas aplicáveis à transparência (acesso à informação, transparência da execução orçamentária e financeira, proteção de dados pessoais, decreto regulamentador local) e verificar sua adoção formal pelo ente. Lista de normas aplicáveis à transparência com a situação de adoção formal pelo ente.
TRA.1.3.P2 Registrar lacunas normativas identificadas, como ausência de regulamento local ou de política de dados abertos. Relatório de diagnóstico normativo com as lacunas identificadas.

TRA.1.4 - Identificação inicial de riscos e vulnerabilidades da transparência

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConhecer os riscos e vulnerabilidades iniciais da transparência, para que a liderança possa priorizar seu tratamento.
Resultado esperadoOs riscos iniciais da transparência estão identificados, registrados e comunicados à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.1.4.P1 Identificar riscos e vulnerabilidades iniciais da transparência, como dados desatualizados, canais de acesso indisponíveis ou exposição indevida de dados pessoais. Mapa inicial de riscos da transparência.
TRA.1.4.P2 Registrar os riscos identificados e comunicá-los à liderança responsável pela área. Registro de comunicação dos riscos à liderança.

TRA.1.5 - Autoavaliação da maturidade da transparência

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMedir objetivamente o estágio de maturidade da transparência, como insumo para o planejamento da evolução.
Resultado esperadoEsta autoavaliação da maturidade da macrofunção transparência está concluída, validada pela liderança e disponível como insumo do Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.1.5.P1 Aplicar o instrumento de autoavaliação da maturidade da Transparência do Mucci e registrar o resultado obtido. Relatório de autoavaliação preenchido.
TRA.1.5.P2 Validar o resultado da autoavaliação com a liderança responsável e disponibilizá-lo como insumo do Plano de Evolução. Ata de validação do resultado com a liderança.

TRA.1.6 - Plano de Evolução da transparência

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar o diagnóstico e a autoavaliação em um plano de ação com prioridades, responsáveis e prazos definidos.
Resultado esperadoO Plano de Evolução da transparência está aprovado e disponível para acompanhamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.1.6.P1 Elaborar Plano de Evolução da transparência a partir do diagnóstico e da autoavaliação, com prioridades, responsáveis e prazos. Plano de Evolução da transparência.
TRA.1.6.P2 Aprovar o Plano de Evolução junto à autoridade competente e disponibilizá-lo para acompanhamento. Cronograma de ações com responsáveis e ato de aprovação.

Nível 2. Fundamental

TRA.2.1 - Transparência ativa institucionalizada

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que as informações obrigatórias por lei sejam publicadas, atualizadas e efetivamente acessíveis à sociedade, sem depender de solicitação.
Resultado esperadoO portal de transparência publica e mantém atualizado o rol obrigatório de informações, com lacunas identificadas e corrigidas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.1.P1 Publicar no portal de transparência o rol completo de informações obrigatórias por lei (acesso à informação, transparência da execução orçamentária e financeira, governo digital), com estrutura de menus padronizada. Portal de transparência com o rol obrigatório publicado.
TRA.2.1.P2 Atualizar as informações publicadas na periodicidade exigida por cada item, seja ela diária, mensal ou conforme norma específica. Registro de datas de atualização por item publicado.
TRA.2.1.P3 Corrigir lacunas de publicação identificadas em auditorias internas ou em avaliações externas, como o Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP) da Atricon, entre outras. Relatório de correção de lacunas de publicação.

TRA.2.2 - Disponibilização estruturada de informações públicas

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoOrganizar as informações publicadas de forma que sejam localizáveis e compreensíveis, e não apenas disponíveis.
Resultado esperadoAs informações publicadas estão organizadas em categorias padronizadas e podem ser localizadas por busca ou navegação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.2.P1 Organizar as informações publicadas em formato estruturado, com padronização de nomenclatura, categorias e histórico. Estrutura de categorias do portal de transparência.
TRA.2.2.P2 Disponibilizar mecanismo de busca e navegação que permita localizar informações por tema, período ou unidade. Registro de teste de usabilidade ou de busca do portal.

TRA.2.3 - Serviços e canais de acesso à informação

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoGarantir aos cidadãos meios efetivos para solicitar e obter informações não disponibilizadas espontaneamente.
Resultado esperadoOs pedidos de acesso à informação são recebidos, processados e respondidos dentro do prazo legal, por múltiplos canais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.3.P1 Manter canal eletrônico de acesso à informação em funcionamento, com registro de protocolo de cada pedido. Sistema de acesso à informação (e-SIC ou equivalente) com histórico de protocolos.
TRA.2.3.P2 Responder aos pedidos de acesso à informação dentro do prazo legal, com fundamentação nas eventuais negativas. Relatório de prazo médio de resposta e de fundamentação das negativas.
TRA.2.3.P3 Disponibilizar canal alternativo, presencial ou telefônico, para quem não tem acesso à internet. Registro de atendimento presencial ou telefônico de pedidos de acesso.

TRA.2.4 - Posicionamento institucional e responsabilidades pela transparência

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que exista responsável formalmente designado pela coordenação da transparência, evitando dependência informal de pessoas.
Resultado esperadoOs responsáveis pela coordenação e execução da transparência estão formalmente designados e conhecidos na organização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.4.P1 Formalizar, em ato normativo, a unidade ou o responsável pela coordenação da transparência e suas atribuições. Ato de designação da unidade ou do responsável pela coordenação da transparência.
TRA.2.4.P2 Designar formalmente os responsáveis pela produção e publicação de informações em cada área. Lista de responsáveis setoriais designados para a transparência.

TRA.2.5 - Provimento e adequação dos perfis profissionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que a equipe de transparência tenha o perfil e o efetivo necessários para sustentar a atividade.
Resultado esperadoA equipe de transparência possui perfil definido e efetivo compatível com o volume de trabalho.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.5.P1 Definir o perfil de competências necessário para a equipe de transparência, considerando conhecimento técnico, jurídico e tecnológico. Descrição de perfil ou de cargo da equipe de transparência.
TRA.2.5.P2 Prover quantidade de pessoas compatível com o volume de solicitações e de atualizações do portal. Relação dos responsáveis, disponibilidade e atribuições na função de transparência.

TRA.2.6 - Recursos, tecnologia e acesso necessários à atividade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que a transparência disponha de sistema e acesso a dados suficientes para operar de forma estável.
Resultado esperadoO sistema de portal de transparência funciona com disponibilidade adequada, e a equipe acessa as bases necessárias.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.6.P1 Prover sistema ou plataforma de portal de transparência com capacidade de atualização e disponibilidade adequadas. Contrato ou registro do sistema de portal de transparência.
TRA.2.6.P2 Assegurar acesso da equipe de transparência aos sistemas e às bases de dados das áreas produtoras de informação. Termo ou registro de acesso às bases de dados internas necessárias.

TRA.2.7 - Desenvolvimento profissional dos responsáveis

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de transparência tecnicamente atualizada para lidar com mudanças normativas e tecnológicas.
Resultado esperadoA equipe de transparência recebe capacitação periódica em temas relevantes à atividade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.7.P1 Realizar capacitação da equipe de transparência em acesso à informação, proteção de dados e ferramentas do portal, com periodicidade definida. Registro de capacitações realizadas, com certificados ou listas de presença.

TRA.2.8 - Normatização da política de transparência e acesso à informação

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoDar segurança jurídica e previsibilidade à atuação da transparência por meio de regulamento próprio.
Resultado esperadoO regulamento local de acesso à informação está aprovado, atualizado e é efetivamente seguido.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.8.P1 Aprovar regulamento local de acesso à informação, compatível com os requisitos de acesso à informação e adaptado à realidade do ente. Regulamento local de acesso à informação publicado.
TRA.2.8.P2 Revisar o regulamento sempre que houver mudança normativa federal ou dificuldade relevante de aplicação identificada na rotina. Histórico de revisões do regulamento, com justificativa de cada alteração.

TRA.2.9 - Padronização dos processos e práticas de transparência

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoReduzir a dependência de conhecimento informal sobre como a transparência deve ser operada no dia a dia.
Resultado esperadoO fluxo de atualização do portal e de resposta a pedidos está documentado em manual de procedimentos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.9.P1 Documentar em manual ou procedimento operacional o fluxo de atualização do portal e de resposta a pedidos de acesso. Manual de procedimentos de transparência e fluxograma do processo de resposta a pedidos.

TRA.2.10 - Planejamento da atividade de transparência

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoOrientar a atuação da transparência por metas e prioridades definidas, e não apenas por demanda reativa.
Resultado esperadoO plano anual de transparência está aprovado e seu cumprimento é acompanhado pela liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.10.P1 Elaborar plano anual de atividades de transparência, com metas de publicação, atualização e atendimento. Plano anual de transparência.
TRA.2.10.P2 Acompanhar a execução do plano junto à liderança responsável, com registro de eventuais ajustes. Relatório de acompanhamento das metas do plano anual.

TRA.2.11 - Coordenação e integração dos responsáveis pela produção e publicação de informações

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que a atualização das informações não dependa exclusivamente da função de transparência, mas de toda a rede de áreas produtoras.
Resultado esperadoA rede de pontos focais está ativa e as atualizações em atraso são cobradas formalmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.11.P1 Manter rede de pontos focais nas áreas produtoras de informação, com reuniões ou comunicação periódica. Lista de pontos focais e registro de reuniões ou comunicações periódicas.
TRA.2.11.P2 Cobrar formalmente a atualização de informações em atraso junto às áreas responsáveis. Registro de cobranças realizadas e das respectivas respostas.

TRA.2.12 - Gestão e apresentação das informações da atividade de transparência

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPermitir que a liderança acompanhe, com base em indicadores, o desempenho da própria atividade de transparência.
Resultado esperadoIndicadores de gestão da transparência são definidos, coletados e apresentados periodicamente à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.12.P1 Definir indicadores de gestão da atividade de transparência, como volume de pedidos, prazo médio de resposta e itens desatualizados. Painel ou relatório de indicadores de gestão da transparência.
TRA.2.12.P2 Consolidar e apresentar esses indicadores periodicamente à liderança responsável. Ata de apresentação dos indicadores à liderança.

TRA.2.13 - Transparência da própria atuação e de seus resultados

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMensurar, comunicar e utilizar os resultados da própria atuação da transparência, assegurando que a atividade preste contas de seu desempenho à sociedade.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho da própria atividade de transparência são definidos, coletados e publicados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.2.13.P1 Definir indicadores de resultado da própria atividade de transparência, como índice de conformidade com os requisitos de acesso à informação, prazo médio de resposta e satisfação dos usuários. Indicadores de desempenho da transparência definidos e coletados.
TRA.2.13.P2 Publicar periodicamente relatório com o desempenho da própria atividade de transparência. Relatório periódico de desempenho da transparência, disponível ao público.

Nível 3. Desenvolvido

TRA.3.1 - Atuação preventiva em transparência baseada em riscos e vulnerabilidades

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar e corrigir riscos de opacidade antes que se concretizem em falha de transparência.
Resultado esperadoRiscos de transparência são identificados e tratados preventivamente, reduzindo a ocorrência de falhas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.1.P1 Identificar riscos de opacidade, desatualização e exposição indevida de dados, priorizando ações preventivas de correção. Mapa de riscos de transparência atualizado periodicamente.
TRA.3.1.P2 Executar ações preventivas antes que os riscos identificados se materializem em falhas de transparência. Registro de ações preventivas executadas a partir do mapa de riscos.

TRA.3.2 - Ampliação da acessibilidade, compreensibilidade e usabilidade das informações

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que a informação publicada seja efetivamente utilizável por todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência e público não especializado.
Resultado esperadoO portal atende a padrões de acessibilidade digital e disponibiliza conteúdo em linguagem simples.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.2.P1 Adequar o portal de transparência aos padrões de acessibilidade digital, garantindo condições de uso por pessoas com deficiência. Relatório de conformidade com padrão de acessibilidade digital.
TRA.3.2.P2 Simplificar a linguagem das informações publicadas para o público não especializado. Exemplos de conteúdo republicado em linguagem simples ou cidadã.

TRA.3.3 - Dados abertos e reutilização da informação pública

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoPermitir que terceiros reutilizem dados públicos para fiscalização, pesquisa e inovação.
Resultado esperadoConjuntos de dados públicos são disponibilizados em formatos abertos e estruturados, com documentação e metadados que permitam sua compreensão e reutilização, preferencialmente em portal centralizado.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.3.P1 Coordenar a publicação de conjuntos de dados em formato aberto e estruturado, como CSV, JSON ou API. Catálogo ou conjunto de catálogos de dados abertos publicado pela UCCI ou pelas unidades gestoras das informações, acompanhado de evidência da coordenação, normatização ou consolidação realizada pela UCCI.
TRA.3.3.P2 Estabelecer padrões e promover a documentação dos conjuntos de dados abertos, contemplando metadados, dicionário de dados e periodicidade de atualização. Documentação e metadados dos conjuntos de dados abertos disponíveis.

TRA.3.4 - Gestão eficaz e engajamento das equipes de transparência

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de transparência motivada e orientada por metas claras.
Resultado esperadoOs responsáveis possuem metas definidas e seu desempenho e suas condições de trabalho são avaliados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.4.P1 Definir papéis, metas individuais e mecanismos de reconhecimento para a equipe de transparência. Registro de metas individuais por servidor da equipe.
TRA.3.4.P2 Realizar avaliação periódica de desempenho e clima da equipe de transparência. Resultado de avaliação de desempenho ou de clima organizacional da equipe.

TRA.3.5 - Gestão da conformidade e atualização dos requisitos de transparência

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoManter as normas de transparência atualizadas diante de mudanças legais, evitando desatualização normativa.
Resultado esperadoMudanças normativas relevantes são monitoradas e refletidas tempestivamente em normas internas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.5.P1 Monitorar mudanças na legislação de transparência e avaliar seu impacto sobre normas e processos internos. Registro de monitoramento normativo periódico.
TRA.3.5.P2 Atualizar tempestivamente normas e processos internos após identificada mudança normativa relevante. Histórico de atualização de normas internas motivada por mudança normativa externa.

TRA.3.6 - Planejamento da transparência baseado em riscos e necessidades informacionais

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoDirecionar o esforço de transparência para os temas de maior risco e maior demanda da sociedade.
Resultado esperadoO plano de transparência prioriza temas com base em risco e volume de demanda.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.6.P1 Elaborar planejamento da transparência priorizando temas de maior risco e maior demanda da sociedade. Plano de transparência com priorização justificada por risco ou por volume de demanda.

TRA.3.7 - Integração entre transparência, acesso à informação, proteção de dados e áreas produtoras de informação

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoEvitar decisões contraditórias entre transparência e proteção de dados pessoais.
Resultado esperadoA disponibilização de informações públicas está alinhada entre as áreas responsáveis por transparência e proteção de dados, assegurando a proteção de dados pessoais e a aplicação e divulgação dos critérios legais de classificação de informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.7.P1 Articular formalmente a transparência com o encarregado de proteção de dados para o tratamento de informações sensíveis. Registro de articulação com o encarregado de dados (DPO) sobre itens de transparência.
TRA.3.7.P2 Coordenar critérios comuns entre transparência ativa, acesso à informação e proteção de dados pessoais. Critério documentado de classificação de informações compartilhado entre as áreas.

TRA.3.8 - Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da transparência

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAssegurar que as informações publicadas sejam confiáveis, completas e atualizadas, e não apenas existentes.
Resultado esperadoO Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Transparência é executado com avaliações periódicas da completude, atualização e precisão das informações publicadas e tratamento das não conformidades identificadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.8.P1 Executar o PGMQ, com avaliação periódica da qualidade das informações publicadas quanto a completude, atualização e precisão. Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) documentado e relatório de avaliação da qualidade das informações publicadas.
TRA.3.8.P2 Tratar e acompanhar as não conformidades identificadas nas avaliações do PGMQ. Plano de ação e registros de acompanhamento da correção das não conformidades identificadas.

TRA.3.9 - Mensuração do desempenho, resultados e custos da transparência

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer o custo e o desempenho da atividade de transparência para subsidiar decisões de gestão.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho e custo da transparência são medidos regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.9.P1 Medir indicadores de desempenho e custo da atividade de transparência, como custo por solicitação e tempo médio de resposta. Relatório de indicadores de desempenho e custo da transparência.

TRA.3.10 - Avaliação da qualidade, acessibilidade e utilidade das informações disponibilizadas

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer a percepção dos usuários sobre o portal para orientar melhorias.
Resultado esperadoPesquisas de satisfação são realizadas e seus resultados orientam melhorias no portal.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.10.P1 Realizar pesquisa de satisfação ou de percepção dos usuários do portal de transparência. Relatório de pesquisa de satisfação dos usuários.
TRA.3.10.P2 Utilizar os resultados da pesquisa para priorizar melhorias no portal. Registro de melhorias implementadas a partir da pesquisa de satisfação.

TRA.3.11 - Articulação entre as macrofunções do Mucci

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoPrevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção do Mucci.
Resultado esperadoAs interfaces da Transparência com as demais macrofunções presentes no ente têm responsáveis e fluxos definidos. Os encaminhamentos e o compartilhamento pertinente de informações são rastreáveis, respeitam as atribuições de cada função e admitem devolutivas compatíveis com o sigilo e a proteção das informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.3.11.P1 Definir e documentar, de forma proporcional ao arranjo institucional, as interfaces, os responsáveis, os critérios de encaminhamento, o compartilhamento de informações e as devolutivas entre a Transparência e as demais macrofunções presentes no ente. Mapa de interfaces ou fluxo pactuado que identifique informações recebidas das demais macrofunções, resultados passíveis de divulgação e responsáveis pela decisão de publicar ou restringir o acesso.
TRA.3.11.P2 Aplicar os fluxos às demandas compartilhadas que ocorrerem e avaliar periodicamente seu funcionamento, registrando ajustes para corrigir lacunas, duplicidades ou conflitos de atribuição. Na ausência de demandas no período, demonstrar a revisão do fluxo e sua disponibilidade para uso. Amostra protegida de encaminhamentos, correções de informação, devolutivas e publicações decorrentes de resultados de outras macrofunções, com registro dos critérios de divulgação e proteção de dados; ou registro da revisão do fluxo quando não houver demandas.

Nível 4. Consolidado

TRA.4.1 - Transparência orientada às necessidades dos usuários

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAdaptar a transparência aos diferentes públicos, e não tratá-los de forma genérica.
Resultado esperadoCanais e conteúdos de transparência são adaptados aos diferentes públicos identificados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.1.P1 Mapear os diferentes públicos da transparência e suas necessidades de informação, como jornalistas, pesquisadores, cidadãos e órgãos de controle. Mapeamento de públicos e de suas necessidades de informação.
TRA.4.1.P2 Adaptar formatos e canais de transparência às necessidades identificadas de cada público. Exemplos de conteúdo ou canal adaptado a um público específico.

TRA.4.2 - Produção proativa de transparência a partir de riscos, demandas e evidências

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar a publicação de informações antes que a sociedade precise solicitá-las repetidamente.
Resultado esperadoInformações de temas recorrentes são publicadas proativamente, sem necessidade de nova solicitação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.2.P1 Antecipar a publicação de informações a partir de temas recorrentes de pedidos de acesso ou de riscos identificados, sem aguardar nova solicitação. Registro de publicações proativas motivadas pela análise de pedidos recorrentes.

TRA.4.3 - Aconselhamento e influência para ampliação da transparência institucional

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoFazer da transparência uma referência técnica consultada nas decisões institucionais relevantes.
Resultado esperadoA alta administração recebe aconselhamento técnico sobre riscos e oportunidades de transparência em suas decisões.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.3.P1 Assessorar a alta administração sobre riscos e oportunidades de ampliação da transparência em novas políticas e projetos institucionais. Pareceres ou notas técnicas de aconselhamento sobre transparência em projetos institucionais.

TRA.4.4 - Planejamento estratégico da força de trabalho da transparência

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAntecipar necessidades futuras de pessoas e competências, evitando lacunas de capacidade.
Resultado esperadoExiste plano de força de trabalho da transparência com horizonte de médio prazo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.4.P1 Projetar necessidades futuras de pessoas e competências da equipe de transparência, considerando novas demandas tecnológicas e normativas. Plano de força de trabalho da função de transparência.

TRA.4.5 - Proteção da função de transparência contra pressões indevidas

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProteger a transparência de pressões indevidas para omitir ou distorcer informações.
Resultado esperadoDecisões sobre publicação seguem critério técnico, protegido por salvaguardas formais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.5.P1 Assegurar que decisões sobre o que é ou não publicado sigam critérios técnicos, sem interferência indevida da gestão. Norma ou critério técnico de classificação de informações.
TRA.4.5.P2 Formalizar salvaguardas contra pressões para omissão ou distorção de informações. Ato ou procedimento de salvaguardas contra interferências, com regras de registro e tratamento e rastreabilidade das decisões técnicas.

TRA.4.6 - Supervisão externa da atividade de transparência

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoSubmeter a transparência a um olhar externo que valide sua qualidade e legitimidade.
Resultado esperadoA atividade de transparência é avaliada periodicamente por auditoria interna ou externa.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.6.P1 Submeter a atividade de transparência a avaliações periódicas de órgãos de controle interno ou externo. Relatório de auditoria ou de avaliação externa da transparência, como o Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), entre outras.

TRA.4.7 - Evolução normativa orientada por riscos, evidências e necessidades dos usuários

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAtualizar normas de transparência com base em evidência real de uso, e não apenas por exigência legal.
Resultado esperadoNormas de transparência são revisadas com base em evidências de uso e demandas dos usuários.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.7.P1 Revisar normas de transparência com base em evidências de uso, riscos identificados e demandas dos usuários, e não apenas em mudança legal. Histórico de revisão normativa motivada por evidência de uso ou por demanda de usuário.

TRA.4.8 - Atuação orientada por dados e evidências

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoBasear decisões de priorização da transparência em dados reais de uso, e não em suposições.
Resultado esperadoDados de uso do portal orientam decisões documentadas de priorização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.8.P1 Utilizar dados de acesso ao portal e histórico de pedidos para orientar decisões sobre prioridades de transparência. Relatório de análise de dados de uso do portal utilizado em decisão registrada.

TRA.4.9 - Integração da transparência à governança, integridade, gestão de riscos e sistema de controle interno

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que a governança da organização acompanhe formalmente riscos e resultados de transparência.
Resultado esperadoA instância de governança recebe reporte periódico e articulado sobre transparência, integridade e controle interno.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.9.P1 Reportar periodicamente à instância de governança os riscos e resultados da transparência, de forma articulada com Integridade e Controle Interno. Ata de instância de governança com pauta de transparência.
TRA.4.9.P2 Integrar informações de transparência a relatórios conjuntos com Integridade e Controle Interno, quando pertinente. Relatório integrado que reúne informações de transparência, integridade e controle interno.

TRA.4.10 - Relações institucionais, cooperação e participação em redes de transparência

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAprender com a experiência de outros entes e evitar isolamento técnico.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função participam regularmente de redes e eventos de transparência.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.10.P1 Participar de redes de transparência, como o Conaci ou redes de controladorias, para troca de práticas. Registro de participação em redes, eventos ou grupos de trabalho de transparência.

TRA.4.11 - Inteligência aplicada à transparência

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoExtrair valor analítico dos dados publicados, identificando padrões e riscos não evidentes isoladamente.
Resultado esperadoDados de diferentes fontes são cruzados e geram análises ou alertas relevantes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.11.P1 Cruzar dados publicados com outras bases, como contratos, despesas e licitações, para gerar análises e alertas. Relatório de análise cruzada de dados de transparência.

TRA.4.12 - Avaliação integrada da efetividade da transparência

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIr além da publicação e avaliar se a transparência de fato produz efeito e uso.
Resultado esperadoA efetividade da transparência é avaliada considerando uso e impacto, não apenas publicação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.12.P1 Avaliar a efetividade da transparência considerando uso, resultado e impacto, e não apenas a publicação em si. Relatório de avaliação de efetividade com indicadores de uso e de impacto.

TRA.4.13 - Uso de percepção, comportamento e necessidades dos usuários para aperfeiçoamento da transparência

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoRedesenhar a transparência a partir do comportamento real dos usuários, e não apenas de suposições internas.
Resultado esperadoAnálises de comportamento e percepção dos usuários geram ações de melhoria no portal.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.4.13.P1 Analisar comportamento de navegação e percepção dos usuários para redesenhar o portal e os conteúdos publicados. Relatório de análise de comportamento ou de percepção dos usuários, com ações de melhoria decorrentes.

Nível 5. Referência

TRA.5.1 - Transparência como agente de mudança e transformação institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoUtilizar a força da transparência para transformar a gestão além dos limites da própria função.
Resultado esperadoHá caso documentado de mudança institucional induzida pela transparência.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.1.P1 Utilizar a transparência para induzir mudanças de comportamento e de gestão em outras áreas da organização. Caso documentado de mudança institucional induzida pela atuação da transparência.

TRA.5.2 - Inovação e coprodução de soluções de transparência com usuários e sociedade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoEnvolver a sociedade na concepção de soluções, e não apenas recebê-la como público passivo.
Resultado esperadoSoluções de transparência são desenvolvidas em coprodução com usuários ou sociedade civil.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.2.P1 Envolver usuários e sociedade civil na concepção de novas soluções de transparência, por meio de consultas, oficinas ou cocriação. Registro de processo de coprodução ou de consulta pública sobre soluções de transparência.

TRA.5.3 - Cultura institucional de transparência e abertura institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConsolidar a transparência como valor institucional internalizado, e não apenas obrigação legal cumprida.
Resultado esperadoPesquisa de cultura organizacional demonstra internalização do valor da transparência.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.3.P1 Promover ações contínuas de sensibilização que consolidem a transparência como valor institucional, e não apenas como obrigação legal. Pesquisa de cultura organizacional sobre transparência.
TRA.5.3.P2 Manter registro histórico dessas ações de sensibilização ao longo do tempo. Registro de ações de sensibilização contínua realizadas.

TRA.5.4 - Referência e inovação em padrões de transparência e abertura institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoContribuir para o avanço do campo da transparência além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoPráticas próprias de transparência são reconhecidas ou replicadas por outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.4.P1 Desenvolver práticas próprias de transparência que sirvam de referência para outros entes. Prática premiada, replicada por outros entes ou citada como referência.

TRA.5.5 - Transparência integrada à tomada de decisão estratégica e à governança pública

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que decisões estratégicas da organização considerem sistematicamente dados de transparência.
Resultado esperadoDecisões estratégicas fundamentadas em dados de transparência estão documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.5.P1 Assegurar que decisões estratégicas da alta administração considerem formalmente os dados e os riscos de transparência. Registro de decisão estratégica fundamentada em dados de transparência.

TRA.5.6 - Liderança, cooperação e disseminação de boas práticas de transparência

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssumir papel de liderança técnica, apoiando outros entes a evoluir em transparência.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função lideram iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.6.P1 Liderar iniciativas de cooperação técnica, mentoria ou disseminação de práticas de transparência para outros entes. Registro de mentoria, cooperação técnica ou material de boas práticas disseminado.

TRA.5.7 - Aprendizagem e melhoria contínua da transparência

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar erros, auditorias e avaliações em aprendizado institucional permanente.
Resultado esperadoLições aprendidas de auditorias e incidentes são incorporadas a mudanças de processo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.7.P1 Institucionalizar ciclo de aprendizagem que capture lições de auditorias, incidentes e avaliações para aperfeiçoar continuamente a transparência. Registro de lições aprendidas incorporadas a mudanças de processo.

TRA.5.8 - Demonstração do valor gerado pela transparência

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoProvar, com evidências robustas, que a transparência gera valor público real.
Resultado esperadoRelatório de valor gerado pela transparência apresenta casos concretos e, quando possível, estimativa de benefício.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.8.P1 Produzir evidências robustas do valor gerado pela transparência, como economia, controle social ou decisões públicas influenciadas. Relatório de valor gerado pela transparência, com casos concretos e, quando possível, estimativa de benefício.

TRA.5.9 - Reconhecimento da transparência pelas partes interessadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se o esforço de transparência é percebido e valorizado externamente, e não apenas internamente.
Resultado esperadoPesquisas, premiações ou avaliações externas demonstram reconhecimento da transparência da organização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
TRA.5.9.P1 Medir e acompanhar o reconhecimento da transparência da organização por usuários, pares, controle externo e sociedade. Pesquisa de reconhecimento externo, premiação, ranking ou avaliação de terceiros favorável.

Matriz de Capacidades - Ouvidoria

Passe o mouse sobre um KPA para ver seus resultados e práticas esperadas. Clique para abrir a ficha completa.

SEServiços e EntregasOEOrganizacional e EstruturalNRNormativa e RegulatóriaGRGovernança e Gestão de RiscosDRDesempenho e Resultados
Nível 5
Referência
Nível 4
Consolidado
Nível 3
Desenvolvido
Nível 2
Fundamental
Nível 1
Inicial

Fichas detalhadas das capacidades (KPAs)

Nível 1. Inicial

OUV.1.1 - Diagnóstico dos serviços e entregas de ouvidoria

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConhecer a situação real dos serviços de ouvidoria hoje prestados, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico dos serviços de ouvidoria está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.1.1.P1 Levantar e descrever os serviços de ouvidoria hoje realizados, como recebimento, tratamento e resposta às manifestações, identificando lacunas quanto à proteção e defesa dos direitos dos usuários de serviços públicos. Inventário dos serviços de ouvidoria realizados e checklist das tipologias de manifestação atendidas, com lacunas identificadas.
OUV.1.1.P2 Registrar o diagnóstico como linha de base para o planejamento da evolução da ouvidoria. Relatório de diagnóstico dos serviços de ouvidoria, com lacunas e linha de base para o planejamento.

OUV.1.2 - Diagnóstico das capacidades institucionais da ouvidoria

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConhecer a estrutura, as pessoas e os recursos hoje disponíveis para a ouvidoria, para identificar lacunas de capacidade antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico institucional da ouvidoria está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.1.2.P1 Levantar a estrutura, o quadro de pessoas e os recursos hoje disponíveis para a ouvidoria. Organograma ou representação equivalente da estrutura, relação dos responsáveis pela ouvidoria e levantamento dos recursos disponíveis.
OUV.1.2.P2 Registrar o diagnóstico institucional e as lacunas de estrutura identificadas. Relatório de diagnóstico institucional com lacunas de estrutura, pessoas e recursos.

OUV.1.3 - Diagnóstico de conformidade normativa da ouvidoria

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoConhecer o grau de adoção das normas aplicáveis à ouvidoria, para identificar lacunas normativas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico normativo da ouvidoria está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.1.3.P1 Levantar as normas aplicáveis à ouvidoria, abrangendo direitos dos usuários, proteção do informante e proteção de dados pessoais, e verificar sua adoção formal pelo ente. Lista de normas aplicáveis à ouvidoria com a situação de adoção formal pelo ente.
OUV.1.3.P2 Registrar lacunas normativas identificadas, como ausência de regimento próprio. Relatório de diagnóstico normativo com as lacunas identificadas.

OUV.1.4 - Identificação inicial de riscos e vulnerabilidades da atividade de ouvidoria

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConhecer os riscos e vulnerabilidades iniciais da ouvidoria, como exposição do manifestante e retaliação, para que a liderança possa priorizar seu tratamento.
Resultado esperadoOs riscos iniciais da ouvidoria estão identificados, registrados e comunicados à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.1.4.P1 Identificar riscos e vulnerabilidades iniciais da ouvidoria, como exposição do manifestante, retaliação e resposta insuficiente. Mapa inicial de riscos da ouvidoria.
OUV.1.4.P2 Registrar os riscos identificados e comunicá-los à liderança responsável. Registro de comunicação dos riscos à liderança.

OUV.1.5 - Autoavaliação da maturidade da ouvidoria

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMedir objetivamente o estágio de maturidade da ouvidoria, como insumo para o planejamento da evolução.
Resultado esperadoA autoavaliação da maturidade da ouvidoria está concluída, validada pela liderança e disponível como insumo do Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.1.5.P1 Aplicar o instrumento de autoavaliação da maturidade da Ouvidoria do Mucci e registrar o resultado obtido. Relatório de autoavaliação preenchido.
OUV.1.5.P2 Validar o resultado da autoavaliação com a liderança responsável. Ata de validação do resultado com a liderança.

OUV.1.6 - Plano de Evolução da ouvidoria

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar o diagnóstico e a autoavaliação em um plano de ação com prioridades, responsáveis e prazos definidos.
Resultado esperadoO Plano de Evolução da ouvidoria está aprovado e disponível para acompanhamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.1.6.P1 Elaborar Plano de Evolução da ouvidoria a partir do diagnóstico e da autoavaliação, com prioridades, responsáveis e prazos. Plano de Evolução da ouvidoria.
OUV.1.6.P2 Aprovar o Plano de Evolução junto à autoridade competente. Cronograma de ações com responsáveis e ato de aprovação.

Nível 2. Fundamental

OUV.2.1 - Recebimento e tratamento estruturado das manifestações

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoGarantir que toda manifestação recebida seja registrada, classificada e conduzida até uma resposta, sem se perder no fluxo interno.
Resultado esperadoAs manifestações são recebidas, triadas, encaminhadas e respondidas dentro do prazo definido.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.1.P1 Manter canais de recebimento de manifestações, com registro de protocolo para cada uma delas. Sistema de ouvidoria com histórico de protocolos.
OUV.2.1.P2 Classificar e triar cada manifestação conforme sua tipologia e encaminhá-la à área competente. Registro de classificação e encaminhamento por manifestação.
OUV.2.1.P3 Responder ao manifestante dentro do prazo definido, com a devida fundamentação. Relatório de prazo médio de resposta por tipo de manifestação.

OUV.2.2 - Gestão dos canais de atendimento e relacionamento com os usuários

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoGarantir que o cidadão tenha meios acessíveis e funcionais para se manifestar, independentemente do canal escolhido.
Resultado esperadoMúltiplos canais de atendimento funcionam de forma regular e monitorada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.2.P1 Manter múltiplos canais de atendimento, eletrônico, telefônico e presencial, em funcionamento regular. Relatório de disponibilidade dos canais de atendimento.
OUV.2.2.P2 Monitorar o desempenho de cada canal e tratar indisponibilidades. Registro de manifestações recebidas por canal utilizado.

OUV.2.3 - Proteção, orientação e acompanhamento do manifestante

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que o manifestante seja protegido e informado durante todo o processo, para preservar a confiança no canal.
Resultado esperadoO sigilo do manifestante é preservado quando exigido, e ele é informado sobre o andamento de sua manifestação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.3.P1 Assegurar o sigilo da identidade do manifestante quando solicitado ou exigido por lei. Registro de manifestações com sigilo preservado, com proteção da identidade do informante.
OUV.2.3.P2 Orientar o manifestante sobre o andamento e o resultado de sua manifestação. Registro de comunicação de andamento ao manifestante.

OUV.2.4 - Produção e encaminhamento de informações e recomendações decorrentes das manifestações

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoTransformar manifestações individuais em recomendações de melhoria para as áreas responsáveis.
Resultado esperadoRecomendações são elaboradas a partir das manifestações e seu cumprimento é acompanhado.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.4.P1 Consolidar informações e elaborar recomendações às áreas responsáveis a partir das manifestações recebidas. Relatório de recomendações encaminhadas às áreas responsáveis.
OUV.2.4.P2 Acompanhar a implementação das recomendações encaminhadas. Registro de acompanhamento da implementação das recomendações.

OUV.2.5 - Posicionamento institucional e definição das responsabilidades da ouvidoria

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que exista responsável formalmente designado pela ouvidoria, evitando dependência informal de pessoas.
Resultado esperadoA ouvidoria e seus responsáveis estão formalmente designados e conhecidos na organização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.5.P1 Formalizar a função de ouvidoria, com atribuições e vinculação institucional definidas, admitindo responsável designado, estrutura compartilhada ou unidades descentralizadas. Ato de atribuição de responsabilidades pela função de ouvidoria.
OUV.2.5.P2 Designar formalmente o responsável pela ouvidoria e identificar os demais profissionais participantes, quando houver. Ato de designação dos responsáveis e descrição da vinculação institucional da função de ouvidoria.

OUV.2.6 - Provimento e adequação dos perfis profissionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que a equipe de ouvidoria tenha o perfil e o efetivo necessários para escutar e tratar manifestações com qualidade.
Resultado esperadoA equipe de ouvidoria possui perfil definido e efetivo compatível com o volume de manifestações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.6.P1 Definir o perfil de competências necessário à equipe de ouvidoria, incluindo escuta ativa, mediação e conhecimento normativo. Descrição de perfil ou de cargo da equipe de ouvidoria.
OUV.2.6.P2 Prover quantidade de pessoas compatível com o volume de manifestações recebidas. Relação dos responsáveis, disponibilidade e atribuições na ouvidoria.

OUV.2.7 - Recursos, tecnologia e acesso necessários à atividade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que a ouvidoria disponha de sistema e acesso às áreas respondentes suficientes para operar de forma estável.
Resultado esperadoO sistema de gestão de manifestações funciona com disponibilidade adequada, e a equipe acessa as áreas respondentes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.7.P1 Prover sistema de gestão de manifestações com capacidade de registro, tramitação e consulta. Contrato ou registro do sistema de ouvidoria.
OUV.2.7.P2 Assegurar acesso da equipe de ouvidoria às áreas responsáveis pelas respostas. Termo ou registro de acesso às áreas respondentes.

OUV.2.8 - Desenvolvimento profissional dos responsáveis

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de ouvidoria capacitada em escuta ativa, mediação e proteção de dados.
Resultado esperadoA equipe de ouvidoria recebe capacitação periódica em temas relevantes à atividade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.8.P1 Capacitar a equipe de ouvidoria em escuta ativa, mediação de conflitos, proteção de dados e legislação de ouvidoria. Registro de capacitações realizadas, com certificados ou listas de presença.

OUV.2.9 - Normatização da atividade de ouvidoria

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoDar segurança jurídica e previsibilidade à atuação da ouvidoria por meio de regimento próprio.
Resultado esperadoO regimento de ouvidoria está aprovado, atualizado e é efetivamente seguido.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.9.P1 Aprovar regimento ou norma interna de funcionamento da ouvidoria, com tipologias, prazos e fluxos definidos. Regimento de ouvidoria publicado.
OUV.2.9.P2 Revisar a norma sempre que houver mudança legal relevante ou dificuldade de aplicação identificada. Histórico de revisões do regimento, com justificativa de cada alteração.

OUV.2.10 - Padronização dos processos e práticas de tratamento das manifestações

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoReduzir a dependência de conhecimento informal sobre como as manifestações devem ser tratadas no dia a dia.
Resultado esperadoO fluxo de recebimento, triagem, encaminhamento e resposta está documentado em manual de procedimentos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.10.P1 Documentar em manual o fluxo de recebimento, triagem, encaminhamento e resposta às manifestações. Manual de procedimentos de ouvidoria e fluxograma do processo.

OUV.2.11 - Planejamento da atividade de ouvidoria

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoOrientar a atuação da ouvidoria por metas e prioridades definidas, e não apenas por demanda reativa.
Resultado esperadoO plano anual de ouvidoria está aprovado e seu cumprimento é acompanhado pela liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.11.P1 Elaborar plano anual de atividades da ouvidoria, com metas de atendimento e de prazo. Plano anual de ouvidoria.
OUV.2.11.P2 Acompanhar a execução do plano junto à liderança responsável. Relatório de acompanhamento das metas do plano anual.

OUV.2.12 - Coordenação dos fluxos institucionais de tratamento das manifestações

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que a resposta às manifestações não dependa exclusivamente da ouvidoria, mas de toda a rede de áreas respondentes.
Resultado esperadoA rede de pontos focais está ativa e as respostas em atraso são cobradas formalmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.12.P1 Manter rede de pontos focais nas áreas responsáveis pelas respostas. Lista de pontos focais e registro de comunicações periódicas.
OUV.2.12.P2 Cobrar formalmente respostas em atraso junto às áreas responsáveis. Registro de cobranças realizadas e das respectivas respostas.

OUV.2.13 - Gestão e apresentação das informações da atividade de ouvidoria

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPermitir que a liderança acompanhe, com base em indicadores, o desempenho da própria atividade de ouvidoria.
Resultado esperadoIndicadores de gestão da ouvidoria são definidos, coletados e apresentados periodicamente à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.13.P1 Definir indicadores de gestão da atividade de ouvidoria, como volume, prazo médio e resolutividade. Painel ou relatório de indicadores de gestão da ouvidoria.
OUV.2.13.P2 Apresentar esses indicadores periodicamente à liderança responsável. Ata de apresentação dos indicadores à liderança.

OUV.2.14 - Transparência da atuação e dos resultados da ouvidoria

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAssegurar que a própria atividade de ouvidoria preste contas de seu desempenho à sociedade.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho da própria atividade de ouvidoria são definidos, coletados e publicados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.2.14.P1 Definir indicadores de resultado da própria atividade de ouvidoria. Indicadores de desempenho da ouvidoria definidos e coletados.
OUV.2.14.P2 Publicar periodicamente relatório com o desempenho da própria atividade de ouvidoria. Relatório periódico de desempenho da ouvidoria, disponível ao público.

Nível 3. Desenvolvido

OUV.3.1 - Atuação preventiva baseada em riscos, vulnerabilidades e recorrências

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar falhas sistêmicas de serviço a partir de padrões identificados em manifestações recorrentes.
Resultado esperadoManifestações recorrentes são identificadas e geram ações preventivas antes de novas ocorrências.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.1.P1 Identificar manifestações recorrentes que indiquem risco sistêmico ou falha de serviço. Relatório de manifestações recorrentes analisadas.
OUV.3.1.P2 Executar ações preventivas a partir dos padrões identificados, antes de novas ocorrências. Registro de ações preventivas executadas a partir da análise de recorrências.

OUV.3.2 - Qualificação do tratamento e da resposta às manifestações

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que as respostas dadas ao cidadão sejam claras, completas e adequadas, e não apenas formais.
Resultado esperadoA qualidade das respostas às manifestações é avaliada e aprimorada continuamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.2.P1 Avaliar e aprimorar a qualidade das respostas dadas às manifestações, quanto a clareza, completude e adequação. Relatório de avaliação da qualidade das respostas.

OUV.3.3 - Promoção da participação e do relacionamento com usuários

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAproximar a ouvidoria da sociedade como espaço legítimo de participação, e não apenas de reclamação.
Resultado esperadoAções de participação e relacionamento com conselhos de usuários são realizadas regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.3.P1 Promover ações de aproximação com usuários e conselhos de participação social. Registro de ações de participação ou de reuniões com conselhos de usuários.

OUV.3.4 - Gestão eficaz e engajamento das equipes de ouvidoria

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de ouvidoria motivada e orientada por metas claras.
Resultado esperadoOs responsáveis possuem metas definidas e seu desempenho e suas condições de trabalho são avaliados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.4.P1 Definir metas e mecanismos de reconhecimento para a equipe de ouvidoria. Registro de metas individuais por servidor da equipe.
OUV.3.4.P2 Avaliar periodicamente o desempenho e o clima da equipe de ouvidoria. Resultado de avaliação de desempenho ou de clima organizacional.

OUV.3.5 - Gestão da conformidade e atualização dos requisitos da atividade de ouvidoria

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoManter as normas de ouvidoria atualizadas diante de mudanças legais, evitando desatualização normativa.
Resultado esperadoMudanças normativas relevantes são monitoradas e refletidas tempestivamente em normas internas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.5.P1 Monitorar mudanças normativas relevantes à ouvidoria e avaliar seu impacto sobre normas internas. Registro de monitoramento normativo periódico.
OUV.3.5.P2 Atualizar tempestivamente normas internas após identificada mudança normativa relevante. Histórico de atualização de normas internas motivada por mudança externa.

OUV.3.6 - Planejamento da ouvidoria baseado em riscos e necessidades dos usuários

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoDirecionar o esforço de ouvidoria para os temas de maior risco e maior volume de manifestação.
Resultado esperadoO plano de ouvidoria prioriza temas com base em risco e volume de manifestação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.6.P1 Elaborar planejamento da ouvidoria priorizando temas de maior risco e maior volume de manifestação. Plano de ouvidoria com priorização justificada por risco ou por volume.

OUV.3.7 - Coordenação e integração da ouvidoria com áreas responsáveis pelas respostas e providências

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoGarantir compromisso formal das áreas respondentes com prazo e qualidade das respostas.
Resultado esperadoAcordos de nível de serviço estão firmados com as áreas respondentes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.7.P1 Formalizar acordos de nível de serviço, com prazo e qualidade, junto às áreas respondentes. Acordo de nível de serviço firmado com as áreas respondentes.

OUV.3.8 - Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da ouvidoria

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAssegurar que o atendimento e o tratamento das manifestações sejam consistentemente adequados, e não apenas ocasionalmente.
Resultado esperadoO Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Ouvidoria é executado com avaliações periódicas da qualidade do atendimento e do tratamento das manifestações e correção das não conformidades identificadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.8.P1 Executar o PGMQ, com avaliação periódica da qualidade do atendimento e do tratamento das manifestações. Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) documentado e relatório de avaliação da qualidade do atendimento e do tratamento das manifestações.
OUV.3.8.P2 Tratar e acompanhar as não conformidades identificadas nas avaliações do PGMQ. Plano de ação e registros de acompanhamento da correção das não conformidades identificadas.

OUV.3.9 - Mensuração do desempenho, resultados e custos da ouvidoria

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer o custo e o desempenho da atividade de ouvidoria para subsidiar decisões de gestão.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho e custo da ouvidoria são medidos regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.9.P1 Medir indicadores de desempenho e custo da atividade de ouvidoria. Relatório de indicadores de desempenho e custo da ouvidoria.

OUV.3.10 - Avaliação da qualidade e efetividade das respostas e providências

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer a percepção do usuário sobre a resposta recebida, e não apenas se ela foi enviada.
Resultado esperadoPesquisas de satisfação são realizadas e seus resultados orientam melhorias no atendimento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.10.P1 Realizar pesquisa de satisfação dos usuários quanto às respostas e providências recebidas. Relatório de pesquisa de satisfação dos usuários.
OUV.3.10.P2 Utilizar os resultados da pesquisa para priorizar melhorias no atendimento. Registro de melhorias implementadas a partir da pesquisa de satisfação.

OUV.3.11 - Articulação entre as macrofunções do Mucci

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoPrevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção do Mucci.
Resultado esperadoAs interfaces da Ouvidoria com as demais macrofunções presentes no ente têm responsáveis e fluxos definidos. Os encaminhamentos e o compartilhamento pertinente de informações são rastreáveis, respeitam as atribuições de cada função e admitem devolutivas compatíveis com o sigilo e a proteção das informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.3.11.P1 Definir e documentar, de forma proporcional ao arranjo institucional, as interfaces, os responsáveis, os critérios de encaminhamento, o compartilhamento de informações e as devolutivas entre a Ouvidoria e as demais macrofunções presentes no ente. Fluxos que distingam o encaminhamento de manifestações individuais, a comunicação à macrofunção competente e o compartilhamento de padrões agregados, com proteção da identidade do manifestante.
OUV.3.11.P2 Aplicar os fluxos às demandas compartilhadas que ocorrerem e avaliar periodicamente seu funcionamento, registrando ajustes para corrigir lacunas, duplicidades ou conflitos de atribuição. Na ausência de demandas no período, demonstrar a revisão do fluxo e sua disponibilidade para uso. Amostra protegida de encaminhamentos e retornos institucionais, registros das respostas possíveis ao manifestante e sínteses agregadas utilizadas por outras macrofunções; ou registro da revisão do fluxo quando não houver demandas.

Nível 4. Consolidado

OUV.4.1 - Atuação orientada às necessidades e à experiência dos usuários

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAdaptar a ouvidoria aos diferentes públicos, e não tratá-los de forma genérica.
Resultado esperadoCanais e linguagem de atendimento são adaptados aos diferentes públicos identificados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.1.P1 Mapear a jornada e as necessidades dos diferentes públicos usuários da ouvidoria. Mapeamento de jornada e de necessidades dos usuários.
OUV.4.1.P2 Adaptar canais e linguagem conforme o perfil de cada público. Exemplos de canal ou conteúdo adaptado a um público específico.

OUV.4.2 - Produção de análises e recomendações para antecipação de problemas e melhoria dos serviços públicos

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar falhas de serviço público antes que se tornem crise, a partir da análise de padrões.
Resultado esperadoAnálises de padrões de manifestação geram recomendações de melhoria antes da escalada do problema.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.2.P1 Analisar padrões de manifestação para antecipar falhas de serviço público antes de sua escalada. Relatório de análise de padrões com recomendação de melhoria de serviço.

OUV.4.3 - Aconselhamento e influência junto à alta administração

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoFazer da ouvidoria uma referência técnica consultada nas decisões institucionais relevantes.
Resultado esperadoA alta administração recebe aconselhamento técnico sobre riscos e oportunidades identificados pela escuta.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.3.P1 Assessorar a alta administração sobre riscos e oportunidades identificados pela escuta da ouvidoria. Pareceres ou notas técnicas de aconselhamento à alta administração.

OUV.4.4 - Planejamento estratégico da força de trabalho da ouvidoria

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAntecipar necessidades futuras de pessoas e competências, evitando lacunas de capacidade.
Resultado esperadoExiste plano de força de trabalho da ouvidoria com horizonte de médio prazo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.4.P1 Projetar necessidades futuras de pessoas e competências da equipe de ouvidoria. Plano de força de trabalho da ouvidoria.

OUV.4.5 - Proteção da ouvidoria contra pressões indevidas

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProteger a ouvidoria de pressões indevidas sobre triagem e encaminhamento de manifestações.
Resultado esperadoDecisões de triagem e encaminhamento seguem critério técnico, protegido por salvaguardas formais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.5.P1 Assegurar que decisões de triagem e encaminhamento sigam critérios técnicos, sem interferência indevida da gestão. Critério técnico de triagem e encaminhamento documentado.
OUV.4.5.P2 Formalizar salvaguardas contra pressões sobre a atuação da ouvidoria. Ato ou procedimento de salvaguardas contra interferências, com regras de registro e tratamento e rastreabilidade das decisões técnicas.

OUV.4.6 - Supervisão externa da atividade de ouvidoria

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoSubmeter a ouvidoria a um olhar externo que valide sua qualidade e legitimidade.
Resultado esperadoA atividade de ouvidoria é avaliada periodicamente por auditoria interna ou externa.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.6.P1 Submeter a atividade de ouvidoria a avaliações periódicas de órgãos de controle interno ou externo. Relatório de auditoria ou de avaliação externa da ouvidoria.

OUV.4.7 - Evolução normativa orientada por riscos, evidências e necessidades dos usuários

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAtualizar normas de ouvidoria com base em evidência real de uso, e não apenas por exigência legal.
Resultado esperadoNormas de ouvidoria são revisadas com base em evidências de uso e demandas dos usuários.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.7.P1 Revisar normas da ouvidoria com base em evidências de uso e em demandas dos usuários, e não apenas em mudança legal. Histórico de revisão normativa motivada por evidência de uso ou demanda de usuário.

OUV.4.8 - Atuação orientada por dados e evidências

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoBasear decisões de priorização da ouvidoria em dados reais de manifestação, e não em suposições.
Resultado esperadoDados de manifestações orientam decisões documentadas de priorização e alocação de recursos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.8.P1 Utilizar dados de manifestações para orientar decisões de priorização e alocação de recursos. Relatório de análise de dados de manifestações utilizado em decisão registrada.

OUV.4.9 - Integração da ouvidoria à governança, integridade, gestão de riscos e sistema de controle interno

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que a governança da organização acompanhe formalmente riscos e resultados da ouvidoria.
Resultado esperadoA instância de governança recebe reporte periódico e articulado sobre ouvidoria, integridade e controle interno.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.9.P1 Reportar periodicamente à instância de governança os riscos e resultados da ouvidoria, de forma articulada com Integridade e Controle Interno. Ata de instância de governança com pauta de ouvidoria.
OUV.4.9.P2 Integrar informações de ouvidoria a relatórios conjuntos com Integridade e Controle Interno, quando pertinente. Relatório integrado que reúne informações de ouvidoria, integridade e controle interno.

OUV.4.10 - Relações institucionais, cooperação e participação em redes de ouvidoria

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAprender com a experiência de outros entes e evitar isolamento técnico.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função participam regularmente de redes e eventos de ouvidoria.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.10.P1 Participar de redes de ouvidorias, como a Rede de Ouvidorias ou o Conaci, para troca de práticas. Registro de participação em redes, eventos ou grupos de trabalho de ouvidoria.

OUV.4.11 - Inteligência de ouvidoria para identificação de padrões, tendências e riscos

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoExtrair valor analítico dos dados de manifestação, identificando padrões e riscos sistêmicos não evidentes isoladamente.
Resultado esperadoDados de diferentes fontes são cruzados e geram análises ou alertas relevantes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.11.P1 Cruzar dados de manifestações com outras bases para identificar padrões, tendências e riscos sistêmicos. Relatório de análise cruzada de dados de manifestações.

OUV.4.12 - Avaliação integrada da efetividade da ouvidoria

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIr além do volume atendido e avaliar se a ouvidoria de fato produz resultado e impacto.
Resultado esperadoA efetividade da ouvidoria é avaliada considerando resultado e impacto, não apenas volume atendido.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.12.P1 Avaliar a efetividade da ouvidoria considerando resultado e impacto, e não apenas o volume atendido. Relatório de avaliação de efetividade com indicadores de impacto.

OUV.4.13 - Análise da percepção e experiência dos usuários

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoRedesenhar processos e canais a partir da percepção real dos usuários, e não apenas de suposições internas.
Resultado esperadoAnálises de percepção e experiência do usuário geram ações de melhoria nos processos e canais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.4.13.P1 Analisar a percepção e a experiência dos usuários para redesenhar processos e canais da ouvidoria. Relatório de análise de percepção ou experiência do usuário, com ações de melhoria decorrentes.

Nível 5. Referência

OUV.5.1 - Ouvidoria como agente de mudança e transformação institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoUtilizar a força da escuta da ouvidoria para transformar a gestão além dos limites da própria função.
Resultado esperadoHá caso documentado de mudança institucional induzida pela ouvidoria.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.1.P1 Utilizar a escuta da ouvidoria para induzir mudanças de gestão e de cultura em outras áreas da organização. Caso documentado de mudança institucional induzida pela ouvidoria.

OUV.5.2 - Inovação e coprodução de soluções com usuários e sociedade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoEnvolver a sociedade na concepção de soluções de ouvidoria, e não apenas recebê-la como reclamante passivo.
Resultado esperadoSoluções de ouvidoria são desenvolvidas em coprodução com usuários ou sociedade civil.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.2.P1 Envolver usuários e sociedade civil na concepção de novas soluções de ouvidoria e participação. Registro de processo de coprodução ou de consulta com usuários.

OUV.5.3 - Cultura institucional de escuta, participação e orientação ao usuário

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConsolidar a escuta como valor institucional internalizado, e não apenas obrigação legal cumprida.
Resultado esperadoPesquisa de cultura organizacional demonstra internalização do valor da escuta e da participação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.3.P1 Promover ações contínuas de sensibilização que consolidem a escuta e a participação como valor institucional. Pesquisa de cultura organizacional sobre escuta e participação.
OUV.5.3.P2 Manter registro histórico dessas ações de sensibilização ao longo do tempo. Registro de ações de sensibilização contínua realizadas.

OUV.5.4 - Referência e inovação em padrões de ouvidoria e participação social

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoContribuir para o avanço do campo da ouvidoria além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoPráticas próprias de ouvidoria são reconhecidas ou replicadas por outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.4.P1 Desenvolver práticas próprias de ouvidoria e participação social que sirvam de referência para outros entes. Prática premiada, replicada por outros entes ou citada como referência.

OUV.5.5 - Ouvidoria integrada à tomada de decisão estratégica e à governança pública

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que decisões estratégicas da organização considerem sistematicamente dados de ouvidoria.
Resultado esperadoDecisões estratégicas fundamentadas em dados de ouvidoria estão documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.5.P1 Assegurar que decisões estratégicas da alta administração considerem formalmente dados e riscos da ouvidoria. Registro de decisão estratégica fundamentada em dados de ouvidoria.

OUV.5.6 - Liderança, cooperação e disseminação de boas práticas de ouvidoria

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssumir papel de liderança técnica, apoiando outros entes a evoluir em ouvidoria.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função lideram iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.6.P1 Liderar iniciativas de cooperação técnica, mentoria ou disseminação de práticas de ouvidoria para outros entes. Registro de mentoria, cooperação técnica ou material de boas práticas disseminado.

OUV.5.7 - Aprendizagem e melhoria contínua da ouvidoria

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar manifestações, auditorias e avaliações em aprendizado institucional permanente.
Resultado esperadoLições aprendidas de manifestações e avaliações são incorporadas a mudanças de processo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.7.P1 Institucionalizar ciclo de aprendizagem que capture lições de manifestações, auditorias e avaliações para aperfeiçoar a ouvidoria. Registro de lições aprendidas incorporadas a mudanças de processo.

OUV.5.8 - Demonstração do valor gerado pela ouvidoria

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoProvar, com evidências robustas, que a ouvidoria gera valor público real.
Resultado esperadoRelatório de valor gerado pela ouvidoria apresenta casos concretos de melhoria de serviço, prevenção e economia.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.8.P1 Produzir evidências robustas do valor gerado pela ouvidoria, como melhorias de serviço, prevenção de danos e economia. Relatório de valor gerado pela ouvidoria, com casos concretos.

OUV.5.9 - Reconhecimento da ouvidoria pelas partes interessadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se o esforço de ouvidoria é percebido e valorizado externamente, e não apenas internamente.
Resultado esperadoPesquisas, premiações ou avaliações externas demonstram reconhecimento da ouvidoria da organização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
OUV.5.9.P1 Medir e acompanhar o reconhecimento da ouvidoria por usuários, pares, controle externo e sociedade. Pesquisa de reconhecimento externo, premiação ou avaliação de terceiros favorável.

Matriz de Capacidades - Integridade

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SEServiços e EntregasOEOrganizacional e EstruturalNRNormativa e RegulatóriaGRGovernança e Gestão de RiscosDRDesempenho e Resultados
Nível 5
Referência
Nível 4
Consolidado
Nível 3
Desenvolvido
Nível 2
Fundamental
Nível 1
Inicial

Fichas detalhadas das capacidades (KPAs)

Nível 1. Inicial

INT.1.1 - Diagnóstico dos serviços, iniciativas e entregas de integridade

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConhecer a situação real das iniciativas de integridade hoje realizadas, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico das iniciativas de integridade está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.1.1.P1 Levantar e descrever as iniciativas de integridade hoje realizadas, como código de conduta, canal de denúncias e treinamentos, identificando lacunas quanto à prevenção, orientação e tratamento de riscos de integridade. Inventário das iniciativas de integridade realizadas, acompanhado de checklist dos elementos do Programa de Integridade e das lacunas observadas.
INT.1.1.P2 Registrar o diagnóstico como linha de base para o planejamento da evolução da integridade. Relatório de diagnóstico das iniciativas de integridade, com lacunas e linha de base para o planejamento.

INT.1.2 - Diagnóstico das capacidades institucionais de integridade

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConhecer a estrutura, as pessoas e os recursos hoje disponíveis para a integridade, para identificar lacunas de capacidade antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico institucional da integridade está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.1.2.P1 Levantar a estrutura, o quadro de pessoas e os recursos hoje disponíveis para a função de integridade. Organograma ou representação equivalente da estrutura, relação dos responsáveis pela integridade e levantamento dos recursos disponíveis.
INT.1.2.P2 Registrar o diagnóstico institucional e as lacunas de estrutura identificadas. Relatório de diagnóstico institucional com lacunas de estrutura, pessoas e recursos.

INT.1.3 - Diagnóstico de conformidade normativa da integridade

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoConhecer o grau de adoção das normas aplicáveis à integridade, para identificar lacunas normativas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico normativo da integridade está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.1.3.P1 Levantar as normas aplicáveis à função de integridade, abrangendo responsabilização, prevenção e tratamento de conflitos de interesses, e verificar sua adoção formal. Lista de normas aplicáveis à integridade com a situação de adoção formal pelo ente.
INT.1.3.P2 Registrar lacunas normativas identificadas, como ausência de política de integridade própria. Relatório de diagnóstico normativo com as lacunas identificadas.

INT.1.4 - Identificação inicial de riscos e vulnerabilidades de integridade

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConhecer os riscos e vulnerabilidades iniciais de integridade, como conflito de interesses e fraude, para que a liderança possa priorizar seu tratamento.
Resultado esperadoOs riscos iniciais de integridade estão identificados, registrados e comunicados à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.1.4.P1 Identificar riscos e vulnerabilidades iniciais de integridade, como conflito de interesses, fraude e corrupção. Mapa inicial de riscos de integridade.
INT.1.4.P2 Registrar os riscos identificados e comunicá-los à liderança responsável. Registro de comunicação dos riscos à liderança.

INT.1.5 - Autoavaliação da maturidade da integridade

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMedir objetivamente o estágio de maturidade da integridade, como insumo para o planejamento da evolução.
Resultado esperadoA autoavaliação da maturidade da integridade está concluída, validada pela liderança e disponível como insumo do Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.1.5.P1 Aplicar o instrumento de autoavaliação da maturidade da Integridade do Mucci e registrar o resultado obtido. Relatório de autoavaliação preenchido.
INT.1.5.P2 Validar o resultado da autoavaliação com a liderança responsável. Ata de validação do resultado com a liderança.

INT.1.6 - Plano de Evolução da integridade

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar o diagnóstico e a autoavaliação em um plano de ação com prioridades, responsáveis e prazos definidos.
Resultado esperadoO Plano de Evolução da integridade está aprovado e disponível para acompanhamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.1.6.P1 Elaborar Plano de Evolução da integridade a partir do diagnóstico e da autoavaliação, com prioridades, responsáveis e prazos. Plano de Evolução da integridade.
INT.1.6.P2 Aprovar o Plano de Evolução junto à autoridade competente. Cronograma de ações com responsáveis e ato de aprovação.

Nível 2. Fundamental

INT.2.1 - Implementação e gestão do Programa de Integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoInstituir e sustentar um Programa de Integridade que seja efetivamente executado, e não apenas formalmente instituído.
Resultado esperadoO Programa de Integridade está instituído e suas ações são executadas conforme cronograma.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.1.P1 Instituir formalmente o Programa de Integridade, com comprometimento expresso da alta administração e ações de prevenção, orientação e tratamento de riscos de integridade. Ato de instituição do Programa de Integridade.
INT.2.1.P2 Executar as ações previstas no Plano de Integridade conforme o cronograma definido. Relatório de execução do Plano de Integridade.

INT.2.2 - Orientação e suporte institucional em matéria de integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoGarantir que servidores tenham onde buscar orientação sobre dúvidas de conduta e conflito de interesses.
Resultado esperadoO canal de orientação em integridade está em funcionamento regular.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.2.P1 Manter canal de orientação para dúvidas sobre conduta, conflito de interesses e ética. Registro de consultas e orientações prestadas pelo canal de integridade.

INT.2.3 - Promoção de ações de ética e integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoSensibilizar os servidores sobre condutas éticas, e não apenas divulgar normas.
Resultado esperadoAções de sensibilização e capacitação em ética são realizadas regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.3.P1 Realizar ações de sensibilização e capacitação em ética e integridade para os servidores. Registro de ações de sensibilização e capacitação realizadas.

INT.2.4 - Identificação e tratamento inicial de vulnerabilidades de integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoIdentificar pontos frágeis em processos críticos antes que se tornem casos de irregularidade.
Resultado esperadoVulnerabilidades em processos críticos são identificadas e recebem proposta de tratamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.4.P1 Identificar vulnerabilidades em processos críticos, como compras, licitações e concessões, e propor tratamento. Relatório de vulnerabilidades identificadas com proposta de tratamento.

INT.2.5 - Posicionamento institucional e definição de responsabilidades pela integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que exista responsável formalmente designado pela integridade, evitando dependência informal de pessoas.
Resultado esperadoA função de integridade e seus responsáveis estão formalmente designados e conhecidos na organização, e o Conselho ou Comissão de Ética, quando exigido por norma própria, funciona regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.5.P1 Formalizar a responsabilidade pela macrofunção de integridade, com atribuições e vinculação institucional definidas, admitindo responsável designado, estrutura compartilhada ou unidades descentralizadas. Ato de atribuição de responsabilidades pela função de integridade.
INT.2.5.P2 Designar formalmente o responsável pela integridade e identificar os demais profissionais participantes, quando houver. Ato de designação dos responsáveis e descrição da vinculação institucional da função de integridade.
INT.2.5.P3 Designar formalmente o Conselho ou a Comissão de Ética, com regimento próprio e funcionamento regular, com competências distintas da coordenação da integridade, respeitado o arranjo institucional do ente. Ato de instituição do Conselho ou Comissão de Ética, com regimento interno e registro de reuniões.

INT.2.6 - Provimento e adequação dos perfis profissionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que a equipe de integridade tenha o perfil e o efetivo necessários para sustentar a atividade.
Resultado esperadoA equipe de integridade possui perfil definido e efetivo compatível com a complexidade do ente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.6.P1 Definir o perfil de competências necessário à equipe de integridade. Descrição de perfil ou de cargo da equipe de integridade.
INT.2.6.P2 Prover quantidade de pessoas compatível com a complexidade e o porte do ente. Relação dos responsáveis, disponibilidade e atribuições na função de integridade.

INT.2.7 - Recursos, tecnologia e acesso necessários à atividade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAssegurar que a integridade disponha de sistema e acesso a informações suficientes para operar de forma estável.
Resultado esperadoO sistema de gestão de integridade funciona com disponibilidade adequada, e a equipe acessa as informações necessárias.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.7.P1 Prover sistema de gestão de riscos e canal formal de comunicação com capacidade adequada de registro e tratamento. Contrato ou registro do sistema de gestão de integridade.
INT.2.7.P2 Assegurar acesso da equipe de integridade às informações necessárias de outras áreas. Termo ou registro de acesso a informações internas relevantes.

INT.2.8 - Desenvolvimento profissional dos responsáveis

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de integridade tecnicamente atualizada em compliance público e legislação anticorrupção.
Resultado esperadoA equipe de integridade recebe capacitação periódica em temas relevantes à atividade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.8.P1 Capacitar a equipe de integridade em gestão de riscos, compliance público e legislação anticorrupção. Registro de capacitações realizadas, com certificados ou listas de presença.
INT.2.8.P2 Assegurar que os membros do Conselho ou Comissão de Ética recebam capacitação específica sobre seu papel e sobre os processos de apuração de conduta. Registro de capacitação específica dos membros do Conselho ou Comissão de Ética.

INT.2.9 - Normatização da política e do sistema de integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoDar segurança jurídica e previsibilidade à atuação de integridade por meio de política e código de conduta próprios.
Resultado esperadoA Política de Integridade e o Código de Conduta estão aprovados, atualizados e são efetivamente seguidos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.9.P1 Aprovar e divulgar Política de Integridade e Código de Conduta, contemplando regras sobre conflito de interesses e sobre o oferecimento e o recebimento de brindes e presentes. Política de Integridade e Código de Conduta publicados, com regras sobre conflito de interesses, brindes e presentes.
INT.2.9.P2 Revisar essas normas diante de mudança legal relevante ou dificuldade de aplicação identificada. Histórico de revisões das normas, com justificativa de cada alteração.

INT.2.10 - Padronização dos processos e práticas de integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoReduzir a dependência de conhecimento informal sobre como os processos de integridade devem ser conduzidos.
Resultado esperadoOs processos de gestão de riscos, apuração preliminar e conflito de interesses estão documentados em manual.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.10.P1 Documentar em manual os processos de gestão de riscos, apuração preliminar e tratamento de conflitos de interesse. Manual de procedimentos de integridade.

INT.2.11 - Planejamento da atividade de integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoOrientar a atuação de integridade por metas e prioridades definidas, e não apenas por demanda reativa.
Resultado esperadoO Plano de Integridade anual está aprovado e seu cumprimento é acompanhado pela liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.11.P1 Elaborar Plano de Integridade anual, com ações, responsáveis e prazos. Plano de Integridade anual.
INT.2.11.P2 Acompanhar a execução do plano junto à liderança responsável. Relatório de acompanhamento das ações do plano anual.

INT.2.12 - Gestão e apresentação das informações da atividade de integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPermitir que a liderança acompanhe, com base em indicadores, o desempenho da própria atividade de integridade.
Resultado esperadoIndicadores de gestão da integridade são definidos, coletados e apresentados periodicamente à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.12.P1 Definir indicadores de gestão da integridade, como adesão a treinamentos, denúncias tratadas e riscos mitigados. Painel ou relatório de indicadores de gestão da integridade.
INT.2.12.P2 Apresentar esses indicadores periodicamente à liderança responsável. Ata de apresentação dos indicadores à liderança.

INT.2.13 - Transparência da atuação e dos resultados da integridade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAssegurar que a própria atividade de integridade preste contas de seu desempenho à sociedade.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho da própria atividade de integridade são definidos, coletados e publicados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.2.13.P1 Definir indicadores de resultado da própria atividade de integridade. Indicadores de desempenho da integridade definidos e coletados.
INT.2.13.P2 Publicar periodicamente relatório com o desempenho da própria atividade de integridade. Relatório periódico de desempenho da integridade, disponível ao público.

Nível 3. Desenvolvido

INT.3.1 - Atuação preventiva baseada em riscos e vulnerabilidades de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar e corrigir riscos de integridade antes que se concretizem em irregularidade.
Resultado esperadoRiscos e vulnerabilidades de integridade são identificados e tratados preventivamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.1.P1 Identificar riscos e vulnerabilidades relevantes de integridade por meio de matriz de riscos. Matriz de riscos de integridade.
INT.3.1.P2 Executar ações preventivas de mitigação antes da materialização dos riscos identificados. Registro de ações preventivas executadas a partir da matriz de riscos.

INT.3.2 - Promoção e orientação para condutas éticas e íntegras

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que as orientações prestadas de fato mudem o comportamento, e não apenas informem.
Resultado esperadoA efetividade das orientações sobre conduta ética é avaliada e aprimorada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.2.P1 Avaliar e aprimorar a efetividade das orientações prestadas sobre conduta ética e conflito de interesses. Relatório de avaliação da efetividade das orientações prestadas.

INT.3.3 - Ações de sensibilização, comunicação e desenvolvimento da cultura de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoManter a integridade presente na rotina institucional de forma contínua, e não apenas em campanhas pontuais.
Resultado esperadoUm plano de comunicação contínuo de integridade é executado regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.3.P1 Executar plano de comunicação e sensibilização contínuo, e não pontual, sobre integridade. Plano de comunicação de integridade com registro de execução.

INT.3.4 - Gestão eficaz e engajamento das equipes responsáveis pela integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de integridade motivada e orientada por metas claras.
Resultado esperadoOs responsáveis possuem metas definidas e seu desempenho e suas condições de trabalho são avaliados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.4.P1 Definir metas e mecanismos de reconhecimento para a equipe de integridade. Registro de metas individuais por servidor da equipe.
INT.3.4.P2 Avaliar periodicamente o desempenho e o clima da equipe de integridade. Resultado de avaliação de desempenho ou de clima organizacional.
INT.3.4.P3 Estruturar rede de agentes ou pontos focais setoriais de integridade, quando aplicável à complexidade do ente, articulando planos setoriais ao Programa de Integridade central. Ato de designação de agentes ou pontos focais setoriais de integridade; planos setoriais articulados ao Programa de Integridade.

INT.3.5 - Gestão da conformidade e atualização dos referenciais de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoManter a integridade alinhada a referenciais técnicos atualizados.
Resultado esperadoReferenciais técnicos são monitorados e refletidos tempestivamente em normas internas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.5.P1 Monitorar mudanças normativas e referenciais técnicos relevantes à integridade. Registro de monitoramento normativo periódico.
INT.3.5.P2 Atualizar normas internas tempestivamente após identificada mudança relevante. Histórico de atualização de normas internas motivada por mudança externa.

INT.3.6 - Planejamento da integridade baseado em riscos

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoDirecionar o esforço de integridade para os processos e áreas de maior risco.
Resultado esperadoO plano de integridade prioriza processos e áreas com base em risco.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.6.P1 Elaborar planejamento da integridade priorizando processos e áreas de maior risco. Plano de integridade com priorização baseada em risco.
INT.3.6.P2 Articular as prioridades do Plano de Integridade aos instrumentos de planejamento institucional do ente, como o planejamento estratégico e, quando aplicável, o PPA e a LDO. Registro de alinhamento entre o Plano de Integridade e os instrumentos de planejamento institucional do ente.

INT.3.7 - Gestão dos riscos de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoManter a matriz de riscos de integridade viva, e não apenas um documento arquivado.
Resultado esperadoA matriz de riscos de integridade está atualizada e os planos de tratamento são monitorados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.7.P1 Manter matriz de riscos de integridade atualizada, com responsáveis e planos de tratamento definidos. Matriz de riscos de integridade atualizada.
INT.3.7.P2 Monitorar a implementação dos planos de tratamento de risco. Relatório de monitoramento dos planos de tratamento de risco.

INT.3.8 - Coordenação e integração entre as funções e instâncias de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoEvitar sobreposição e lacunas de atuação entre Integridade, Ouvidoria, Correição e Auditoria Interna.
Resultado esperadoHá articulação formal entre Integridade e as demais macrofunções de controle.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.8.P1 Articular formalmente Integridade, Ouvidoria, Correição e Auditoria Interna nos temas comuns de integridade. Registro de articulação ou reunião conjunta entre as macrofunções.

INT.3.9 - Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da atividade de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAssegurar que as ações de integridade sejam consistentemente adequadas, e não apenas ocasionalmente.
Resultado esperadoO Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Integridade é executado com avaliações periódicas da qualidade das ações realizadas e correção das não conformidades identificadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.9.P1 Executar o PGMQ, com avaliação periódica da qualidade das ações de integridade realizadas. Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) documentado e relatório de avaliação da qualidade das ações de integridade.
INT.3.9.P2 Tratar e acompanhar as não conformidades identificadas nas avaliações do PGMQ. Plano de ação e registros de acompanhamento da correção das não conformidades identificadas.

INT.3.10 - Mensuração do desempenho, resultados e custos da integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer o custo e o desempenho da atividade de integridade para subsidiar decisões de gestão.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho e custo da integridade são medidos regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.10.P1 Medir indicadores de desempenho e custo da atividade de integridade. Relatório de indicadores de desempenho e custo da integridade.

INT.3.11 - Monitoramento da implementação e efetividade das medidas de integridade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se as medidas de integridade implementadas de fato reduzem o risco, e não apenas existem no papel.
Resultado esperadoA efetividade das medidas de integridade implementadas é monitorada periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.11.P1 Monitorar se as medidas de integridade implementadas produzem redução efetiva de risco. Relatório de monitoramento de efetividade das medidas implementadas.

INT.3.12 - Articulação entre as macrofunções do Mucci

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoPrevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção do Mucci.
Resultado esperadoAs interfaces da Integridade com as demais macrofunções presentes no ente têm responsáveis e fluxos definidos. Os encaminhamentos e o compartilhamento pertinente de informações são rastreáveis, respeitam as atribuições de cada função e admitem devolutivas compatíveis com o sigilo e a proteção das informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.3.12.P1 Definir e documentar, de forma proporcional ao arranjo institucional, as interfaces, os responsáveis, os critérios de encaminhamento, o compartilhamento de informações e as devolutivas entre a Integridade e as demais macrofunções presentes no ente. Mapa de interfaces para receber sinais de riscos e fragilidades, encaminhar indícios à macrofunção competente e compartilhar informações úteis à prevenção e ao aperfeiçoamento do programa de integridade.
INT.3.12.P2 Aplicar os fluxos às demandas compartilhadas que ocorrerem e avaliar periodicamente seu funcionamento, registrando ajustes para corrigir lacunas, duplicidades ou conflitos de atribuição. Na ausência de demandas no período, demonstrar a revisão do fluxo e sua disponibilidade para uso. Registros de riscos ou padrões recebidos de outras macrofunções, encaminhamentos realizados e medidas preventivas propostas à gestão, sem condução de apuração correcional pela Integridade; ou registro da revisão do fluxo quando não houver demandas.

Nível 4. Consolidado

INT.4.1 - Ações de integridade orientadas por inteligência e antecipação de riscos

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar áreas de risco de integridade antes de sua materialização, usando dados e indicadores.
Resultado esperadoÁreas de risco são priorizadas com base em análise preditiva.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.1.P1 Utilizar dados e indicadores para antecipar áreas de risco antes de sua materialização em irregularidade. Relatório de análise preditiva ou de priorização de áreas de risco.

INT.4.2 - Aconselhamento e influência junto à alta administração em matéria de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoFazer da integridade uma referência técnica consultada nas decisões institucionais relevantes.
Resultado esperadoA alta administração recebe aconselhamento técnico sobre riscos e oportunidades de integridade em suas decisões.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.2.P1 Assessorar a alta administração sobre riscos e oportunidades de integridade em decisões institucionais relevantes. Pareceres ou notas técnicas de aconselhamento à alta administração.
INT.4.2.P2 Registrar manifestações públicas da alta administração em apoio à integridade, como pronunciamentos, campanhas institucionais ou eventos. Registro de pronunciamentos, campanhas ou eventos institucionais em que a alta administração tenha se manifestado sobre integridade.
INT.4.2.P3 Realizar periodicamente sensibilização ou formação específica para a alta administração sobre riscos e responsabilidades de integridade. Registro de ações de sensibilização ou capacitação em integridade realizadas para a alta administração.

INT.4.3 - Integração da integridade aos instrumentos de gestão de pessoas

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que informações e critérios de integridade, como histórico de conduta e situações de conflito de interesses, sejam considerados em decisões relevantes de gestão de pessoas, reduzindo a nomeação e a promoção de servidores em situação de risco a cargos e funções sensíveis.
Resultado esperadoCritérios de integridade estão formalmente incorporados aos processos de provimento, avaliação e promoção em cargos e funções de maior exposição a risco.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.3.P1 Definir, em conjunto com a área de gestão de pessoas, critérios de integridade a serem considerados na nomeação e designação para cargos e funções de maior exposição a risco. Norma ou critério conjunto entre integridade e gestão de pessoas para nomeação em cargos de risco.
INT.4.3.P2 Verificar histórico de conduta e situações de conflito de interesses antes da nomeação ou designação para esses cargos e funções. Registro de verificação de conduta prévia à nomeação em cargo de risco.
INT.4.3.P3 Considerar o desempenho em integridade e ética como critério nos instrumentos de avaliação e promoção de servidores, quando cabível. Instrumento de avaliação de desempenho ou promoção com critério de integridade incorporado.

INT.4.4 - Planejamento estratégico da força de trabalho de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAntecipar necessidades futuras de pessoas e competências, evitando lacunas de capacidade.
Resultado esperadoExiste plano de força de trabalho da integridade com horizonte de médio prazo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.4.P1 Projetar necessidades futuras de pessoas e competências da equipe de integridade. Plano de força de trabalho da função de integridade.

INT.4.5 - Posicionamento institucional da função de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProteger a integridade de pressões indevidas sobre decisões técnicas.
Resultado esperadoDecisões técnicas de integridade seguem critério próprio, protegido por salvaguardas formais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.5.P1 Assegurar que decisões técnicas de integridade não sofram interferência indevida da gestão. Norma ou critério de proteção técnica da integridade.
INT.4.5.P2 Formalizar salvaguardas contra pressões sobre a atuação da função de integridade. Ato ou procedimento de salvaguardas contra interferências, com regras de registro e tratamento e rastreabilidade das decisões técnicas.

INT.4.6 - Supervisão externa da atividade de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoSubmeter a integridade a um olhar externo que valide sua qualidade e legitimidade.
Resultado esperadoA atividade de integridade é avaliada periodicamente por auditoria interna ou externa.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.6.P1 Submeter a atividade de integridade a avaliações periódicas de auditoria interna ou externa. Relatório de auditoria ou de avaliação externa da integridade.

INT.4.7 - Evolução normativa orientada por riscos, evidências e mudanças do ambiente de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAtualizar normas de integridade com base em evidência real de aplicação e mudanças do ambiente de risco.
Resultado esperadoNormas de integridade são revisadas com base em evidência e mudança de ambiente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.7.P1 Revisar normas de integridade com base em evidências de aplicação e em mudanças do ambiente de risco. Histórico de revisão normativa motivada por evidência ou mudança de ambiente.

INT.4.8 - Atuação orientada por dados e evidências

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoBasear decisões de priorização de integridade em dados reais, e não em suposições.
Resultado esperadoDados de denúncias, riscos e apurações orientam decisões documentadas de priorização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.8.P1 Utilizar dados de denúncias, riscos e apurações para orientar decisões de priorização da integridade. Relatório de análise de dados de integridade utilizado em decisão registrada.

INT.4.9 - Integração da integridade à governança, gestão de riscos e sistema de controle interno

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que a governança da organização acompanhe formalmente riscos e resultados de integridade.
Resultado esperadoA instância de governança recebe reporte periódico sobre riscos e resultados de integridade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.9.P1 Reportar periodicamente à instância de governança os riscos e resultados de integridade, articulados com o Controle Interno. Ata de instância de governança com pauta de integridade.

INT.4.10 - Integração e análise de riscos de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que os riscos de integridade não fiquem isolados, mas integrados à gestão de riscos corporativa.
Resultado esperadoA matriz de riscos de integridade está incorporada à matriz de riscos corporativa.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.10.P1 Integrar a matriz de riscos de integridade à matriz de riscos corporativa da organização. Matriz de riscos corporativa com os riscos de integridade incorporados.

INT.4.11 - Relações institucionais, cooperação e participação em redes de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAprender com a experiência de outros entes e evitar isolamento técnico.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função participam regularmente de redes de integridade e compliance público.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.11.P1 Participar de redes de integridade, como Conaci, ENCCLA, Rede Nacional de Integridade Pública ou redes de compliance público, para troca de práticas. Registro de participação em redes, eventos ou grupos de trabalho de integridade.

INT.4.12 - Inteligência aplicada à integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoExtrair valor analítico de diferentes fontes de dados, identificando padrões de risco não evidentes isoladamente.
Resultado esperadoDados de diferentes fontes são cruzados e geram análises de padrões de risco.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.12.P1 Cruzar dados de diferentes fontes, como contratos, patrimônio e denúncias, para identificar padrões de risco. Relatório de análise cruzada de dados aplicado à integridade.

INT.4.13 - Avaliação integrada da efetividade do sistema e das ações de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIr além da existência formal do Programa e avaliar se ele de fato reduz risco e muda comportamento.
Resultado esperadoA efetividade do sistema de integridade é avaliada considerando redução de risco e mudança de comportamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.13.P1 Avaliar a efetividade do sistema de integridade como um todo, considerando redução de risco e mudança de comportamento. Relatório de avaliação integrada de efetividade do sistema de integridade.

INT.4.14 - Avaliação da percepção e da cultura de integridade

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer como os servidores percebem e vivenciam a integridade na rotina institucional.
Resultado esperadoPesquisas de percepção e cultura de integridade são realizadas periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.4.14.P1 Realizar pesquisa de percepção e cultura de integridade junto aos servidores. Relatório de pesquisa de percepção e cultura de integridade.

Nível 5. Referência

INT.5.1 - Integridade como agente de mudança e transformação institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoUtilizar a atuação de integridade para transformar a gestão além dos limites da própria função.
Resultado esperadoHá caso documentado de mudança institucional induzida pela integridade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.1.P1 Utilizar a atuação de integridade para induzir mudanças estruturais de gestão em outras áreas da organização. Caso documentado de mudança institucional induzida pela integridade.

INT.5.2 - Inovação e disseminação de soluções para promoção da integridade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoContribuir para o avanço do campo da integridade pública além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoSoluções inovadoras de integridade são desenvolvidas e compartilhadas com outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.2.P1 Desenvolver soluções inovadoras de promoção da integridade e compartilhá-las com outros entes. Registro de solução inovadora desenvolvida e compartilhada externamente.

INT.5.3 - Cultura organizacional de integridade consolidada

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConsolidar a integridade como valor institucional internalizado, e não apenas obrigação legal cumprida.
Resultado esperadoPesquisa de cultura organizacional demonstra internalização do valor da integridade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.3.P1 Promover ações contínuas que consolidem a integridade como valor institucional internalizado. Pesquisa de cultura organizacional de integridade com resultado consolidado.

INT.5.4 - Referência e inovação em padrões e práticas de integridade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoContribuir para o avanço de padrões e práticas de integridade além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoPráticas próprias de integridade são reconhecidas ou replicadas por outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.4.P1 Desenvolver práticas próprias de integridade que sirvam de referência para outros entes. Prática premiada, replicada por outros entes ou citada como referência.

INT.5.5 - Integridade integrada à tomada de decisão estratégica e à governança pública

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que decisões estratégicas da organização considerem sistematicamente riscos e resultados de integridade.
Resultado esperadoDecisões estratégicas fundamentadas em dados de integridade estão documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.5.P1 Assegurar que decisões estratégicas da alta administração considerem formalmente riscos e resultados de integridade. Registro de decisão estratégica fundamentada em dados de integridade.

INT.5.6 - Liderança, cooperação e disseminação de boas práticas de integridade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssumir papel de liderança técnica, apoiando outros entes a evoluir em integridade.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função lideram iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.6.P1 Liderar iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes em matéria de integridade. Registro de mentoria, cooperação técnica ou material de boas práticas disseminado.

INT.5.7 - Aprendizagem e melhoria contínua da integridade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar apurações, auditorias e avaliações em aprendizado institucional permanente.
Resultado esperadoLições aprendidas de apurações e avaliações são incorporadas a mudanças de processo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.7.P1 Institucionalizar ciclo de aprendizagem que capture lições de apurações, auditorias e avaliações para aperfeiçoar a integridade. Registro de lições aprendidas incorporadas a mudanças de processo.

INT.5.8 - Demonstração do valor gerado pela integridade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoProvar, com evidências robustas, que a integridade gera valor público real.
Resultado esperadoRelatório de valor gerado pela integridade apresenta casos concretos de riscos mitigados e danos evitados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.8.P1 Produzir evidências robustas do valor gerado pela integridade, como riscos mitigados e danos evitados. Relatório de valor gerado pela integridade, com casos concretos.

INT.5.9 - Reconhecimento da integridade pelas partes interessadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se o esforço de integridade é percebido e valorizado externamente, e não apenas internamente.
Resultado esperadoPesquisas, premiações ou avaliações externas demonstram reconhecimento da integridade da organização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
INT.5.9.P1 Medir e acompanhar o reconhecimento da integridade da organização por pares, controle externo e sociedade. Pesquisa de reconhecimento externo, premiação ou avaliação de terceiros favorável.

Matriz de Capacidades - Apoio à Gestão em Controles Internos

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SEServiços e EntregasOEOrganizacional e EstruturalNRNormativa e RegulatóriaGRGovernança e Gestão de RiscosDRDesempenho e Resultados
Nível 5
Referência
Nível 4
Consolidado
Nível 3
Desenvolvido
Nível 2
Fundamental
Nível 1
Inicial

Fichas detalhadas das capacidades (KPAs)

Nível 1. Inicial

AGC.1.1 - Diagnóstico dos serviços e entregas de apoio à gestão

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConhecer como o ente realiza suas atividades de apoio aos controles internos e ao cumprimento das atribuições institucionais, antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoOs serviços existentes, seus destinatários e as principais lacunas de apoio estão registrados em diagnóstico inicial.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.1.1.P1 Levantar os serviços de apoio atualmente realizados, incluindo orientação aos gestores, apoio à prestação de contas e interlocução com o controle externo, conforme as atribuições do ente. Inventário dos serviços, responsáveis e unidades atendidas, inclusive atividades informais identificadas.
AGC.1.1.P2 Registrar as demandas não atendidas e apresentar o diagnóstico à liderança, sem exigir mapeamento formal de processos ou matriz de riscos. Diagnóstico inicial e registro de sua apresentação à liderança.

AGC.1.2 - Diagnóstico das condições institucionais para o apoio

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoIdentificar pessoas, atribuições, competências e meios disponíveis, inclusive arranjos compartilhados.
Resultado esperadoAs condições existentes e as limitações para exercer a macrofunção são conhecidas e documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.1.2.P1 Levantar quem realiza o apoio, as atribuições acumuladas, as competências disponíveis e os meios de trabalho utilizados. Relação dos responsáveis e atribuições, com organograma ou descrição do arranjo efetivamente existente.
AGC.1.2.P2 Registrar lacunas de capacitação, disponibilidade de tempo, continuidade e acesso a informações. Diagnóstico de condições institucionais e necessidades iniciais de apoio.

AGC.1.3 - Diagnóstico do marco normativo e das atribuições de controle interno

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoConhecer as atribuições de controle interno aplicáveis ao ente e sua distribuição institucional.
Resultado esperadoAs normas vigentes, as responsabilidades decorrentes e as lacunas de regulamentação estão identificadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.1.3.P1 Levantar os dispositivos constitucionais pertinentes e as normas vigentes aplicáveis ao ente, identificando competências, obrigações e atos locais que organizam o controle interno. Relação de normas e dispositivos aplicáveis, com escopo, vigência e unidades responsáveis.
AGC.1.3.P2 Registrar lacunas e necessidades de esclarecimento ou regulamentação e submetê-las à liderança competente. Diagnóstico normativo e registro de encaminhamento das lacunas.

AGC.1.4 - Diagnóstico da governança dos controles internos

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConhecer como objetivos, responsabilidades, decisões e informações de controle interno se articulam na governança do ente.
Resultado esperadoO arranjo de governança e a existência ou ausência de práticas de gestão de riscos e controles estão registrados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.1.4.P1 Identificar quem define objetivos, decide sobre controles, acompanha providências e recebe informações, registrando o posicionamento da UCCI e das demais instâncias de governança. Descrição do arranjo decisório e dos fluxos existentes, ainda que informais.
AGC.1.4.P2 Verificar se há identificação de riscos, registros de controles ou avaliações anteriores e relatar as lacunas à liderança, sem exigir sua elaboração no diagnóstico. Checklist de existência das práticas e registros encontrados, com lacunas e encaminhamentos.

AGC.1.5 - Autoavaliação da maturidade pelo Mucci

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoRegistrar o estágio de desenvolvimento da macrofunção segundo as práticas, evidências e regras de pontuação do Mucci.
Resultado esperadoA autoavaliação possui respostas fundamentadas, memória de cálculo e resultado apreciado pela liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.1.5.P1 Aplicar o instrumento de autoavaliação da maturidade do Apoio à Gestão em Controles Internos do Mucci e registrar o resultado obtido. Registro por prática desta versão, com notas, evidências, confiança, NA e NE, quando cabíveis, e memória de cálculo.
AGC.1.5.P2 Submeter o resultado e as lacunas à liderança, registrando a apreciação e os ajustes justificados, sem substituir a validação prevista no Mucci. Ata, despacho ou registro de apreciação do resultado e das prioridades de evolução.

AGC.1.6 - Plano de Evolução da macrofunção

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConverter o diagnóstico e a autoavaliação em ações viáveis de desenvolvimento institucional.
Resultado esperadoO Plano de Evolução está aprovado, com prioridades, responsáveis, prazos e meios de acompanhamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.1.6.P1 Elaborar o Plano de Evolução com base nas lacunas do Mucci, indicando ações, responsáveis, prazos, apoio necessário e evidências de conclusão. Plano preenchido conforme o roteiro do Anexo C ou instrumento equivalente.
AGC.1.6.P2 Submeter o plano à autoridade competente e definir como suas ações serão acompanhadas e revistas nos ciclos seguintes. Ato de aprovação e agenda ou rotina de acompanhamento do Plano de Evolução.

Nível 2. Fundamental

AGC.2.1 - Orientação inicial aos gestores sobre controles internos

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoOferecer um ponto de apoio acessível para esclarecer responsabilidades e conceitos básicos de riscos e controles.
Resultado esperadoOs gestores conhecem como solicitar orientação e recebem respostas registradas sobre questões básicas da atividade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.1.P1 Disponibilizar canal ou rotina simples de orientação sobre responsabilidades gerenciais, controles internos e noções de riscos. Comunicado sobre o canal, responsável e escopo; registros de consultas recebidas.
AGC.2.1.P2 Registrar as orientações prestadas e acompanhar consultas pendentes, encaminhando temas que excedam a competência ou a capacidade disponível. Registro de respostas e encaminhamentos, com datas e situação das pendências.

AGC.2.2 - Sensibilização e capacitação inicial dos gestores

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoDesenvolver a compreensão dos gestores sobre objetivos, riscos, controles e sua responsabilidade pela execução dos processos.
Resultado esperadoOs gestores recebem formação introdutória e demonstram compreensão das responsabilidades básicas de controle interno.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.2.P1 Realizar ou viabilizar ações de sensibilização e capacitação inicial, usando situações dos processos do ente para explicar riscos e controles. Conteúdo, registros de participação e exemplos utilizados, inclusive em cursos de parceiros.
AGC.2.2.P2 Verificar a compreensão dos participantes e registrar necessidades de reforço ou formação complementar. Exercícios, avaliação simples de aprendizagem ou registro de devolutivas e necessidades de capacitação.

AGC.2.3 - Apoio ao registro básico dos controles existentes

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoApoiar as áreas a tornar visíveis seus controles, responsáveis e rotinas de acompanhamento.
Resultado esperadoAs áreas apoiadas registram os controles existentes e as providências básicas sob sua responsabilidade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.3.P1 Orientar as áreas a descrever atividades, objetivos, controles existentes e respectivos responsáveis, em registro simples. Listas, formulários, descrições de rotinas ou fluxos simplificados elaborados pelas áreas com registro do apoio recebido.
AGC.2.3.P2 Acompanhar com os gestores as providências de organização e documentação acordadas, registrando situação e dificuldades. Registro das providências, responsáveis e acompanhamento com as áreas.

AGC.2.4 - Interlocução com os tribunais de contas

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoOrganizar o apoio ao atendimento das demandas do controle externo, conforme as competências atribuídas à UCCI.
Resultado esperadoAs demandas possuem responsáveis e prazos acompanhados, com respostas e providências registradas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.4.P1 Organizar o recebimento e a distribuição das demandas do tribunal de contas às áreas competentes. Fluxo simples e controle de demandas com responsáveis e prazos.
AGC.2.4.P2 Coordenar o encaminhamento das respostas e acompanhar prazos junto às áreas responsáveis pelo conteúdo. Registros de articulação, respostas encaminhadas e situação dos prazos.
AGC.2.4.P3 Acompanhar com os gestores as providências relativas a determinações e recomendações, consolidando as informações pertinentes. Registro de providências informadas pelos gestores e comunicações de pendências à autoridade competente.

AGC.2.5 - Responsabilidades e competências mínimas para o apoio

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoDar continuidade à função por meio da atribuição formal de responsabilidades compatíveis com o arranjo do ente.
Resultado esperadoA função e seus responsáveis estão definidos, com competências mínimas e condições de continuidade identificadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.5.P1 Formalizar atribuições, vinculação e responsável ou responsáveis pelo apoio, admitindo arranjo individual, compartilhado ou setorial e explicitando responsabilidades acumuladas. Ato de atribuição da função e identificação dos responsáveis; não se exige criação de unidade exclusiva.
AGC.2.5.P2 Definir competências mínimas e meios de suporte técnico e substituição, compatíveis com o porte e as atribuições assumidas. Descrição das competências necessárias e arranjo de apoio ou continuidade, inclusive compartilhado.

AGC.2.6 - Meios de trabalho e acesso às informações

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoDisponibilizar recursos simples que permitam registrar o apoio e acessar as informações necessárias.
Resultado esperadoOs responsáveis dispõem de ferramentas e acesso compatíveis com as atividades básicas previstas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.6.P1 Disponibilizar meios de trabalho e ferramentas de registro proporcionais à demanda, como planilhas, formulários, pastas compartilhadas ou sistemas existentes. Ferramentas utilizadas e registros de seu uso; não se exige contratação de sistema especializado.
AGC.2.6.P2 Definir e viabilizar o acesso dos responsáveis às informações necessárias, observando as regras de proteção e as competências envolvidas. Autorizações ou rotinas de acesso e registros de solicitações atendidas ou pendências encaminhadas.

AGC.2.7 - Formação dos responsáveis pela macrofunção

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoPreparar os profissionais que exercem o apoio, inclusive quando acumulam outras atribuições.
Resultado esperadoOs responsáveis recebem formação compatível com suas funções e necessidades iniciais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.7.P1 Identificar necessidades e viabilizar formação em controles internos, governança, noções de riscos e papéis de gestão e auditoria. Plano simples ou registro de necessidades e ações formativas dos responsáveis, inclusive de profissional único.
AGC.2.7.P2 Registrar os conteúdos utilizados nas orientações e as necessidades de atualização ou apoio especializado. Materiais de referência utilizados e registros de aplicação ou necessidades complementares.

AGC.2.8 - Regras básicas de atuação e de encaminhamento

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoDar previsibilidade ao apoio e aos limites de responsabilidade da função.
Resultado esperadoAs regras básicas de orientação, registro e encaminhamento estão formalizadas e são utilizadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.8.P1 Formalizar e divulgar regras básicas de funcionamento do apoio, com atribuições, canais, registros e limites de atuação. Ato, orientação ou procedimento aprovado pela autoridade competente e divulgado às áreas.
AGC.2.8.P2 Revisar essas regras diante de mudança normativa aplicável ou dificuldade de execução identificada. Registro de verificação da atualidade e, quando necessárias, revisões com justificativa.

AGC.2.9 - Planejamento e articulação básica com a governança

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAlinhar prioridades de apoio, responsabilidades e acompanhamento às decisões da liderança.
Resultado esperadoExiste programação viável de apoio, com responsáveis nas áreas e rotina de acompanhamento pela liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.9.P1 Definir com a liderança as prioridades, entregas, responsáveis e prazos do período, a partir das demandas e do diagnóstico. Programação de trabalho aprovada ou pactuada, compatível com os recursos disponíveis.
AGC.2.9.P2 Identificar interlocutores nas áreas e combinar fluxos de informação e encaminhamento, admitindo contato direto em estruturas pequenas. Lista de interlocutores ou descrição do fluxo, sem exigência de rede formal em todos os entes.
AGC.2.9.P3 Apresentar à liderança o andamento das ações e as questões que dependem de decisão, registrando os encaminhamentos. Registro de reunião, despacho ou acompanhamento com decisões e responsáveis.

AGC.2.10 - Definição de indicadores e registros básicos da atividade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConstruir uma base confiável para conhecer as entregas e planejar o acompanhamento futuro.
Resultado esperadoIndicadores simples têm definição, fonte, responsável e coleta inicial documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.2.10.P1 Definir indicadores básicos de atividade, como consultas atendidas, gestores capacitados ou áreas apoiadas, com forma de apuração e periodicidade. Ficha simples dos indicadores com finalidade, cálculo, fonte e responsável.
AGC.2.10.P2 Iniciar a coleta e verificar a consistência dos registros, documentando lacunas e ajustes necessários. Base inicial de dados e registro das verificações e ajustes.

Nível 3. Desenvolvido

AGC.3.1 - Metodologia comum de gestão de riscos e controles

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoInstitucionalizar um método proporcional ao ente para apoiar a aplicação estruturada de gestão de riscos e controles.
Resultado esperadoUma metodologia comum está formalizada, documentada e disponível às áreas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.1.P1 Elaborar ou adaptar metodologia que relacione objetivos, eventos de risco, causas, consequências, análise, respostas, controles e acompanhamento. Metodologia comum e modelos de registro ou matriz, com exemplos de aplicação.
AGC.3.1.P2 Submeter a metodologia à autoridade competente, definir sua abrangência e responsabilidades e disponibilizá-la aos gestores. Ato de adoção ou aprovação, regras de aplicação e registro de disponibilização.

AGC.3.2 - Aplicação assistida de riscos e desenho de controles

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoApoiar os gestores a analisar riscos de seus objetivos e escolher controles proporcionais às respostas necessárias.
Resultado esperadoAs áreas aplicam o método comum, registram seus riscos e controles e recebem devolutivas de apoio metodológico.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.2.P1 Facilitar a identificação e a avaliação de riscos pelas áreas e orientar o desenho ou aperfeiçoamento de controles e planos de tratamento. Matrizes e planos elaborados pelas áreas, com registros de oficinas ou orientação recebida.
AGC.3.2.P2 Revisar a aderência metodológica dos registros e comunicar oportunidades de melhoria, mantendo decisões e aprovação com os gestores. Devolutivas metodológicas e registros das decisões dos gestores; não se exige certificação pela UCCI.

AGC.3.3 - Desenvolvimento prático da capacidade dos gestores

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConsolidar a aprendizagem pela aplicação do método aos processos reais das áreas.
Resultado esperadoOs gestores demonstram capacidade de aplicar o método e atualizar os registros com apoio progressivamente ajustado às suas necessidades.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.3.P1 Realizar aplicação acompanhada, oficinas ou mentoria em processos selecionados, utilizando a metodologia comum. Produtos elaborados pelos gestores e registros de acompanhamento prático.
AGC.3.3.P2 Verificar dificuldades de aplicação e ajustar o apoio com base na capacidade demonstrada, priorizando autonomia com responsabilidade. Devolutivas sobre aplicação e plano de reforço ou redução do apoio conforme as necessidades.

AGC.3.4 - Organização do trabalho e adequação das capacidades

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAjustar disponibilidade de pessoas, competências e divisão do trabalho às demandas de apoio.
Resultado esperadoA carga de trabalho e as competências são acompanhadas, com providências para tratar lacunas e dar continuidade às entregas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.4.P1 Dimensionar a demanda e a disponibilidade efetiva dos responsáveis, considerando complexidade, atribuições acumuladas e competências necessárias. Análise de carga de trabalho e competências, incluindo arranjos compartilhados.
AGC.3.4.P2 Pactuar entregas e tratar necessidades de pessoal, cooperação, capacitação ou redistribuição, acompanhando condições de trabalho e desempenho. Plano de adequação, entregas pactuadas e registros de acompanhamento com os responsáveis.

AGC.3.5 - Atualização normativa e dos referenciais técnicos

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoManter as orientações e a metodologia coerentes com normas aplicáveis e referenciais técnicos adequados.
Resultado esperadoMudanças relevantes são examinadas e incorporadas aos instrumentos de apoio quando pertinentes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.5.P1 Acompanhar a vigência das normas aplicáveis ao ente e a evolução de referenciais de governança, riscos e controles, examinando sua pertinência. Registro de fontes, verificação de vigência e análise de aplicabilidade.
AGC.3.5.P2 Atualizar e comunicar alterações relevantes na metodologia, nos materiais ou nas orientações, com justificativa e controle de versões. Histórico de alterações e comunicação às áreas usuárias.

AGC.3.6 - Priorização preventiva do apoio baseada em riscos

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoDirecionar o apoio aos objetivos e processos mais expostos, com critérios conhecidos pela liderança.
Resultado esperadoA programação de apoio considera informações de riscos, lacunas e prioridades institucionais, com decisões registradas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.6.P1 Obter das áreas informações preliminares ou estruturadas sobre objetivos, riscos e dificuldades de controle, inclusive por questionário ou reunião de diagnóstico. Diagnósticos das áreas e critérios de priorização, com limitações das informações explicitadas.
AGC.3.6.P2 Pactuar com a liderança o apoio preventivo prioritário e revisar a programação quando surgirem mudanças relevantes. Plano priorizado e registros de deliberação e revisão, sem exigir matriz corporativa já consolidada.

AGC.3.7 - Coordenação entre funções de governança e controle

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoOrganizar o compartilhamento de informações e a atuação complementar das funções, prevenindo lacunas, duplicidades e conflitos.
Resultado esperadoAs interfaces entre UCCI, áreas gestoras, centro de governo e macrofunções estão definidas e funcionam com salvaguardas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.7.P1 Pactuar interfaces, responsabilidades e fluxos com as funções presentes no ente, incluindo Auditoria Interna, Integridade, Correição, Ouvidoria e Transparência. Mapa de interfaces ou acordo de trabalho, com responsabilidades e encaminhamentos.
AGC.3.7.P2 Coordenar atividades e compartilhar informações pertinentes, registrando salvaguardas para consultoria de auditoria e para eventual acumulação de atribuições. Registros de coordenação, análise de conflitos e salvaguardas aplicadas.

AGC.3.8 - Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) e acompanhamento da adoção do apoio

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMelhorar a utilidade dos serviços e conhecer a adoção das orientações pelas áreas.
Resultado esperadoO Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) do Apoio à Gestão em Controles Internos é executado com critérios de qualidade, avaliação periódica, retorno dos gestores e melhorias acompanhadas, incluindo a adoção das orientações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.8.P1 Definir e executar o PGMQ por meio de processo proporcional de avaliação da qualidade do apoio, com critérios, periodicidade, responsáveis e retorno das áreas usuárias. Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) documentado, roteiro e registros de avaliação sobre clareza, tempestividade, aderência metodológica e utilidade do apoio.
AGC.3.8.P2 Acompanhar a adoção das orientações com os gestores e tratar as dificuldades e oportunidades de melhoria identificadas. Registro de adoção, justificativas e plano de melhoria com acompanhamento.

AGC.3.9 - Análise e comunicação do desempenho da atividade

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoUtilizar e comunicar informações consistentes sobre entregas, resultados iniciais e recursos empregados no apoio.
Resultado esperadoO desempenho é analisado e comunicado à liderança e às partes interessadas, respeitado o alcance das evidências.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.9.P1 Consolidar indicadores e estimativas proporcionais de recursos ou custos, analisar evolução e limitações e discutir ajustes com a liderança. Relatório ou painel analisado, com fontes, critérios de custo e decisões registradas.
AGC.3.9.P2 Divulgar resultados da atividade ao público pertinente, articulando a comunicação institucional e resguardando informações protegidas. Relatório de atuação divulgado às áreas e, quando cabível, ao público externo, com registro do alcance.

AGC.3.10 - Articulação entre as macrofunções do Mucci

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoPrevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção do Mucci.
Resultado esperadoAs interfaces do Apoio à Gestão em Controles Internos com as demais macrofunções presentes no ente têm responsáveis e fluxos definidos. Os encaminhamentos e o compartilhamento pertinente de informações são rastreáveis, respeitam as atribuições de cada função e admitem devolutivas compatíveis com o sigilo e a proteção das informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.3.10.P1 Definir e documentar, de forma proporcional ao arranjo institucional, as interfaces, os responsáveis, os critérios de encaminhamento, o compartilhamento de informações e as devolutivas entre o Apoio à Gestão em Controles Internos e as demais macrofunções presentes no ente. Mapa de interfaces ou acordo de trabalho que diferencie o apoio à implantação de controles pela gestão da avaliação independente realizada pela Auditoria Interna.
AGC.3.10.P2 Aplicar os fluxos às demandas compartilhadas que ocorrerem e avaliar periodicamente seu funcionamento, registrando ajustes para corrigir lacunas, duplicidades ou conflitos de atribuição. Na ausência de demandas no período, demonstrar a revisão do fluxo e sua disponibilidade para uso. Amostra de encaminhamentos recebidos e orientações prestadas à gestão, com registro de responsáveis, retornos e ajustes do fluxo; registro das salvaguardas quando houver acumulação de funções; ou registro da revisão do fluxo quando não houver demandas.

Nível 4. Consolidado

AGC.4.1 - Adaptação setorial da metodologia de riscos e controles

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoApoiar secretarias, órgãos e entidades a adequar o método comum à realidade de seus objetivos e processos.
Resultado esperadoAs áreas adaptam a metodologia com justificativa, mantendo critérios comuns de consolidação e responsabilidades gerenciais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.1.P1 Orientar e acompanhar adaptações setoriais da metodologia, considerando processos, objetivos, porte e exposições específicas. Métodos ou orientações setoriais, justificativas e registros de apoio.
AGC.4.1.P2 Pactuar elementos mínimos comuns e verificar a compatibilidade das informações produzidas para consolidação institucional. Critérios de compatibilidade e devolutivas sobre os registros setoriais, com ajustes pelas áreas.

AGC.4.2 - Monitoramento preventivo de riscos e controles

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoApoiar a antecipação de eventos e dificuldades por meio do acompanhamento de exposições e respostas da gestão.
Resultado esperadoInformações de monitoramento geram alertas e providências preventivas acompanhadas pelos gestores.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.2.P1 Acompanhar indicadores, ocorrências, mudanças e respostas registradas pelas áreas, analisando tendências e sinais de exposição relevante. Registros de monitoramento e análise de tendências, com fontes e limitações.
AGC.4.2.P2 Comunicar alertas e apoiar os gestores na definição e no acompanhamento de providências preventivas, considerando controles e outras causas relevantes. Alertas, decisões dos gestores e registros de acompanhamento das respostas.

AGC.4.3 - Assessoramento da alta administração em riscos e controles

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoOferecer subsídios de apoio à gestão para decisões institucionais relevantes.
Resultado esperadoA alta administração recebe análises de riscos, respostas e controles vinculadas às decisões em exame.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.3.P1 Preparar subsídios sobre exposições relevantes, alternativas de resposta e implicações dos controles para decisões da alta administração. Notas de assessoramento com objetivos, riscos, alternativas, fontes e limites da análise.
AGC.4.3.P2 Registrar a apreciação dos subsídios e articular o assessoramento com as demais funções, preservando a decisão da autoridade competente. Registros de apreciação e encaminhamento, com articulação e responsabilidades.

AGC.4.4 - Planejamento da capacidade de trabalho no médio prazo

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAntecipar necessidades de pessoas, competências e continuidade da macrofunção.
Resultado esperadoHá planejamento de capacidade compatível com a demanda futura e com o arranjo institucional.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.4.P1 Projetar demanda, competências e disponibilidade para o médio prazo, considerando expansão do apoio, atribuições acumuladas e sucessão. Plano de capacidade ou força de trabalho, com premissas e cenários.
AGC.4.4.P2 Pactuar medidas de provimento, cooperação, desenvolvimento ou reorganização e acompanhar sua execução. Decisões e acompanhamento das medidas de adequação.

AGC.4.5 - Autoridade e respaldo técnico da função de apoio

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProteger a integridade técnica das orientações e viabilizar o encaminhamento de divergências às instâncias competentes.
Resultado esperadoA função possui mandato e canais que permitem reportar questões relevantes e tratar pressões ou conflitos de forma fundamentada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.5.P1 Formalizar salvaguardas contra interferências nas orientações técnicas, com acesso à liderança ou instância de governança competente. Ato ou procedimento de salvaguardas contra interferências, com regras de registro e tratamento e rastreabilidade das decisões técnicas. Mandato da função e fluxo de escalonamento, quando aplicável.
AGC.4.5.P2 Verificar periodicamente o funcionamento desses canais e registrar o tratamento de divergências ou pressões quando ocorrerem. Registro de revisão dos mecanismos e, quando existentes, casos tratados com fundamento técnico.

AGC.4.6 - Aperfeiçoamento dos padrões com base na aplicação

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAjustar normas e metodologia às evidências de uso e às necessidades de integração institucional.
Resultado esperadoOs padrões comuns são aperfeiçoados a partir de aplicações setoriais, mudanças e avaliações de qualidade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.6.P1 Revisar padrões e metodologia a partir das dificuldades, adaptações e resultados observados nas áreas. Análise de aplicação e propostas de revisão com contribuição dos usuários.
AGC.4.6.P2 Aprovar e comunicar as revisões pertinentes, preservando histórico, transição e compatibilidade dos registros. Versões aprovadas, orientação de transição e comunicação das mudanças.

AGC.4.7 - Articulação dos riscos estratégicos com o centro de governo

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoEstruturar a consolidação de riscos relevantes para objetivos estratégicos e a definição de respostas entre áreas.
Resultado esperadoRiscos estratégicos e compartilhados são examinados pela instância competente, com responsáveis e fluxos definidos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.7.P1 Articular com a instância de centro de governo designada a consolidação de informações setoriais e a identificação de riscos que afetem objetivos estratégicos ou várias áreas. Visão consolidada de riscos estratégicos e compartilhados, com fontes, responsáveis e participação das áreas.
AGC.4.7.P2 Apoiar a pactuação de critérios de decisão, responsabilidades por respostas e rotina de reporte à governança, conforme as competências locais. Deliberações da instância competente e plano de acompanhamento de respostas intersetoriais.

AGC.4.8 - Cooperação e participação em redes profissionais

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAproveitar conhecimento e cooperação de outros entes para aperfeiçoar o apoio.
Resultado esperadoA participação em redes produz aprendizado e iniciativas úteis ao contexto institucional.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.8.P1 Participar de redes, intercâmbios ou cooperações em governança, riscos e controles, selecionados conforme as necessidades do ente. Registros de participação e temas ou soluções examinados.
AGC.4.8.P2 Avaliar a pertinência das práticas compartilhadas e registrar sua aplicação ou adaptação no trabalho. Registro de aprendizagem e aplicação, adaptação ou justificativa de não adoção.

AGC.4.9 - Análise integrada de recorrências e exposições

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIdentificar padrões entre áreas para apoiar respostas proporcionais e prioridades da governança.
Resultado esperadoDados de diferentes áreas geram análises de causas, recorrências e exposições compartilhadas com encaminhamentos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.9.P1 Integrar dados de riscos, controles, ocorrências e resultados, examinando qualidade, recorrências, causas e limitações. Análise integrada com fontes, critérios, padrões identificados e limites das conclusões.
AGC.4.9.P2 Apresentar os achados de monitoramento às áreas e instâncias competentes e acompanhar as decisões de tratamento. Relatório analítico, decisões e acompanhamento das providências pactuadas.

AGC.4.10 - Avaliação dos resultados e revisão qualificada do apoio

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoExaminar os efeitos do apoio e submeter sua qualidade a análise com suficiente distanciamento de quem o executa.
Resultado esperadoOs resultados são examinados e a qualidade é periodicamente revista por avaliadores qualificados sem responsabilidade direta pelos objetos examinados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.4.10.P1 Avaliar a contribuição do apoio para melhorias de processos e tratamento de riscos, utilizando dados das áreas e explicitando fatores externos e limites de atribuição. Avaliação dos resultados com situação anterior, mudanças observadas e limites da contribuição atribuída ao apoio.
AGC.4.10.P2 Realizar revisão periódica da qualidade por profissionais qualificados sem responsabilidade direta pelo trabalho examinado, conforme escopo e periodicidade definidos. Relatório de revisão, identificação e qualificação dos avaliadores e declaração de ausência ou tratamento de conflitos.
AGC.4.10.P3 Submeter os resultados à liderança e acompanhar um plano de melhoria. Registro de apreciação e plano de melhoria acompanhado.

Nível 5. Referência

AGC.5.1 - Transformação institucional apoiada por riscos e controles

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoContribuir para mudanças duradouras na gestão de processos e na entrega de resultados públicos.
Resultado esperadoMudanças institucionais apoiadas pela macrofunção apresentam adoção continuada e resultados acompanhados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.1.P1 Apoiar mudanças estruturais que integrem gestão de riscos e controles aos processos e à melhoria dos serviços. Caso documentado com problema, contribuição do apoio, decisões e mudanças executadas pelas áreas.
AGC.5.1.P2 Acompanhar a sustentabilidade da mudança e os resultados para a gestão e os usuários. Registros de adoção em ciclos sucessivos e resultados observados com limitações explicitadas.

AGC.5.2 - Cultura de responsabilidade e autonomia gerencial

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConsolidar a responsabilidade dos gestores por objetivos, riscos, respostas e controles em suas áreas.
Resultado esperadoAs áreas mantêm a gestão de riscos e controles com autonomia operacional e apoio especializado quando necessário.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.2.P1 Estimular e acompanhar a manutenção e atualização dos processos de riscos e controles pelos próprios gestores, inclusive diante de mudanças de pessoas ou contexto. Registros setoriais atualizados e evidências de continuidade durante mudanças.
AGC.5.2.P2 Examinar comportamentos e práticas de responsabilidade gerencial, combinando percepção com evidências de decisões e atuação. Análise de cultura com consultas ou pesquisa e exemplos documentados de responsabilidade gerencial.

AGC.5.3 - Inovação e disseminação de padrões aplicáveis

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAperfeiçoar métodos de riscos e controles e compartilhar soluções cuja utilidade tenha sido demonstrada.
Resultado esperadoSoluções e padrões aperfeiçoados são testados, documentados e disponibilizados para aplicação em outros contextos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.3.P1 Desenvolver ou aperfeiçoar soluções e padrões com base em necessidades, testando resultados e condições de uso. Método ou solução documentada, testes e avaliação de utilidade.
AGC.5.3.P2 Compartilhar os padrões e registrar retorno, adaptação ou utilização por outras áreas ou entes. Material disponibilizado e registros de retorno, adaptação ou utilização; premiação não é requisito.

AGC.5.4 - Gestão de riscos estratégicos integrada às decisões

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConsolidar o uso de informações de objetivos, riscos, respostas e controles nas decisões estratégicas do ente.
Resultado esperadoA instância competente de centro de governo conduz o acompanhamento integrado de riscos estratégicos, com decisões e responsabilidades documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.4.P1 Apoiar a manutenção de rotina integrada de exame de riscos estratégicos e respostas, articulando informações atualizadas das áreas e da governança. Agenda e registros de acompanhamento estratégico, com responsabilidades e informações setoriais.
AGC.5.4.P2 Subsidiar e registrar decisões estratégicas que considerem objetivos, exposições, alternativas, controles e recursos, acompanhando os encaminhamentos da autoridade competente. Decisões estratégicas fundamentadas, respostas aprovadas e acompanhamento dos resultados.

AGC.5.5 - Cooperação para desenvolver capacidades de outros entes

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoContribuir para o desenvolvimento de capacidades por meio de cooperação técnica proporcional aos recursos disponíveis.
Resultado esperadoIniciativas de cooperação compartilham conhecimento e acompanham sua utilidade para os participantes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.5.P1 Conduzir ou coordenar, inclusive em parceria, mentoria, intercâmbio ou desenvolvimento compartilhado de soluções de apoio à gestão. Plano e registros de cooperação, com necessidades e contribuições definidas.
AGC.5.5.P2 Examinar com os participantes os resultados da cooperação e aperfeiçoar materiais ou formas de apoio. Retorno dos participantes e melhorias incorporadas à cooperação.

AGC.5.6 - Aprendizagem e melhoria contínua institucionalizadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar experiências, mudanças e avaliações em aperfeiçoamento continuado da macrofunção.
Resultado esperadoLições aprendidas são incorporadas aos métodos, ao planejamento e ao desenvolvimento dos responsáveis em ciclos sucessivos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.6.P1 Consolidar lições de aplicação, monitoramento, revisões de qualidade e avaliações independentes disponíveis, incluindo causas e condições de êxito ou falha. Registro de lições com fontes e análise de pertinência ao contexto.
AGC.5.6.P2 Incorporar e acompanhar melhorias nos processos, na metodologia e no Plano de Evolução, compartilhando o aprendizado. Histórico de melhorias e verificação de seus efeitos em ciclos posteriores.

AGC.5.7 - Demonstração de valor e percepção das partes interessadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoDemonstrar a contribuição do apoio aos resultados públicos e verificar sua utilidade percebida.
Resultado esperadoA contribuição do apoio é demonstrada por evidências e pelo retorno das partes interessadas, com limites explicitados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AGC.5.7.P1 Documentar a contribuição para resultados relevantes, como melhoria de processos, redução de exposição ou uso mais eficiente de recursos, distinguindo contribuição de atribuição exclusiva. Relatório de valor com casos, dados de suporte, premissas e limites das conclusões.
AGC.5.7.P2 Obter e analisar retorno de gestores, liderança e outras partes interessadas pertinentes, relacionando percepções às evidências e às melhorias necessárias. Consultas ou pesquisas analisadas com evidências e providências, inclusive quando o retorno é desfavorável.

Matriz de Capacidades - Auditoria Interna

Passe o mouse sobre um KPA para ver seus resultados e práticas esperadas. Clique para abrir a ficha completa.

SEServiços e EntregasOEOrganizacional e EstruturalNRNormativa e RegulatóriaGRGovernança e Gestão de RiscosDRDesempenho e Resultados
Nível 5
Referência
Nível 4
Consolidado
Nível 3
Desenvolvido
Nível 2
Fundamental
Nível 1
Inicial

Fichas detalhadas das capacidades (KPAs)

Nível 1. Inicial

AUD.1.1 - Diagnóstico dos serviços e entregas de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConhecer a situação real dos serviços de auditoria hoje prestados, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico dos serviços de Auditoria Interna está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.1.1.P1 Levantar e descrever os trabalhos de auditoria hoje realizados, como avaliação e consultoria, identificando lacunas frente aos princípios e requisitos profissionais de auditoria interna. Inventário dos trabalhos de avaliação e consultoria realizados e levantamento inicial do universo de auditoria.
AUD.1.1.P2 Registrar o diagnóstico como linha de base para o planejamento da evolução da atividade. Relatório de diagnóstico dos serviços de Auditoria Interna, com lacunas e linha de base para o planejamento.

AUD.1.2 - Diagnóstico das capacidades institucionais da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConhecer a estrutura, as pessoas e os recursos hoje disponíveis para a Auditoria Interna, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico institucional da Auditoria Interna está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.1.2.P1 Levantar a estrutura, o quadro de pessoas e os recursos hoje disponíveis para a Auditoria Interna. Organograma ou representação equivalente da estrutura, relação dos responsáveis pela Auditoria Interna e levantamento dos recursos disponíveis.
AUD.1.2.P2 Registrar o diagnóstico institucional e as lacunas de estrutura identificadas. Relatório de diagnóstico institucional com lacunas de estrutura, pessoas e recursos.

AUD.1.3 - Diagnóstico de conformidade normativa da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoConhecer o grau de adoção das normas profissionais aplicáveis à Auditoria Interna, para identificar lacunas normativas.
Resultado esperadoO diagnóstico normativo da Auditoria Interna está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.1.3.P1 Levantar as normas aplicáveis à Auditoria Interna, como o estatuto próprio e os princípios e requisitos profissionais de auditoria interna, e verificar sua adoção. Lista de normas e requisitos profissionais aplicáveis à Auditoria Interna com a situação de adoção pelo ente.
AUD.1.3.P2 Registrar lacunas normativas identificadas. Relatório de diagnóstico normativo com as lacunas identificadas.

AUD.1.4 - Identificação inicial de fragilidades e limitações da atividade de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConhecer fragilidades e limitações iniciais da Auditoria Interna, especialmente quanto à independência, aos recursos e à cobertura, para orientar sua superação.
Resultado esperadoAs fragilidades e limitações iniciais da atividade de Auditoria Interna estão identificadas, registradas e comunicadas à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.1.4.P1 Identificar fragilidades e limitações iniciais da atividade, como insuficiência de salvaguardas à independência, restrições de recursos e cobertura limitada. Registro das principais fragilidades e limitações da atividade de auditoria.
AUD.1.4.P2 Registrar as fragilidades e limitações identificadas e comunicá-las à liderança responsável. Registro da comunicação à liderança responsável.

AUD.1.5 - Autoavaliação da maturidade da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMedir objetivamente o estágio de maturidade da Auditoria Interna, como insumo para o planejamento da evolução.
Resultado esperadoA autoavaliação da maturidade da Auditoria Interna está concluída, validada pela liderança e disponível como insumo do Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.1.5.P1 Aplicar o instrumento vigente de autoavaliação do Mucci aplicável à Auditoria Interna e registrar o resultado obtido. Relatório de autoavaliação preenchido.
AUD.1.5.P2 Validar o resultado da autoavaliação com a liderança responsável. Ata de validação do resultado com a liderança.

AUD.1.6 - Plano de Evolução da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar o diagnóstico e a autoavaliação em um plano de ação com prioridades, responsáveis e prazos definidos.
Resultado esperadoO Plano de Evolução da Auditoria Interna está aprovado e disponível para acompanhamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.1.6.P1 Elaborar Plano de Evolução da Auditoria Interna a partir do diagnóstico e da autoavaliação, com prioridades, responsáveis e prazos. Plano de Evolução da Auditoria Interna.
AUD.1.6.P2 Aprovar o Plano de Evolução junto à autoridade competente. Cronograma de ações com responsáveis e ato de aprovação.

Nível 2. Fundamental

AUD.2.1 - Execução estruturada de serviços de avaliação

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAssegurar que os trabalhos de auditoria sejam executados de forma planejada e documentada, e não de maneira improvisada.
Resultado esperadoTrabalhos de auditoria são executados conforme o planejamento de cada trabalho, com papéis de trabalho documentados e prazos cumpridos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.1.P1 Executar trabalhos de auditoria conforme o planejamento específico de cada trabalho, com papéis de trabalho devidamente documentados. Papéis de trabalho dos trabalhos executados.
AUD.2.1.P2 Concluir os trabalhos dentro do prazo previsto para cada trabalho. Amostra de planejamentos e relatórios dos trabalhos, com prazos previstos e efetivos.

AUD.2.2 - Avaliação de conformidade do objeto auditado e, quando pertinente, dos controles internos

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoVerificar se os trabalhos de auditoria avaliam a conformidade do objeto auditado e, quando pertinente, os controles, com critérios e evidências suficientes.
Resultado esperadoOs trabalhos de auditoria avaliam a conformidade do objeto auditado; controles internos são examinados quando pertinentes ao escopo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.2.P1 Avaliar a conformidade do objeto auditado, inclusive dos controles internos quando pertinentes ao escopo do trabalho. Relatórios de auditoria com critérios e conclusões de conformidade, inclusive de controles quando examinados.

AUD.2.3 - Comunicação dos resultados dos trabalhos de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoPromover a comunicação formal dos resultados de cada trabalho a quem precisa agir sobre eles.
Resultado esperadoOs resultados de cada trabalho são comunicados formalmente aos responsáveis pela área auditada e, conforme o estatuto e a relevância, à instância de governança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.3.P1 Comunicar os resultados de cada trabalho aos responsáveis pela área ou objeto auditado e, quando pertinente, à instância de governança, com recomendações claras, relevantes e viáveis. Relatórios de auditoria comunicados formalmente aos destinatários.

AUD.2.4 - Acompanhamento das recomendações de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoOrganizar o acompanhamento das recomendações emitidas e fomentar sua implementação pela gestão, sem assumir essa responsabilidade.
Resultado esperadoA implementação das recomendações é monitorada, com prazos, responsáveis e status reportado periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.4.P1 Monitorar a implementação das recomendações emitidas, com prazos e responsáveis definidos. Painel ou planilha de acompanhamento de recomendações.
AUD.2.4.P2 Reportar periodicamente o status das recomendações pendentes aos responsáveis pelas ações e à liderança da Auditoria, conforme o fluxo definido. Relatório de status de implementação das recomendações.

AUD.2.5 - Posicionamento institucional e definição das responsabilidades da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
Propósitoestatuto próprio aprovado pela instância competente no arranjo institucional.
Resultado esperadoA unidade própria de Auditoria Interna está instituída, seu estatuto está aprovado e o titular e a equipe estão formalmente designados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.5.P1 Instituir unidade própria de Auditoria Interna e formalizar seu estatuto, aprovado pela instância competente no arranjo institucional, com responsabilidades, vinculação e linha de reporte funcional definidas. Ato de instituição da unidade própria e estatuto de Auditoria Interna aprovado.
AUD.2.5.P2 Designar formalmente o titular e a equipe de auditoria. Organograma vigente com a posição da Auditoria Interna.

AUD.2.6 - Provimento e adequação dos perfis profissionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAdequar o perfil e o quantitativo da equipe às prioridades do plano de auditoria, com registro das lacunas de recursos.
Resultado esperadoA equipe de Auditoria Interna possui perfil definido e quantitativo compatível com o plano de auditoria; insuficiências são registradas e comunicadas à instância competente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.6.P1 Definir o perfil de competências necessário à equipe, incluindo conhecimento técnico, normativo e tecnológico. Descrição de perfil ou de cargo da equipe de auditoria.
AUD.2.6.P2 Dimensionar os auditores conforme o plano e o volume de trabalho, registrando e comunicando insuficiências de recursos. Quadro de lotação, estimativa de necessidades e registro das lacunas comunicadas.

AUD.2.7 - Recursos, tecnologia e acesso necessários à atividade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProver meios seguros e proporcionais para documentar os trabalhos e acompanhar recomendações, além de acesso tempestivo às informações necessárias, observadas as salvaguardas legais.
Resultado esperadoA Auditoria Interna mantém registros e controles confiáveis dos trabalhos e dispõe de acesso suficiente e tempestivo às informações necessárias, com proteção adequada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.7.P1 Manter ferramentas ou procedimentos documentados para os papéis de trabalho e o controle das recomendações, proporcionais ao porte e à complexidade da atividade. Ferramenta, planilha ou procedimento documentado de gestão dos trabalhos e recomendações, com registros verificáveis.
AUD.2.7.P2 Viabilizar acesso suficiente e tempestivo da equipe aos registros, sistemas e informações necessários aos trabalhos, observadas as salvaguardas legais e de segurança. Norma ou registro de acesso às informações necessárias, com controles de segurança aplicáveis.

AUD.2.8 - Desenvolvimento profissional da equipe

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de auditoria tecnicamente atualizada em técnicas de auditoria e normas profissionais.
Resultado esperadoA equipe de Auditoria Interna recebe capacitação periódica em temas relevantes à atividade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.8.P1 Capacitar a equipe em técnicas de auditoria, normas profissionais e temas do setor público conforme plano de desenvolvimento com necessidades e metas definidas localmente. Plano de desenvolvimento e registros de capacitações realizadas, com certificados ou listas de presença.

AUD.2.9 - Normatização da atividade de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoDar segurança e previsibilidade à atuação da auditoria por meio de código de ética e manual próprios.
Resultado esperadoO código de ética e o manual de auditoria estão aprovados, atualizados e são efetivamente seguidos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.9.P1 Aprovar código de ética e manual de auditoria compatíveis com os princípios e requisitos profissionais, pela autoridade competente no arranjo institucional. Código de ética e manual de auditoria publicados.
AUD.2.9.P2 Revisar essas normas diante de mudança relevante nos padrões profissionais. Histórico de revisões, com justificativa de cada alteração.

AUD.2.10 - Padronização das práticas e dos processos profissionais de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoReduzir a dependência de conhecimento informal sobre como planejar, executar e comunicar trabalhos de auditoria.
Resultado esperadoA metodologia de planejamento, execução e comunicação dos trabalhos está documentada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.10.P1 Documentar metodologia padronizada de planejamento, execução e comunicação dos trabalhos de auditoria. Manual de metodologia de auditoria.

AUD.2.11 - Planejamento da atividade de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoOrientar a atuação da auditoria por um plano anual submetido à aprovação da instância competente definida no estatuto, e não por demanda avulsa.
Resultado esperadoO plano anual de auditoria está aprovado pela instância competente definida no estatuto e sua execução é acompanhada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.11.P1 Elaborar plano anual de auditoria e submetê-lo à aprovação da instância competente definida no estatuto. Plano anual de auditoria aprovado.
AUD.2.11.P2 Acompanhar a execução do plano junto à liderança responsável. Relatório de acompanhamento da execução do plano anual.

AUD.2.12 - Coordenação dos processos e responsabilidades da atividade de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar clareza de papéis entre quem coordena, executa e supervisiona os trabalhos de auditoria.
Resultado esperadoPapéis e responsabilidades da atividade de auditoria estão definidos e comunicados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.12.P1 Definir e comunicar papéis entre coordenação, execução e supervisão dos trabalhos de auditoria. Matriz de responsabilidades da atividade de auditoria.

AUD.2.13 - Gestão e apresentação das informações da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPermitir que a liderança e a governança acompanhem, com base em indicadores, o desempenho da própria Auditoria Interna.
Resultado esperadoIndicadores de gestão da auditoria são definidos, coletados e apresentados periodicamente à alta administração e à instância de governança, conforme os papéis previstos no estatuto.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.13.P1 Definir indicadores de gestão da Auditoria Interna, como trabalhos concluídos, recomendações implementadas e prazo médio. Painel ou relatório de indicadores de gestão da auditoria.
AUD.2.13.P2 Apresentar periodicamente os indicadores à alta administração e à instância de governança, conforme as atribuições previstas no estatuto. Atas ou registros de apresentação dos indicadores aos destinatários definidos no estatuto.

AUD.2.14 - Transparência da atuação e dos resultados da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPromover a prestação de contas da Auditoria Interna às partes interessadas, respeitadas as normas de divulgação aplicáveis.
Resultado esperadoInformações institucionais e resultados agregados da Auditoria Interna são divulgados conforme as normas aplicáveis, resguardadas as informações protegidas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.2.14.P1 Organizar informações institucionais e resultados agregados da atividade de Auditoria Interna para prestação de contas. Síntese de atividades e resultados agregados, com tratamento de informações protegidas.
AUD.2.14.P2 Divulgar informações e resultados agregados da Auditoria Interna conforme as normas aplicáveis. Publicação ou disponibilização institucional das informações permitidas às partes interessadas.

Nível 3. Desenvolvido

AUD.3.1 - Atuação preventiva baseada em riscos e vulnerabilidades

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoPriorizar trabalhos de auditoria nas áreas de maior risco, antecipando problemas antes de sua escalada.
Resultado esperadoO plano de auditoria é priorizado com base em fatores de risco documentados e atualizados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.1.P1 Priorizar trabalhos de auditoria a partir de fatores de risco documentados, antecipando áreas críticas. Registro dos fatores de risco e da priorização efetiva dos trabalhos no plano de auditoria.

AUD.3.2 - Auditorias de desempenho e avaliação de resultados da gestão e das políticas públicas

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAvaliar não apenas conformidade, mas também economicidade, eficiência e eficácia da gestão e das políticas públicas.
Resultado esperadoAuditorias de desempenho são executadas e concluídas regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.2.P1 Executar auditorias de desempenho, inclusive em trabalhos integrados, que avaliem economicidade, eficiência e eficácia de programas e políticas públicas. Relatórios de auditoria com componente de desempenho identificável, inclusive em trabalhos integrados.

AUD.3.3 - Serviços de consultoria para aperfeiçoamento da governança, riscos e controles

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAmpliar o valor da auditoria além da avaliação, oferecendo serviços de consultoria sobre governança, riscos e controles.
Resultado esperadoServiços de consultoria sobre governança, riscos e controles são prestados de forma regular.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.3.P1 Prestar serviços de consultoria sobre governança, riscos e controles, por demanda da gestão ou por iniciativa da Auditoria Interna. Relatórios ou notas de serviços de consultoria prestados.

AUD.3.4 - Monitoramento estruturado das recomendações e sua implementação

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
Propósitoa validação, por evidências, da implementação das recomendações, superando o mero registro de status e a declaração da gestão.
Resultado esperadoExiste processo formal de monitoramento com validação de evidências de implementação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.4.P1 Estruturar processo formal de monitoramento de recomendações, com validação de evidências de implementação. Processo de monitoramento de recomendações com evidências de implementação validadas.

AUD.3.5 - Gestão eficaz e engajamento da equipe de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe de auditoria motivada e orientada por metas claras.
Resultado esperadoA equipe possui metas individuais ou coletivas definidas e é avaliada periodicamente quanto a desempenho e clima.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.5.P1 Definir metas e critérios mensuráveis de desempenho, além de mecanismos de reconhecimento, para os integrantes ou a equipe de Auditoria Interna. Registro de metas individuais ou coletivas e critérios de desempenho.
AUD.3.5.P2 Avaliar periodicamente o desempenho e o clima da equipe. Resultado de avaliação de desempenho ou de clima organizacional.

AUD.3.6 - Gestão da conformidade e atualização das práticas profissionais de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoManter a Auditoria Interna alinhada aos princípios e requisitos profissionais de auditoria interna e demais referenciais profissionais.
Resultado esperadoNormas profissionais são monitoradas e refletidas tempestivamente no manual de auditoria.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.6.P1 Monitorar mudanças nos princípios e requisitos profissionais de auditoria interna e demais referenciais profissionais aplicáveis. Registro de monitoramento de normas profissionais.
AUD.3.6.P2 Revisar periodicamente o manual e a metodologia de auditoria e atualizá-los em prazo definido após mudança profissional relevante, conforme ciclo de revisão documentado. Histórico de atualização do manual motivada por mudança normativa ou profissional.

AUD.3.7 - Planejamento da Auditoria Interna baseado em riscos

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoFundamentar o plano de auditoria em avaliação formal e documentada dos riscos do universo auditável.
Resultado esperadoO plano de auditoria plurianual e anual é elaborado com metodologia de avaliação de riscos documentada.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.7.P1 Elaborar plano de auditoria plurianual e anual com base em avaliação formal de riscos do universo auditável. Plano de auditoria com metodologia de avaliação de riscos documentada.

AUD.3.8 - Articulação e integração da Auditoria Interna com as funções de governança, riscos e controle

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoEvitar sobreposição e ampliar a cobertura de avaliação entre Auditoria Interna, Apoio à Gestão, Integridade e Correição.
Resultado esperadoHá articulação formal entre a Auditoria Interna e as demais funções de governança, riscos e controle.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.8.P1 Articular formalmente com Apoio à Gestão, Integridade e Correição para evitar sobreposição e ampliar a cobertura de avaliação. Registro de articulação ou reunião conjunta com as demais macrofunções.

AUD.3.9 - Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAssegurar que a própria atividade de auditoria seja avaliada quanto à sua qualidade, e não apenas avaliar terceiros.
Resultado esperadoUm Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) é executado com monitoramento contínuo, avaliações internas periódicas e comunicação anual de seus resultados à alta administração e à instância de governança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.9.P1 Instituir e executar o PGMQ, com monitoramento contínuo, avaliações internas periódicas da atividade e comunicação anual dos resultados à alta administração e à instância de governança. Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) documentado, relatório de avaliação interna e registro da comunicação anual dos resultados.

AUD.3.10 - Mensuração do desempenho, resultados e custos da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer o custo e o desempenho da atividade de auditoria para subsidiar decisões de gestão.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho e custo da auditoria são medidos regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.10.P1 Medir indicadores de desempenho e custo da atividade de Auditoria Interna. Relatório de indicadores de desempenho e custo da auditoria.

AUD.3.11 - Avaliação dos resultados e benefícios da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoDemonstrar, além da conclusão dos trabalhos, os benefícios reais que eles geraram para a organização.
Resultado esperadoOs benefícios financeiros e não financeiros gerados pelos trabalhos são avaliados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.11.P1 Avaliar os benefícios dos trabalhos concluídos, classificados como financeiros e não financeiros, incluindo melhorias de controles, conformidade e desempenho. Relatório de avaliação de benefícios gerados pelos trabalhos de auditoria.

AUD.3.12 - Articulação entre as macrofunções do Mucci

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoPrevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção do Mucci.
Resultado esperadoAs interfaces da Auditoria Interna com as demais macrofunções presentes no ente têm responsáveis e fluxos definidos. Os encaminhamentos e o compartilhamento pertinente de informações são rastreáveis, respeitam as atribuições e a independência da Auditoria e admitem devolutivas compatíveis com o sigilo e a proteção das informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.3.12.P1 Definir e documentar, de forma proporcional ao arranjo institucional, as interfaces, os responsáveis, os critérios de encaminhamento, o compartilhamento de informações e as devolutivas entre a Auditoria Interna e as demais macrofunções presentes no ente, preservando sua independência. Mapa de interfaces que preveja o recebimento de informações úteis ao planejamento e o encaminhamento de achados ou indícios às instâncias competentes, preservados o julgamento profissional e a independência da Auditoria.
AUD.3.12.P2 Aplicar os fluxos às demandas compartilhadas que ocorrerem e avaliar periodicamente seu funcionamento, registrando ajustes para corrigir lacunas, duplicidades ou conflitos de atribuição. Na ausência de demandas no período, demonstrar a revisão do fluxo e sua disponibilidade para uso. Amostra de informações recebidas e consideradas no planejamento, achados encaminhados e ajustes de cobertura, sem substituição dos testes de auditoria nem participação na execução de controles ou apurações; ou registro da revisão do fluxo quando não houver demandas.

Nível 4. Consolidado

AUD.4.1 - Serviços de auditoria orientados por inteligência e riscos emergentes

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoIncorporar riscos emergentes, como tecnológicos e cibernéticos, ao planejamento, e não apenas riscos tradicionais.
Resultado esperadoO plano de auditoria incorpora riscos emergentes identificados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.1.P1 Incorporar riscos emergentes, como tecnológicos, cibernéticos e climáticos, ao planejamento de auditoria. Plano de auditoria com riscos emergentes incorporados.

AUD.4.2 - Serviços de assessoria (consultoria) à alta administração e às instâncias de governança

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoFazer da auditoria uma referência técnica consultada nas decisões estratégicas de risco e controle.
Resultado esperadoA alta administração e a governança recebem assessoria formal sobre temas estratégicos de risco e controle.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.2.P1 Assessorar formalmente a alta administração e a instância de governança sobre temas estratégicos de risco e controle. Pareceres ou notas técnicas de assessoria à alta administração e à governança.

AUD.4.3 - Avaliação integrada de temas estratégicos, transversais e sistêmicos

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAvaliar temas que atravessam múltiplas áreas ou políticas, e não apenas processos isolados.
Resultado esperadoAuditorias integradas sobre temas transversais ou sistêmicos são executadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.3.P1 Executar auditorias integradas que avaliem temas transversais a múltiplas áreas ou políticas públicas. Relatório de auditoria integrada sobre tema transversal ou sistêmico.

AUD.4.4 - Planejamento estratégico da força de trabalho da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAntecipar necessidades futuras de auditores e competências especializadas, evitando lacunas de capacidade.
Resultado esperadoExiste plano de força de trabalho da Auditoria Interna com horizonte de médio prazo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.4.P1 Projetar necessidades futuras de auditores e de competências especializadas. Plano de força de trabalho da Auditoria Interna.

AUD.4.5 - Independência e posicionamento institucional da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoDemonstrar a efetividade da linha de reporte funcional e das salvaguardas que protegem a independência da Auditoria Interna.
Resultado esperadoA linha de reporte funcional opera conforme o estatuto, e eventuais restrições de escopo ou acesso e outras interferências indevidas são registradas e tratadas por salvaguardas formais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.5.P1 Demonstrar o funcionamento do reporte funcional à instância de governança e do reporte administrativo sem comprometer a independência da atividade. Estatuto e registros de comunicação funcional e administrativa da Auditoria Interna.
AUD.4.5.P2 Formalizar salvaguardas contra interferências indevidas na Auditoria Interna, incluindo restrições de escopo ou de acesso aos trabalhos. Ato ou procedimento de salvaguardas contra interferências, com regras de registro e tratamento e rastreabilidade das decisões técnicas. Registro das restrições de escopo ou acesso e das providências adotadas, quando houver.

AUD.4.6 - Supervisão independente da atividade de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoSubmeter a Auditoria Interna a avaliação externa de qualidade por avaliador independente e qualificado, conforme as Normas Globais de Auditoria Interna; a avaliação de maturidade Mucci é complementar.
Resultado esperadoA atividade passa por avaliação externa de qualidade ao menos a cada cinco anos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.6.P1 Submeter a atividade a avaliação externa de qualidade por avaliador independente e qualificado, conforme as Normas Globais de Auditoria Interna, ao menos a cada cinco anos, admitida autoavaliação com validação independente quando cabível. Relatório de avaliação externa de qualidade ou de autoavaliação com validação independente, com exame da conformidade às Normas Globais.

AUD.4.7 - Evolução das práticas profissionais orientada por riscos, evidências e mudanças do ambiente

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAtualizar manual e metodologia com base em lições aprendidas, e não apenas por atualização formal de normas.
Resultado esperadoO manual e a metodologia são revisados com base em evidência ou mudança do ambiente de riscos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.7.P1 Revisar manual e metodologia com base em lições aprendidas e em mudanças relevantes do ambiente de riscos. Histórico de revisão metodológica motivada por evidência ou mudança de ambiente.

AUD.4.8 - Atuação orientada por dados e evidências

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoUtilizar análise de dados para tornar mais eficazes a seleção de amostras e a identificação de constatações nos trabalhos de auditoria.
Resultado esperadoTrabalhos de auditoria utilizam análise de dados documentada para seleção e identificação de anomalias.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.8.P1 Utilizar análise de dados para seleção de amostras e identificação de anomalias nos trabalhos de auditoria. Relatório de auditoria com uso de análise de dados documentado.

AUD.4.9 - Integração da Auditoria Interna à governança e gestão de riscos

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que a governança acompanhe formalmente a situação consolidada de riscos e controles avaliados pela auditoria.
Resultado esperadoA instância de governança recebe reporte periódico sobre riscos e controles avaliados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.9.P1 Reportar periodicamente à instância de governança a situação consolidada de riscos e controles avaliados. Ata de instância de governança com pauta de auditoria interna.

AUD.4.10 - Articulação com outros provedores de avaliação e funções de controle

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoEvitar sobreposição e otimizar a cobertura de avaliação junto ao Controle Externo e outros provedores.
Resultado esperadoHá articulação formal entre a Auditoria Interna e o Controle Externo ou outros provedores de avaliação.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.10.P1 Articular-se com o Controle Externo e demais provedores de avaliação para evitar sobreposição e otimizar a cobertura. Registro de articulação com o Controle Externo ou outros provedores de avaliação.

AUD.4.11 - Relações institucionais, cooperação e participação em redes profissionais

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAprender com a experiência de outros entes e evitar isolamento técnico.
Resultado esperadoA unidade participa regularmente de redes profissionais de auditoria.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.11.P1 Participar de redes profissionais, como o IIA ou o Conaci, para troca de práticas e atualização técnica. Registro de participação em redes ou eventos profissionais.

AUD.4.12 - Inteligência aplicada à Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoExtrair valor analítico de diferentes trabalhos e fontes, identificando padrões sistêmicos de risco.
Resultado esperadoDados de diferentes trabalhos e fontes são cruzados e geram análises de padrões de risco.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.12.P1 Cruzar dados de diferentes trabalhos e fontes para identificar padrões sistêmicos de risco. Relatório de análise cruzada de dados aplicado à auditoria.

AUD.4.13 - Avaliação integrada da efetividade e do desempenho da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIr além do volume de trabalhos concluídos e avaliar o impacto real gerado pela auditoria.
Resultado esperadoA efetividade da função de auditoria é avaliada considerando impacto gerado.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.13.P1 Avaliar a efetividade da função de auditoria considerando impacto gerado, e não apenas o volume de trabalhos. Relatório de avaliação integrada de efetividade e desempenho.

AUD.4.14 - Avaliação da percepção e das necessidades das partes interessadas

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer como a gestão e a governança percebem a atuação da auditoria, para orientar melhorias.
Resultado esperadoConsultas de percepção junto à gestão e à governança são realizadas periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.4.14.P1 Realizar consulta de percepção junto à gestão e à governança sobre a atuação da Auditoria Interna. Relatório de consulta de percepção das partes interessadas.

Nível 5. Referência

AUD.5.1 - Auditoria Interna como agente de mudança e transformação institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoUtilizar a atuação da auditoria para fomentar mudanças estruturais de gestão além dos limites da própria atividade.
Resultado esperadoHá caso documentado de mudança institucional induzida pela auditoria.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.1.P1 Utilizar a atuação da Auditoria Interna para fomentar mudanças estruturais de gestão e de controle em outras áreas. Caso documentado de mudança institucional induzida pela auditoria.

AUD.5.2 - Inovação e disseminação de soluções e práticas avançadas de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoContribuir para o avanço da profissão de auditoria interna além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoPráticas avançadas de auditoria são desenvolvidas e compartilhadas com outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.2.P1 Desenvolver práticas avançadas, como auditoria contínua ou uso de inteligência artificial, e compartilhá-las com outros entes. Registro de prática avançada desenvolvida e compartilhada externamente.

AUD.5.3 - Cultura de excelência, aprendizagem e inovação na Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConsolidar a excelência técnica e a aprendizagem contínua como valores internalizados na equipe de auditoria.
Resultado esperadoPesquisa de cultura organizacional da equipe demonstra internalização da excelência técnica.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.3.P1 Promover ações contínuas que consolidem cultura de excelência técnica e aprendizagem na equipe de auditoria. Pesquisa de cultura organizacional da equipe de auditoria.

AUD.5.4 - Referência e inovação em padrões e práticas profissionais de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoContribuir para o avanço de normas e práticas profissionais de auditoria além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoPráticas próprias de auditoria são reconhecidas ou replicadas por outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.4.P1 Desenvolver práticas próprias que sirvam de referência para outros entes ou para a atualização de normas profissionais. Prática premiada, replicada por outros entes ou citada como referência.

AUD.5.5 - Auditoria Interna como componente estratégico da governança, integridade e gestão de riscos

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssegurar que decisões estratégicas da organização considerem sistematicamente avaliações e riscos identificados pela auditoria.
Resultado esperadoDecisões estratégicas fundamentadas em avaliação de auditoria estão documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.5.P1 Assegurar que decisões estratégicas da alta administração considerem formalmente avaliações e riscos identificados pela auditoria. Registro de decisão estratégica fundamentada em avaliação de auditoria.

AUD.5.6 - Liderança, cooperação e disseminação de boas práticas de Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssumir papel de liderança técnica, apoiando outros entes a evoluir em Auditoria Interna.
Resultado esperadoA unidade lidera iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.6.P1 Liderar iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes em Auditoria Interna. Registro de mentoria, cooperação técnica ou material de boas práticas disseminado.

AUD.5.7 - Aprendizagem e melhoria contínua da Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar trabalhos, avaliações de qualidade e feedback da governança em aprendizado institucional permanente.
Resultado esperadoLições aprendidas são incorporadas a mudanças de processo na atividade de auditoria.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.7.P1 Institucionalizar ciclo de aprendizagem que capture lições de trabalhos, avaliações de qualidade e feedback da governança. Registro de lições aprendidas incorporadas a mudanças de processo.

AUD.5.8 - Demonstração do valor gerado pela Auditoria Interna

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoProvar, com evidências robustas, que a Auditoria Interna gera valor público real.
Resultado esperadoRelatório de valor gerado pela auditoria apresenta casos concretos de economia, riscos mitigados e melhorias de controle.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.8.P1 Produzir evidências robustas do valor gerado pela Auditoria Interna, como economia, riscos mitigados e melhorias de controle. Relatório de valor gerado pela auditoria, com casos concretos.

AUD.5.9 - Reconhecimento da Auditoria Interna pelas partes interessadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se o esforço da Auditoria Interna é percebido e valorizado pela gestão, governança e pares.
Resultado esperadoPesquisas demonstram reconhecimento interno ou externo favorável à Auditoria Interna.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
AUD.5.9.P1 Medir e acompanhar o reconhecimento da Auditoria Interna pela gestão, pela governança e por pares. Pesquisa de reconhecimento externo ou interno favorável à auditoria.

Matriz de Capacidades - Correição

Passe o mouse sobre um KPA para ver seus resultados e práticas esperadas. Clique para abrir a ficha completa.

SEServiços e EntregasOEOrganizacional e EstruturalNRNormativa e RegulatóriaGRGovernança e Gestão de RiscosDRDesempenho e Resultados
Nível 5
Referência
Nível 4
Consolidado
Nível 3
Desenvolvido
Nível 2
Fundamental
Nível 1
Inicial

Fichas detalhadas das capacidades (KPAs)

Nível 1. Inicial

COR.1.1 - Diagnóstico dos serviços e entregas da Correição

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConhecer a situação real dos serviços correcionais hoje prestados, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico dos serviços correcionais está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.1.1.P1 Levantar e descrever os serviços correcionais hoje realizados, como recebimento de notícias, apuração e PAD, identificando lacunas. Inventário dos serviços correcionais realizados e levantamento do estoque de processos em andamento.
COR.1.1.P2 Registrar o diagnóstico como linha de base para o planejamento da evolução da atividade. Relatório de diagnóstico dos serviços correcionais, com lacunas e linha de base para o planejamento.

COR.1.2 - Diagnóstico das capacidades institucionais da Correição

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConhecer a estrutura, as pessoas e os recursos hoje disponíveis para a Correição, incluindo comissões, para identificar lacunas antes de planejar sua evolução.
Resultado esperadoO diagnóstico institucional da Correição está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.1.2.P1 Levantar a estrutura, o quadro de pessoas e os recursos hoje disponíveis para a Correição, incluindo comissões. Organograma ou representação equivalente da estrutura, relação dos responsáveis e levantamento dos recursos disponíveis.
COR.1.2.P2 Registrar o diagnóstico institucional e as lacunas de estrutura identificadas. Relatório de diagnóstico institucional com lacunas de estrutura, pessoas e recursos.

COR.1.3 - Diagnóstico de conformidade normativa da atividade correcional

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoConhecer o grau de adoção das normas aplicáveis à atividade correcional, para identificar lacunas normativas.
Resultado esperadoO diagnóstico normativo da Correição está concluído e serve de base objetiva para o Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.1.3.P1 Levantar as normas aplicáveis à Correição, incluindo o regime disciplinar e a responsabilização de pessoas jurídicas, e verificar sua adoção formal. Lista de normas aplicáveis com situação de adoção formal.
COR.1.3.P2 Registrar lacunas normativas identificadas, como ausência de regimento correcional próprio. Relatório de diagnóstico normativo com lacunas identificadas.

COR.1.4 - Identificação inicial de riscos e vulnerabilidades da atividade correcional

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoConhecer os riscos iniciais da atividade correcional, como prescrição e insegurança na guarda de evidências, para que a liderança priorize seu tratamento.
Resultado esperadoOs riscos iniciais da atividade correcional estão identificados, registrados e comunicados à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.1.4.P1 Identificar riscos e vulnerabilidades iniciais, como prescrição, impedimentos não tratados e insegurança na guarda de evidências. Mapa inicial de riscos da atividade correcional.
COR.1.4.P2 Registrar os riscos identificados e comunicá-los à liderança responsável. Registro de comunicação dos riscos à liderança.

COR.1.5 - Autoavaliação da maturidade da Correição

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoMedir objetivamente o estágio de maturidade da Correição, como insumo para o planejamento da evolução.
Resultado esperadoA autoavaliação da maturidade da Correição está concluída, validada pela liderança e disponível como insumo do Plano de Evolução.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.1.5.P1 Aplicar o instrumento de autoavaliação da maturidade da Correição do Mucci e registrar o resultado obtido. Relatório de autoavaliação preenchido.
COR.1.5.P2 Validar o resultado da autoavaliação com a liderança responsável. Ata de validação do resultado com a liderança.

COR.1.6 - Plano de Evolução da Correição

CampoDefinição
Nível1 - Inicial
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar o diagnóstico e a autoavaliação em um plano de ação com prioridades, responsáveis e prazos definidos.
Resultado esperadoO Plano de Evolução da Correição está aprovado e disponível para acompanhamento.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.1.6.P1 Elaborar Plano de Evolução da Correição a partir do diagnóstico e da autoavaliação, com prioridades, responsáveis e prazos. Plano de Evolução da Correição.
COR.1.6.P2 Aprovar o Plano de Evolução junto à autoridade competente. Cronograma de ações com responsáveis e ato de aprovação.

Nível 2. Fundamental

COR.2.1 - Recebimento, análise e tratamento estruturado de notícias de irregularidades

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoEstruturar o registro e o tratamento inicial das notícias de irregularidade, com juízo de admissibilidade tempestivo.
Resultado esperadoNotícias de irregularidades são recebidas, registradas e submetidas a juízo de admissibilidade dentro do prazo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.1.P1 Manter canal e fluxo de recebimento e tratamento inicial de notícias de irregularidades, com protocolo, responsáveis e encaminhamentos definidos. Fluxo documentado e amostra de registros com origem, data, protocolo, responsável e encaminhamento, contemplando as fontes pertinentes, como Ouvidoria, Auditoria Interna, comissão de ética, gestão de pessoas, área jurídica, órgãos de controle e representações.
COR.2.1.P2 Aplicar fluxo de triagem e juízo de admissibilidade das notícias, com critérios, responsáveis, prazos e decisão ou encaminhamento fundamentado, inclusive quanto à necessidade de investigação preliminar. Fluxo de admissibilidade e amostra de registros e decisões, com datas, fundamentos e encaminhamentos, acompanhada de indicador de cumprimento dos prazos aplicáveis.

COR.2.2 - Realização estruturada de procedimentos investigativos

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoInstituir e aplicar rito para a condução documentada de sindicâncias e investigações preliminares.
Resultado esperadoSindicâncias e investigações preliminares são conduzidas e concluídas conforme rito estabelecido.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.2.P1 Conduzir sindicâncias e investigações preliminares conforme rito definido, com documentação adequada. Amostra de autos de sindicância ou investigação preliminar concluídos, examinada quanto à aderência ao rito e à documentação exigida.

COR.2.3 - Condução de Processos Administrativos Disciplinares de pessoas físicas

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoEstruturar a condução dos Processos Administrativos Disciplinares com observância da ampla defesa, do contraditório e dos prazos aplicáveis.
Resultado esperadoOs PADs de competência do ente são instaurados, instruídos e concluídos com decisão fundamentada, observados os prazos aplicáveis, quando houver casos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.3.P1 Instaurar e conduzir o PAD conforme o rito aplicável, com instrução documentada e garantia do contraditório e da ampla defesa. Procedimento documentado e amostra de autos de PAD, quando houver, com registros da instrução e da defesa.
COR.2.3.P2 Controlar prazos e concluir o PAD com decisão fundamentada ou justificar formalmente a prorrogação. Controle de prazos e amostra de decisões e prorrogações fundamentadas, quando houver.

COR.2.4 - Gestão e acompanhamento dos procedimentos e processos correcionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoEvitar que processos percam prazo ou se percam no fluxo por falta de controle centralizado.
Resultado esperadoPrazos e estágios de todos os procedimentos e processos em curso são controlados centralizadamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.4.P1 Manter controle centralizado de prazos e estágios de todos os procedimentos e processos em curso. Painel de controle de prazos e estágios processuais.

COR.2.5 - Posicionamento institucional e definição das responsabilidades da Correição

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoFormalizar a atribuição da função correcional e a designação das comissões competentes, conforme o arranjo do ente.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função correcional e as comissões processantes estão formalmente designados e conhecidos na organização.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.5.P1 Formalizar a responsabilidade pela macrofunção correcional, com atribuições e vinculação institucional definidas, admitindo responsável designado, estrutura compartilhada ou unidades descentralizadas. Ato de atribuição de responsabilidades pela função correcional.
COR.2.5.P2 Designar formalmente o responsável e as comissões processantes. Portarias de designação de comissões.

COR.2.6 - Provimento e adequação dos perfis profissionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoDimensionar e qualificar a equipe e as comissões para conduzir processos com qualidade.
Resultado esperadoA equipe e as comissões possuem perfil definido e efetivo compatível com o volume de processos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.6.P1 Definir o perfil de competências necessário à equipe e às comissões, com conhecimento jurídico-processual. Descrição de perfil da equipe e de membros de comissões.
COR.2.6.P2 Prover quantidade de pessoas compatível com o volume de processos correcionais. Relação dos responsáveis, disponibilidade e atribuições na função correcional.

COR.2.7 - Recursos, tecnologia e acesso necessários à atividade

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProver sistema para a atividade correcional com controle de prazos e acesso seguro às evidências.
Resultado esperadoO sistema de gestão correcional funciona com controle de prazos e acesso seguro a evidências.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.7.P1 Prover sistema de gestão de processos correcionais com controle de prazos e sigilo adequado. Contrato ou registro do sistema de gestão correcional.
COR.2.7.P2 Assegurar acesso seguro da equipe e das comissões às evidências e aos sistemas necessários. Termo de acesso seguro a evidências e sistemas.

COR.2.8 - Desenvolvimento profissional dos responsáveis

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter servidores e membros de comissões tecnicamente atualizados em direito disciplinar e condução processual.
Resultado esperadoServidores e membros de comissões recebem capacitação periódica em temas relevantes à atividade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.8.P1 Capacitar servidores e membros de comissões em direito disciplinar e condução processual. Registro de capacitações realizadas, com certificados ou listas de presença.

COR.2.9 - Normatização da atividade correcional

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoDar segurança jurídica e previsibilidade à atuação correcional por meio de regimento próprio.
Resultado esperadoO regimento correcional está aprovado, atualizado e é efetivamente seguido.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.9.P1 Aprovar regimento ou manual correcional compatível com o regime disciplinar e os procedimentos de responsabilização aplicáveis. Regimento correcional publicado.
COR.2.9.P2 Revisar a norma diante de mudança legal ou jurisprudencial relevante. Histórico de revisões, com justificativa de cada alteração.

COR.2.10 - Padronização dos processos e práticas correcionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoReduzir a dependência de conhecimento informal sobre os ritos de admissibilidade, investigação e PAD.
Resultado esperadoOs ritos correcionais estão documentados em manual de procedimentos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.10.P1 Documentar em manual os ritos de admissibilidade, investigação preliminar, PAD e sindicância. Manual de procedimentos correcionais.

COR.2.11 - Planejamento da atividade correcional

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoOrientar a atuação correcional por metas de prazo e produtividade, e não apenas por demanda reativa.
Resultado esperadoO plano anual correcional está aprovado e seu cumprimento é acompanhado pela liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.11.P1 Elaborar plano anual de atividades correcionais, com metas de prazo e produtividade. Plano anual correcional.
COR.2.11.P2 Acompanhar a execução do plano junto à liderança responsável. Relatório de acompanhamento das metas do plano anual.

COR.2.12 - Coordenação dos fluxos, competências e responsabilidades correcionais

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoDefinir e aplicar critérios objetivos e conhecidos de distribuição de casos entre comissões.
Resultado esperadoCritérios de distribuição de casos estão definidos, documentados e são seguidos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.12.P1 Definir e comunicar critérios de distribuição de casos entre comissões e responsáveis. Critério de distribuição de casos documentado.

COR.2.13 - Gestão e apresentação das informações da atividade correcional

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPermitir que a liderança acompanhe, com base em indicadores, o desempenho da própria atividade correcional.
Resultado esperadoIndicadores de gestão da atividade correcional são definidos, coletados e apresentados periodicamente à liderança.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.13.P1 Definir indicadores de gestão da atividade correcional, como estoque, tempo médio e taxa de conclusão. Painel ou relatório de indicadores de gestão correcional.
COR.2.13.P2 Apresentar esses indicadores periodicamente à liderança responsável. Ata de apresentação dos indicadores à liderança.

COR.2.14 - Transparência da atuação e dos resultados da Correição

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoPromover a prestação de contas sobre o desempenho da atividade correcional, respeitado o sigilo processual.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho da própria atividade correcional são definidos, coletados e publicados periodicamente, com dados agregados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.14.P1 Definir indicadores de resultado da própria atividade correcional. Indicadores de desempenho da Correição definidos e coletados.
COR.2.14.P2 Publicar periodicamente relatório de atividades correcionais, respeitado o sigilo processual. Relatório periódico publicado com dados agregados da atividade correcional.

COR.2.15 - Soluções consensuais na responsabilização disciplinar de pessoas físicas

CampoDefinição
Nível2 - Fundamental
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoPermitir tratamento consensual de infrações disciplinares quando o regime jurídico do ente admitir essa solução, sem confundi-la com o rito do PAD.
Resultado esperadoHá critérios documentados para examinar o cabimento, a competência e o acompanhamento de soluções consensuais disciplinares.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.2.15.P1 Avaliar e documentar o cabimento da solução consensual disciplinar prevista no regime aplicável, incluindo requisitos, impedimentos e autoridade competente. Critérios ou fluxo de análise de cabimento e registros de decisões fundamentadas; termo de ajustamento de conduta, quando previsto e aplicável.
COR.2.15.P2 Formalizar ou encaminhar a solução à autoridade competente e acompanhar o cumprimento das obrigações pactuadas, quando houver celebração. Instrumento celebrado, registros de acompanhamento e providências diante de eventual descumprimento, quando houver, com proteção das informações cabíveis.

Nível 3. Desenvolvido

COR.3.1 - Atuação preventiva baseada em riscos e vulnerabilidades correcionais

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar áreas e temas de maior recorrência de irregularidade, para atuar preventivamente antes de novos casos.
Resultado esperadoÁreas e temas de maior recorrência de irregularidade são identificados e priorizados para atuação preventiva.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.1.P1 Identificar áreas e temas de maior recorrência de irregularidade para priorizar a atuação preventiva. Relatório de áreas de maior recorrência com priorização de atuação.

COR.3.2 - Qualificação da atividade investigativa e dos processos de responsabilização

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoQualificar apurações e decisões para ampliar sua consistência técnica, além do cumprimento das formalidades processuais.
Resultado esperadoA qualidade técnica das apurações e decisões é avaliada e aprimorada continuamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.2.P1 Avaliar e aprimorar a qualidade técnica das apurações e das decisões proferidas. Relatório de avaliação da qualidade técnica das apurações.

COR.3.3 - Produção de orientações e recomendações preventivas decorrentes da atividade correcional

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoTransformar casos concluídos em recomendações que previnam a repetição da irregularidade em outras áreas.
Resultado esperadoRecomendações preventivas são elaboradas a partir de causas identificadas em processos concluídos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.3.P1 Elaborar recomendações preventivas às áreas a partir das causas identificadas em processos concluídos. Relatório de recomendações preventivas encaminhadas às áreas.

COR.3.4 - Tratamento adequado e proporcional das irregularidades

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAplicar critérios de proporcionalidade às sanções e medidas decorrentes da atividade correcional.
Resultado esperadoAs decisões correcionais aplicam critérios documentados de proporcionalidade e apresentam fundamentação compatível com as circunstâncias do caso.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.4.P1 Aplicar critérios documentados de proporcionalidade às medidas e sanções correcionais, com fundamentação das decisões. Critérios de proporcionalidade documentados e amostra de decisões fundamentadas, quando houver.

COR.3.5 - Gestão eficaz e engajamento das equipes de Correição

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoManter a equipe e as comissões de Correição motivadas e orientadas por metas claras.
Resultado esperadoOs responsáveis possuem metas definidas e seu desempenho e suas condições de trabalho são avaliados periodicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.5.P1 Definir metas e mecanismos de reconhecimento para a equipe e as comissões de Correição. Registro de metas individuais por servidor ou comissão.
COR.3.5.P2 Avaliar periodicamente o desempenho e as condições de trabalho dos responsáveis pela função. Resultado de avaliação de desempenho ou de clima organizacional.

COR.3.6 - Gestão da conformidade e atualização das práticas correcionais

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoManter as normas correcionais atualizadas diante de mudanças legais e jurisprudenciais.
Resultado esperadoMudanças normativas e jurisprudenciais relevantes são monitoradas e refletidas tempestivamente em normas internas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.6.P1 Monitorar mudanças normativas e jurisprudenciais relevantes à atividade correcional. Registro de monitoramento normativo e jurisprudencial.
COR.3.6.P2 Atualizar normas e manuais internos tempestivamente após identificada mudança relevante. Histórico de atualização de normas ou manuais motivada por mudança externa.

COR.3.7 - Planejamento da atividade correcional baseado em riscos

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoDirecionar a alocação de comissões para os processos e temas de maior risco institucional.
Resultado esperadoO plano correcional prioriza processos e temas com base em risco institucional.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.7.P1 Priorizar processos e temas de maior risco institucional na alocação de comissões. Plano correcional com priorização baseada em risco.

COR.3.8 - Coordenação e integração da Correição com as demais funções de integridade e controle

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoEvitar tratamento fragmentado de casos que envolvem Integridade, Ouvidoria e Correição simultaneamente.
Resultado esperadoHá articulação formal entre a Correição e as demais macrofunções de integridade e controle.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.8.P1 Articular formalmente com Integridade, Ouvidoria e Auditoria Interna para o tratamento integrado de casos, incluindo a conciliação das demandas encaminhadas, quando aplicável. Fluxo formal de articulação e registros de conciliação das demandas encaminhadas por outras funções ou órgãos externos, quando aplicável.

COR.3.9 - Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da atividade correcional

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoAvaliar e aprimorar a consistência processual e decisória da atividade correcional, além da conformidade formal.
Resultado esperadoO Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) da Correição é executado com avaliações periódicas da qualidade processual e decisória e tratamento das não conformidades identificadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.9.P1 Executar o PGMQ, com avaliação periódica da qualidade processual e decisória da atividade correcional. Programa de Gestão e Melhoria da Qualidade (PGMQ) documentado e relatório de avaliação da qualidade processual e decisória.
COR.3.9.P2 Tratar e acompanhar as não conformidades identificadas nas avaliações do PGMQ. Plano de ação e registros de acompanhamento da correção das não conformidades identificadas.

COR.3.10 - Mensuração do desempenho, resultados e custos da Correição

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoConhecer o custo e o desempenho da atividade correcional para subsidiar decisões de gestão.
Resultado esperadoIndicadores de desempenho e custo da Correição são medidos regularmente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.10.P1 Medir indicadores de desempenho e custo da atividade correcional. Relatório de indicadores de desempenho e custo da Correição.

COR.3.11 - Monitoramento dos resultados e efeitos das medidas correcionais

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se as sanções aplicadas de fato corrigem condutas e dissuadem novas irregularidades.
Resultado esperadoOs efeitos dissuasórios e corretivos das medidas correcionais aplicadas são monitorados.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.11.P1 Monitorar se as sanções e medidas aplicadas produzem efeito dissuasório e correção de conduta. Relatório de monitoramento de efeitos das medidas correcionais.

COR.3.12 - Articulação entre as macrofunções do Mucci

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoPrevenir lacunas, duplicidades e encaminhamentos inadequados em assuntos que envolvam mais de uma macrofunção do Mucci.
Resultado esperadoAs interfaces da Correição com as demais macrofunções presentes no ente têm responsáveis e fluxos definidos. Os encaminhamentos e o compartilhamento pertinente de informações são rastreáveis, respeitam as atribuições de cada função e admitem devolutivas compatíveis com o sigilo e a proteção das informações.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.12.P1 Definir e documentar, de forma proporcional ao arranjo institucional, as interfaces, os responsáveis, os critérios de encaminhamento, o compartilhamento de informações e as devolutivas entre a Correição e as demais macrofunções presentes no ente. Fluxo de recepção de notícias e indícios provenientes da Ouvidoria, Auditoria Interna e outras macrofunções, com critérios de registro, destinação e retorno institucional permitido.
COR.3.12.P2 Aplicar os fluxos às demandas compartilhadas que ocorrerem e avaliar periodicamente seu funcionamento, registrando ajustes para corrigir lacunas, duplicidades ou conflitos de atribuição. Na ausência de demandas no período, demonstrar a revisão do fluxo e sua disponibilidade para uso. Registros de encaminhamentos recebidos, de demandas conciliadas quando aplicável e de retornos compatíveis com o sigilo; informações agregadas compartilhadas para prevenção, sem exposição indevida de casos ou antecipação de juízo disciplinar; ou registro da revisão do fluxo quando não houver demandas.

COR.3.13 - Condução de Processos Administrativos de Responsabilização de pessoas jurídicas

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoEstruturar a apuração e a responsabilização administrativa de pessoas jurídicas em rito próprio, distinto do PAD.
Resultado esperadoOs PARs de competência do ente seguem fluxo definido de instauração, instrução, defesa, decisão e registro dos resultados, quando houver casos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.13.P1 Definir responsabilidades e conduzir o PAR conforme o regime aplicável, assegurando defesa, instrução documentada e análise dos fatos e provas. Fluxo ou procedimento de PAR e amostra de autos, quando houver, com registros de instrução e defesa.
COR.3.13.P2 Fundamentar a decisão, controlar os prazos e registrar os resultados e encaminhamentos exigidos pelo regime aplicável. Controle dos processos e amostra de relatórios, decisões e registros de encaminhamento, quando houver.

COR.3.14 - Soluções consensuais na responsabilização de pessoas jurídicas

CampoDefinição
Nível3 - Desenvolvido
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoTratar separadamente os instrumentos consensuais aplicáveis a pessoas jurídicas, respeitando os requisitos legais e a competência para negociação e celebração.
Resultado esperadoO ente dispõe de critérios e fluxo para identificar propostas cabíveis, encaminhá-las à autoridade competente e acompanhar os efeitos das soluções celebradas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.3.14.P1 Avaliar e documentar o cabimento, os requisitos e a competência para solução consensual relativa à pessoa jurídica, inclusive acordo de leniência quando aplicável. Critérios de cabimento, fluxo de encaminhamento e registro fundamentado da análise de propostas, quando houver.
COR.3.14.P2 Apoiar ou realizar os atos de sua competência e acompanhar as obrigações e os efeitos do instrumento celebrado, sem presumir que a unidade correcional detenha competência para celebrá-lo. Registros de encaminhamento à autoridade competente, instrumento celebrado e acompanhamento de obrigações, quando houver.

Nível 4. Consolidado

COR.4.1 - Atuação correcional orientada por inteligência e riscos emergentes

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoAntecipar áreas de maior risco de irregularidade usando dados e inteligência, e não apenas reagir a notícias recebidas.
Resultado esperadoÁreas de maior risco de irregularidade são priorizadas com base em análise preditiva.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.1.P1 Utilizar dados e inteligência para antecipar áreas de maior risco de irregularidade. Relatório de análise preditiva ou de priorização por inteligência.

COR.4.2 - Produção de recomendações sistêmicas para prevenção e aperfeiçoamento institucional

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoConsolidar causas recorrentes de múltiplos processos em recomendações que previnam falhas institucionais mais amplas.
Resultado esperadoRecomendações sistêmicas são elaboradas a partir de causas recorrentes e encaminhadas à alta administração.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.2.P1 Consolidar causas recorrentes de múltiplos processos em recomendações sistêmicas à alta administração. Relatório de recomendações sistêmicas à alta administração.

COR.4.3 - Aconselhamento e influência junto à alta administração em matéria correcional

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoFazer da Correição uma referência técnica consultada sobre riscos e tendências de irregularidade.
Resultado esperadoA alta administração recebe aconselhamento técnico sobre riscos e tendências identificados pela Correição.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.3.P1 Assessorar a alta administração sobre riscos e tendências identificados pela atividade correcional. Pareceres ou notas técnicas de aconselhamento à alta administração.

COR.4.4 - Planejamento estratégico da força de trabalho da Correição

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoAntecipar necessidades futuras de servidores e membros de comissões, evitando lacunas de capacidade.
Resultado esperadoExiste plano de força de trabalho da função correcional com horizonte de médio prazo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.4.P1 Projetar necessidades futuras de servidores e de membros de comissões da Correição. Plano de força de trabalho da função correcional.

COR.4.5 - Proteção da Correição contra pressões indevidas

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoProteger a Correição de pressões indevidas sobre decisões de instauração e conclusão de processos.
Resultado esperadoDecisões de instauração e condução processual seguem critério técnico, protegido por salvaguardas formais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.5.P1 Aplicar critérios técnicos documentados às decisões de instauração e conclusão de processos, com fundamentação e rastreabilidade. Critérios técnicos documentados e amostra de decisões de instauração e conclusão fundamentadas.
COR.4.5.P2 Formalizar salvaguardas contra pressões sobre a atuação correcional. Ato ou procedimento de salvaguardas contra interferências, com regras de registro e tratamento e rastreabilidade das decisões técnicas.

COR.4.6 - Supervisão externa da atividade correcional

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoSubmeter a Correição a um olhar externo que valide sua qualidade e legitimidade.
Resultado esperadoA atividade correcional é avaliada periodicamente por auditoria interna ou externa.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.6.P1 Submeter a atividade correcional a avaliações periódicas de órgão de controle interno ou externo. Relatório de auditoria ou de avaliação externa da atividade correcional.

COR.4.7 - Evolução normativa orientada por riscos, evidências e aprendizados da atividade correcional

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoAtualizar normas correcionais com base em lições de processos concluídos, e não apenas por exigência legal.
Resultado esperadoNormas correcionais são revisadas com base em evidência de processos concluídos ou mudança jurisprudencial.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.7.P1 Revisar normas correcionais com base em lições de processos concluídos e mudanças jurisprudenciais. Histórico de revisão normativa motivada por evidência ou jurisprudência.

COR.4.8 - Atuação orientada por dados e evidências

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoBasear decisões de priorização e alocação de recursos em dados reais de processos concluídos, e não em suposições.
Resultado esperadoDados de processos concluídos orientam decisões documentadas de priorização e alocação de recursos.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.8.P1 Utilizar dados de processos concluídos para orientar decisões de priorização e alocação de recursos. Relatório de análise de dados correcionais utilizado em decisão registrada.

COR.4.9 - Integração da Correição à governança, integridade, gestão de riscos e sistema de controle interno

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoInstituir o acompanhamento formal, pela governança, da situação consolidada dos processos correcionais.
Resultado esperadoA instância de governança recebe reporte periódico sobre a situação consolidada dos processos correcionais.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.9.P1 Reportar periodicamente à instância de governança a situação consolidada dos processos correcionais. Ata de instância de governança com pauta correcional.

COR.4.10 - Relações institucionais, cooperação e participação em redes correcionais

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAprender com a experiência de outras corregedorias e evitar isolamento técnico.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função participam regularmente de redes correcionais e eventos da área.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.10.P1 Participar de redes correcionais, como Conaci ou redes de corregedorias, para troca de práticas. Registro de participação em redes ou eventos correcionais.

COR.4.11 - Inteligência correcional para identificação de padrões, tendências, riscos e vulnerabilidades

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoExtrair valor analítico de dados de processos e outras bases, identificando padrões sistêmicos de irregularidade.
Resultado esperadoDados de processos são cruzados com outras bases e geram análises de padrões de irregularidade.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.11.P1 Cruzar dados de processos com outras bases para identificar padrões sistêmicos de irregularidade. Relatório de análise cruzada de dados aplicado à atividade correcional.

COR.4.12 - Avaliação integrada da efetividade da atividade correcional

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIr além do volume de processos concluídos e avaliar se a Correição de fato reduz a recorrência de irregularidades.
Resultado esperadoA efetividade da Correição é avaliada considerando a redução de recorrência de irregularidades.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.12.P1 Avaliar a efetividade da Correição considerando a redução de recorrência, e não apenas o volume de processos concluídos. Relatório de avaliação integrada de efetividade da Correição.

COR.4.13 - Análise sistêmica de causas, recorrências e fatores associados às irregularidades

CampoDefinição
Nível4 - Consolidado
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoIdentificar causas comuns entre diferentes processos, e não tratar cada caso de forma isolada.
Resultado esperadoCausas e fatores comuns entre diferentes processos concluídos são analisados sistemicamente.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.4.13.P1 Analisar sistemicamente causas e fatores comuns entre diferentes processos concluídos. Relatório de análise sistêmica de causas e recorrências.

Nível 5. Referência

COR.5.1 - Correição como agente de mudança e transformação institucional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoUtilizar a atuação correcional para induzir mudanças estruturais de gestão além dos casos individuais julgados.
Resultado esperadoHá caso documentado de mudança institucional induzida pela Correição.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.1.P1 Utilizar a atuação correcional para induzir mudanças estruturais de gestão em outras áreas da organização. Caso documentado de mudança institucional induzida pela Correição.

COR.5.2 - Inovação e disseminação de soluções e boas práticas correcionais

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteServiços e Entregas
PropósitoContribuir para o avanço da atividade correcional além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoSoluções inovadoras na condução processual são desenvolvidas e compartilhadas com outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.2.P1 Desenvolver soluções inovadoras na condução processual e compartilhá-las com outros entes. Registro de solução inovadora desenvolvida e compartilhada externamente.

COR.5.3 - Cultura institucional de responsabilização, integridade e aprendizagem

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteOrganizacional e Estrutural
PropósitoConsolidar a responsabilização proporcional e justa como valor institucional internalizado.
Resultado esperadoPesquisa de cultura organizacional demonstra internalização do valor da responsabilização proporcional.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.3.P1 Promover ações contínuas que consolidem a responsabilização proporcional e justa como valor institucional. Pesquisa de cultura organizacional sobre responsabilização e integridade.

COR.5.4 - Referência e inovação em padrões e práticas correcionais

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteNormativa e Regulatória
PropósitoContribuir para o avanço de padrões e práticas correcionais além dos limites do próprio ente.
Resultado esperadoPráticas próprias de Correição são reconhecidas ou replicadas por outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.4.P1 Desenvolver práticas próprias de Correição que sirvam de referência para outros entes. Prática premiada, replicada por outros entes ou citada como referência.

COR.5.5 - Correição como componente estratégico da governança e do sistema de integridade

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoIntegrar sistematicamente os riscos e resultados da atividade correcional às decisões estratégicas da organização.
Resultado esperadoDecisões estratégicas fundamentadas em dados correcionais estão documentadas.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.5.P1 Assegurar que decisões estratégicas da alta administração considerem formalmente riscos e resultados da atividade correcional. Registro de decisão estratégica fundamentada em dados correcionais.

COR.5.6 - Liderança, cooperação e disseminação de boas práticas correcionais

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteGovernança e Gestão de Riscos
PropósitoAssumir papel de liderança técnica, apoiando outros entes a evoluir em matéria correcional.
Resultado esperadoOs responsáveis pela função lideram iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.6.P1 Liderar iniciativas de cooperação técnica ou mentoria para outros entes em matéria correcional. Registro de mentoria, cooperação técnica ou material de boas práticas disseminado.

COR.5.7 - Aprendizagem e melhoria contínua da atividade correcional

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoTransformar processos concluídos e avaliações em aprendizado institucional permanente.
Resultado esperadoLições aprendidas de processos concluídos e avaliações são incorporadas a mudanças de processo.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.7.P1 Institucionalizar ciclo de aprendizagem que capture lições de processos concluídos e avaliações para aperfeiçoar a Correição. Registro de lições aprendidas incorporadas a mudanças de processo.

COR.5.8 - Demonstração do valor gerado pela Correição

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoProvar, com evidências robustas, que a Correição gera valor público real.
Resultado esperadoRelatório de valor gerado pela Correição apresenta casos concretos de dissuasão, recursos recuperados e prevenção.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.8.P1 Produzir evidências robustas do valor gerado pela Correição, como dissuasão, recursos recuperados e prevenção. Relatório de valor gerado pela Correição, com casos concretos.

COR.5.9 - Reconhecimento da Correição pelas partes interessadas

CampoDefinição
Nível5 - Referência
Dimensão predominanteDesempenho e Resultados
PropósitoVerificar se o esforço correcional é percebido e valorizado pela gestão, pares e sociedade.
Resultado esperadoPesquisas demonstram reconhecimento interno ou externo favorável à Correição.
CódigoPrática esperadaEvidência exemplificativa
COR.5.9.P1 Medir e acompanhar o reconhecimento da Correição pela gestão, por pares e pela sociedade. Pesquisa de reconhecimento externo ou interno favorável à Correição.